Com apoio do FAC, projeto abre inscrições para formação de novos talentos do rap no DF
Oficinas sobre técnicas de métrica e ritmo, mentorias com referências do hip-hop no cenário brasiliense e, para fechar com chave de ouro, gravação de um álbum coletivo. Esta é a proposta do projeto Turma do Flow – Vol. 1, promovido com incentivo do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Apresentada por quem entende de rima, a iniciativa busca fomentar o protagonismo de jovens artistas, com foco em MCs em contexto de vulnerabilidade social. Pessoas inscritas que forem selecionadas terão acesso gratuito a seis oficinas da Escola do Flow — Dominando o Rap | Foto: Divulgação “Projetos como o Turma do Flow são estratégicos porque atuam diretamente na formação, na inclusão e na profissionalização de novos talentos do hip-hop, especialmente em territórios mais vulneráveis” Fernando Modesto, secretário de Cultura e Economia Criativa interino Interessados em participar devem preencher um formulário online até o dia 27 deste mês. Em 9 de maio, haverá a seletiva presencial dos talentos, no Jovem de Expressão, em Ceilândia. Cada pessoa inscrita terá a oportunidade de se apresentar por dez minutos para jurados especializados, que vão observar domínio do ritmo e encaixe das palavras, presença de palco, construção lírica e originalidade. É necessário contribuir com 1 kg de alimento não perecível para doação à Cozinha Solidária do Sol Nascente. Serão selecionados 15 participantes, que terão acesso a seis oficinas gratuitas da Escola do Flow — Dominando o Rap, com carga horária de 24 horas, para aprender as principais técnicas da dança. Também haverá gravação profissional de faixas para o álbum coletivo e mentorias com referências do cenário brasiliense, além de entrega de certificado de participação. Todas as etapas contam com acessibilidade para pessoas com deficiência, intérprete em Libras e legendas. Capacitação AfroRagga, idealizador do projeto e coordenador da Escola do Flow: “A ideia é capacitar ainda mais esses artistas, trazendo técnicas de rap, desde a escrita, expressão vocal para que eles entendam cada processo de uma composição” O idealizador do projeto e coordenador musical e pedagógico da Escola do Flow, AfroRagga, afirma que o objetivo é capacitar os artistas e democratizar o acesso ao ensino musical de qualidade. “A ideia é capacitar ainda mais esses artistas, trazendo técnicas de rap, desde a escrita, expressão vocal para que eles entendam cada processo de uma composição”, resume. “O melhor de tudo é que poderemos colocar em prática e vamos lançar o álbum ao final do projeto”. [LEIA_TAMBEM]Responsável pela elaboração do projeto, o produtor-executivo Julio Mafra reforça a importância do FAC: “Para nós, agentes culturais do DF, o FAC representa um instrumento essencial de fomento, que possibilita transformar ideias em ações concretas, ampliando o acesso à cultura e fortalecendo iniciativas independentes em todo território”. Essa iniciativa, lembra ele, prioriza jovens em situação de vulnerabilidade social. Segundo o secretário de Cultura e Economia Criativa interino, Fernando Modesto, o apoio do FAC demonstra o compromisso do GDF com ações que democratizam o acesso à cultura e valorizam a diversidade e a juventude. “Projetos como o Turma do Flow são estratégicos porque atuam diretamente na formação, na inclusão e na profissionalização de novos talentos do hip-hop, especialmente em territórios mais vulneráveis, fortalecendo a economia criativa e garantindo que esses artistas tenham condições reais de desenvolver sua trajetória com dignidade e protagonismo”, enfatiza. Turma do Flow – Vol. 1 → Inscrições abertas até o dia 27, neste formulário. → Data da seletiva: 9 de maio* → Horário: das 14h às 20h → Local: Jovem de Expressão – QNM 18/20, Praça do Cidadão, Ceilândia. * No dia da seletiva, cada participante deverá levar 1 kg de alimento não perecível para doação à Cozinha Solidária do Sol Nascente.
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Projeto une realidade virtual e saberes indígenas em experiências imersivas
Com o fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), foi lançado nesta quinta-feira (15), na Universidade Católica de Brasília (UCB), em Taguatinga, o projeto de pesquisa “Lab Metaverse UCB: o futuro é ancestral”. A iniciativa propõe o uso de tecnologias emergentes, como realidade virtual e inteligência artificial, para valorizar e difundir os saberes ancestrais de diferentes povos indígenas do Brasil. Evento contou com a participação de lideranças indígenas | Fotos: Divulgação/FAPDF O evento reuniu lideranças indígenas, pesquisadores, autoridades, membros da comunidade acadêmica e outros convidados. Entre os destaques da programação, foi exibido um filme imersivo em realidade virtual 360º, realizado em parceria com as lideranças da Aldeia Mutum, do povo yawanawá, do Acre. A produção audiovisual narra um mito ancestral da floresta amazônica, conduzindo o espectador a uma experiência sensorial e simbólica que conecta tecnologia e espiritualidade. O filme foi desenvolvido com a participação ativa da comunidade indígena, incluindo o cacique Matsini Yawanawá e o jovem cacique Rasu Yawanawá, ambos guardiões do conhecimento espiritual de seu povo. Cultura, inovação e educação O Lab Metaverse UCB é um laboratório dedicado ao desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica, pedagógica e cultural. A proposta busca integrar recursos como realidade virtual, ambientes interativos no metaverso e inteligência artificial generativa à preservação da cultura e da linguagem humanas. Um dos eixos da iniciativa é inspirado na publicação Manifesto do Futuro Ancestral, da professora e pesquisadora Florence Dravet, também coordenadora do projeto, e visa a criar experiências imersivas dedicadas às etnias pataxó, yawanawá e tukano. O objetivo é promover uma vivência digital significativa dessas culturas, estimulando o respeito à diversidade e à memória ancestral. Além do filme em 360°, o evento também apresentou a oficina Imersão Onírica, durante a qual os participantes exploram as possibilidades criativas da inteligência artificial (IA) por meio de imagens geradas a partir de sonhos e relatos pessoais. As criações são expostas em uma galeria virtual no metaverso open source OnCyber, resultando em uma exposição coletiva e sensorial. Realidade virtual O projeto Lab Metaverse UCB desenvolve três ambientes virtuais imersivos, cada um dedicado a uma cultura indígena diferente — pataxó, yawanawá e tukano — para proporcionar uma experiência única de conexão com seus saberes ancestrais e tradições. No metaverso, os visitantes podem experienciar a oralidade, mitos, grafismos e cantos sagrados dessas nações, navegando por cenários digitais inspirados nos habitats e símbolos tradicionais de cada etnia. No ambiente dedicado ao povo pataxó, a conexão profunda com a natureza e o mar ancestral é retratada por meio de histórias e personagens virtuais que trazem à vida a cosmologia desse grupo. Já o metaverso yawanawá celebra a harmoniosa relação entre os seres humanos e os espíritos da floresta, oferecendo uma experiência imersiva com cantos e grafismos que expressam a sabedoria milenar da comunidade. Por fim, o espaço dedicado ao povo tukano une sonhos e realidades, permitindo a exploração das narrativas mitológicas e dos rios virtuais que refletem o território tradicional dessa etnia. Projeto transdisciplinar Oficinas imersivas utilizam equipamentos de realidade virtual O Lab Metaverse UCB é um projeto transdisciplinar que envolve áreas como bem-estar cibernético, consciência corporal, comunicação, educação e saúde, integrando saberes e práticas para ampliar as potencialidades do uso do metaverso na formação acadêmica e cultural. A iniciativa promove a integração dos meios tecnológicos na realidade universitária, estimulando uma educação pela experiência. Estudantes e professores de graduação e pós-graduação da UCB participam de oficinas imersivas, experimentando a realidade virtual e os ambientes virtuais desenvolvidos. [LEIA_TAMBEM]O projeto direciona suas experiências imersivas partindo do conceito do futuro ancestral — o encontro entre antigas formas de narrar o mundo e as novas tecnologias digitais. Cada oficina fornece dados para observações e análises que ajudam a compreender as implicações da imersão tecnológica na educação superior, preparando cientistas para as transformações sociais e culturais que o metaverso pode trazer. Inovação tecnológica Com o uso de tecnologias da Web.3 e inteligência artificial, o projeto explora novas formas de interatividade, ampliando as possibilidades criativas dos estudantes e profissionais da sociedade hiperconectada. “Apoiar iniciativas como o Lab Metaverse UCB reafirma nosso compromisso com uma ciência plural, que respeita os saberes ancestrais e aposta na inovação como instrumento de transformação social”, resume o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior. “Projetos como esse constroem pontes entre o futuro e a ancestralidade, entre a tecnologia e o pertencimento.” O projeto foi selecionado por meio do edital FAPDF Learning Tech (2023), com investimento de R$ 1 milhão. A iniciativa está alinhada às diretrizes da fundação para fomentar pesquisas interdisciplinares, inclusivas e voltadas à valorização dos territórios e das populações do Distrito Federal e do Brasil. *Com informações da FAPDF
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Projeto do Maria Fumaça oferece oficinas culturais gratuitas
O bloco carnavalesco Maria Fumaça e o programa Jovem de Expressão promovem, na quinta (23) e na sexta-feira (24), oficinas gratuitas para jovens do Distrito Federal e do Entorno que atuam ou desejam atuar no setor cultural. Retomando as atividades depois do Carnaval, integrantes do Maria Fumaça promovem cursos para quem quer atuar na área da cultura | Foto: Divulgação Estão sendo oferecidas 80 oportunidades gratuitas para cursos de mixagem de áudio, rima e maquiagem de efeito – este último terá intérpretes de Libras. Para desenvolver esta iniciativa, o bloco contou com R$ 40 mil do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). “Este projeto se desenvolve em três eixos, que são o Carnaval, a cultura e o trabalho”, resume o idealizador da ação, o músico Bruno Jacob, integrante do bloco Maria Fumaça. Presenciais, os encontros serão realizados na sede do programa Jovem de Expressão, na EQNM 18/20, Praça do Cidadão, Ceilândia Norte. Ainda há vagas para mixagem de áudio, rima e maquiagem de efeito. Os interessados em participar de uma das oficinas podem se inscrever utilizando o formulário online, disponível neste link.. O bloco Maria Fumaça é formado por DJs. Durante o Carnaval 2023, a agremiação se apresentou domingo, no Teatro de Arena do Cave, no Guará, onde também foi promovida uma festa inclusiva com ênfase no respeito à diversidade. Programação das oficinas ? Dia 23, às 14h – Maquiagem de efeito ? Dia ?23, às 19h – Mixagem de áudio ? Dia 24, às 14h – Rima
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Alunos de oficinas culturais na Estrutural recebem certificados
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) promoveu, nesta quarta-feira (20), a certificação de quase 90 alunos que participaram das Oficinas Formativas e Culturais como Instrumento de Prevenção à Criminalidade. As aulas – de pintura em tela, xadrez, cinema, fotografia e ilustração – foram ministradas na Estrutural, por meio das ações da Área de Segurança Prioritária (ASP), que está na região desde junho deste ano. [Olho texto=”“Segurança pública não é somente combate à criminalidade. Nesse contexto, as ações de prevenção são muito importantes”” assinatura=”Júlio Danilo, secretário de Segurança Pública” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O objetivo foi capacitar crianças e adolescentes, com idades entre 10 e 21 anos, por meio de atividades artísticas e culturais e foco na prevenção primária, a partir de valores de cultura de paz. As aulas ocorreram na Paróquia Nossa Senhora do Encontro com Deus, por meio de parceria com a instituição religiosa. “A ASP é um projeto inovador, de governo, que tem como objetivo proporcionar melhor qualidade de vida à população da Estrutural. Desde o início da implementação do Programa DF Mais Seguro, que a ASP faz parte. O governador Ibaneis determinou que estivéssemos próximos à comunidade, levando e prestando o melhor serviço público”, diz o secretário de Segurança Pública, Júlio Danilo. Para o secretário Júlio Danilo, as oficinas permitem conhecer melhor a realidade dos jovens e da comunidade, para que a atuação da SSP-DF seja cada vez mais precisa | Foto: Divulgação SSP-DF “As oficinas nos permitem conhecer melhor a realidade dos jovens e da comunidade como um todo, para que nossa atuação seja cada vez mais precisa. Segurança pública não é somente combate à criminalidade. Nesse contexto, as ações de prevenção são muito importantes”, ele ressalta. O secretário executivo de Segurança Pública, Milton Neves, falou da importância das oficinas para formação dos participantes. “Tenho certeza que o material que produziram e as aulas que assistiram vão contribuir de uma maneira significativa para a formação de cada um de vocês”, afirmou. [Olho texto=”“Esta é uma nova perspectiva, inclusive para as mães vítimas de violência doméstica”” assinatura=”Ericka Filippelli, secretária da Mulher” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Disciplina A iniciativa teve grande aceitação por parte dos alunos, que participaram das aulas com comprometimento. O subsecretário de Prevenção à Criminalidade, Sávio Ferreira, destacou “a disciplina no cumprimento dos horários e nas atividades propostas e o respeito pelos professores, pelos colegas e com cada um que estava na paróquia.” “Percebemos ainda a tolerância com as diferenças, o respeito nas disputas de xadrez e a generosidade de cada um de vocês. Tudo isso nos fez nos apaixonarmos ainda mais pela comunidade da Estrutural”, acrescentou Ferreira. A administradora da Estrutural, Vânia Gurgel, agradeceu aos jovens pela participação. “Vocês são o futuro, acreditamos na força de vocês. Agradeço por cuidarem desta cidade tão querida. Orgulhem-se de morar aqui, pois somos a melhor cidade para ser capacitada e termos muitas outras oportunidades. Todos os educadores, policiais e bombeiros estão de olho na formação do futuro de vocês.” As irmãs Bruna Larissa e Brenda Freire participaram do projeto: “Ter participado das oficinas vai auxiliar nosso futuro” A secretária da Mulher, Ericka Filippelli também participou da cerimônia, que ocorreu no auditório do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF). “Esta é uma nova perspectiva, inclusive para as mães vítimas de violência doméstica”, disse a secretária. Alegria em participar As irmãs Bruna Larissa e Brenda Freire participaram do projeto e aproveitaram a oportunidade para agradecer a iniciativa. “Tenho certeza que ter participado das oficinas vai auxiliar nosso futuro”, disse Bruna. A irmã, Brenda, agradeceu a dedicação dos professores. “Foi muito bom aprender a jogar xadrez. A gente sempre teve vontade de aprender, mas não tinha quem ensinasse. Nas oficinas tivemos essa oportunidade. A gente queria participar de todas as atividades, mas não dava, por conta do tempo e para dar chance para outras pessoas também fazerem as aulas”, disse a aluna. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Há dez anos com trabalhos sociais dentro da SSP-DF, o sargento Genivaldo Sampaio se emociona ao falar de cada projeto que envolve crianças e adolescentes. “Nosso objetivo com as oficinas era fazer com que essas crianças e adolescentes vissem o trabalho policial de outra forma, pelo lado da prevenção, pelo lado humano, mostrar que o trabalho preventivo diminui as ações policiais nas ruas”, finalizou. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública do DF
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