RenovaDF forma 1.312 alunos e abre novas oportunidades de qualificação
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. “Eu acho que eu me superei.” Aos 47 anos, Ivone Cabral dos Reis concluiu o curso de ajudante de manutenção do RenovaDF depois de uma vida marcada pelo abandono e pela vida nas ruas, onde estava desde os 6 anos. Hoje acolhida em uma casa de apoio a mulheres, Ivone chegou a duvidar de que conseguiria acompanhar as aulas, mas encontrou na professora e nos colegas o apoio para continuar. Agora, busca um emprego. “É para conseguir me manter do jeito que estou, firme”, reforça. Recém-formada no curso de ajudante de manutenção, Ivone dos Reis, que já enfrentou situação de rua e recebeu acolhimento em casa de apoio, elogia a professora da capacitação: “Ela me fez dar o melhor de mim” | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Antes de entrar no RenovaDF, Ivone já havia deixado de usar drogas. Depois de sofrer violência nas ruas, foi acolhida na casa de apoio, quando conseguiu ser selecionada para o RenovaDF. Ela está entre os 1.312 formandos da segunda turma de 2026, cuja cerimônia reuniu aproximadamente 1.500 pessoas nesta sexta-feira (11/9), com a participação da governadora Celina Leão. A história de Ivone ajuda a explicar o foco do programa: pessoas em situação de vulnerabilidade, entre elas, quem vive nas ruas e mulheres vítimas de violência. A superação de Ivone também passou pela convivência: seguir orientações e trabalhar com pessoas que não conhecia exigiram uma adaptação à nova rotina. “Eu me senti muito acolhida”, conta. Ao lembrar a professora, resume: “Ela me fez dar o melhor de mim”. Durante a cerimônia de formatura, Celina Leão chamou Ivone ao palco e, em nome dela, cumprimentou as mulheres que concluíram a formação apesar das dificuldades para conciliar as aulas, os filhos e o trabalho. “Você, hoje, significa muito para muitos outros que ainda querem e precisam de sair da situação”, disse a governadora. “Que você nunca desista, porque você é mais do que uma vencedora”. Durante a cerimônia de formatura da segunda turma deste ano do RenovaDF, a governadora Celina Leão enfatizou: “Esse é um programa que acolhe e abriga todas as pessoas” A chefe do Executivo enfatizou o atendimento a diferentes públicos: “Esse programa pega pessoas que estão em situação de rua, pega mulheres que estão em vulnerabilidade, pega estrangeiros — é um programa que acolhe e abriga todas as pessoas”. O secretário interino de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Italo Alves dos Santos, explicou que o RenovaDF reserva vagas por meio de cotas sociais. Além de pessoas em situação de rua e mulheres vítimas de violência doméstica, elas contemplam reeducandos, jovens em conflito com a lei e imigrantes. Uma segunda formação Italo dos Santos, secretário interino de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda: “A gente está dando prioridade àquelas pessoas que ainda não conseguiram uma vaga de emprego e que estão em situação de vulnerabilidade social” Entre as novidades desta edição está a participação de alunos que já haviam concluído o RenovaDF. Segundo Italo, nesta edição, esse grupo correspondeu a cerca de 15% dos participantes. A reserva de vagas para quem volta ao programa passa a integrar os ciclos, com percentual variável conforme a oferta. “A gente está dando prioridade àquelas pessoas que ainda não conseguiram uma vaga de emprego e que estão em situação de vulnerabilidade social”, explicou o secretário. A mudança atende à procura de antigos alunos por mais formação e por uma nova oportunidade de entrar no mercado de trabalho. A primeira turma de serralheria faz parte dessa iniciativa. Composta por participantes que cursam o RenovaDF pela segunda vez, ela tem formatura marcada para este sábado (12/9). A próxima edição também terá uma novidade: vagas destinadas a mães atípicas, como são chamadas as mães de pessoas com deficiência ou condições que exigem cuidados específicos. Mais de 30 mil pessoas já receberam qualificação do RenovaDF desde que o programa foi criado, em 2021 Com 1.500 novas oportunidades, o novo ciclo está na fase de seleção e matrícula, segundo Italo, com início das aulas previsto para ainda este mês. “A procura foi muito grande”, ressaltou o gestor. “A gente está fazendo a seleção dessas mães que vão fazer parte do novo ciclo”. A reserva para esse público deverá alcançar 10% das vagas. Aprendizado nos espaços públicos A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) coordena o RenovaDF em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF). O programa combina aulas teóricas e práticas de construção civil e manutenção urbana. Nesta turma, os alunos atuaram em mais de 180 equipamentos públicos, conforme o balanço apresentado pelo Senai na cerimônia. O curso tem 240 horas, distribuídas por cerca de três meses, com atividades em parquinhos, praças, quadras esportivas e campos de futebol. Durante a formação, os participantes recebem bolsa equivalente a um salário mínimo por mês, auxílio-transporte, seguro contra acidentes pessoais, uniforme e equipamentos de proteção individual. Para obter o certificado, o aluno precisa cumprir frequência mínima de 75% e alcançar aproveitamento de pelo menos 70%. Desde que foi criado, em 2021, o programa já qualificou mais de 30 mil pessoas, segundo o balanço apresentado pelo Senai durante a formatura.
Ler mais...
Hub de empreendedorismo será inaugurado com foco no fortalecimento de mulheres
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Brasília ganha, nesta quinta-feira (13/8), o Hub de Empreendedorismo Feminino, a ser inaugurado no Estádio Mané Garrincha com uma programação que reúne talk show, networking, assinatura de parcerias e apresentação da proposta do novo espaço. Novo espaço terá estrutura para eventos ligados ao empreendedorismo, reuniões, capacitações e coworking | Foto: Divulgação/Sedet-DF Com objetivo de conectar, fortalecer e impulsionar mulheres empreendedoras, o hub nasce como um ambiente gratuito voltado à integração de entidades, iniciativas e mulheres que atuam no ecossistema do empreendedorismo feminino. O espaço contará com estrutura para coworking, eventos, reuniões, networking, mentorias, palestras e ações de capacitação. A programação começa às 10h30, com a recepção dos convidados. Às 11h, será realizado o talk show “A força do empreendedorismo feminino”. Às 12h, o hub será oficialmente inaugurado, com a abertura do espaço e a apresentação de sua proposta e objetivos. Na sequência, as entidades participantes formalizarão sua integração ao projeto durante a assinatura dos termos de parceria. O hub é promovido pelo Instituto Conecta Brasil, com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF). *Com informações da Sedet-DF
Ler mais...
Startup Mãe Borboleta aposta em tecnologia para ajudar mulheres a organizar rotina e a cuidar da saúde emocional
A sobrecarga materna faz parte da rotina de muitas mulheres e, por muito tempo, foi tratada como algo natural. Cada vez mais esse tema tem ganhado visibilidade — inclusive no campo da inovação. É nesse contexto que surge a Mãe Borboleta, startup do Distrito Federal desenvolvida com incentivo da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do programa Start BSB e executado pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), que propõe uma abordagem estruturada para apoiar mães na organização da rotina e no cuidado com a saúde emocional. O que é ser uma “mãe borboleta”? O conceito que dá nome à startup traduz a proposta central do método: olhar para a maternidade de forma mais equilibrada, considerando não apenas o cuidado com os filhos, mas também o bem-estar e a identidade da mulher. “Ser uma mãe borboleta não é sobre ter tudo perfeito. É sobre aprender a cuidar de si sem culpa, fortalecer a autoestima e organizar a rotina de um jeito que a mulher também caiba nela. É sair da sobrecarga e descobrir leveza mesmo em meio ao caos”, afirma Suellen Martins. Quando a experiência pessoal vira inovação A Mãe Borboleta nasceu da vivência da fundadora, Suellen Martins, que transformou sua trajetória pessoal e profissional em um método estruturado de apoio à maternidade. “A startup nasceu para preencher a lacuna entre o cuidado clínico mental e a vida prática, combatendo a invisibilidade materna e o esgotamento”, ressalta. Com formação voltada à saúde mental materna e atuação na área de saúde da mulher, a fundadora identificou uma carência importante: muitas mães não encontram suporte contínuo após o parto e ao longo dos desafios da maternidade. A Mãe Borboleta nasceu da vivência da fundadora, Suellen Martins, que transformou sua trajetória pessoal e profissional em um método estruturado de apoio à maternidade | Fotos: Divulgação/FAPDF Foi a partir dessa percepção que surgiu o Método Mãe Borboleta, estruturado para apoiar mulheres no enfrentamento da sobrecarga emocional e organizacional. Do acolhimento presencial ao site O que começou com atendimentos individuais e encontros presenciais evoluiu para uma solução digital. Ao perceber que os resultados eram replicáveis, a startup estruturou um ecossistema acessível a mais mulheres. Hoje, a Mãe Borboleta reúne, em uma única plataforma: - conteúdos em áudio, vídeo e texto - comunidade segmentada - mentorias - agenda de eventos O diferencial está no foco: mais do que produtividade, a proposta é trabalhar a saúde emocional como base para reorganizar a rotina. A proposta da startup dialoga com movimentos globais voltados à maternidade consciente e ao enfrentamento do esgotamento parental. Ao integrar saúde mental e tecnologia, a solução busca ajudar mães a se reconectarem com sua identidade, longe das pressões e idealizações das redes sociais. Na prática, isso se traduz em um ambiente digital de escuta ativa e troca segura entre usuárias, inspirado na experiência dos encontros presenciais. Um método estruturado para sair da sobrecarga Base da solução, o Método Mãe Borboleta é composto por sete passos voltados ao enfrentamento da sobrecarga materna, combinando aspectos emocionais e práticos da rotina. A startup apresenta crescimento consistente, com expansão da comunidade e relatos de impacto positivo, como a redução da ansiedade e o fortalecimento da autoconfiança Entre os pilares do método estão o desenvolvimento da autoresponsabilidade, a organização da rotina, o fortalecimento do autoconhecimento e a priorização do autocuidado — elementos que, segundo a fundadora, são essenciais para promover equilíbrio e bem-estar na maternidade. “O primeiro passo é a autoresponsabilidade — não pelo que acontece, mas pela forma como a mãe reage. Ao longo do processo, ela aprende a se priorizar, acolher o tempo da transformação e entender que sempre é possível recomeçar”, explica Suellen Martins. Crescimento e apoio à inovação A Mãe Borboleta opera com um modelo híbrido, que inclui assinatura da comunidade digital, mentorias, eventos e conteúdos editoriais. O público é formado, principalmente, por mulheres que buscam equilibrar carreira, autocuidado e maternidade, muitas delas empreendedoras ou profissionais liberais. A startup apresenta crescimento consistente, com expansão da comunidade e relatos de impacto positivo, como a redução da ansiedade e o fortalecimento da autoconfiança. O apoio da FAPDF, por meio do programa Start BSB — iniciativa voltada ao fomento de startups inovadoras no Distrito Federal — foi decisivo para a estruturação e escalabilidade da solução. A Mãe Borboleta integra o Eixo I do programa, voltado à ideação e validação de modelos de negócio inovadores. O programa é executado em parceria com a Finatec, responsável por oferecer suporte técnico e estratégico às startups participantes. Para o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, iniciativas como a Mãe Borboleta evidenciam o papel estratégico da inovação no fortalecimento do empreendedorismo feminino e no avanço de soluções voltadas à saúde da mulher. “Fortalecer o empreendedorismo feminino no Distrito Federal é uma prioridade, porque sabemos que, quando mulheres inovam, elas não apenas criam negócios, mas transformam realidades sociais inteiras. Quando olhamos para soluções como a Mãe Borboleta, vemos a tecnologia sendo aplicada de forma sensível e estratégica para enfrentar desafios reais da saúde da mulher, especialmente no campo da saúde mental materna”, afirma Reisman. Para Suellen, “o programa [Start BSB] permitiu estruturar a visão de negócio, superar desafios de modelagem e nos deu a validação institucional necessária para escalar a solução”. Próximos passos Entre os próximos passos, a startup prevê a ampliação da plataforma com novas funcionalidades e a expansão de suas ações para alcançar mais mulheres em diferentes contextos. A iniciativa também avança para outras frentes. O método deu origem ao livro Mãe Borboleta, com lançamento previsto para maio de 2026, ampliando o acesso ao conteúdo desenvolvido pela startup e fortalecendo sua proposta de apoiar mulheres em diferentes fases da maternidade. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
Ler mais...
DF registra prisão de um agressor por violência doméstica a cada uma hora e meia
Estudo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) aponta que, em média, um agressor foi preso a cada uma hora e meia no Distrito Federal por crimes de violência doméstica. O relatório detalhado refere-se ao período de 2025 e mostra que 5.588 agressores foram presos. Os dados foram analisados pela Subsecretaria de Gestão da Informação (SGI), da SSP-DF, e revelam também características importantes das ocorrências, como os períodos de maior incidência dos crimes, o perfil das vítimas e dos autores, além dos índices de reincidência. No mesmo período, foram registradas 23.066 ocorrências de agressões contra mulheres no DF. O estudo refere-se ao ano de 2025, comparado com 2024. Para a vice-governadora Celina Leão, compreender a dinâmica desses crimes é essencial para fortalecer as políticas públicas de proteção e incentivar a denúncia de agressões. “O estudo detalhado do perfil das vítimas e dos agressores tem sido uma ferramenta fundamental para aperfeiçoar as políticas de proteção às mulheres no Distrito Federal. A partir dessas análises, conseguimos compreender melhor como a violência acontece, identificar padrões e direcionar ações mais eficazes de prevenção. Para que esse trabalho seja efetivo, a denúncia é um passo indispensável. É por meio dela que as forças de segurança conseguem agir, investigar e prender os agressores, interrompendo o ciclo de violência e assegurando que os responsáveis sejam levados à justiça”, afirma a vice-governadora Celina Leão. Para o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, o enfrentamento à violência contra a mulher é tratado como prioridade estratégica na política de segurança pública do Distrito Federal. “Nossas ações são baseadas em dados, em evidências. Com isso, conseguimos compreender melhor as circunstâncias em que esses crimes ocorrem e podemos atuar para proteger essas mulheres e prender os agressores que insistem nessa prática. Nosso trabalho envolve ações integradas voltadas tanto à redução da violência quanto ao fortalecimento da proteção às vítimas.” A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destaca que o enfrentamento à violência exige uma atuação articulada entre diferentes áreas do governo e uma rede de acolhimento estruturada. "A rápida atuação é essencial para que a rede de proteção às mulheres seja cada vez mais eficaz no combate à criminalidade e no fortalecimento das ações de prevenção à violência doméstica". O relatório detalhado refere-se ao período de 2025 e mostra que 5.588 agressores foram presos | Fotos: Divulgação/SSP-DF Dinâmica da violência A análise dos registros mostra que os finais de semana concentram um maior número de ocorrências, sendo responsáveis por 36% dos casos, principalmente durante o período da noite. O domingo se destaca e concentra 19% dos casos. Outro dado relevante é que a grande maioria dos episódios de violência ocorre dentro das próprias residências. No período, 69,4% das ocorrências foram registradas no ambiente doméstico, o que evidencia o caráter íntimo e, muitas vezes, silencioso desse tipo de crime. Os registros também indicam que a violência física esteve presente em 29,3% das ocorrências. A violência psicológica prevaleceu em 77% dos casos. Perfil das vítimas e autores Os dados mostram que a violência doméstica atinge mulheres de todas as idades, mas há maior concentração entre as mais jovens. Mulheres entre 18 e 29 anos representam 32,3% das vítimas, sendo que 30,9% dos registros envolvem mulheres na faixa de 30 a 39 anos. O estudo mostra, ainda, que todas as ocorrências tiveram autoria identificada, resultando em 20.160 autores distintos. No conjunto dessas investigações, a maioria absoluta das ocorrências elucidadas — 89,5% (18.036 casos) — apresenta agressores do sexo masculino, enquanto, em 10,5% (2.124 casos), foram identificadas agressoras do sexo feminino como sujeitas ativas dos crimes. Outro ponto identificado pelo levantamento é a recorrência dos casos. Durante o período analisado, em 2025, dos 23.066 registros de violência doméstica ou familiar, foram identificadas 20.572 vítimas do sexo feminino, sendo que 2.628 dessas ofendidas registraram dois ou mais registros ao longo do ano, o que representa 12,8% do grupo analisado. Esse dado evidencia a persistência da violência para uma parcela significativa das vítimas, indicando situações de maior vulnerabilidade e recorrência para esse grupo específico. Os dados mostram que a violência doméstica atinge mulheres de todas as idades, mas há maior concentração entre as mais jovens Denúncia é fundamental A denúncia continua a ser instrumento essencial para interromper ciclos de violência e garantir proteção às vítimas. No Distrito Federal, além das delegacias circunscricionais e das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam I e Deam II), também é possível registrar ocorrências por meio da plataforma Maria da Penha Online, que permite, inclusive, solicitar medidas protetivas de urgência. Por meio da plataforma, também é possível preencher o questionário de avaliação de risco, representar contra o autor da violência, solicitar acolhimento em Casa Abrigo, autorizar intimações por meios tecnológicos e anexar documentos, vídeos e imagens. Avelar reforça que a participação da sociedade é fundamental. “Esta é uma luta que envolve toda a sociedade. É essencial que a população denuncie qualquer situação de violência para que possamos agir rapidamente na proteção das vítimas.” As denúncias podem ser feitas à Polícia Civil do DF pela denúncia online, pelo e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br, pelo telefone 197 (opção zero) ou pelo WhatsApp (61) 98626-1197. Em casos de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Medida protetiva No período objeto da análise, o Distrito Federal apontou um aumento de 17,3% nos casos de descumprimento de medida protetiva deferida judicialmente, o que reforça a importância dos programas de proteção da SSP-DF: o Viva Flor e o Dispositivo de Proteção à Pessoa. Os instrumentos são estratégicos para a política de proteção da SSP-DF e utilizam tecnologia de georreferenciamento. No caso do DPP, a vítima recebe um dispositivo de alerta e o agressor passa a usar tornozeleira eletrônica. Quando há violação da área de exclusão determinada judicialmente, o sistema emite alerta imediato e aciona as forças de segurança. Atualmente, 627 pessoas são monitoradas ativamente, sendo 553 vítimas e 74 agressores, pela diretoria. Já o Viva Flor permite que a mulher acione rapidamente a rede de proteção diante de qualquer situação de ameaça ou risco. Atualmente, o Viva Flor atende 1.734 mulheres em todo o Distrito Federal. Em agosto de 2025, o Programa Viva Flor passou a ser implementado também em delegacias circunscricionais. O projeto já funcionava em caráter piloto nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) localizadas na Asa Sul e na Ceilândia e passou a atender também nas delegacias do Paranoá, Planaltina, Gama, Santa Maria e Brazlândia. A escolha das unidades levou em conta os dados de incidência de violência doméstica das regiões e a necessidade de oferecer resposta rápida às vítimas. Rede de proteção O enfrentamento à violência contra a mulher no DF também envolve uma rede integrada de atendimento e proteção, coordenada pelo Governo do Distrito Federal. Entre os serviços disponíveis estão a Casa da Mulher Brasileira, os Espaços Acolher, os Centros Especializados de Atendimento e Proteção à Mulher e os comitês de proteção à mulher distribuídos nas regiões administrativas. A rede também oferece mecanismos de apoio social às vítimas, como o Aluguel Social para mulheres em situação de violência e o programa Acolher Eles e Elas, que garante assistência financeira a órfãos do feminicídio. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)
Ler mais...
Mulheres são minoria dos condutores envolvidos em sinistros fatais no DF
No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal divulga um estudo sobre a mulher no trânsito. Os dados apontam que, mesmo as mulheres (765.096) representando 42% do total de condutores habilitados (1.824.467) no DF, elas estiveram presentes em 13% do total de ocorrências fatais de 2025. Entre os 404 condutores envolvidos em sinistros com morte, 53 eram mulheres, 332 homens e 19 não tiveram o sexo identificado. Por outro lado, observa-se que houve um crescimento de 54% na quantidade de mulheres que perderam a vida em decorrência de sinistro de trânsito, passando de 33 em 2024 para 51 em 2025. “Apesar de figurar como minoria entre as vítimas, assusta-nos esse aumento. A mulher sempre foi exemplo de cuidado e respeito às regras de circulação, tanto como condutoras como em outros papéis no trânsito. No último ano, por exemplo, tivemos 12 motociclistas mortas, enquanto no ano anterior nenhuma motociclista tinha perdido a vida no trânsito. Esses dados vão nos ajudar a redirecionar nossas ações educativas voltadas para esse público específico”, explica o diretor-geral, Marcu Bellini. Entre os 404 condutores envolvidos em sinistros com morte, 53 eram mulheres, 332 homens e 19 não tiveram o sexo identificado | Foto: Divulgação/Detran-DF A presença da mulher entre as vítimas fatais (que representou 14% das 229 mortes em 2024) passou para 19% das 271 mortes de 2025. Enquanto em 2025 morreram 12 motociclistas do sexo feminino, em 2024 não havia morrido nenhuma. Por outro lado, em 2024 tinham morrido duas ciclistas e neste ano não houve morte de ciclista do sexo feminino. Perfil das vítimas Entre as 51 mulheres vitimadas, 21 eram pedestres, 10 passageiras e 20 condutoras, sendo a maioria motociclistas (12). O tipo de sinistro que mais vitimou as mulheres em 2025 foi o atropelamento, registrando um aumento de 47% em relação a 2024, quando morreram 15 pedestres do sexo feminino. Outra novidade em 2025 foi o registro de cinco condutoras sem habilitação e uma cuja habilitação não era adequada para a categoria de veículo conduzida. Apenas 14 das 20 mortas eram habilitadas. Em 2024, não houve nenhum registro do tipo. Local do sinistro Quanto ao local do sinistro, 20 mulheres morreram em vias urbanas e 31 em rodovias distritais e federais. As vias urbanas com maior quantidade de óbitos foram a Avenida Recanto das Emas e a Avenida Central do Gama, ambas com duas mortes cada. Entre as regiões administrativas, Plano Piloto se destacou com cinco ocorrências. Taguatinga, Recanto das Emas e Ceilândia registraram dois óbitos cada. Nas rodovias, a maior parte das ocorrências foram registradas na DF-001 (EPCT) com seis casos e três na BR 020. *Com informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF)
Ler mais...
Comandante-geral da PMDF prestigia cerimônia histórica de mulheres nas Forças Armadas
A comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Ana Paula Habka, participou, nesta segunda-feira (2), no Comando Militar do Planalto, em Brasília, da cerimônia que marcou a incorporação conjunta e voluntária de mulheres ao serviço militar inicial das Forças Armadas. A presença da chefe da corporação agregou relevância institucional ao evento e evidenciou o alinhamento da PMDF com políticas de valorização, equidade e fortalecimento da participação feminina nas instituições de Estado. O ingresso voluntário de mulheres no serviço militar inicial representa um avanço significativo na consolidação da igualdade de oportunidades. A iniciativa prevê que, ao longo de 2026, 1.467 mulheres sejam incorporadas em 13 estados e no Distrito Federal, distribuídas em 51 municípios. Desse total, 1.010 atuarão no Exército, 300 na Força Aérea e 157 na Marinha, ampliando a presença feminina nas três Forças. Durante a solenidade, o ministro da Defesa, José Múcio, destacou que a ampliação da participação feminina é resultado de uma evolução institucional alinhada a tendências internacionais. Ele ressaltou que mulheres já exercem funções de comando, participam de missões de paz no exterior e alcançam postos de oficiais-generais, além de integrarem escolas militares como cadetes e guardas-marinhas. Atualmente, as mulheres representam cerca de 10% do efetivo das Forças Armadas, somando mais de 37 mil profissionais em áreas operacionais, técnicas, de saúde e ensino. A medida também fortalece compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito da Agenda Mulheres, Paz e Segurança das Nações Unidas, ampliando a legitimidade social e a capacidade de inovação das instituições militares. A coronel Ana Paula Barros Habka participou nesta segunda-feira (2), no Comando Militar do Planalto, em Brasília, da cerimônia que marcou a incorporação conjunta e voluntária de mulheres ao serviço militar inicial das Forças Armadas | Foto: Divulgação/PMDF A participação da comandante-geral da PMDF no evento reforça o posicionamento da corporação em favor da valorização da mulher, tanto na segurança pública quanto na sociedade. Sob sua liderança, a Polícia Militar do Distrito Federal tem ampliado espaços de protagonismo feminino, reconhecendo a competência técnica, a capacidade de liderança e a contribuição estratégica das mulheres na atividade policial. Ao prestigiar esse marco histórico, a comandante-geral evidencia que a promoção da igualdade de oportunidades e o fortalecimento da presença feminina são princípios que convergem com os valores institucionais da PMDF: profissionalismo, respeito, ética e compromisso com a sociedade. A cerimônia simboliza não apenas uma conquista para as Forças Armadas, mas também um avanço coletivo na construção de instituições mais representativas, inclusivas e alinhadas às demandas contemporâneas. *Com informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)
Ler mais...
Feira criativa movimenta a economia local do Cruzeiro
Iniciativa que tem movimentado o Cruzeiro, o projeto Chega Mais Brechó, elaborado pela administração da cidade, promove nesta quinta (5) mais uma sessão da feira de roupas organizada por mulheres empreendedoras da região. A ação se desenvolve das 8h às 18h, entre a Quadra 8 do Cruzeiro Velho e a Quadra 411 do Cruzeiro. Mulheres expõem produtos artesanais, gerando renda e movimentando o comércio local | Foto: Divulgação/Administração Regional do Cruzeiro As participantes do projeto expõem seus produtos de forma individual. Ao identificar que muitas mulheres não contam com estrutura para trabalhar, a Administração Regional do Cruzeiro criou o projeto, que oferece espaço, tendas e segurança para o empreendedorismo. Faz parte do projeto registrar as feirantes como microempreendedoras e ofertar cursos de capacitação em gestão, marketing, influenciador digital, truques do Canva e precificação, entre outros. Atualmente, 64 empreendedoras locais já podem utilizar seus diplomas para ajudar nas vendas. [LEIA_TAMBEM]“Por meio de capacitação, participação e feira solidária, o Chega Mais Brechó movimenta o comércio, valoriza histórias e constrói um futuro mais sustentável para nossa cidade”, resume o administrador regional do Cruzeiro, Gustavo Aires. Os artigos vendidos às quintas-feiras são diversos, como roupas, sapatos, bolsas, peças de artesanato e quitutes, tudo por um preço acessível. Tudo passa pelo olhar criterioso das feirantes, que fazem jus a um dos objetivos principais: movimentar a economia local, gerando empregos e renda. “Ter o apoio da administração valoriza o trabalho da mulher, e estar em movimento fortalece a saúde mental, trazendo o sentimento de capacidade e ajudando nossas famílias”, afirma Rosileia Carvalho dos Santos, empreendedora de moda sustentável e participante do projeto desde o início. *Com informações da Administração do Cruzeiro
Ler mais...
Projeto Jornada da Mulher Trabalhadora abre 210 vagas para qualificação profissional
Por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), o Governo do Distrito Federal (GDF) abriu chamamento público para o preenchimento de 210 vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional do projeto Jornada da Mulher Trabalhadora. A iniciativa integra as políticas públicas voltadas à promoção da autonomia econômica e da inclusão produtiva de mulheres no Distrito Federal. Os cursos oferecidos são da área de estética e beleza | Foto: Divulgação/Sedet-DF As inscrições serão feitas exclusivamente de forma eletrônica, no portal da Sedet-DF, no período de 2 a 10 de fevereiro, mediante o preenchimento do formulário eletrônico específico do projeto. O processo seletivo é referente à primeira etapa do projeto e contempla ações formativas em regiões administrativas estratégicas. [LEIA_TAMBEM]Nesta fase, os cursos serão ministrados nas regiões administrativas do Guará II e do Gama. Ao todo, são ofertadas vagas para três áreas de qualificação profissional com alta demanda no mercado de trabalho: Alongamento de unhas, Extensão de cílios e Trancista. Cada curso contará com turmas nos turnos matutino e vespertino, ampliando o acesso das participantes às atividades formativas. O curso de Alongamento de unhas disponibiliza 70 vagas, sendo 35 para o turno matutino e 35 para o vespertino. Já o curso de Extensão de cílios também oferta 70 vagas, igualmente distribuídas entre os dois turnos. O curso de Trancista completa o total com mais 70 vagas, divididas entre manhã e tarde. O Jornada da Mulher Trabalhadora tem como objetivo fortalecer a inserção das mulheres no mercado de trabalho, incentivar o empreendedorismo e promover a geração de renda, por meio da oferta de cursos gratuitos de qualificação profissional em áreas com potencial de empregabilidade e trabalho autônomo. Confira o edital na íntegra. *Com informações da Sedet-DF
Ler mais...
Quase 41% das famílias do DF são chefiadas por mulheres, aponta pesquisa
Em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) divulgou, nesta quinta-feira (18), os resultados do primeiro boletim Família e Renda, que apresenta um panorama detalhado das condições de vida das famílias brasilienses em 2024. O estudo analisa a composição familiar, a renda média, as fontes de rendimento e as características das chefias de domicílio no território do Distrito Federal. Imagem: Divulgação/IPEDF A pesquisa, que organiza as famílias em quatro grupos de renda, permitindo uma leitura comparativa das condições socioeconômicas, mostra que o tamanho médio das famílias no DF foi de 2,5 pessoas, com variações conforme o nível de renda familiar per capita. Famílias inseridas no grupo de menor renda apresentaram média de 3,1 integrantes, enquanto nos grupos de renda mais elevada o número médio variou entre 2,1 e 2,4 pessoas. [LEIA_TAMBEM]Nos rendimentos, em 2024, a renda média familiar variou de R$ 2.018 entre as famílias do grupo de menor renda a R$ 19.145 entre aquelas com maior renda per capita. A renda proveniente do trabalho principal foi identificada como a principal fonte de sustento das famílias, respondendo por 44,5% do total da renda familiar no Distrito Federal. No que se refere à inserção no mercado de trabalho, a taxa de participação dos chefes de família foi de 67,4%, enquanto o nível de ocupação alcançou 61,3%. A taxa de desemprego entre os chefes de família foi estimada em 9%, com diferenças expressivas entre os grupos de renda, sendo mais elevada entre os responsáveis pertencentes ao grupo de menor renda familiar per capita. Quanto aos arranjos familiares, predominam no Distrito Federal as famílias formadas por casais com filhos, que representam 28,5% do total, seguidas pelos arranjos unipessoais, com 25,6%. O levantamento também mostra que 40,7% das famílias são chefiadas por mulheres. Confira o boletim. *Com informações do IPEDF
Ler mais...
Dia do Servidor: mulheres representam 66% da força de trabalho do GDF
O Governo do Distrito Federal tem hoje 76.207 servidores efetivos, todos aprovados por concurso público. Desse total, 23.545 fazem parte da carreira de magistério público e 52.662 atuam nas demais áreas do funcionalismo. As mulheres são maioria: elas somam 50.095 servidoras, o que representa 66% do total, enquanto os homens são 26.112, cerca de 34%. Os dados são da Secretaria de Economia (Seec-DF), órgão central de gestão de pessoas no governo distrital. O secretário-executivo de Gestão Administrativa da Seec-DF, Ângelo Roncalli, acredita que a predominância feminina no serviço público traz impactos positivos para a qualidade das políticas públicas. "Estudos e experiências administrativas mostram que equipes com maior diversidade de gênero tendem a apresentar mais sensibilidade social, empatia e compromisso com a equidade, valores que se alinham diretamente à missão do serviço público: promover o bem comum e garantir direitos", explica. Por trás dos números, estão histórias que ajudam a entender a importância do serviço público. Uma delas é a de Maria Francisca Lira Aragão, da Secretaria de Economia (Seec-DF), que aos 70 anos segue em atividade depois de 47 anos dedicados ao governo. Ela começou a carreira no antigo Departamento de Turismo, atual Secretaria de Turismo (Setur-DF), e, desde então, acompanhou diferentes fases da administração, vendo de perto como o trabalho dos servidores transforma o dia a dia da cidade. Maria Francisca Lira Aragão, da Secretaria de Economia, tem 70 anos e segue em atividade depois de 47 anos dedicados ao governo | Foto: Divulgação/Seec-DF “Eu comecei no GDF em 1978, nos anexos do Brasília Palace Hotel, como camareira. Depois de três meses, o chefe do setor notou que eu tinha perfil para atendimento e me transferiu para a recepção. Passados mais três meses, ele me levou para o Centro de Convenções”, lembra Maria Francisca. Desde que trocou o interior do Maranhão pela capital federal, Maria Francisca construiu uma trajetória de sucesso no GDF, marcada por bons encontros e oportunidades que surgiram ao longo do caminho. Ainda no Centro de Convenções, um chefe percebeu que ela estudava nas horas vagas para os cursos de magistério e biblioteconomia e pediu que o avisasse quando concluísse a formação. “Depois que me formei, passei a trabalhar na captação de congressos, ainda no Detur. Em seguida, fui transferida para a recepção de turistas no Panteão da Pátria. Em 1990, fui para a antiga Secretaria de Fazenda, hoje Secretaria de Economia”, conta Maria Francisca. Mesmo já tendo direito à aposentadoria pelo tempo de serviço, Francisca diz que ainda não é hora de parar, porque ama atender o público. Atualmente, ela trabalha no atendimento da Agência da Receita do DF, na Asa Norte. “Talvez eu espere a aposentadoria compulsória, porque amo o que faço e vejo aqui como a minha casa. Nós, servidores, temos que ter consciência de que estamos aqui para atender bem o público”, finaliza. Novos servidores As mulheres também foram maioria nos últimos concursos. Dos 11.731 servidores efetivos nomeados nos últimos quatro anos, 7.908 são mulheres e 3.823 são homens. Desse total, 3.758 (32%) integram a carreira de magistério público, enquanto 7.973 (68%) ocupam cargos nas demais carreiras que compõem o quadro de pessoal do Distrito Federal. A professora Daniele Amorim faz parte desse recorte. Depois de sete anos como temporária, ela assumiu em 2024 o cargo efetivo de orientadora educacional e se orgulha de ser servidora pública. “É significativo pensar que hoje as mulheres são maioria; isso mostra nossa luta, resistência e força”, comenta. Para Daniele, o serviço público dá mais segurança e garantia de direitos, algo que, na opinião dela, nem sempre ocorre em outros espaços. “Ainda assim, vejo uma longa caminhada pela frente, principalmente na valorização da carreira do magistério, que sendo uma das mais importantes ainda precisa lutar por reconhecimento”. *Com informações da Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF)
Ler mais...