Feira Junina dos Consegs Rurais valoriza agricultura familiar
Produtos artesanais, alimentos produzidos no campo, plantas ornamentais e espírito comunitário marcaram a Feira Junina dos Conselhos Comunitários de Segurança Rural (Consegs Rurais). O evento ocorreu na manhã desta sexta-feira (12), no Centro de Atenção Biopsicossocial (CAB), da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF). A iniciativa reuniu produtores e artesãos ligados aos Consegs Rurais, com foco no fortalecimento da agricultura familiar e no empreendedorismo, com a exposição de produtos como queijos, geleias, compotas, hortaliças, doces caseiros, sabonetes artesanais, plantas ornamentais e artigos religiosos. Venda de mudas e flores durante a Feira Junina dos Conselhos Comunitários de Segurança Rural | Foto: Divulgação/SSP-DF “Esta feira evidencia a força do campo, valoriza os produtores rurais e aproxima ainda mais a população das políticas públicas desenvolvidas pela SSP-DF” Gustavo Danzmann, subsecretário dos Conselhos Comunitários de Segurança “A segurança pública se fortalece quando ampliamos os espaços de diálogo, participação e integração com a população. Os Consegs Rurais têm desempenhado um papel estratégico nesse processo, aproximando o Estado das comunidades do campo e contribuindo para a construção de soluções que promovem não apenas segurança, mas também desenvolvimento, cidadania e qualidade de vida”, destacou o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury. O subsecretário dos Conselhos Comunitários de Segurança, Gustavo Danzmann, ressaltou que a feira representa, na prática, o conceito de participação social que orienta a atuação dos Consegs. “Os Consegs vão muito além das pautas relacionadas à criminalidade. Eles são instrumentos de mobilização social, de fortalecimento das comunidades e de construção coletiva de soluções. Esta feira evidencia a força do campo, valoriza os produtores rurais e aproxima ainda mais a população das políticas públicas desenvolvidas pela SSP-DF”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]Para Margarida Garcia, moradora da área rural de São Sebastião e expositora, a feira é uma forma de aproximação entre diferentes públicos. “Essa feira é muito importante para a área rural porque une mais as comunidades e fortalece a nossa parceria com a polícia. Quando a população e os produtores se aproximam, todos ganham, inclusive na segurança. Eu sempre participo quando posso. Também é uma oportunidade para as pessoas da cidade conhecerem os produtos rurais diretamente de quem produz, valorizando o trabalho do campo e fortalecendo a nossa região”, afirma. Consegs Atualmente, o Distrito Federal conta com Consegs Rurais em Brazlândia, Gama, Paranoá, Ceilândia, Taguatinga, Estrutural, Planaltina, PAD-DF e Lago Oeste. Além disso, estão em fase de implantação os conselhos de São Sebastião, Sobradinho e Samambaia Rural. A expansão integra o eixo Campo Mais Seguro – Segurança Integral, voltado ao fortalecimento das políticas públicas para as áreas rurais do DF. Os Consegs Rurais funcionam como espaços permanentes de diálogo entre moradores, produtores, forças de segurança e órgãos governamentais. Além de contribuir para o aprimoramento das ações de segurança no campo, os conselhos têm auxiliado na identificação de demandas relacionadas à infraestrutura, mobilidade, fiscalização e desenvolvimento local. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública
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Participação popular passa a nortear políticas de segurança do DF
O material produzido pela 1ª Conferência Distrital de Segurança Pública (Confedisp), realizada em novembro do ano passado com ampla participação popular, passou a nortear a aplicação, formulação e a revisão das políticas da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) e das forças de segurança locais. O relatório final da Confedisp reúne diagnósticos, diretrizes e metas que já estão sendo incorporados às ações estratégicas da pasta. A conferência enfatizou a visão de segurança integral, conforme o Programa Segurança Integral, instituído pelo Decreto nº 45.165/2023. O conceito transcende o controle do crime, ao abordar também as causas e consequências da criminalidade, violência e insegurança, promovendo ações conjuntas entre diferentes órgãos e setores da sociedade. "Pela primeira vez, conseguimos reunir sociedade civil, forças de segurança, academia e setor produtivo em um mesmo espaço de diálogo" Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública “Pela primeira vez, conseguimos reunir sociedade civil, forças de segurança, academia e setor produtivo em um mesmo espaço de diálogo, o que nos permitiu transformar diferentes vozes em diretrizes concretas. O relatório final não é apenas um documento — é um compromisso vivo, que orienta nossas ações e mostra que segurança pública se constrói com dados, participação e corresponsabilidade. Essa experiência inédita reforça que, quando Estado e sociedade trabalham juntos, somos capazes de reduzir a criminalidade, fortalecer a confiança da população e criar soluções sustentáveis para o futuro da segurança no DF”, ressalta o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar. O relatório final está sendo utilizado para subsidiar políticas públicas e revisões estratégicas nos próximos ciclos do Plano Distrital de Segurança Pública e Defesa Social (PDISP), servindo de referência para gestores, pesquisadores e sociedade civil. O documento, que está disponível em versão digital para consulta pública, define diretrizes estratégicas que irão subsidiar as próximas revisões do plano, estabelecendo metas claras e mensuráveis para reduzir a criminalidade e aumentar a sensação de segurança. Conferência O relatório defende a corresponsabilidade entre Estado e sociedade | Foto: Divulgação/SSP-DF A conferência adotou como eixo o conceito de segurança integral, que amplia a visão da segurança pública para além do enfrentamento ao crime, abordando também causas e consequências da violência e da insegurança. O modelo defende a corresponsabilidade entre Estado e sociedade. Mais de 3,2 mil pessoas participaram do processo, iniciado em abril de 2023 e concluído na etapa distrital, em novembro de 2024, no ParlaMundi/Legião da Boa Vontade (LBV). Foram credenciados 245 delegados com direito a voz e voto. A programação incluiu 24 palestras e 32 grupos de trabalho, que resultaram em 354 propostas construídas coletivamente, das quais 98 foram priorizadas. A representatividade da sociedade civil foi um dos pontos fortes do processo. “Cada fala, cada registro e cada priorização foram recebidos com atenção, reforçando que a segurança pública deve ser feita para todos e com todos. Isso garante soluções mais eficazes e democráticas. O relatório é mais do que um registro de propostas: ele consolida um método inovador de gestão pública e garante que cada decisão seja orientada por dados, pela ciência e pela escuta da sociedade. É assim que construímos políticas sólidas e sustentáveis”, conclui o subsecretário de Integração de Políticas em Segurança Pública e coordenador da Confedisp, Jasiel Fernandes. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública do DF
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