Orla do Lago de Brazlândia recebe encerramento do projeto Primeira Infância em Foco
O Teatro de Arena da Orla do Lago de Brazlândia recebe, neste sábado (27), às 16h, a apresentação de encerramento do projeto Primeira Infância em Foco: Contos de Encantamento, com entrada gratuita e aberta ao público. A iniciativa foi realizada com recursos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), por meio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). Com foco na inclusão, a apresentação de encerramento contará com intérprete de Libras e audiodescrição, garantindo que todos possam vivenciar a experiência de forma plena. O espetáculo resgata a tradição oral e os contos de encantamento transmitidos entre gerações, utilizando a ludicidade como ferramenta para estimular o desenvolvimento afetivo, cognitivo e social do público infantil. Com foco na inclusão, a apresentação de encerramento contará com intérprete de Libras e audiodescrição, garantindo que todos possam vivenciar a experiência de forma plena | Foto: Divulgação/Edite Neiva Para a coordenadora do projeto, Aldanei Menegaz, promover o encontro entre as novas gerações e as narrativas populares é uma forma de fortalecer a identidade cultural desde a infância: "Criar pontes entre as memórias da nossa cultura popular e a primeira infância é essencial. Levar esse encerramento para um espaço público e tão simbólico quanto a Orla do Lago, com acessibilidade garantida, reforça o nosso compromisso de que a arte deve ser para todos". O secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto, destaca: “O acesso à cultura começa na infância. Quando um projeto ocupa escolas, instituições da comunidade e, depois, chega a um espaço público com recursos de acessibilidade, ele amplia as oportunidades de encontro das crianças com a leitura, a imaginação e as tradições que ajudam a formar nossa identidade cultural”. Idealizado pelo Instituto Cultural Paepalanthus, o projeto percorreu, entre os dias 12 e 26 deste mês, instituições de educação da primeira infância em Brazlândia, levando narrativas tradicionais a crianças da região.
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Confira a programação cultural do último fim de semana de maio no DF
O último fim de semana de maio chega com programação cultural diversificada no Distrito Federal. Entre os dias 28 e 31, brasilienses poderão aproveitar exposições de arte, espetáculos circenses, sessões de cinema, encontros literários e festivais populares em diferentes espaços públicos da capital. As atividades contam com apoio de equipamentos culturais do Governo do Distrito Federal (GDF) e incluem opções gratuitas para todas as idades. Cinema e literatura Para os fãs das telonas, o Cine Brasília recebe novas estreias entre os dias 27 de maio e 3 de junho. Entre os destaques está Fanon, cinebiografia sobre o médico e pesquisador francês Frantz Fanon, além do documentário Copan, que acompanha uma eleição no edifício projetado por Oscar Niemeyer em São Paulo. Também entram em cartaz a comédia nacional Quem Tem com que Me Pague Não Me Deve Nada e o longa Hungria — A Escolha de um Sonho, inspirado na trajetória do cantor do DF, além do filme infantojuvenil A Revolução dos Bichos. A programação completa pode ser conferida no site do equipamento e ainda inclui sessões de Mortal Kombat 2 na Sessão Circuitão e exibição única de Obsessão. O Cine Brasília é uma excelente pedida para o final de semana | Foto: Lucio Bernardo Jr./Agência Brasília A literatura também marca presença na programação cultural. No sábado (30), das 11h às 12h, a Biblioteca Nacional de Brasília (BNB) promove mais uma edição do Clube de Leitura Juvenil, desta vez com debate sobre o livro O cão que guarda as estrelas, de Takashi Murakami. O encontro ocorre na Sala de Cursos, no térreo da biblioteca. Já no domingo (31), o espaço recebe um bate-papo feminino dedicado aos contos de Gabriel García Márquez. Museus O Museu Nacional da República recebe a última semana da itinerância da 36ª Bienal de São Paulo, com a mostra Nem todo viandante anda estradas — Da humanidade como prática. Em cartaz até 31 de maio, a exposição reúne obras de artistas nacionais e internacionais e propõe reflexões sobre deslocamentos, encontros e humanidade. A exposição Entre Traços e Tramas: Na Tessitura do Tempo, do artista Maurício Rolo, segue aberta até 14 de junho no Anexo do espaço cultural, reunindo obras geométricas e estudos visuais que transitam entre arte, matemática e biologia, explorando linhas, cores e composições inspiradas em observações microscópicas e pesquisas visuais do artista. A visitação no Museu Nacional ocorre de terça a domingo, das 9h às 18h30, com entrada gratuita. Já o Museu de Arte de Brasília (MAB) encerra a temporada da exposição MAB: Você Está Aqui, que propõe uma reflexão sobre arquitetura, memória e acessibilidade. Na sexta-feira (29), às 15h30, o espaço promove uma entrega simbólica de maquetes táteis ao programa educativo do museu, além da demonstração de tecnologias assistivas voltadas à acessibilidade para pessoas com deficiência visual. A entrada é gratuita. Dança, arte e circo De sexta a domingo, Brasília recebe também o 9º Festival Mestres e Mestras de Circo | Foto: Divulgação No Centro de Dança do Distrito Federal, o domingo será dedicado às aulas de danças urbanas, com atividades infantis às 11h e turma adulta às 14h30. A dança também está presente no Complexo Cultural de Planaltina, que recebe no sábado, a ação Borboleteia. No domingo, haverá aula de dança com o grupo Clã das Águas. De sexta a domingo, Brasília recebe também o 9º Festival Mestres e Mestras de Circo, com programação gratuita na Torre de TV, Conic, Praça Zumbi dos Palmares e Parque da Cidade. O festival homenageia o Mestre Mandioca Frita e a palhaça Xamego, reunindo artistas do Distrito Federal, de outros estados e da América Latina em espetáculos, oficinas, cortejos e cabarés circenses. O evento também promove oficinas gratuitas de perna de pau e malabares. Turismo e lazer A Orla da Concha Acústica recebe, entre os dias 29 e 31, o Campeonato de Pesca do Distrito Federal 2026. O evento é gratuito e reúne modalidades esportivas, feira temática, praça de alimentação, atrações culturais, atividades infantis e palestras ambientais. A programação completa está disponível no Sympla e inclui shows musicais, apresentações lúdicas e campeonato de arremesso. As competições serão disputadas nas categorias caiaque, barranco e embarcada, seguindo o sistema de captura e soltura para preservação ambiental do Lago Paranoá. A programação da 144ª Festa do Divino Espírito Santo segue em Planaltina com o Festival Festa do Divino – Tradição Sertaneja, no sábado (30), a partir das 15h. O evento reúne música sertaneja e caipira do Distrito Federal, promovendo artistas locais e fortalecendo as tradições populares de Planaltina. O festival gratuito integra cultura, religiosidade e identidade regional, encerrando a programação com show do cantor Daniel Beira Rio. Além da programação cultural, o público brasiliense pode aproveitar os atrativos turísticos do Distrito Federal por meio das rotas organizadas pela Secretaria de Turismo (Setur-DF), como a Rota do Queijo, a Rota Arquitetônica, a Rota do Rock e a Rota da Paz, esta última dedicada aos espaços de fé e misticismo. Confira todas as rotas aqui. Também seguem como opções, pelo programa Lazer para Todos, o Zoológico de Brasília, aberto de terça-feira a domingo e nos feriados, das 8h30 às 17h; e o Jardim Botânico, que funciona de terça a domingo, das 9h às 17h — sendo gratuito aos domingos. Também dá para chegar a todos os atrativos aos domingos e feriados sem pagar tarifas no metrô e nos ônibus, pelo programa Vai de Graça.
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Festival Dulcina terá prêmio inédito de até R$ 10 mil para artistas do DF e Entorno
O Festival Dulcina chega à quarta edição com uma novidade: pela primeira vez, o evento vai premiar artistas do Distrito Federal e do Entorno com valores de até R$ 10 mil. Aberto ao público, o festival ocorre entre os dias 15 e 23 deste mês, no Teatro Sesc Paulo Autran, em Taguatinga, com entrada gratuita. Para o secretário de Cultura e Economia Criativa, Fernando Modesto, o festival fortalece a produção cultural do DF, valoriza os artistas locais e amplia o acesso da população às artes cênicas. “Esta edição, ao reconhecer exclusivamente produções do DF e do Entorno, evidencia a potência criativa da nossa cena teatral e o compromisso da pasta em apoiar iniciativas que preservam a memória cultural, incentivam a formação artística e promovem diversidade, inclusão e acessibilidade”, destaca. Realizado com apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), o festival reúne oito produções locais de teatro, dança e performance selecionadas entre grupos do DF e do Entorno. Nesta edição, os espetáculos concorrem em dez categorias, incluindo melhor atriz, ator, direção, dramaturgia, iluminação, sonoplastia, cenário, figurino, produção e espetáculo. Realizado com apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), o festival reúne oito produções locais de teatro, dança e performance selecionadas entre grupos do DF e do Entorno | Foto: Divulgação O Prêmio Dulcina vai conceder R$ 10 mil ao melhor espetáculo. As demais categorias terão premiação de R$ 4 mil cada. Todos os grupos selecionados também receberão cachê de participação no valor de R$ 4 mil. A seleção foi realizada por uma comissão julgadora formada por nomes atuantes na cena e na pesquisa teatral. Entre os espetáculos selecionados para a mostra competitiva estão Pedra (p)Árida, Atrás das Paredes, Desdesempre, Se Eu Fosse Eu – Clarices, Um Lapso de Ouro e Vinho, Baraúna Boi Valente, Os sonhos de Gaubi Beijodo: a dor e a delícia de ser quem é e Galhada, em tempos de fissura. Todas as apresentações contarão com tradução em Libras e audiodescrição. Os ingressos serão distribuídos duas horas antes de cada sessão, no Teatro Sesc Paulo Autran, em Taguatinga. Serviço Festival Dulcina Período: 14 a 23 de maio Local: Teatro Sesc Paulo Autran - St. B Norte CNB 12 Área Especial 02/03 – Taguatinga Informações: @festivaldulcina Programação 15/5 (sexta), 20h – Pedra (P)Arida 16/5 (sábado), 20h – Atrás das Paredes 17/5 (domingo), 20h – Desdesempre 18/5 (segunda), 20h – Se Eu Fosse Eu – Clarices 19/5 (terça), 20h – Um Lapso de Ouro e Vinho 20/5 (quarta), 20h – Baraúna Boi Valente 21/5 (quinta), 20h – Os sonhos de Gaubi Beijado: a dor e a delícia de ser quem é 22/5 (sexta), 20h – Galhada - Em tempos de fissura 23/5 (sábado), 19h – Premiação e encerramento
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Peça de teatro sobre violência contra mulher recebe prêmio do Judiciário
Para alertar colegas e a comunidade sobre a violência contra mulher, alunos do Centro de Ensino Médio Elefante Branco (Cemeb) transformam cenas cotidianas desse tipo de agressão em peças de teatro. A prática levou a escola da rede pública de ensino do Distrito Federal a vencer a 3ª edição do Concurso de Seleção de Práticas Inovadoras do Programa Maria da Penha Vai à Escola, do Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) em parceria com a Secretaria de Educação do DF. Alunos encenam histórias cotidianas e reais de mulheres e famílias que passaram por algum tipo de violência | Fotos: Álvaro Henrique/SEEDF Na ocasião, o Tribunal premiou projetos de seis escolas públicas que foram desenvolvidos por alunos, professores e gestores das instituições escolares que abraçaram a causa. Na iniciativa vencedora, histórias cotidianas e reais de mulheres e famílias que passaram por algum tipo de violência no dia a dia são abordadas em peças teatrais. [Olho texto=” “Eu sou uma pessoa que não consegue se abrir para os outros e guardo tudo para mim. Esse projeto tem sido uma terapia, principalmente este que representa situações delicadas e intensas”” assinatura=”Maria Eduarda Oliveira, 17 anos, aluna e atriz ” esquerda_direita_centro=”direita”] Durante o espetáculo, o público participa e pode recriar as cenas de violência. Os atores “congelam” a cena instantes antes do episódio e a plateia pode interferir e mudar toda a história. A prática é utilizada em todas as peças encenadas pelos alunos da companhia de teatro do Cemeb. A escola ganhou o concurso do TJDFT com a peça O Teatro do Oprimido e a Educação em Direitos Humanos, com situações sociais factíveis, onde existe o opressor e o oprimido. Criado pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal, nos anos 1970, a obra busca não apenas conhecer a realidade, mas a transformação da sociedade no sentido da libertação dos oprimidos. O espetáculo contou com a participação de 1.600 estudantes da instituição, sendo 36 alunos como atores e os demais como plateia. O professor Marcello D’Lucas foi o idealizador da companhia de teatro do Cemeb Para o idealizador da companhia de teatro do Cemeb, Marcello D’Lucas, o teatro é uma ferramenta política. “Trazer esses temas para a cena, para o teatro e também para a vivência da escola é uma forma de jogar a luz, promover uma reflexão que leva os alunos à mudança de paradigmas e até mesmo mudança de posturas erradas que tenham sido adotadas por eles”, afirma. A iniciativa já transformou a vida dos estudantes que participam das encenações e passaram ou presenciaram alguma situação de violência. “Eu sou uma pessoa que não consegue se abrir para os outros e guardo tudo para mim. Esse projeto tem sido uma terapia, principalmente este que representa situações delicadas e intensas”, explica Maria Eduarda Oliveira, 17 anos, aluna e atriz da instituição de ensino. Prêmios As escolas vencedoras foram premiadas com placas alusivas ao prêmio e os alunos e professores com aparelhos de celular, kindles, além de caixas contendo livros sobre a Lei Maria da Penha para compor o acervo das instituições. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “Acredito que a premiação representa para nós um reconhecimento sobre tudo o que foi feito. É uma forma de atestar que fizemos uma boa escolha e nos entregamos com total dedicação durante dois meses de ensaio. Tenho orgulho desses meninos, pois tiveram total comprometimento em realizar algo grandioso e representativo para a sociedade”, destaca o idealizador da cia de teatro do colégio. A companhia de teatro foi criada em 2018 no Cemeb, como atividade extracurricular. Desde então, Marcello construiu um roteiro com várias peças que já foram finalistas e premiadas durante dois anos consecutivos no prêmio Arte na Escola Cidadã. *Com informações da Secretaria de Educação
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