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Metodologia de prevenção criminal do DF é apresentada em Sergipe

Uma das estratégias de combate ao crime no Distrito Federal foi destaque no I Curso de Policiamento Comunitário Aplicado Nível Multiplicador, promovido pela Polícia Militar de Sergipe (PMSE). A apresentação da metodologia Prevenção do Crime pelo Planejamento Ambiental (CPTED) reuniu 130 participantes, entre alunos do curso, sargentos em formação e oficiais superiores da corporação. Entre os métodos CPTED estão a vigilância natural, o cuidado com as áreas urbanas e rurais e o fomento da apropriação dos espaços públicos por comportamentos pró-sociais. Tudo isso tem, comprovadamente, contribuído mundo afora para a redução de eventos criminais e da sensação de insegurança, ou medo do crime, em zonas urbanas e rurais. “O reconhecimento do trabalho desenvolvido no Distrito Federal, especialmente no que diz respeito à prevenção criminal por meio do planejamento urbano, demonstra a eficácia das estratégias adotadas” Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, ressaltou a parceria e reconhecimento de outras unidades da Federação. “A cooperação entre as unidades da Federação é fundamental para o fortalecimento das políticas de segurança pública em todo o país. O reconhecimento do trabalho desenvolvido no Distrito Federal, especialmente no que diz respeito à prevenção criminal por meio do planejamento urbano, demonstra a eficácia das estratégias adotadas. A parceria com outros estados, como Sergipe, reforça o compromisso do DF com a inovação, a integração e a disseminação de boas práticas baseadas em evidências.” A capacitação foi conduzida pelo coordenador de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), tenente-coronel da Polícia Militar do DF (PMDF), Isângelo Senna. Ele apresentou a experiência brasiliense na aplicação da metodologia, pioneira no país, destacando o papel do urbanismo, da ciência comportamental e da articulação interinstitucional na construção de cidades mais seguras. Isângelo Senna ressaltou a importância do trabalho conjunto entre forças de segurança, organizações e agências civis para a redução de crimes | Fotos: Divulgação/SSP-DF “A CPTED contribui com a materialização do conceito de segurança integral ao possibilitar que a comunidade, as forças de segurança e as demais instituições, organizações e agências civis trabalhem juntas para a redução dos crimes e da sensação de insegurança no DF. Poder compartilhar esse conhecimento com outros estados é também uma forma de trocar experiências e trazer, também, o que tem sido feito em outros estados”, afirma Senna. Para o tenente-coronel Jailson Santos de Araújo, coordenador estadual de Polícia Comunitária da PMSE, o seminário levou novas possibilidades sobre como os espaços urbanos podem ser utilizados para melhorar a segurança pública. “A iniciativa faz parte da formação de multiplicadores em policiamento comunitário em Sergipe e representa um passo importante para a disseminação de práticas baseadas em evidências. A presença de especialistas da SSP-DF reforça o compromisso da PMSE com metodologias eficazes de prevenção e integração com a população”. Já a Major Jussara Rosário, oficial adjunta da Coordenadoria Estadual do Policiamento Comunitário, falou sobre a importância da integração entre as unidades da Federação: “A vinda de especialistas como o tenente-coronel Isângelo nos possibilita integrar metodologias eficazes testadas em outras regiões do país, o que eleva significativamente a qualidade do trabalho da nossa corporação.” *Com informações da SSP-DF

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‘Guardião Rural’ já atende 540 propriedades no campo

As propriedades rurais que participam do ‘Guardião Rural’ são identificadas com placa reflexiva, além de fazerem parte de um grupo do aplicativo WhatsApp da região onde estão localizadas | Fotos: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília O casal de produtores rurais Cláudia, 52, e Guiomar Czizeschi, 56, mora há 30 anos em uma fazenda no Núcleo Rural Tabatinga, em Planaltina. Ali, tiram seu sustento com uma lavoura variada, criação de peixes, e puderam também construir a casa para os filhos e o irmão de Guiomar. Há cinco anos, um episódio de violência abalou a família: a casa da filha Kely, vizinha a dos produtores, foi assaltada e os moradores ficaram sob a mira de revólveres. A partir daí, a família Czizeschi reforçou a segurança da propriedade e, o melhor, estreitou o contato com o Batalhão de Policiamento Rural da Polícia Militar (BP Rural), na região de sua propriedade. “Foi um momento difícil, a minha neta estava em casa. Levaram tudo que tinha de valor na casa e ainda foi um dia de tarde”, recorda Cláudia. “Aí depois de recuperar a nossa propriedade aqui, a gente passou a conhecer os policiais do batalhão e estamos felizes de entrar no programa”, diz. Cláudia e Guiomar Czizeschi passaram por um drama familiar há cinco anos, quando a casa da filha foi assaltada na região. Hoje, os produtores rurais são atendidos pelo programa Guardião Rural Esta semana, eles se tornaram novos moradores atendidos pelo ‘Guardião Rural’, programa de policiamento comunitário da Polícia Militar que atende toda a área de campo do DF. Uma população que só cresce: até o final de setembro, já eram em torno de 540 propriedades rurais assistidas em toda a capital. Guardiães escalados para levar segurança a áreas acessadas por estradas de terra e que, muitas vezes, apresentam sinal de celular precário. Com a entrada no programa, os residentes no campo passam a participar de um grupo do aplicativo WhatsApp da região onde moram, sempre com a presença de um policial do batalhão. O grupo funciona 24 horas por dia para qualquer sinal de alerta. Além do mais, o proprietário recebe uma placa reflexiva, desde que cumpra alguns requisitos, como possuir a documentação da propriedade. Nela, há o aviso de que o local é monitorado pela polícia e há também um QR Code em que constam os dados de cadastro do morador e os bens da propriedade. [Olho texto=”“Vamos contribuir apontando como é a logística na área rural, como é o melhor acesso às propriedades. Temos uma capilaridade grande nesta região, com nossos 15 escritórios espalhados pela capital”” assinatura=”Pedro Ivo Passos, coordenador de operações da Emater” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “Podemos dizer que os índices de crimes têm baixado na área rural. Porque hoje o atendimento é bem mais rápido. Além do que, o criminoso, quando vê a presença da polícia ali, não retorna ao local”, revela o subcomandante do batalhão, capitão Wegrison Oliveira. Ele lembra que são quatro companhias de polícia atuando no campo, divididas de acordo com a região (veja abaixo). “O contato que tínhamos com o proprietário era muito distante. Hoje, com os grupos, isso melhorou muito e se cria até um vínculo com eles. Todo mundo quer ter sua placa”, brinca o sargento Luciano Gomes, um dos guardiães que atua na área rural Leste. Parceria com a Emater Com o objetivo de fortalecer o programa, um acordo de cooperação técnica será assinado entre o batalhão e a Emater-DF. A empresa de assistência técnica rural calcula que atualmente são 397 mil hectares de campo em todo o Distrito Federal e vai dividir sua expertise para encorpar a segurança neste imenso território. “Vamos contribuir apontando como é a logística na área rural, como é o melhor acesso às propriedades. Temos uma capilaridade grande nesta região, com nossos 15 escritórios espalhados pela capital”, diz o coordenador de operações da empresa, Pedro Ivo Passos. “E queremos colaborar para aumentar a sensação de segurança.” Serviço [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Batalhão de Policiamento Rural – PMDF Telefone geral: 99985.6080 • Companhia de Policiamento Rural Leste Atendimento: áreas rurais de Planaltina, Fercal, Rota do Cavalo (Sobradinho), Paranoá, Lago Oeste e PAD-DF Contato: (61) 99503.4781 (WhatsApp) e 3190.7100 • Companhia de Policiamento Rural Oeste Atendimento: áreas rurais de Brazlândia, Ceilândia e Recanto das Emas Contato: (61) 99173.6965 (WhatsApp) e 99131.7294 • Companhia de Policiamento Rural Sul Atendimento: áreas rurais do Gama, Santa Maria e Tororó, até as margens do Rio São Bartolomeu Contato: (61) 99985.6080 (WhatsApp) *Com informações do Batalhão Rural da Polícia Militar

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