Oficinas gratuitas de crochê abrem inscrições no Guará
Estão abertas as inscrições para a nova edição da Vigília Cultural de Artesanato, Empreendedorismo e Formação, com início previsto para o dia 11 de maio, no Guará. A iniciativa, realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), oferece oficinas gratuitas de crochê voltadas à comunidade local, com foco na valorização cultural e na geração de renda. “Os investimentos do FAC-DF são fundamentais para garantir que iniciativas como esta saiam do papel e alcancem a população, fortalecendo a diversidade cultural do Distrito Federal”, ressalta o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto. Para ele, o projeto demonstra como o recurso público, quando bem aplicado, promove não apenas a produção artística, mas também o acesso, a formação de público e o reconhecimento de diferentes expressões culturais que compõem a identidade da população. As oficinas de crochê da Vigília Cultural de Artesanato, Empreendedorismo e Formação começam no dia 11 de maio; nesta edição, as aulas serão ministradas no Guará | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília As oficinas presenciais ocorrerão ao longo de um mês, de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã, tarde e noite, na Igreja São Paulo Apóstolo, localizada na QE 07. Ao todo, serão disponibilizadas 90 vagas, distribuídas em turmas de 15 alunos. Os participantes contarão com material completo fornecido pela organização, além de transporte gratuito. Segundo o coordenador-geral do projeto, Márcio Apolinário, a ação vai além do ensino técnico. “Essa é uma iniciativa que une capacitação prática, empoderamento comunitário e valorização da cultura local”, afirma. “Queremos transformar talentos em oportunidades reais de renda, preservando saberes tradicionais do artesanato.” [LEIA_TAMBEM]Durante as aulas, os participantes aprenderão a confeccionar peças em crochê, desenvolvendo habilidades manuais e cognitivas que estimulam a criatividade e fortalecem o potencial empreendedor. Atualmente, o Distrito Federal reúne cerca de 11 mil profissionais formalizados na área, que contribuem de forma significativa para o turismo, a cultura, a inclusão e o desenvolvimento regional. Além das atividades presenciais, o projeto também disponibilizará a gravação de uma oficina completa de crochê, com passo a passo detalhado, desde as técnicas iniciais até a finalização das peças. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui. Após o término das oficinas presenciais, as aulas serão disponibilizadas no YouTube.
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Caps AD do DF utilizam crochê como terapia contra a dependência química
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a dependência em drogas ilícitas ou lícitas seja, por si só, uma doença, e a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde (SES-DF) possui diversos recursos para enfrentar esse problema no Distrito Federal. Com serviços que vão da atenção básica ao atendimento hospitalar, das consultas de rotina à emergência, há um expediente terapêutico que se mostra importante contra a dependência química: o crochê. “Quando trabalhamos com crochê, não ensinamos apenas a técnica. Trabalhamos a coordenação motora, o cérebro, novos aprendizados e conexões neurais", afirma a enfermeira Angelita Bandeira, que coordena a oficina de crochê do Centro de Atenção Psicossocial para Tratamento de Álcool e outras Drogas (Caps AD) II de Santa Maria — também conhecido como Caps Flor de Lótus. Na atividade, Bandeira explica que os participantes desenvolvem importantes habilidades como lidar com a frustração e ter persistência. "Isso porque, às vezes, não conseguimos fazer o ponto de primeira ou algo sai errado no meio do caminho, obrigando-nos a desmanchar o trabalho e recomeçar", conta. Além do grupo de crochê, a unidade de Santa Maria conta com oficinas de pintura, manutenção de horta e vários grupos de terapia coletiva, com diferentes temáticas e atividades | Fotos: Yuri Freitas/Agência Saúde DF Para a profissional, a técnica serve também como meditação, serenando o ânimo de pacientes e servidores da unidade. “O crochê é igual à nossa vida: se você começar errado, lá na frente vai dar problema. Então, é melhor parar, respirar, desmanchar, recomeçar. A linha torna-se uma metáfora do agir. Se estou tensa, o ponto aperta; se estou tranquila, o ponto relaxa." Acesso à Raps As unidades básicas de saúde (UBSs) da SES-DF são a porta de entrada preferencial ao tratamento da população, responsáveis por cuidar de quadros psíquicos mais leves. Para casos de maior complexidade, a Raps conta com 18 centros de atenção psicossocial (Caps), destinados ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave, incluído aquele decorrente da dependência química. As unidades funcionam em regime de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio ou encaminhamento médico — clique aqui para localizar o Caps mais próximo. Os centros atuam de forma articulada com a Atenção Primária, serviços hospitalares, assistência social, sistema de justiça e demais políticas públicas. “O tratamento vai além da abordagem clínica. Entre outros aspectos, os Caps contribuem para a garantia do acesso à saúde, como direito constitucional, o fortalecimento da autonomia e protagonismo do usuário, a reconstrução de vínculos familiares e comunitários, a inserção e reinserção social, assim como a redução de estigmas”, detalha a gerente do Caps AD II de Santa Maria, Adriana Câmara. Além do grupo de crochê, a unidade de Santa Maria conta com oficinas de pintura, manutenção de horta e vários grupos de terapia coletiva, com diferentes temáticas e atividades. Álcool e outras drogas Além do grupo de crochê, a unidade de Santa Maria conta com oficinas de pintura, manutenção de horta e vários grupos de terapia coletiva, com diferentes temáticas e atividades No Caps AD II de Santa Maria, cerca de 90% dos usuários atendidos manifestam o abuso de bebida alcoólica, sendo esta a principal substância associada às demandas do serviço. “Trata-se de uma substância lícita, aceita culturalmente e presente em contextos sociais como festas familiares, encontros e celebrações, o que muitas vezes dificulta o reconhecimento do uso problemático e a adesão ao tratamento”, salienta Câmara. A gerente pontua diversos impactos observados tanto no âmbito individual quanto comunitário, como perda de vínculos pessoais, sofrimento familiar, violência e sobrecarga dos serviços públicos. “A maior complexidade ocorre quando o indivíduo decide interromper o uso e enfrenta sintomas intensos de abstinência, o que exige acompanhamento profissional qualificado e suporte contínuo." Paciência e recomeço Embora a dependência química seja uma condição crônica — na qual busca-se, sobretudo, o “controle”, não a “cura” —, é sempre possível combater a doença. Alexandre Frazão está em tratamento há 16 anos contra o alcoolismo, uma luta constante. “O crochê, porém, me ajuda na concentração e eu esqueço do problema. O vício não tem cura, é preciso ficar no tratamento e ter constância."[LEIA_TAMBEM] Terezinha de Jesus, por sua vez, combate a dependência do álcool há 20 anos. “Depois que comecei a fazer terapia, diminuí muito o consumo. Aqui a gente ouve, sente-se acolhido. O centro é um lugar onde você encontra pessoas iguais a você, um fortalece o outro. O conselho que eu deixo a quem também passa por isso é que procure ajuda. O alcoolismo é, sim, uma doença crônica, que vamos ter para o resto da vida. Todo dia é uma batalha." *Com informações da SES-DF
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Mulheres participam de oficinas gratuitas de crochê na Estrutural
A Estrutural vai receber, até o dia 10 de janeiro, oficinas de crochê gratuitas para a comunidade local, para o desenvolvimento de habilidades manuais e cognitivas, ao mesmo tempo em que estimula a criatividade e geração de renda. Oficinas de crochê atendem 45 mulheres no auditório da Agência do Trabalhador da Estrutural | Foto: Breno Esaki/Arquivo Agência Saúde-DF Trata-se do projeto Vigília Cultural, realizado pelo Instituto Chinelo de Couro, com apoio das Secretarias de Turismo (Setur-DF) e de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF). Além das oficinas, a iniciativa trará uma exposição de artesanato e atrações musicais nos dias 12 e 13 de janeiro, com objetos produzidos pelas artesãs, que variam entre porta-copo, porta-pratos e enfeites de mesa. São três turmas participantes, nos períodos matutino, vespertino e noturno, durante 10 dias cada – 45 mulheres participam das aulas, realizadas no auditório da Agência do Trabalhador que fica na Estrutural. “O artesanato não apenas gera renda para as famílias, mas também representa uma expressão cultural capaz de agregar valor ao turismo local”, afirma o produtor executivo do projeto, Márcio Apolinário | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília De acordo com o produtor executivo do projeto, Márcio Apolinário, a Vigília Cultural também procura promover o empoderamento comunitário e fortalecer o turismo cultural por meio das oficinas, que contarão com material distribuído gratuitamente. “São idades variadas, desde avós que levam as netas até mães que levam as filhas”, afirma. Ao final das atividades, será promovido um evento de exposição e comercialização na Casa de Chá, localizada na Praça Três Poderes. “É uma atividade que ajuda na autoestima, promove uma terapia, incentiva habilidades manuais e cognitivas, além de estimular a criatividade. São mulheres talentosas e a estrutural tem grande potencial cultural”, ressalta. Mulheres independentes [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O produtor destaca que a iniciativa resgata a relevância do artesanato como parte fundamental da economia criativa no Distrito Federal, com cerca de 11 mil profissionais legalizados. “O artesanato não apenas gera renda para as famílias, mas também representa uma expressão cultural capaz de agregar valor ao turismo local. Além disso, as oficinas de crochê não só oferecem oportunidades econômicas, mas também contribuem para preservar tradições e promover o desenvolvimento socioeconômico”, observa. Programação Além das oficinas de crochê e exposição de artesanato, a programação inclui atrações musicais como DJ Bruxxo, DJ Marola, DJ Gerson Verás, entre outros. As oficinas de crochê começaram em 26 de dezembro e vão até o próximo dia 10 de janeiro, disponíveis nos horários matutino, das 8h30 às 11h30; vespertino, das 14h30 às 17h30; e noturno, das 18h30 às 21h30. O evento de exposição será nos dias 12 e 13 de janeiro, das 11h às 18h, na Casa de Chá.
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