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Pacientes com pressão alta precisam redobrar os cuidados nos dias frios

Pessoas com hipertensão precisam redobrar os cuidados durante os períodos de frio, quando mudanças naturais do organismo e alterações na rotina podem favorecer o aumento da pressão arterial. Com a chegada dos dias mais frios no Distrito Federal, especialistas do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), alertam para a importância de monitorar a pressão e manter hábitos saudáveis. Nesta semana, o Distrito Federal registrou a menor temperatura do ano e, com a aproximação do inverno, que começa oficialmente em 21 de junho, a previsão é de continuidade do clima ameno nos próximos dias. As baixas temperaturas provocam reações fisiológicas no organismo, como tremores e contração dos vasos sanguíneos, o que pode elevar a pressão arterial. Por isso, além das mudanças de hábitos típicas da estação, o período exige atenção especial de pessoas que convivem com hipertensão. O cardiologista do HBDF, Matheus Cunha explica que essas respostas do organismo ao frio são naturais, mas podem representar riscos para pacientes hipertensos. “Existem relatos de que a incidência de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) seja maior durante os meses mais frios. Essas são algumas das principais complicações associadas à pressão arterial elevada. Portanto, mesmo que o clima não seja um fator determinante, ele pode ter uma relação indireta com esses eventos”, afirma. As baixas temperaturas provocam reações fisiológicas no organismo, como tremores e contração dos vasos sanguíneos, o que pode elevar a pressão arterial | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo o especialista, as mudanças de comportamento comuns nessa época do ano também podem contribuir para o aumento da pressão arterial. “Durante os períodos de frio, as pessoas tendem a consumir mais alimentos quentes, gordurosos e ultraprocessados. Além disso, a prática de atividade física e a ingestão de água costumam diminuir”, exemplifica. Por isso, o cardiologista recomenda que pacientes com hipertensão monitorem a pressão arterial com regularidade, especialmente nos dias de temperaturas mais baixas. De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 30% da população brasileira convive com a hipertensão arterial. A estimativa é de que metade dessas pessoas sequer saiba que possui a doença. A condição faz com que o coração trabalhe mais para bombear sangue por todo o organismo. Prevenção e cuidados O controle da pressão arterial está diretamente relacionado à adoção de hábitos saudáveis. Entre as principais recomendações estão: - Manter o peso adequado; - Reduzir o consumo de sal, priorizando temperos naturais; - Praticar atividade física regularmente; - Reservar tempo para lazer e descanso; - Não fumar; - Moderar o consumo de bebidas alcoólicas; - Reduzir a ingestão de alimentos gordurosos; - Controlar doenças crônicas, como diabetes. Qualquer cidadão pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima de casa ou do trabalho para aferir a pressão arterial, geralmente sem necessidade de agendamento. O serviço está disponível em todas as UBSs e faz parte da porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). A orientação é aproveitar a visita para realizar o cadastro na unidade e, se necessário, iniciar o acompanhamento para o controle da hipertensão. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Pressão alta atinge 30% dos brasileiros e pode causar infarto e AVC

Jermino Alves Pinheiro tinha 50 anos quando descobriu, durante uma consulta de rotina, que era hipertenso. Ele relata que não apresentava sintomas na época, mas recebeu orientação para iniciar o tratamento com medicamentos. “Todos na minha família têm esse problema, então não fiquei surpreso. Mas eu não senti nenhum desconforto ou sinal diferente”, conta. Hoje, aos 70 anos, ele faz acompanhamento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), após ter sido submetido a uma cirurgia de ponte de safena. Jermino Alves Pinheiro passou por uma cirurgia de ponte de safena e trata a hipertensão há 20 anos | Foto: Divulgação/IgesDF Neste domingo (26), é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A estimativa é de que metade dos pacientes hipertensos não tenham conhecimento do diagnóstico. Assim como Jermino, cerca de 30% da população brasileira convive com a hipertensão arterial, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A condição faz com que o coração trabalhe mais do que o normal para bombear o sangue pelo organismo. Entre as principais consequências estão o aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC), infarto, aneurisma arterial, além de insuficiências renal e cardíaca. O cardiologista do HBDF, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Lucas Cronemberger, explica que não há uma causa única para o desenvolvimento da hipertensão. Segundo ele, fatores como predisposição genética, obesidade, estresse, consumo excessivo de álcool, tabagismo, ingestão elevada de sal e sedentarismo contribuem para o surgimento da doença. "Um erro comum é acreditar que a pressão arterial só está elevada quando há dor de cabeça ou mal-estar. Trata-se de um inimigo silencioso" Lucas Cronemberger, cardiologista “O maior risco da hipertensão é que, na maioria dos casos, ela não apresenta sintomas. Um erro comum é acreditar que a pressão arterial só está elevada quando há dor de cabeça ou mal-estar. Trata-se de um inimigo silencioso. Sem aferição regular, muitas pessoas não sabem que têm a doença”, destaca o médico. Prevenção e cuidado A recomendação médica é que adultos verifiquem a pressão arterial ao menos uma vez por ano. “Os problemas da hipertensão são causados por anos de negligência sem o consumo de remédios específicos, não é algo que aconteça de um dia pro outro", explica o cardiologista. O médico reforça a importância do monitoramento contínuo. "Às vezes você está na correria do dia a dia e se esquece de pensar nisso e de ir ao médico, mas é muito importante estar atento a isso e não esperar o aparecimento de sintomas para descobrir que se tem pressão alta", completa. A visita anual ao médico é necessária para o controle da pressão arterial | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF Onde medir a pressão arterial no DF Qualquer cidadão pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima de casa ou do trabalho para aferir a pressão arterial, geralmente sem necessidade de agendamento. O serviço está disponível em todas as UBSs, que funcionam como porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). A orientação é aproveitar a visita para realizar o cadastro na unidade e, se necessário, iniciar o acompanhamento para hipertensão. O controle da pressão está diretamente relacionado ao estilo de vida. Entre as principais orientações estão: Manter o peso adequado; Reduzir o consumo de sal, priorizando temperos naturais; Praticar atividade física regularmente; Reservar tempo para lazer e descanso; Abandonar o fumo; Moderar o consumo de bebidas alcoólicas; Reduzir a ingestão de alimentos gordurosos; Controlar doenças como diabetes. *Com informações do IgesDF  

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Restaurantes comunitários fazem campanha de prevenção à pressão alta

Combate à hipertensão ou pressão alta. Esse é o tema da ação de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) realizada a partir desta terça-feira (16) nos 14 restaurantes comunitários do DF. O objetivo é conscientizar as famílias em vulnerabilidade social que frequentam as unidades sobre a importância de prevenir a doença e os fatores de risco, como alto consumo de sal, de produtos industrializados e bebida alcoólica. [Olho texto=”“Além de fornecer refeição a um preço acessível à população, também faz parte do Restaurante Comunitário incentivar alimentação saudável e nutricionalmente adequada à população mais vulnerável. Esse é o objetivo das ações mensais de Educação Alimentar e Nutricional. Por isso, pesquisamos sempre assuntos atuais que fazem parte do cotidiano das famílias”” assinatura=”Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “A hipertensão é uma doença crônica não transmissível que é multifatorial. Então, é importante adotar uma alimentação mais saudável, com a presença de frutas e hortaliças, associada à redução do consumo do sal, por conta do sódio, além da prática de atividades físicas. Neste mês, devido ao Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, comemorado nesta quarta-feira (17), estamos falando sobre esse tema”, explica a nutricionista do Restaurante Comunitário do Gama, Kássia Lemos. Durante toda esta semana, as 14 unidades prepararam material especial e um mural com dicas de como prevenir a doença e os fatores de risco. “Nesta terça, também entregamos uma amostra de sal de ervas que é uma alternativa muito boa para reduzir o consumo de sódio, já que ele é mais saudável, e ter uma comida bem temperada”, destaca a servidora. Em alguns restaurantes, também estava sendo aferida a pressão arterial. Frequentador do Restaurante Comunitário do Gama há cerca de dez anos, o pintor Antônio Costa, de 63 anos, considera importante trazer esse tema para o dia a dia. “Eu já infartei, fiz três pontes de safena, cirurgia, tomo diversos medicamentos, por causa da pressão alta. Hoje sou consciente. A ideia é muito bacana, porque tem muita gente que é desligada e pensa que está tudo bem, não vai ao médico, não cuida da alimentação”, avalia. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O cardápio desta terça também é um dos preferidos dos frequentadores dos restaurantes comunitários: frango à moda caipira, com coxa, sobrecoxa cozida, tomate, cebola e quiabo, polenta, arroz, feijão, salada e, de sobremesa, uma melancia. “Além de fornecer refeição a um preço acessível à população, também faz parte do Restaurante Comunitário incentivar alimentação saudável e nutricionalmente adequada à população mais vulnerável. Esse é o objetivo das ações mensais de Educação Alimentar e Nutricional. Por isso, pesquisamos sempre assuntos atuais que fazem parte do cotidiano das famílias”, finaliza a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. *Com informações da Sedes-DF

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