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Governadora Celina Leão almoça com lideranças do agro e ouve demandas do setor

A governadora Celina Leão participou, nesta quinta-feira (2), de um almoço com lideranças do setor agropecuário do Distrito Federal. No encontro, que ocorreu no Núcleo Rural Cascalheira, em Brazlândia, a chefe do Executivo ouviu demandas dos produtores. "Brasília hoje é um polo [de produção] de flores, de hortaliças e de frutas também. E nós viemos aqui ouvir os produtores em um almoço muito aconchegante, onde a gente pode receber as reivindicações deles", ressaltou a governadora. O almoço foi organizado pelo Sindicato dos Floricultores, Fruticultores e Horticultores do Distrito Federal (Sindifhort). "Mais de 400 pessoas são filiadas a eles, ou seja, eles representam a força produtiva. Também tem muita agricultura familiar, muitas famílias que vivem disso", enfatizou Celina Leão. Governadora Celina Leão: "Brasília hoje é um polo [de produção] de flores, de hortaliças e de frutas também. E nós viemos aqui ouvir os produtores" | Foto: Luh Fiuza/VGDF Anfitriã do encontro, a vice-presidente do Sindifhort, Sandra Vitoriano, também preside a Comissão das Mulheres do Agro do DF. Entre as demandas apresentadas à governadora, ela destacou a concessão de um crédito mais facilitado ao público feminino. "Queremos fortalecer mais o agro e, investindo nas mulheres, nós garantimos que o produtor fica no campo", apontou Sandra Vitoriano. "Tenho certeza que a governadora vai sair daqui já ouvindo os nossos projetos e tomando um direcionamento", arrematou a vice-presidente do Sindifhort.

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Governador Ibaneis Rocha entrega patrulhas agrícolas e equipamentos para fortalecer a produção rural no DF

O governador Ibaneis Rocha entregou, nesta sexta-feira (6), patrulhas agrícolas, kits de irrigação e equipamentos de apoio à produção rural. Os bens passam a integrar a estrutura operacional da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF (Seagri-DF), com o objetivo de ampliar as políticas públicas voltadas às organizações sociais do campo, como associações e cooperativas de produtores e beneficiadores rurais. O investimento do Governo do Distrito Federal (GDF) é de R$ 18.768.071,96. “Eu venho do interior, conheço a vida na área rural, sei das dificuldades. Eu tenho muita alegria quando a gente faz uma entrega dessa, porque nós estamos entregando para quem gosta do campo. E amar o campo é uma coisa muito importante porque é de lá que vem toda a vida. Tudo o que nós temos aqui na cidade é produzido pelo homem do campo. Então, compete ao governo — e nós estamos fazendo isso com muito zelo —, dar toda a assistência necessária para que o homem do campo no Distrito Federal tenha as melhores condições para viver com as suas famílias e produzir”, ressaltou Ibaneis Rocha. O chefe do Executivo também elencou outras ações do GDF nos últimos anos voltadas a melhorar a produção e a dar mais qualidade de vida aos produtores. Entre elas, a regularização de milhares de propriedades, a pavimentação de vias, a criação das rotas do vinho e do queijo e o programa Caminho das Escolas, que leva asfalto até a porta de escolas de áreas rurais. “As compras governamentais na área do agro saíram de aproximadamente R$ 10 milhões por ano no início do nosso governo e hoje já alcançaram mais de R$ 70 milhões de reais por ano, garantindo comida e investimento na mesa do produtor rural do Distrito Federal e garantindo comida de qualidade para os nossos estudantes das escolas da Secretaria de Educação”, apontou. A vice-governadora Celina Leão destacou que hoje é possível circular pela área rural do DF com tranquilidade, resultado de um governo que, segundo ela, entregou trabalho, mudanças, água e infraestrutura para o campo. “Tenho muito orgulho de ter participado disso. Como deputada federal, já era uma das que mais investiam na área rural, acompanhando de perto a execução das políticas públicas voltadas aos nossos agricultores”, afirmou. Ao acreditar na agricultura familiar, temos certeza de que, com esses equipamentos, vocês vão gerar renda, riqueza e garantir a permanência do homem e da mulher no campo”, completou Celina. Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Já o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, destacou a importância dos equipamentos para fortalecer a produção rural no DF. “Esses equipamentos têm uma relevância muito grande para a população rural. Sabemos o quanto é caro um trator e o custo da hora de máquina para preparar o solo e plantar. Por meio de emendas parlamentares federais, o Governo do Distrito Federal adquiriu 32 tratores. Dois já estão sendo entregues agora e os outros 30 serão disponibilizados por meio de chamamento público para que comunidades, associações e cooperativas possam concorrer e ter acesso a máquinas novas, eficientes e com baixo consumo”, explicou. Segundo ele, a iniciativa deve ampliar a capacidade produtiva no campo. “Também estamos entregando caminhões e implementos que vão ajudar na recuperação das estradas rurais. Assim, além de fortalecer a produção, garantimos melhores condições para o escoamento. O produto que foi produzido com tanto esforço precisa chegar em boas condições ao consumidor”, completou. Entre os serviços previstos com o novo maquinário, estão a limpeza de áreas com vocação agrícola, preparo do solo, transporte de insumos e da produção, além da conservação e manutenção de estradas vicinais. Os equipamentos também darão suporte ao deslocamento de operadores e fiscais e às frentes de trabalho voltadas à mecanização agrícola e à manutenção das vias rurais. Toda a logística será feita pelo sistema de transporte da Seagri-DF, no âmbito da área de mecanização agrícola. A aquisição contou com recursos do GDF e de emendas parlamentares destinadas pela vice-governadora e então deputada federal, Celina Leão, ex-deputado Tadeu Filippelli, pelos deputados federais Júlio César Ribeiro e Bia Kicis e pelos senadores Damares Alves, e Izalci Lucas Suporte O conjunto de bens inclui caminhões, tratores, kits de irrigação e equipamentos de apoio à produção rural. Entre os itens adquiridos estão um caminhão toco com caçamba basculante, seis caminhões truck com caçamba basculante, um caminhão comboio (melosa), um caminhão tipo cavalo mecânico, um semirreboque carreta prancha e um caminhão plataforma de auto socorro. O investimento também contempla um caminhão guindaste tipo sky, 32 tratores agrícolas, sendo 30 da marca John Deere, 98 kits de irrigação, três veículos leves destinados à Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e 120 jogos completos de caixas de mel para apoio à apicultura. O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, destacou que o fortalecimento da produção rural na região é resultado da atuação conjunta entre os órgãos do governo. “É uma junção de esforços entre a Emater e a Seagri-DF. A Emater atua diretamente dentro das propriedades, oferecendo assistência técnica, apoiando na comercialização, nas compras governamentais e no desenvolvimento da agroindústria”, explicou.   Para os produtores que serão beneficiados, o maquinário traz novas perspectivas de trabalho, como é o caso do agricultor rural Ivan Engler, de 49 anos. “Para nós isso é muito importante. Hoje muitos produtores estão descapitalizados e não conseguem comprar um equipamento desse porte para uma pequena propriedade. Muitas vezes não há recurso nem financiamento e, mesmo quando existe, a produção não consegue pagar esse investimento”, explicou. “Com esse aporte repassando os equipamentos para cooperativas e associações, a produção fica mais viável e mais barata. Além disso, é uma garantia de que teremos máquinas novas e produtivas para que a produção não pare no campo”, afirmou Ivan. Impacto Em 2025, as ações de infraestrutura no campo já resultaram na recuperação de 1.700 quilômetros de estradas coletivas, além de 248 quilômetros atendidos pelo programa Porteira para Dentro. Também foram executadas obras de infraestrutura viária, com a construção de 325 peitos de pombo, a recuperação de 115 bolsões e a implantação de outros 713. As frentes de mecanização somam 1.781 horas de trabalho com retroescavadeira e 3.761 horas com motoniveladora. No apoio à infraestrutura hídrica, foram instalados 9,5 quilômetros de tubulações, recuperados 3,7 quilômetros de canais e implantados 55 tanques lonados com capacidade de 430 m³, que beneficiou 247 propriedades rurais. A iniciativa também fortalece a agricultura familiar, que representa cerca de 60% dos produtores rurais do DF. De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), o Distrito Federal conta atualmente com 23.199 produtores rurais ativos, sendo 10.042 agricultores familiares, organizados em 313 associações e 38 cooperativas, que reúnem aproximadamente 583 participantes. Somente em 2025, a Emater prestou atendimento a 122 associações e 24 cooperativas.  

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Assistência técnica no DF ajuda a aumentar o número de produtores que têm certificação orgânica

O agricultor Evaldo Alves dos Santos vive no assentamento Terra Prometida, na zona rural de Sobradinho, há pouco mais de quatro anos. Nos cinco hectares da propriedade, ele cultiva uma diversidade que impressiona: jiló, quiabo, maracujá, pimenta, framboesa, mandioca, milho, abóbora, melancia e dezenas de outras frutas e hortaliças. Tudo produzido sem o uso de defensivos ou adubos químicos. Em agosto de 2025, Evaldo conquistou a documentação que garante aos consumidores a origem orgânica dos alimentos. O certificado atesta que a produção utiliza exclusivamente insumos permitidos na agricultura orgânica, abrindo novas possibilidades de comercialização e agregando valor aos seus alimentos. Evaldo integra hoje o grupo dos 386 produtores certificados do Distrito Federal, número que supera as expectativas da Emater-DF. “Nossa meta era alcançar 340 produtores certificados até o final de 2025”, explica Daniel Rodrigues, gerente do Escritório Especializado em Agricultura Orgânica e Agroecologia (Esorg) da Emater-DF. “Superamos esse objetivo graças à criação de novas organizações de controle social [OCS] e à atuação da empresa no programa Certifica DF, voltado ao fortalecimento da agricultura orgânica na capital federal”, destaca o engenheiro-agrônomo. Por meio das OCS, os produtores se juntam em grupos formalizados para atestar a qualidade da produção e a adoção de práticas que garantem que o cultivo seja, de fato, orgânico. “Com a certificação, os agricultores podem comercializar em feiras e fazer entregas para os programas de compras institucionais, ampliando as oportunidades de comercialização”, acrescenta o extensionista Daniel Rodrigues. O certificado emitido pela Emater-DF atesta que a produção utiliza exclusivamente insumos permitidos na agricultura orgânica, abrindo novas possibilidades de comercialização e agregando valor aos seus alimentos | Foto: Divulgação/Emater-DF Vida melhor De origem urbana, Evaldo trabalhava como carpinteiro antes de se dedicar à agricultura. Hoje, não esconde a satisfação com a mudança. “Nossa vida melhorou muito. Consigo acompanhar de perto o crescimento das minhas duas filhas mais novas”, conta. Pai de seis filhos, ele destaca que as caçulas participam ativamente das atividades da chácara, enquanto os mais velhos já seguem outros caminhos profissionais. Além da qualidade de vida, a produção orgânica trouxe ganhos econômicos. “Os preços são melhores. O trabalho é intenso, mas compensa. E, com as orientações da Emater, consegui reduzir os custos da produção”, afirma o agricultor, que recebe assistência técnica do escritório da Emater-DF em Planaltina. Além do aumento da renda familiar, o agricultor tem plena consciência das vantagens ambientais do sistema orgânico. “São práticas que conservam melhor o solo, que é um organismo vivo”, atesta Evaldo. Na chácara, ele mesmo produz a compostagem utilizada na plantação. O agricultor possui também um plantel com cerca de 400 galinhas caipiras. “Nosso plano é chegar a mil aves e conseguir a certificação também para a produção de ovos”, vislumbra. “É muito satisfatório saber que estamos produzindo alimentos saudáveis, com custos mais baixos, respeito ao meio ambiente e melhoria da nossa vida”. *Com informações da Emater-DF

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Estrutura real de entreposto de ovos para legalização da produção é destaque na Expoabra 2025

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) apresenta, na 33ª edição da Expoabra, uma maquete em tamanho real de um entreposto de ovos. A iniciativa, em exposição até domingo (7) no Parque de Exposições Granja do Torto, busca mostrar de forma prática como deve ser a estrutura exigida pela legislação sanitária. O objetivo é orientar os produtores, já que não é mais permitido comercializar ovos de forma improvisada. Para isso, a Emater-DF desenvolveu, em parceria com órgãos fiscalizadores, plantas pré-aprovadas para pequenas agroindústrias. Paulo Álvares, técnico em agroindústria da Emater-DF, orienta: “Não é mais possível comercializar ovos diretamente do ninho para o mercado sem atender aos requisitos sanitários” | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília Segundo o técnico em agroindústria Paulo Álvares, da Emater-DF, a demanda por ovos sempre foi forte no Brasil, mas, nos últimos anos, houve aumento significativo tanto na produção quanto na tecnologia utilizada. Diante desse cenário, cresce também a necessidade de formalização da atividade. “Não é mais possível comercializar ovos diretamente do ninho para o mercado sem atender aos requisitos sanitários”, ressalta o técnico. “O desafio, porém, é que muitos produtores rurais desconhecem como deve ser um entreposto adequado”. Lei e investimento R$ 60mil Preço médio estimado para a construção de um entreposto de ovos A legislação estabelece que, para o quantitativo de até 999 aves, a produção pode ser destinada ao consumo próprio. A partir de mil aves, é obrigatória a estrutura para comercialização. “O limite para o pequeno produtor é de 3.600 ovos por dia, quantidade que corresponde a cerca de 4 mil aves”, explica Paulo Álvares. “A planta apresentada foi pensada para atender esse perfil, com o menor investimento possível e de forma compacta, mas com capacidade de manipular até quatro vezes esse volume, caso haja necessidade de expansão. Assim, o produtor pode começar pequeno e adaptar a estrutura conforme cresce, sem necessidade de construir tudo novamente”, complementa. O investimento estimado para a construção é de até R$ 60 mil, considerando os melhores materiais e equipamentos. No entanto, esse valor pode cair significativamente, já que muitos produtores, se construírem por conta própria, aproveitam materiais mais simples e baratos. Dessa forma, segundo Paulo, o custo pode ser reduzido em até 60%, pois mesmo no cenário mais caro o retorno financeiro é rápido: com 3.600 ovos/dia, o produtor alcança cerca de 180 mil ovos por ano, o que representa um valor de aproximadamente R$ 54 mil, suficiente para praticamente pagar o investimento inicial já no primeiro ano. [LEIA_TAMBEM]Outro aspecto ressaltado pelo técnico é que a estrutura não é destinada a todos os produtores individualmente, mas pode atender também a uma comunidade, que processa não apenas a produção própria, mas a de uma região inteira. Isso fortalece o desenvolvimento local e garante mercado para quem produz. “Para o pequeno produtor, soluções simples e bem-planejadas são suficientes para garantir a formalização, a qualidade e a competitividade no mercado”, afirma o técnico. Modelo acessível O modelo em tamanho real permite visualizar ainda a simplicidade da operação. Os equipamentos básicos são acessíveis: bancadas, pias, lixeiras, pallets, bandejas de coleta e ovoscópio para seleção dos ovos. Há também salas de recepção, manipulação, classificação, armazenamento e expedição, sempre com atenção às práticas de higiene, como barreira sanitária e lavagem de mãos. Não é necessário investir em máquinas complexas, a não ser que o volume de produção o justifique. Segundo o zootecnista Ricardo Magalhães, da Emater-DF, o entreposto de ovos apresentado é um dos melhores projetos desenvolvidos atualmente, pois permite que o produtor visualize, de forma prática, todos os aspectos exigidos pela legislação sanitária e tributária e os procedimentos necessários para legalizar a atividade. “Depois de mais de 30 anos de discussões, foi possível transformar a legislação em algo palpável e acessível”, relata. O zootecnista Ricardo Magalhães explica: “Ao visitar a estrutura, muitos produtores se surpreendem ao perceber que montar um entreposto não é tão complicado como imaginavam” A ideia, pontua ele, é mostrar que, embora o processo seja complexo, não é complicado. Basta seguir um checklist que orienta cada etapa: “Ao visitar a estrutura, muitos produtores se surpreendem ao perceber que montar um entreposto não é tão complicado como imaginavam. A construção, que custa entre R$ 30 mil e R$ 60 mil, pode ser financiada por meio de linhas de crédito específicas. Dessa forma, a Emater auxilia na transição da informalidade para a legalidade, e garante que o produtor esteja apto a comercializar em qualquer lugar, com respaldo técnico tanto no campo quanto na agroindústria”. O apoio da instituição começa desde o primeiro dia em que as pintainhas ou frangos de corte chegam à propriedade. A assistência envolve o manejo alimentar, sanitário e gerencial, até culminar na comercialização do produto. Assim, há um ciclo que assegura fiscalização, qualidade e aceitação no mercado, com o diferencial de se tratar de ovos originários da agricultura familiar, produzidos em sistemas mais soltos e tranquilos nos quais o foco é o bem-estar animal, um aspecto cada vez mais valorizado.  

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Dia da Agricultura Familiar: Distrito Federal tem cerca de 10 mil produtores

Desde 2014, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) definiu a data de 25 de julho como o Dia Internacional da Agricultura Familiar. Responsáveis por levar alimentos saudáveis à mesa da população e impulsionar o desenvolvimento rural, cerca de 10 mil agricultores familiares atuam hoje no Distrito Federal. Para fortalecer esse setor essencial, a Emater-DF oferece apoio técnico desde 1978 — e só no último ano foram mais de 170 mil atendimentos realizados, entre orientações individualizadas, cursos, oficinas e palestras. Segundo o presidente da empresa, Cleison Duval, a atuação alia produção de alimentos com preservação ambiental, elevação do bem-estar social e desenvolvimento econômico. “Nosso trabalho envolve a atividade das famílias como um todo, desde as questões técnicas até a assistência em programas sociais”, adianta. De acordo com o Balanço Social da Emater-DF, para cada R$ 1 investido na empresa, R$ 7,98 voltam para a sociedade. “Isso se traduz em mais programas e projetos voltados para a inclusão social das famílias rurais, melhoria da qualidade de vida aos nossos produtores, qualidade do produto, geração de emprego e renda”, acrescenta Cleison, que é engenheiro-agrônomo e extensionista da Emater-DF desde 2007. Produção agroecológica Valdir de Oliveira produz sem insumos químicos para preservar o Cerrado | Fotos: Divulgação/Emater-DF O agricultor Valdir Manoel de Oliveira está fixado desde 2003 no Núcleo Rural Boa Esperança, em Ceilândia. Nascido em Ceres (GO), ele veio morar no Distrito Federal ainda criança e conta que passou toda a vida na roça. “Sou filho e neto de produtores rurais, todos os meus 63 anos foram na lavoura”, orgulha-se. Proprietário do Sítio Vida Verde, Valdir trabalha com hortaliças e frutas em produção orgânica, ou seja, livre de agrotóxicos e insumos químicos. “Desde a década de 1990, sou atendido pela Emater-DF, que me faz visitas quase semanais, por meio do escritório na Ceilândia”, relata. Com apenas um funcionário e o irmão, ele planta banana, mamão, repolho, couve, brócolis, tomate, inhame, cebola e até açaí — por meio da Rota das Frutas. Para Valdir, a agricultura familiar garante o tripé social – ambiental – econômico, que baseia o trabalho da Emater-DF. “Aqui no sítio, eu gero meu próprio adubo, planejo instalar energia fotovoltaica e um sistema biodigestor, para continuar produzindo alimentos limpos e saudáveis e preservar ainda mais o Cerrado”, vislumbra. Floricultura familiar Natural do Garrafão, distrito de Santa Maria de Jetibá (ES), Lucimar Freiman chegou a Brasília há pouco mais de 30 anos. No estado natal, sua família trabalhava com produção de hortaliças, mas graças à influência do marido, começou o cultivo de flores e plantas ornamentais. “Como eu já gostava de plantas, foi fácil me adaptar às flores”, relata Dona Lu, como prefere ser chamada. Na chácara Dona Lu Suculentas, de 1,5 ha na Colônia Agrícola Rajadinha (região administrativa de Planaltina), ela cultiva dezenas de variedades de suculentas e plantas como colar de golfinho, jasmim, azaleia, palmeiras, orquídeas e até murta, uma espécie de cerca-viva. “Comecei utilizando o espaço da varanda, hoje tenho três estufas”, comemora. “O apoio da Emater foi fundamental pra que eu pudesse me fixar na atividade", afirma Lucimar Freiman Além do prazer de trabalhar com as plantas, Dona Lu conta que tem feito amizades nos diversos contatos que realiza durante as feiras e demais eventos da Emater-DF. “A empresa tem me ajudado com dicas e orientações, de forma que pude direcionar meu trabalho para suculentas, que são menores e mais fáceis de comercializar do que as palmeiras, por exemplo”, relembra a agricultora. Hoje, Dona Lu realiza oficinas na sua chácara, além de vender no atacado e varejo para lojas de paisagismo, feiras e até encomendas personalizadas para casamentos. “O apoio da Emater foi fundamental pra que eu pudesse me fixar na atividade. Me orgulho de poder levar conforto e beleza à casa dos clientes”, conclui, reforçando a importância da agricultura familiar em várias cadeias produtivas. Critérios [LEIA_TAMBEM]A lei 11.326/2006  define quem faz parte desse grupo no Brasil. De acordo com o texto, a propriedade não deve ser superior a quatro módulos fiscais — no Distrito Federal, equivalente a 5 hectares; a atividade tem que utilizar, predominantemente, mão de obra da família; e a renda familiar deve ser oriunda principalmente da atividade rural, dentre outros critérios. Segundo o Censo Agropecuário de 2017, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui mais de 10 milhões de pessoas na agricultura familiar, ou seja, 67% dos agricultores, pecuaristas, empreendedores e trabalhadores rurais. No total, são 80,9 milhões de hectares. No Distrito Federal, a Emater-DF atende a 9.818 produtores familiares que movimentaram, em 2024, R$1,078 bilhão. Morango, tomate, alface, pimentão e avicultura — ovos e carne — estão entre as principais atividades das famílias rurais do DF. Ainda no ano passado, dos mais de 170 mil atendimentos, cerca de 100 mil foram voltados a produtores familiares em todos os núcleos rurais e colônias agrícolas da capital federal. Incentivos públicos Nos últimos anos, os governos federal e distrital têm implantado políticas de compras governamentais para fortalecer a agricultura familiar. Programas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) (link da lei), além do PAPA-DF (Programa de Aquisição da Produção da Agricultura), beneficiam tanto produtores locais quanto pessoas em situação de vulnerabilidade social. Por meio dessas iniciativas, o GDF compra alimentos da produção familiar e os repassa a escolas (com o PNAE), instituições socioassistenciais cadastradas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), no PAA, e órgãos públicos, no caso do PAPA-DF. Em 2024, as compras institucionais beneficiaram 1884 produtores — envolvendo 17 organizações, entre associações e cooperativas — e pouco mais de um milhão de pessoas, entre estudantes e cidadãos em situação vulnerável, além de instituições públicas. Foram mais de R$ 44 milhões investidos. *Com informações da Emater-DF  

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Encontro de Piscicultores do DF e Entorno debate desenvolvimento da cadeia produtiva

O 18º Encontro de Piscicultores do Distrito Federal e Entorno, promovido pela Emater-DF nesta quarta-feira (27), contou com produtores, técnicos e representantes de órgãos governamentais para discutir as potencialidades, desafios e avanços necessários para o fortalecimento da aquicultura na região. O evento foi realizado na Piscicultura Olimpo, localizada no Núcleo Rural Ponte Alta, no Gama. Em 2023, a produção de pescados no DF foi de mais de 2 mil toneladas. Na abertura, o coordenador do programa de Aquicultura da Emater-DF, Adalmyr Borges, ressaltou a relevância do encontro para a integração da cadeia produtiva. “Brasília tem um dos maiores consumos per capita de pescado do país, mas ainda enfrentamos desafios como a informalidade e os altos custos de produção. Este evento é um espaço para troca de experiências e para discutirmos soluções conjuntas, como o cooperativismo e a busca por novos canais de comercialização, incluindo compras governamentais voltadas para alimentação escolar”, pontuou. O evento foi realizado na Piscicultura Olimpo, localizada no Núcleo Rural Ponte Alta, no Gama | Fotos: Divulgação/Emater-DF O encontro também incluiu relatos de casos de sucesso, como o da família de piscicultores do Paranoá, que demonstrou como a organização familiar e o uso de tecnologias podem aumentar a eficiência produtiva. Aécio Borges, gerente da Emater-DF em Ceilândia, contou a história também de sucesso dos produtores Ademir e Sônia Gomes, que trocaram hortaliças pela produção de peixes e hoje são referência. Cleison Duval, presidente da Emater-DF, reforçou a importância da união para superar obstáculos e aproveitar as oportunidades que o setor oferece. “As oportunidades estão batendo à nossa porta, mas precisamos estar preparados para abraçá-las. É essencial que todos os atores da cadeia produtiva trabalhem juntos, desde o licenciamento ambiental até o apoio técnico e a comercialização. Nossa missão é fazer da piscicultura uma atividade cada vez mais sustentável e rentável no DF”, afirmou. Guilherme Gonçalves, presidente da Câmara Setorial de Aquicultura e anfitrião do evento, destacou o papel da piscicultura como fonte de renda e desenvolvimento sustentável. “Este encontro é para nós, piscicultores. É um momento de aprendizado e troca, onde fortalecemos nossa rede e planejamos o futuro da aquicultura na região. É uma honra receber todos aqui em nossa piscicultura, que é a realização de um sonho construído com muito trabalho”, declarou. Durante a visita técnica às instalações da Piscicultura Olimpo, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer práticas inovadoras e sustentáveis na produção de pescado Durante a visita técnica às instalações da Piscicultura Olimpo, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer práticas inovadoras e sustentáveis na produção de pescado. A programação da tarde incluiu a reunião da Câmara Setorial de Aquicultura do DF, que debateu a inclusão de pescado nas compras institucionais e outros temas estratégicos para o setor. O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, destacou a parceria entre o órgão e a Emater-DF para superar desafios relacionados ao licenciamento ambiental. “Estamos aqui para colaborar e encontrar soluções que permitam a sustentabilidade da atividade, sem burocracias excessivas. A piscicultura é essencial para o desenvolvimento rural e merece nosso total apoio”, afirmou. O subsecretário de Pesca da Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF), Edson Pereira, ressaltou a importância de um programa integrado para impulsionar a aquicultura no DF. “O setor precisa de um plano de governo robusto, com parceiros unidos em prol de um projeto que vá além das dificuldades atuais. O potencial da aquicultura no Distrito Federal é imenso, e estamos aqui para transformá-lo em realidade”, disse. “Sempre acreditei que podemos transformar o Brasil e muito na produção de pescado. A gente precisa colocar a aquicultura no Brasil como propriedade, por isso aceitei esse desafio”, afirmou o diretor nacional de Aquicultura em exercício, Paulo Faria. *Com informações da Emater-DF

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Portal e plataformas da Política Nacional Aldir Blanc marcam nova fase para a cultura no DF

A Política Nacional Aldir Blanc no Distrito Federal (Pnab-DF) deu um passo importante rumo à modernização da gestão cultural com o lançamento de seu novo site e plataformas integradas. O portal www.pnabdf.org.br já está no ar e oferece uma interface moderna e intuitiva para a comunidade cultural do DF. Com acesso facilitado a editais, premiações e ações culturais, a iniciativa busca fortalecer a transparência e a comunicação entre artistas, produtores, gestores culturais e o governo. A partir de agora, os artistas e produtores culturais têm à disposição um verdadeiro centro digital, onde podem submeter projetos, acompanhar os prazos e se conectar com o universo de ações culturais fomentadas pela Pnab-DF O site oferece uma navegação simples e objetiva, com seções dedicadas a cronogramas, regulamentos, recursos disponíveis e notícias relevantes. A plataforma de submissão de projetos também promete desburocratizar o processo, possibilitando o envio de propostas de forma prática e segura, diretamente pelo portal. Mas a nova plataforma digital não se resume apenas ao site. Foram lançados também um sistema de submissão de projetos, um Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) exclusivo para suporte e atendimento e as redes sociais oficiais da Pnab-DF. Esses canais tornam o processo mais dinâmico e eficiente, permitindo que os envolvidos na cena cultural do Distrito Federal acompanhem todas as fases dos projetos e obtenham informações em tempo real. O SAC exclusivo surge como uma ferramenta essencial de atendimento, garantindo que dúvidas e demandas sobre a execução dos projetos possam ser esclarecidas rapidamente. O contato direto facilita a comunicação com os responsáveis pela gestão dos editais, aumentando a confiança e a transparência do processo. Já as redes sociais oficiais da Pnab-DF desempenham um papel importante ao divulgar novidades e interagir com a comunidade cultural. A criação desses canais fortalece a conexão entre o público e as políticas públicas voltadas ao setor, ampliando o acesso às informações e a visibilidade das ações culturais promovidas no DF. Essa nova fase digital da Pnab-DF reforça o compromisso com a acessibilidade, transparência e eficiência, pilares essenciais para o sucesso da política cultural local. A expectativa é que, com essas ferramentas, o setor cultural do Distrito Federal se torne ainda mais integrado, organizado e preparado para enfrentar os desafios e oportunidades que surgem no âmbito das políticas públicas culturais. A partir de agora, os artistas e produtores culturais têm à disposição um verdadeiro centro digital, onde podem submeter projetos, acompanhar os prazos e se conectar com o universo de ações culturais fomentadas pela Pnab-DF. *Com informações da Secec-DF

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Festa do Morango movimenta a economia de Brazlândia com comercialização de produtos, feira de artesanato e shows

Responsável por cerca de 95% da produção de morango no Distrito Federal, Brazlândia é mais uma vez o cenário da 28ª edição da Festa do Morango, iniciada na sexta-feira (6) e com programação gratuita até o dia 15 na Sede da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag), na BR-080, km 13. Sob a expectativa da visita de um público de 500 mil pessoas, o evento recebeu neste sábado (7) o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que aproveitou para conferir a extensa variedade de produtos provenientes do pseudofruto, além da feira de artesanato e a praça de alimentação com empreendedores locais. A Festa do Morango recebeu neste sábado (7) o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que aproveitou para conferir a extensa variedade de produtos provenientes do pseudofruto, além da feira de artesanato e a praça de alimentação com empreendedores locais | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília “Para mim é uma alegria muito grande. Nós estamos podendo ter a condição de comprovar o nível da feira, que vem melhorando a cada ano. É uma alegria também para os comerciantes e participantes desse evento pela quantidade de pessoas que estão frequentando. É um evento que extrapolou as fronteiras, com grandes shows e com a participação efetiva dos produtores rurais”, afirmou o líder do Executivo. De acordo com o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, a intenção é continuar investindo no cultivo para que o DF volte a figurar na terceira posição entre os maiores produtores de morango do país Só no ano passado, os mais de 500 produtores do pseudofruto no Distrito Federal produziram cerca de sete mil toneladas de morango, sendo mais de seis mil só em Brazlândia, o que resultou em cerca de R$ 160 milhões em renda. “Tive a alegria de receber a notícia há poucos dias de que, a cada ano, está aumentando a produção de morango no Distrito Federal e melhorando a renda do produtor, que é a nossa intenção. Então, com o apoio de todos os nossos técnicos, a agricultura vem se valorizando”, complementou Ibaneis Rocha. A intenção é continuar investindo no cultivo para que o DF volte a figurar na terceira posição entre os maiores produtores de morango do país. “A Festa do Morango vem celebrar uma das principais tradições agrícolas aqui de Brazlândia, que já foi o terceiro maior produtor de morangos do Brasil. Estamos buscando retomar a posição, apoiando o crescimento da atividade”, revelou o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno. Para o desenvolvimento da produção, o titular da pasta citou o trabalho do Governo do Distrito Federal (GDF) em reformar e ampliar os canais de irrigação que atendem as propriedades de Brazlândia. “Temos levado água às propriedades rurais por meio da tubulação dos canais. Recentemente inauguramos o Canal do Rodeador, mais de 15 km de canal tubulado, com investimento de R$ 8 milhões. E isso é importante porque a produção dos morangos, em especial, precisa de água”, comentou. A cabeleireira Ana Souza estava com as caixinhas de morango na mochila. Ela garantiu a iguaria durante o Passeio Ciclístico promovido pela Festa do Morango. Foram 16 km de circuito iniciado no posto de Brazlândia passando pelas propriedades rurais da cidade até chegar ao local da festa A estrutura da Festa do Morango conta com diversas áreas montadas com o apoio do GDF. É o caso do pavilhão da Morangolândia e do artesanato coordenados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF). “Esse ano a festa está muito rica. Os espaços foram ampliados para maior tranquilidade e conforto para os visitantes. Na Morangolândia nós temos 42 produtores de morango e de doces, bolos, geleias e licores à base do pseudofruto. Temos também um grande pavilhão de flores e artesanato, outro só de agroindústria. É uma grande festa para a população de Brasília vir com as famílias e aproveitar o dia”, destacou. Além dos pavilhões, a Emater-DF desenvolve três eventos técnicos dentro da programação: o concurso de receitas, com a apresentação de pratos tendo o morango como ingrediente principal; o colhe e pague, um evento turístico em uma propriedade rural em que o visitante participa da colheita em grupos com inscrições pelo 9 9817-3453 (WhatsApp); e a exposição agrícola, com a produção de hortaliças de Brazlândia com mais de 400 produtos. A estudante Pietra Oliveira resolveu passar o feriado da Independência na Festa do Morango. Moradora da Vila Planalto, ela disse que foi no ano passado e gostou tanto que resolveu voltar Ampliação das vendas O produtor rural Francisco Santos de Sousa tem uma propriedade em Brazlândia no Setor de Chácaras onde cultiva duas variedades de morango e produz mais de mil caixas por semana. Ele disse que espera todo ano pela chegada da Festa do Morango para ampliar as vendas. “A gente sonha todo dia com a Festa do Morango, porque quem tem uma barraquinha aqui consegue escoar a produção. Porque essa é a época em que o morango está mais barato, então a gente consegue vender bem”, revelou. Além disso, ele comentou que o evento é uma oportunidade de ganhar novos clientes. “A Festa do Morango é boa porque divulga nosso produto. É muita gente que passa a conhecer”, complementou. A estudante Pietra Oliveira resolveu passar o feriado da Independência na Festa do Morango. Moradora da Vila Planalto, ela disse que foi no ano passado e gostou tanto que resolveu voltar. “É um evento diferente do que costuma ter em Brasília no final de semana. Hoje vou almoçar, encontrar meu afilhado, ver um pouquinho da exposição”, revelou. Sobre os morangos, ela foi categórica: “São de excelente qualidade. Todos ótimos, bem chamativos, bonitos e grandes. Parece que a produção está de qualidade”. A cabeleireira Ana Souza estava com as caixinhas de morango na mochila. Ela garantiu a iguaria durante o Passeio Ciclístico promovido pela Festa do Morango. Foram 16 km de circuito iniciado no posto de Brazlândia passando pelas propriedades rurais da cidade até chegar ao local da festa. “Venho de Águas Lindas de Goiás para fazer o pedal porque gosto muito. A festa é muito boa. Ano passado eu comi tanto que nem aguentei voltar para casa. É muito top. E é tudo de graça; para quem gosta de esporte, tem pedal; para quem gosta de comer; tem coisas deliciosas e, para quem gosta de música, tem os shows”, disse. Para Ana é importante que o governo continue apoiando eventos como a Festa do Morango, para garantir a diversão e o lazer da população de forma gratuita. “O poder público tem que fazer isso, porque é muito importante. É tudo de graça e tem para todos os gostos”, comemorou. Programação 28ª Festa do Morango → Dias: 7 e 8 de setembro (sábado e domingo) e de 12 a 15 de setembro (quarta a domingo) → Horários: Quintas e sextas, das 18h às 2h. Sábados e domingos, das 10h às 2h → Local: Sede da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag), na BR-080, km 13 (Brazlândia)

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Ferramenta de gestão rural se destaca no Hackathon do Agrobrasília

A equipe vencedora foi a startup CRM Agro, que apresentou uma ferramenta para simplificar e ampliar a gestão de relacionamento entre produtores e consultores, possibilitando o acompanhamento das atividades desses profissionais dentro da propriedade rural, medindo os resultados atingidos com as consultorias. Júlio Lemos, um dos fundadores da CRM Agro, trabalha como consultor na Nutrien Soluções Agrícolas e tem gerado relatórios de seu trabalho nas fazendas em que ele atende | Fotos: Divulgação/Seagri Durante esse primeiro mês após o hackathon, a startup seguiu realizando testes de aplicação e aprimorando a plataforma, com objetivo de deixá-la 100% funcional e assim abrir para download na web e nas principais lojas de aplicativo. Um de seus fundadores, Júlio Lemos, trabalha como consultor na Nutrien Soluções Agrícolas, e tem gerado relatórios de seu trabalho nas fazendas em que ele atende, entregando desde já valor para seus futuros clientes e recebendo feedbacks aplicados dessa primeira versão da solução. O tijolo de fibras de coco está entre os produtos ecológicos feitos pela SustentAgro Temos como exemplo esse relatório feito em uma visita à Fazenda Catingueiro, que deixa acessível ao produtor rural fotos e laudos do que foi observado no dia, bem como informações de quem fez a visita e a empresa que o consultor representa. Em segundo lugar ficou a SustentAgro, startup que desenvolveu uma proposta de crédito de carbono a partir da utilização do resíduo do coco verde dentro do Agronegócio. A empresa, que já faz o tratamento da fibra de coco, aplica essa fibra em cobertura de solo, garantindo menor utilização de água e fertilizantes nas plantações. Depois de participar do hackathon, os sócios Cristyano e Fabiano, fizeram uma venda de 48 toneladas de fibra de coco para uma propriedade rural que conheceu a empresa e a solução proposta durante a AgroBrasília. Além disso, os irmãos tiveram diversas portas abertas, já tendo participado de mais 3 feiras de negócios, como o LabDay do Sebrae e a Experiência HackaCity do Instituto Multiplicidades, o que está ajudando a marca a alcançar novos espaços, profissionalizar os empreendedores por trás e aumentar sua rede de networking. Para Karen e a Maria Rita, fundadoras da startup Artéria, o desafio técnico permanece passado um mês do hackathon. Por isso, a equipe do Instituto MultipliCidades já articulou reuniões com integrantes do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da UnB para que elas consigam apoio dos laboratórios e profissionais da universidade As fundadoras da startup Artéria criaram uma tubulação sustentável, feita com pneus triturados, que ficou em terceiro lugar na competição. O objetivo é evitar o desperdício de água causado por valas abertas, promover a reutilização de pneus e a economia circular. Falando com a Karen e a Maria Rita, as jovens por trás da startup, o desafio técnico permanece passado um mês do hackathon. Por isso, a equipe do Instituto MultipliCidades já articulou reuniões com integrantes do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da UnB, o CDT, para que elas consigam apoio dos laboratórios e profissionais da universidade para validarem ainda mais sua solução, entendendo de forma profunda o desempenho estrutural da tubulação feita com pneu reciclado e também questões de contaminação do solo e da água por esse material. De forma unânime, os três primeiros colocados destacaram que a experiência de participar da competição representou uma grande oportunidade para o desenvolvimento de seus projetos e negócios. Vale ressaltar também que os projetos vencedores entraram para o ciclo de incubação do AgroHack Ideias, com objetivo de amadurecer o modelo de negócios, realizar experimentos com clientes reais e fechar vendas. Além deles, mais 7 projetos que participaram do hackathon seguiram no processo de incubação. São eles: ⇒ 9 Walls ⇒ NatBee ⇒ SiloParceiro ⇒ TFF ⇒ Inove ⇒ Celina ⇒ AgroZap Esses números revelam que, além dos resultados entregues na maratona de negócios realizada na AgroBrasília, 70% dos projetos demonstraram interesse contínuo e perceberam o potencial das ideias desenvolvidas. Isso abre caminho para a formalização dessas empresas, criando soluções locais para os desafios do agronegócio no Distrito Federal. A criação de negócios em Brasília, voltados para resolver problemas do setor agropecuário, é de grande importância para o poder público, que fomentou esse projeto, fortalecendo a economia local e promovendo inovação na região.

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Curso ensina técnicas sobre comportamento, sanidade, bem-estar e nutrição dos cavalos

Com o objetivo de capacitar produtores e trabalhadores rurais na equideocultura, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) promoveu, nesta quarta-feira (14), o curso Cavalariço Competente. Realizado no Rancho Canabrava, em Sobradinho, a atividade contou com 22 participantes que tiveram a oportunidade de aprender mais sobre sanidade, comportamento e morfologia dos cavalos, manejo, nutrição, instalações e bem-estar animal. Produtores e trabalhadores rurais interessados em participar deste ou outros cursos promovidos pela Emater-DF devem contatar a unidade local mais próxima da propriedade | Foto: Divulgação/Emater-DF Na parte da manhã, o médico-veterinário João Gabriel Palermo falou sobre doenças, vacinação, vermifugação e mostrou, na prática, a forma correta de aplicação de medicamentos. No período da tarde, a médica-veterinária Soliene Partata falou sobre instalações como baias e piquetes, e outros fatores que devem ser considerados para o bem-estar animal. Já o zootecnista Maximiliano Cardoso tratou sobre a questão nutricional, apresentando as características de volumosos e a importância de uma alimentação e manejo de qualidade para a saúde dos animais. O produtor Gustavo Bertuci, do Lago Oeste, quer implantar um pequeno aras na propriedade e viu no curso a oportunidade de se preparar para a atividade. “Todo o conteúdo foi relevante, principalmente o da parte da manhã, sobre a prática de aplicação de vacinas e medicamentos. A questão da infraestrutura necessária e a alimentação também foram importantes para eu me preparar para a atividade. Trouxe também o meu funcionário para o curso, que é quem me ajudará na atividade”, conta Gustavo. Produtores e trabalhadores rurais interessados em participar deste ou outros cursos promovidos pela Emater-DF devem contatar a unidade local mais próxima da propriedade. *Com informações da Emater-DF

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