Olhar para o celular enquanto caminha aumenta o risco de quedas
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Responder mensagens, conferir notificações ou navegar pelas redes sociais enquanto caminha já faz parte da rotina de muitas pessoas. O que parece um hábito inofensivo, porém, pode aumentar significativamente o risco de quedas no mesmo nível, acidentes provocados por tropeços, escorregões ou perda de equilíbrio, sem diferença de altura. Essas ocorrências são mais comuns do que se imagina e podem causar desde escoriações e entorses até fraturas e traumatismos. Em ambientes com grande circulação de pessoas, como hospitais e unidades de saúde, corredores, escadas e áreas externas exigem atenção constante. Pequenas mudanças de comportamento podem fazer toda a diferença para evitar acidentes. A gerente de Saúde e Segurança no Trabalho do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Uyara Rodrigues, explica que a distração provocada pelo uso do celular reduz a capacidade de perceber riscos e reagir rapidamente a situações inesperadas. "Em unidades de saúde, onde a dinâmica é intensa e envolve profissionais, pacientes e acompanhantes, manter a atenção durante os deslocamentos é fundamental para prevenir acidentes", afirma. Boa parte dos acidentes pode ser evitada com atitudes simples, como guardar o celular enquanto caminha, respeitar a sinalização, utilizar calçados adequados e comunicar situações que ofereçam risco | Fotos: Divulgação/IgesDF Boa parte desses acidentes pode ser evitada com atitudes simples, como guardar o celular enquanto caminha, respeitar a sinalização, utilizar calçados adequados e comunicar situações que ofereçam risco. Segundo Uyara, incorporar esses hábitos ao dia a dia contribui para tornar os ambientes mais seguros. Atenção dividida aumenta os riscos A explicação para esse comportamento também está relacionada ao funcionamento do cérebro. A psicóloga Ana Maria Pugsley, do Projeto Acolher, do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (Nuvid), explica que a atenção humana tem limites e não consegue processar diferentes estímulos complexos ao mesmo tempo com a mesma eficiência. "Quando a pessoa direciona o foco para a tela, parte importante da percepção do ambiente fica comprometida, aumentando a possibilidade de tropeços, colisões e outros incidentes", explica. Segundo a especialista, muitas pessoas acreditam conseguir caminhar e usar o celular simultaneamente sem prejuízo para a atenção, mas essa sensação não corresponde ao que acontece no cérebro. "O cérebro cria a impressão de que está realizando várias tarefas ao mesmo tempo, mas, na prática, alterna rapidamente a atenção entre elas. Isso reduz a capacidade de resposta diante de obstáculos e situações inesperadas", afirma. Desenvolver uma relação mais equilibrada com a tecnologia é um passo importante para reduzir acidentes. Parar por alguns segundos para responder mensagens ou concluir uma ligação antes de retomar o caminho são atitudes simples que ajudam a preservar a segurança sem abrir mão dos benefícios do celular. Quedas podem ter consequências duradouras Embora muitas quedas sejam encaradas como acidentes leves, as consequências podem ser significativas. A fisioterapeuta do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Larissa Araújo, explica que as lesões mais frequentes incluem entorses, hematomas, contusões e luxações, mas também podem ocorrer fraturas e traumatismos cranianos. "Idosos, pessoas com alterações de equilíbrio, doenças ósseas ou limitações visuais e motoras precisam de atenção especial, pois estão mais vulneráveis a complicações", ressalta. Desenvolver uma relação mais equilibrada com a tecnologia é um passo importante para reduzir acidentes Além do impacto físico imediato, uma queda pode comprometer a autonomia e a qualidade de vida por longos períodos. Em alguns casos, o processo de recuperação exige repouso prolongado, favorece a perda de força muscular e dificulta atividades simples do cotidiano. Larissa destaca ainda que a dor, o medo de cair novamente e a dependência de terceiros também podem afetar o bem-estar emocional e a confiança para retomar a rotina. "Manter a atenção durante os deslocamentos e adotar hábitos preventivos são atitudes que ajudam a preservar a saúde, a independência e a segurança em todas as fases da vida", completa. Segurança é construída todos os dias Criar uma cultura de prevenção depende de ações contínuas de conscientização, treinamentos, diálogo sobre segurança e comunicação de riscos. Quando esses cuidados passam a fazer parte da rotina, pequenos comportamentos ajudam a evitar acidentes e tornam o ambiente mais seguro para todos. "Em uma instituição como o IgesDF, com mais de 11.500 colaboradores distribuídos em unidades de grande fluxo, manter a atenção durante a execução das atividades é uma medida essencial para prevenir acidentes e fortalecer a cultura de segurança", conclui Uyara Rodrigues. *Com informações do IgesDF
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Ônibus do DF terão adesivos para prevenir acidentes
A partir de fevereiro de 2026, todos os ônibus do Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal deverão circular com adesivos alertando sobre o risco de acidentes com os coletivos. A medida é prevista na Portaria nº 294/2025, publicada pela Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta sexta-feira (14). O secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, explicou que a medida tem objetivo de alertar pedestres, ciclistas, motociclistas, motoristas de automóveis e demais veículos sobre o risco de transitar no ponto cego, ou seja, fora do alcance da visão dos motoristas dos ônibus. O objetivo da medida é promover um trânsito mais seguro na capital | Fotos: Divulgação/Semob-DF “É importante que as pessoas se lembrem desse risco e evitem transitar nesses pontos que dificultam ao motorista do ônibus ver se há principalmente pedestres, ciclistas e motos ao redor do veículo”, explicou. Segundo ele, o objetivo da medida é promover um trânsito mais seguro na capital. O ponto cego é a área ao redor do ônibus que o motorista não consegue ver diretamente nem pelos retrovisores. As operadoras do transporte público coletivo do DF deverão fixar, em toda a frota, adesivos indicando o perigo pelo fato de que o motorista não consegue ver se há pessoa ou outro veículo transitando. A melhor forma de evitar acidentes é não transitar por esses pontos que serão assinalados. Os adesivos terão formato de círculo amarelo com as informações impressas em preto Os ônibus do DF já têm adesivos nas portas de saída, alertando os passageiros para não atravessarem na frente do veículo após desembarcar no ponto de parada (Lei nº 2.205/98). O secretário Zeno Gonçalves destaca que a medida é muito importante, mas a frente do veículo é apenas um dos vários pontos cegos do ônibus. “Toda a frota deverá ter adesivos mostrando que é perigoso transitar ao lado do ônibus, com intuito de preservar a segurança das pessoas, inclusive dos passageiros dos coletivos”, afirmou o gestor. Os adesivos terão formato de círculo amarelo com as informações impressas em preto. O tamanho será proporcional ao veículo, devendo os itens ser afixados em cada lateral. As próprias operadoras deverão providenciar a impressão e a colagem desses informativos, no prazo de 90 dias. *Com informações da Semob-DF
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