Primeiro decreto de regulamentação do Pdot estabelece novas regras para a área rural do DF
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Governo do Distrito Federal (GDF) publicou, nesta quinta-feira (27/8), o primeiro decreto de regulamentação do novo Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot). O Decreto nº 49.235 estabelece regras para o uso e a ocupação da macrozona rural do Distrito Federal, com foco no desenvolvimento sustentável, na diversificação das atividades econômicas e na melhoria da infraestrutura e dos serviços destinados à população que vive no campo. A regulamentação detalha como as diretrizes estabelecidas pelo Pdot para o território rural deverão ser aplicadas. Entre os objetivos estão fortalecer a produção agropecuária e agroindustrial, estimular a agricultura familiar e as economias locais, ampliar as possibilidades de geração de emprego e renda e, ao mesmo tempo, preservar os recursos naturais e a característica rural dessas áreas. A macrozona rural do DF é formada pela Zona Rural de Uso Diversificado e pelas zonas rurais de uso controlado. A gestão dessas áreas deverá ocorrer de forma integrada entre os órgãos responsáveis pelas políticas rural e ambiental, pelo planejamento territorial e pela regularização fundiária rural. Desenvolvimento econômico aliado à preservação Uma das principais diretrizes da regulamentação é reconhecer que o espaço rural possui diferentes funções. Além da produção agropecuária, o território pode abrigar atividades relacionadas ao beneficiamento da produção, à prestação de serviços, ao turismo, ao comércio local e à logística, desde que sejam compatíveis com a função rural e respeitem as normas territoriais e ambientais. O decreto estabelece cinco frentes estratégicas para o desenvolvimento da macrozona rural: atividades de apoio à produção; fortalecimento das agrovilas; logística e escoamento da produção; turismo rural; e ações de resiliência territorial. Outro eixo da regulamentação são as áreas de apoio à população rural, especialmente as agrovilas | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Entre as medidas previstas estão o incentivo à assistência técnica, à inovação tecnológica, à capacitação dos produtores, à comercialização e à agregação de valor aos produtos agropecuários e agroindustriais. A norma também estimula cadeias mais curtas de produção, processamento e comercialização, favorecendo o consumo local. Iniciativas de certificação de origem, redução de perdas e desperdícios e valorização do patrimônio cultural rural também integram as diretrizes. Mais serviços para quem vive no campo Outro eixo da regulamentação são as áreas de apoio à população rural, especialmente as agrovilas. A proposta é aproximar infraestrutura, equipamentos públicos, comércio e serviços essenciais das comunidades que vivem nessas localidades. O objetivo é melhorar as condições de vida da população, favorecer sua permanência no campo e fortalecer as atividades produtivas locais, sem descaracterizar a paisagem e a função rural do território. O decreto também permite a implantação de equipamentos públicos comunitários na macrozona rural, de acordo com as necessidades da população e o interesse público. Poderão ser implantados equipamentos destinados à saúde, à educação, à segurança, à cultura, ao lazer, à assistência social, ao transporte público e aos esportes, além de infraestrutura de abastecimento de água, esgotamento sanitário, energia elétrica, drenagem e comunicação. Turismo rural ganha novas possibilidades O turismo rural também ganha destaque na regulamentação. A norma contempla atividades que associam produção agropecuária, natureza, patrimônio cultural e modo de vida das comunidades rurais. Entre as possibilidades estão hospedagem em propriedades rurais, trilhas ecológicas, vivências agropecuárias, gastronomia típica, artesanato, atividades de aventura, ecoturismo e manifestações culturais. A regulamentação busca, dessa forma, criar novas oportunidades de renda para produtores e empreendedores rurais, além de ampliar a oferta turística do Distrito Federal. As atividades deverão, entretanto, preservar a paisagem, os recursos naturais e os costumes locais. O decreto veda iniciativas que provoquem degradação ambiental, ocupação desordenada ou descaracterização da ambiência rural. Apoio à produção e à logística A regulamentação também cria condições para melhorar a estrutura de armazenamento, distribuição e escoamento da produção rural. Poderão ser implantados, observados os critérios estabelecidos pela norma, centros de armazenamento, beneficiamento e distribuição, estações de transbordo, silos, galpões e outras estruturas de apoio às cadeias produtivas. O decreto define, ainda, áreas prioritárias para atividades relacionadas ao potencial minerário e ao extrativismo mineral, ao processamento agroindustrial e à modernização da produção agropecuária por meio da inovação tecnológica. Proteção da água e do Cerrado O desenvolvimento econômico previsto pela regulamentação está associado a medidas de proteção ambiental e resiliência territorial. Entre as diretrizes estão a preservação e a recuperação de nascentes, a proteção da vegetação nativa do Cerrado, a conexão de corredores ecológicos, a recuperação de áreas degradadas e a adoção de soluções baseadas na natureza (SbN). A proteção dos recursos hídricos também aparece entre as prioridades. Nas áreas consideradas estratégicas para a segurança hídrica, deverão ser adotadas medidas destinadas a favorecer a infiltração da água no solo e a recarga dos aquíferos. Para a implantação de atividades econômicas na macrozona rural, a regulamentação estabelece procedimentos específicos de viabilidade de localização e exige o atendimento às normas ambientais, territoriais e de recursos hídricos. Com a publicação do decreto, o GDF dá início à regulamentação das estratégias previstas no novo Pdot, aprovado pela Lei Complementar nº 1.065/2026, transformando as diretrizes em regras para sua aplicação no território. *Com informações da Seduh-DF
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Feira Junina dos Consegs Rurais valoriza agricultura familiar
Produtos artesanais, alimentos produzidos no campo, plantas ornamentais e espírito comunitário marcaram a Feira Junina dos Conselhos Comunitários de Segurança Rural (Consegs Rurais). O evento ocorreu na manhã desta sexta-feira (12), no Centro de Atenção Biopsicossocial (CAB), da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF). A iniciativa reuniu produtores e artesãos ligados aos Consegs Rurais, com foco no fortalecimento da agricultura familiar e no empreendedorismo, com a exposição de produtos como queijos, geleias, compotas, hortaliças, doces caseiros, sabonetes artesanais, plantas ornamentais e artigos religiosos. Venda de mudas e flores durante a Feira Junina dos Conselhos Comunitários de Segurança Rural | Foto: Divulgação/SSP-DF “Esta feira evidencia a força do campo, valoriza os produtores rurais e aproxima ainda mais a população das políticas públicas desenvolvidas pela SSP-DF” Gustavo Danzmann, subsecretário dos Conselhos Comunitários de Segurança “A segurança pública se fortalece quando ampliamos os espaços de diálogo, participação e integração com a população. Os Consegs Rurais têm desempenhado um papel estratégico nesse processo, aproximando o Estado das comunidades do campo e contribuindo para a construção de soluções que promovem não apenas segurança, mas também desenvolvimento, cidadania e qualidade de vida”, destacou o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury. O subsecretário dos Conselhos Comunitários de Segurança, Gustavo Danzmann, ressaltou que a feira representa, na prática, o conceito de participação social que orienta a atuação dos Consegs. “Os Consegs vão muito além das pautas relacionadas à criminalidade. Eles são instrumentos de mobilização social, de fortalecimento das comunidades e de construção coletiva de soluções. Esta feira evidencia a força do campo, valoriza os produtores rurais e aproxima ainda mais a população das políticas públicas desenvolvidas pela SSP-DF”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]Para Margarida Garcia, moradora da área rural de São Sebastião e expositora, a feira é uma forma de aproximação entre diferentes públicos. “Essa feira é muito importante para a área rural porque une mais as comunidades e fortalece a nossa parceria com a polícia. Quando a população e os produtores se aproximam, todos ganham, inclusive na segurança. Eu sempre participo quando posso. Também é uma oportunidade para as pessoas da cidade conhecerem os produtos rurais diretamente de quem produz, valorizando o trabalho do campo e fortalecendo a nossa região”, afirma. Consegs Atualmente, o Distrito Federal conta com Consegs Rurais em Brazlândia, Gama, Paranoá, Ceilândia, Taguatinga, Estrutural, Planaltina, PAD-DF e Lago Oeste. Além disso, estão em fase de implantação os conselhos de São Sebastião, Sobradinho e Samambaia Rural. A expansão integra o eixo Campo Mais Seguro – Segurança Integral, voltado ao fortalecimento das políticas públicas para as áreas rurais do DF. Os Consegs Rurais funcionam como espaços permanentes de diálogo entre moradores, produtores, forças de segurança e órgãos governamentais. Além de contribuir para o aprimoramento das ações de segurança no campo, os conselhos têm auxiliado na identificação de demandas relacionadas à infraestrutura, mobilidade, fiscalização e desenvolvimento local. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública
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Na AgroBrasília, ETR comemora três anos de resultados importantes
Durante a AgroBrasília, a Empresa de Regularização de Terras Rurais (ETR), subsidiária integral da Terracap, comemorou, nesta terça-feira (19), três anos de criação. “Ao longo desses três anos, mais de 30 mil hectares foram regularizados, além de mais de 12 mil hectares em matrículas individualizadas”, enfatizou o presidente da ETR, Thúlio Moraes. “Isso representa segurança jurídica para os produtores e demonstra a expertise da Terracap agora também aplicada à macrozona rural.” Empresa inovou ao centralizar todas as etapas do processo de regularização em uma única estrutura | Foto: Divulgação Criada em 16 de maio de 2023, a ETR nasceu com a missão de gerir as terras públicas rurais do Distrito Federal, promovendo a regularização fundiária dessas áreas com mais agilidade e eficiência. A empresa implantou uma metodologia inovadora, centralizando todas as etapas do processo de regularização em uma única estrutura, desde a análise do uso do solo até a individualização das matrículas. “É motivo de muita alegria estarmos aqui celebrando o terceiro ano da ETR”, declarou o diretor jurídico da Terracap e presidente do Conselho de Administração da ETR, Fernando de Assis Bontempo. “Inquestionavelmente, foi uma proposta que proporcionou o avanço na regularização rural do DF, para a população rural que viveu tantos anos à míngua de uma solução efetiva. Agora, o olhar voltado para a área rural representa também dignidade para as famílias e segurança para quem vive e produz no campo.” Resultados alcançados Nesses três anos de atuação, a ETR já publicou 17 editais de Contrato de Concessão de Uso (CDU), beneficiando mais de 500 produtores rurais e suas famílias em diversas regiões do Distrito Federal. 32,8 mil Total aproximado de hectares regularizados pela ETR até abril deste ano Até abril deste ano, a empresa regularizou 32.845,91 hectares, por meio da entrega e aprovação de 433 CDUs — número 547% maior em comparação ao mesmo período do ano de criação da empresa. Apenas em 2023, haviam sido regularizados cerca de 6 mil hectares. Outro marco importante foi o avanço na individualização de matrículas rurais. Desde dezembro de 2024, quando foram concluídas as primeiras individualizações em áreas da Fazenda Riacho das Pedras, em Planaltina, a ETR já contabilizou 254 matrículas abertas, totalizando mais de 10,9 mil hectares registrados individualmente em cartório. Programa de assentamento A empresa também avançou na regularização de áreas do Programa de Assentamento de Trabalhadores Rurais (Prat). Desde a primeira entrega de CDUs, em dezembro de 2024, no Assentamento Santarém, no Sol Nascente, já foram firmados 119 contratos em assentamentos rurais, abrangendo uma área de 591 hectares. [LEIA_TAMBEM]Outro destaque foi o lançamento do primeiro edital de venda de áreas rurais, realizado durante a AgroBrasília de 2025. Na ocasião, foram disponibilizados 209 imóveis, correspondentes a aproximadamente 11 mil hectares, localizados em diferentes regiões rurais do Distrito Federal. Além das ações de regularização, a ETR também intensificou o atendimento aos produtores rurais. Entre janeiro de 2024 e março de 2025, foram formalizados mais de 2,1 mil protocolos de atendimento presencial e online, além da realização de 15 Caravanas ETR, levando atendimento técnico, jurídico e administrativo diretamente às comunidades rurais. Atendimento na AgroBrasília A Terracap, a ETR e o Biotic — empresas subsidiárias da Terracap — seguem com atendimento ao público durante a AgroBrasília até sábado (23). No espaço da Terracap, os visitantes poderão obter informações sobre o Aldeias do Cerrado, o mais novo empreendimento da Agência, localizado no Jardim Botânico. *Com informações da Terracap
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Emater-DF celebra 48 anos com reconhecimento ao trabalho no campo
A força de uma história construída no campo, lado a lado com o produtor rural, marcou a solenidade de celebração dos 48 anos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), nesta sexta-feira (10). Em um evento concorrido, a instituição reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da agropecuária e com a melhoria da qualidade de vida das famílias rurais. Servidores, extensionistas e produtores rurais se reuniram para a comemoração do aniversário da empresa pública | Foto: Divulgação/Emater-DF Logo na abertura da cerimônia, a extensionista Sandra Evangelista declamou o poema Emater, Minha Flor, na qual a produtora Manu, do Assentamento Pequeno William, em Planaltina, traduziu em versos a relação de afeto e parceria entre a empresa e o homem do campo. “O Distrito Federal tem uma vocação agrícola forte, e é com união, planejamento e compromisso que conseguimos avançar, gerar renda e fortalecer o campo” Cleison Duval, presidente da Emater-DF “O Distrito Federal tem uma vocação agrícola forte, e é com união, planejamento e compromisso que conseguimos avançar, gerar renda e fortalecer o campo” Cleison Duval, presidente da Emater. Ao longo da solenidade, autoridades e representantes dos produtores destacaram o papel estratégico da assistência técnica e extensão rural. “O Distrito Federal tem uma vocação agrícola forte, e é com união, planejamento e compromisso que conseguimos avançar, gerar renda e fortalecer o campo”, declarou o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, ao falar sobre as parcerias institucionais. Políticas públicas O presidente da Associação dos Servidores da Emater-DF, Adalmyr Borges, reforçou que o maior patrimônio da empresa são as pessoas: “Toda história tem protagonistas, e os protagonistas da Emater-DF são seus trabalhadores. Somos nós que levamos as políticas públicas até onde elas precisam chegar, transformando conhecimento em produção, alimento e qualidade de vida”. Representando os produtores rurais do Gama, a presidente da Cooperativa Brasil Cerrado, Maria José Ribeiro Alves, falou sobre sua trajetória de três décadas ao lado da Emater-DF. “Mais do que profissionais, vocês são amigos do produtor”, afirmou. “Vocês olham além da produção, olham para a família. Se hoje existimos como produtores, é porque a Emater esteve e está sempre presente”. Por sua vez, o secretário de Agricultura, Rafael Bueno, lembrou a relevância da Emater-DF no cenário nacional e o papel da instituição como porta de entrada junto ao produtor rural. “Precisamos avançar continuamente para manter o Distrito Federal como referência”, pontuou. “O sistema de agricultura reconhece o trabalho de vocês”. Dedicação [LEIA_TAMBEM]Representante da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paranaíba, Luiz Curado ressaltou a importância do trabalho contínuo dos extensionistas: “São vocês que estão diariamente ao lado dos produtores, levando tecnologia, conhecimento e sensibilidade. Transformar quem não tinha acesso à informação em um produtor de alto nível exige paciência, dedicação e compromisso”. Um dos pontos altos da programação foi a premiação de empregados e equipes que se destacaram ao longo do último ano. Foram reconhecidos profissionais nas categorias Destaque Individual (área-fim e área-meio), Gestão e Equipes Destaque, evidenciando iniciativas inovadoras, resultados expressivos e o compromisso com a missão institucional.Também foram homenageados os servidores da Ouvidoria. Houve ainda o reconhecimento de iniciativas voltadas à qualidade de vida no trabalho, com premiação para as equipes da Gerência de Desenvolvimento Social (Gedes), da Gerência de Agricultura Orgânica (Esorg) e do escritório local de Vargem Bonita, reforçando o olhar da instituição para o bem-estar de seus colaboradores. *Com informações da Emater-DF
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DF registra aumento de 24% no número de produtores rurais atendidos com assistência técnica desde 2019
O campo no Distrito Federal vive um período de modernização e expansão robusta. Entre 2019 e 2025, o número de produtores rurais ativos atendidos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) saltou de 18.667 para 23.174 — crescimento de 24%. Por trás desse aumento estatístico, existem laços de amizade e confiança que transformam a assistência técnica em um apoio vital para quem produz o alimento que chega à mesa do brasiliense. Marilúcio da Silva coordena uma produção anual de 150 toneladas de alimentos orgânicos entre Santa Maria e São Sebastião | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Um desses rostos é o de Marilúcio da Silva, 47 anos, que trouxe de Piatã, na Chapada Diamantina (BA), o legado da agricultura familiar para Brasília em 2003. Na sua propriedade de 12 hectares, entre Santa Maria e São Sebastião, ele coordena uma produção anual de 150 toneladas de alimentos orgânicos certificados, pela Opac-Cerrado e pelo Ecocert, um selo internacional para produtos orgânicos e naturais que reconhece práticas sustentáveis em toda a cadeia produtiva. O morango é o principal destaque, mas também há folhagens, tomate, batata e cebola. “A gente produz de tudo um pouquinho”, descreve, enquanto caminha por entre as fileiras da plantação. “Mas o carro-chefe tem sido o morango. Estamos na época do plantio, a colheita começa em junho, às vezes no finzinho de maio, e vai até outubro”, acrescenta. Parceria que gera frutos Lídia Jardim: "O diferencial da Emater é essa presença, esse dia a dia com o produtor. A gente sabe a realidade dele, como funciona, e esse contato humano a tecnologia não substitui" Marilúcio não faz isso sozinho. Ele tem como braço direito a engenheira agrônoma Lídia Jardim, gerente do escritório local da Emater-DF em São Sebastião. A relação entre o produtor e a técnica transcende a formalidade do serviço público, em que o conhecimento científico se une à realidade de cada família. “O diferencial da Emater é essa presença, esse dia a dia com o produtor. A gente sabe a realidade dele, como funciona, e esse contato humano a tecnologia não substitui”, afirma Lídia. O papel da Emater-DF vai muito além de apenas indicar o combate a uma praga no milho ou à mosca-branca. A empresa atua em diversas frentes: oferece assistência técnica gratuita, desenvolve projetos de crédito rural, organiza atividades coletivas como cursos, palestras e oficinas, e faz o acompanhamento direto nas propriedades. Além disso, a empresa é essencial na regularização e certificação, ao emitir declarações técnicas que validam a produção perante órgãos fiscalizadores. "A Emater ajuda muito na questão de projetos e na certificação. Precisamos de várias declarações que só eles, que acompanham a produção de perto, têm conhecimento para validar. E eles estão sempre à disposição" Marilúcio da Silva, produtor rural Para Marilúcio, esse suporte é o que garante a viabilidade de sua produção 100% orgânica. “A Emater ajuda muito na questão de projetos e na certificação. Precisamos de várias declarações de que só eles, que acompanham a produção de perto, têm conhecimento para validar. E eles estão sempre à disposição”, destaca o produtor. Ele explica que, sem esse aval técnico sobre o manejo do solo e dos insumos, seria impossível manter os selos exigidos da produção orgânica. Atuação tecnológica A modernização digital também é um pilar da atuação do órgão. A Emater-DF implementou um chatbot no site institucional que faz uma triagem automática das demandas e direciona casos complexos para especialistas. O uso do WhatsApp também se tornou rotina para orientações rápidas. Mesmo com o auxílio da tecnologia, Lídia ressalta que o papel do técnico é ser uma ponte humana para quem tem pouca familiaridade com o mundo digital. “Muitos produtores têm dificuldade na tecnologia. Às vezes, a gente ajuda a solicitar serviços que hoje são só digitais, como o Gov.br ou o e-mail cadastrado. A gente pega o telefone do próprio produtor e ajuda a solicitar o serviço”, relata Lídia. Esse suporte personalizado garante que o agricultor familiar, que muitas vezes produz primeiro para o próprio consumo, consiga acessar políticas públicas modernas. Assistência e equilíbrio natural Os dados confirmam que essa rede de apoio tem se interiorizado. O número de assentamentos e acampamentos atendidos pela Emater-DF subiu de 42 em 2019 para 53 em 2025, com o total de produtores vinculados saltando de 651 para 1.538. Atualmente, a agricultura familiar representa 43,26% (10.026 pessoas) de todos os produtores ativos atendidos pela empresa no DF. 1.538 Número de produtores vinculados à Emater-DF Entre 2019 e 2025, o trabalho fundamental da Emater-DF foi materializado em 103.844 visitas técnicas em propriedades rurais e garantiu que a inovação e o conhecimento cheguem diretamente ao dia a dia do campo. A filosofia de Marilúcio resume bem o impacto dessa assistência no bem-estar de quem produz. “É muito prazeroso a gente não ter contato com agrotóxico, ter um alimento saudável. A natureza se equilibra sozinha quando a gente não usa as coisas convencionais”, compartilha o produtor, ao reforçar que a técnica da Emater ajudou a entender que o equilíbrio ambiental é o melhor caminho para a produtividade. Frutos colhidos e investimentos O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, cita que os resultados são reflexo direto de uma estratégia de maior proximidade com o campo e do fortalecimento da assistência técnica. “Destaco, principalmente, a ampliação do acesso às políticas públicas voltadas à agricultura familiar, o fortalecimento das ações de assistência técnica e extensão rural e a crescente valorização da produção local pelo GDF, que tem olhado atentamente à população rural”, afirma. Duval avalia que a Emater-DF consolida seu papel estratégico como uma “porta de entrada para políticas públicas no campo”, o que tem motivado os agricultores a buscarem a formalização para acessar crédito rural, capacitações e novos mercados institucionais. Para mitigar os impactos das mudanças climáticas e garantir a segurança hídrica no Distrito Federal, a empresa tem investido em infraestrutura e novas tecnologias de manejo. Além da instalação de 247 tanques lonados para armazenamento de água e piscicultura, a recuperação de canais de irrigação tornou-se uma marca da atual administração. [LEIA_TAMBEM]“Este governo, na questão hídrica, por meio da Emater, da Seagri [Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural] e de parceiros, tem auxiliado os produtores com a revitalização dos canais de irrigação — já foram mais de 100km de 2019 até aqui, além do apoio à adoção de tecnologias sustentáveis como o uso de energias renováveis”, acrescenta o presidente. A modernização da Emater-DF também contempla a transformação digital e o incentivo à sustentabilidade, evidenciado pelo salto no número de produtores orgânicos certificados, que passou de 256, em março de 2024, para 385, em fevereiro do ano passado. Ferramentas como WhatsApp, chatbot e carteira digital facilitam o acesso à informação e reduzem a penosidade do trabalho rural. A última iniciativa ajuda o produtor a apresentar seu trabalho, quando necessário. Ao projetar o futuro do setor, o presidente reitera o compromisso da instituição: “Nosso objetivo é combinar tradição e inovação para garantir que o produtor rural tenha acesso a conhecimento, tecnologia e oportunidades, fortalecendo a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável do Distrito Federal”.
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Feira do Trabalho e do Campo leva qualificação e serviços gratuitos ao Taguaparque
Desta segunda-feira (23) até sábado (28), o Taguaparque recebe a Feira do Trabalho e do Campo, evento gratuito voltado à qualificação profissional, geração de renda e fortalecimento da economia local. Com programação diária das 13h às 21h, a feira conta com exposição de produtos rurais e artesanato, reunindo produtores e empreendedores da região. A iniciativa busca incentivar o consumo local e promover oportunidades de negócios. Além da feira, o público pode participar de oficinas e palestras com temas voltados ao empreendedorismo e à inovação social, como reaproveitamento e upcycling, precificação para pequenos negócios, feiras solidárias, embalagem sustentável, fotografia com celular e apresentações artísticas. O público da feira poderá participar de oficinas de temas como embalagem sustentável e precificação, entre outros | Foto: Divulgação/Sedet-DF Durante o evento, a Agência do Trabalhador Itinerante disponibiliza serviços gratuitos à população, como cadastro de currículo, encaminhamento para vagas de emprego, orientações profissionais e também cadastro para o programa Cesta do Trabalhador, ampliando o acesso a benefícios e oportunidades. Feira do Trabalho e do Campo Local: Taguaparque Horário: 13h às 21h Data: segunda (23) a sábado (28). *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do DF
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Emater-DF encerra 2025 com fortalecimento da produção e da segurança alimentar na capital
A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) fecha 2025 com um balanço marcado pelo fortalecimento da agricultura e ampliação das políticas públicas no campo. Foram mais de 150 mil atendimentos, entre ações individuais e coletivas, além de 12 mil visitas técnicas que levaram orientação direta a produtores, comunidades rurais, escolas, associações e instituições. Ao longo do ano, a empresa promoveu 355 capacitações, beneficiando mais de 3,2 mil produtores, além das atividades de formação e aperfeiçoamento dos empregados. O ano também foi marcado pela contratação de 15 novos funcionários. Por meio do Programa Ater Digital, foi ampliado o uso do assistente virtual da empresa, que proporcionou atendimento a 4.569 pessoas em canais digitais, com registro de 86% de aprovação, revelando uma aproximação entre tecnologia e produtor rural. Ao longo do ano, a empresa promoveu 355 capacitações, beneficiando mais de 3,2 mil produtores, além das atividades de formação e aperfeiçoamento dos empregados | Fotos: Divulgação/Emater-DF Programas e ações O incentivo à produção orgânica ganhou força com o programa Certifica-DF. Neste ano, 72 novos agricultores passaram a integrar o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos (CNPO), aumentando para 376 o número de produtores certificados no DF. As compras institucionais tiveram papel importante na agricultura familiar. Programas como o de Aquisição de Alimentos (PAA), o Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF) movimentaram R$ 65,28 milhões, garantindo renda a milhares de agricultores. Mais de 6.900 toneladas de alimentos foram destinados às escolas públicas e a instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social. Crédito e agricultura urbana Em 2025, a Emater-DF viabilizou 160 projetos de crédito rural, mais de R$ 9 milhões em financiamentos por meio de políticas como FDR, Prospera e Pronaf. A agenda ambiental avançou com a instalação de 204 sistemas de saneamento rural. Na agricultura urbana, foram implantadas e reformadas 94 hortas escolares, comunitárias e terapêuticas, além da instalação de 21 sistemas de captação de água da chuva em escolas, ampliando práticas sustentáveis e fortalecendo a educação ambiental. Reconhecimento Programas como o de Aquisição de Alimentos (PAA), o Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF) movimentaram R$ 65,28 milhões, garantindo renda a milhares de agricultores Pelos avanços no combate à fome e na promoção da agricultura familiar, o DF conquistou o Selo Betinho e o Prêmio Brasil Sem Fome, na categoria “Boas Práticas de Combate à Fome e Promoção da Segurança Alimentar e Nutricional”. Neste último, a premiação foi entregue pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) ao Governo do Distrito Federal, por meio da Emater-DF, reconhecendo iniciativas da empresa que promovem a segurança alimentar e nutricional e o fortalecimento da agricultura familiar na capital. “Os resultados vão além dos números. Mostram o quanto a Ater pública é essencial para o desenvolvimento rural, para a segurança alimentar e para geração de oportunidades. Encerramos 2025 fortalecidos e preparados para novos desafios em 2026”, ressalta o presidente da Emater-DF, Cleison Duval. *Com informações da Emater-DF
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Pavimentação da DF-285 transforma rotina no campo e impulsiona produção no PAD-DF
A pavimentação da DF-285, no Paranoá, transformou o dia a dia dos produtores rurais do Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF). A estrada, antes tomada pela poeira, lama e pelas dificuldades de acesso, agora garante mais segurança, rapidez e tranquilidade para quem vive do trabalho no campo. Executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), com investimento de R$ 20,6 milhões, o trecho recebeu duas faixas de rolamento ao longo de 13,5 quilômetros. A obra representou uma transformação importante para a comunidade, segundo o produtor rural Luiz Ângelo Cappellesso. Ele conta que a família sempre viveu e trabalhou no campo, sendo pioneira na região do PAD-DF, no Jardim 2, onde cultivam grãos, criam gado e operam há muitos anos com irrigação por pivô central. Para ele, a obra foi a realização de um sonho, e destaca que, após o asfalto, tudo ficou mais fácil: o recebimento de insumos; a chegada de serviços públicos; a mobilidade de professores e profissionais de saúde; e, principalmente, o escoamento da produção. Ele reforça que as mudanças não impactaram apenas quem produz, mas toda a população local. As crianças passam a ir limpas para a escola, o transporte chega com mais facilidade e a qualidade de vida melhora de forma geral. Executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), com investimento de R$ 20,6 milhões, o trecho recebeu duas faixas de rolamento ao longo de 13,5 quilômetros | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Com 45 anos de história na região, o produtor lembra que o PAD-DF abriga uma diversidade produtiva robusta: grãos, bovinos, frangos, suínos e um hortifrúti forte, que chega a enviar cerca de quatro caminhões por feira para a Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF). “Um caminhão que sai daqui para o Ceasa precisa levar a verdura limpa e fresca; ela não pode chegar amassada por causa de estrada ruim. Por isso, o asfalto não é luxo para ninguém, é um benefício para todos, em qualquer situação”, afirma Cappellesso. Para o comerciante Valdir Mangoni, que vive e trabalha na região há 40 anos, a pavimentação da DF-285 trouxe mudanças profundas, especialmente na área da segurança e na rotina do comércio local. Ele conta que, antes do asfalto, havia muita dificuldade até para receber mercadorias, porque as empresas não entregavam no local. “Hoje nós temos toda a rede de empresas fazendo entrega aqui, até o frigorífico que traz carne para nós. Foi muito bom esse asfalto chegar até aqui, porque o sofrimento era muito forte”, relata. Emocionado ao lembrar da trajetória, Valdir explica que a emoção vem da história vivida na região e das dificuldades enfrentadas. “Houve um período em que começamos a trabalhar por conta própria, e aí vieram as dificuldades. Eu tinha que ir até a cidade comprar mercadoria, era uma correria danada. Não tínhamos funcionários, não tínhamos nada.” Com o tempo, porém, ele conseguiu estruturar o comércio e criar os filhos ali, e garantiu faculdade para cada um deles. Hoje, comemora o avanço da pavimentação, que segue em direção à divisa com Minas Gerais, e diz que a obra trouxe não apenas mais qualidade de vida, mas também alegria. “Graças a Deus, agora está tudo resolvido. É gratificante. E vamos esperando melhorias, quanto mais, melhor”, ressalta. “Graças a Deus, agora está tudo resolvido. É gratificante. E vamos esperando melhorias, quanto mais, melhor”, ressalta o comerciante Valdir Mangoni Além de melhorar a trafegabilidade para mais de 5 mil condutores de veículos que utilizam a DF-285, a obra beneficiou diretamente produtores do Núcleo Rural Jardim II e das cidades mineiras de Unaí, Cabeceira Grande, Buriti de Minas e Palmital, que também utilizam a via para escoar a produção agrícola. Para o administrador regional do Paranoá, Horácio Duarte de Lima Neto, a pavimentação da DF-285 é muito importante para a região. “Essa via é uma área forte na agricultura, e a melhoria da estrada facilita o escoamento da produção, divide o trânsito de outras vias já pavimentadas e ajuda no dia a dia da população, garantindo mais segurança, mais economia e qualidade de vida para todos.” Ampliação Em maio deste ano, o governador Ibaneis Rocha assinou a ordem de serviço para o início das obras de pavimentação asfáltica da DF-285. O ato integrou o conjunto de compromissos do chefe do Executivo durante visita à AgroBrasília. O projeto contempla a pavimentação e outros serviços ao longo de um trecho de 7,75 km de extensão, compreendido entre a VC-461 e a divisa com Minas Gerais. O superintendente de obras do DER-DF, Cristiano Cavalcante, explica que a pavimentação do trecho restante, do Jardim 2 até a divisa com Minas Gerais, na altura da ponte, já foi iniciada. Segundo ele, as chuvas recentes atrasaram um pouco o andamento, já que o período chuvoso dificulta a continuidade dos trabalhos, mas o serviço segue em execução. A previsão é que, no próximo ano, o DER entregue a obra e conclua totalmente a pavimentação da DF-285 até a fronteira com Minas Gerais. As obras incluem serviços de terraplanagem, drenagem e pavimentação, com investimentos de R$ 18,3 milhões. Ao todo, cerca de 20 mil condutores serão beneficiados pelas intervenções.
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33ª Expoabra supera expectativas e atrai mais de 115 mil visitantes
O Parque de Exposições Granja do Torto voltou a ser ponto de encontro de milhares de famílias e apaixonados pelo agronegócio durante a 33ª Expoabra. Entre 29 de agosto e o dia 7 deste mês, a feira superou a expectativa de público ao reunir 115 mil visitantes — 15 mil a mais que o estimado pelos organizadores. Com o bordão que marcou esta edição, “A Granja voltou!”, a festa se confirmou na movimentação de pessoas, negócios e cultura ao longo dos dez dias de programação. Produtores rurais de todo o DF tiveram a oportunidade de trocar experiências e se inteirar das novidades do setor agropecuário | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Fruto de parceria do Parque de Exposições Granja do Torto (PGT) com o Governo do Distrito Federal, o evento teve impacto direto na economia local. O movimento registrou mais de R$ 1,45 milhão apenas com a venda de alimentos e bebidas, superando 10 toneladas consumidas. No setor agro, o Shopping do Quarto de Milha teve mais de R$ 200 mil em vendas de cavalos, enquanto as provas equestres distribuíram cerca de R$ 235 mil em prêmios a competidores do DF e de outros quatro estados. Ao todo, foram gerados aproximadamente 1,5 mil empregos diretos e até 10 mil indiretos. Segundo o diretor-executivo do PGT, Luciano Mendes, a programação diversificada, aliada à infraestrutura, foi o que gerou um aumento na movimentação da festa. “Pelas avaliações que tivemos, a feira de fato surpreendeu”, avalia. “Todos ficaram surpresos positivamente pela qualidade do evento, de ter retornado com todo esse vigor. As atividades estavam muito atrativas, com estandes, shows, leilões... acho que isso fez com que as pessoas visitassem o nosso espaço, superando a expectativa de público que tínhamos inicialmente”. Integração Para o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, o resultado da 33ª edição da Expoabra prova que o evento se consolidou como um espaço de integração entre campo e cidade. “A festa é uma grande vitrine para o setor agropecuário, um espaço de integração onde conseguimos levar informação técnica de qualidade aos produtores e, ao mesmo tempo, aproximar o público urbano da realidade do campo”, aponta. “É um ambiente de capacitação, troca de experiências e valorização da produção rural, dos grandes aos pequenos produtores”. “Esta 33ª edição superou todas as expectativas. Houve um aumento expressivo no número de leilões” Rafael Bueno, secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural Com shows, rodeio, fazendinha, estandes de expositores, oficinas e atividades educativas, a feira também ganhou destaque como espaço de convivência para toda a família. Cerca de 60 estandes reuniram produtores e empreendedores locais, e mais de 100 artistas se apresentaram no palco Happy Hour. O palco principal apresentou 15 nomes do cenário nacional, que movimentaram, só no último sábado (6), cerca de 35 mil pessoas na plateia. O secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, também comemora os resultados: “Esta 33ª edição superou todas as expectativas. Nesta edição houve um aumento expressivo no número de leilões. Realizamos três — contra apenas um no ano passado —, sendo dois presenciais e dois online, além de um shopping de venda direta de equinos no parque. Conseguimos comercializar quase 100% dos animais ofertados. Além disso, o número de bovinos alojados no parque saltou de 350, em 2024, para mais de 660, além de aproximadamente 650 equinos, 177 muares e outros animais. Esse crescimento trouxe mais competitividade e valorizou cada negociação na pista. Para nós, isso é um marco, pois demonstra o forte apoio do Governo do Distrito Federal ao setor agropecuário”. Infraestrutura [LEIA_TAMBEM]O PGT tem mais de 700 mil metros quadrados. Aproximadamente 250 pessoas permaneceram acampadas no parque de exposições durante a realização da Expoabra. Dois postos de atendimento de saúde foram montados e 29 ambulâncias foram alugadas e ficaram à disposição para eventuais atendimentos. Rodeio Entre 29 e 31 de agosto, o rodeio envolveu aproximadamente 100 profissionais. Os prêmios distribuídos aos vencedores perfizeram a quantia de R$ 12 mil. O brasiliense Natanael Henrique Biribili foi o segundo colocado nas provas e subiu ao pódio no primeiro domingo de funcionamento da Expoabra. De acordo com os organizadores da competição, a média de público foi de 4 mil pessoas por dia, totalizando 12 mil nos três dias de rodeio.
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Governadora em exercício Celina Leão entrega licenças ambientais a produtores rurais de Planaltina
Agência Brasília · GOVERNADORA EM EXERCÍCIO CELINA LEÃO ENTREGA LICENÇAS AMBIENTAIS A PRODUTORES RURAIS DE PLANALTINA A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, entregou 15 licenças ambientais na manhã desta segunda-feira (8), no Núcleo Rural Riacho das Pedras, em Planaltina. As licenças de operação (LOs) e ambientais únicas (LAUs), emitidas pelo Instituto Brasília Ambiental, contemplam atividades rurais como avicultura de corte e matrizes, fabricação de bioinsumos, exploração de recursos hídricos e irrigação por pivô central. No evento, cinco licenças foram entregues simbolicamente. O licenciamento ambiental é considerado essencial para promover o desenvolvimento sustentável no DF, pois, além de garantir segurança jurídica aos produtores, alia a produção agrícola ao uso responsável da água e do solo. A entrega da documentação beneficia diversas propriedades da região e garante legalidade tanto na venda quanto na compra de insumos, o que antes não era possível para quem não estava regularizado. Segundo a governadora em exercício, Celina Leão, “a medida traz mais tranquilidade aos produtores, especialmente por se tratar de uma área altamente produtiva no Distrito Federal. Com essa legalidade, eles podem trabalhar com segurança e focar no aumento da produção”. Celina Leão: "Com essa legalidade, eles podem trabalhar com segurança e focar no aumento da produção" | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília De acordo com o presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, a distribuição de licenças segue as necessidades de cada propriedade rural. Além disso, representa segurança jurídica e tranquilidade, e garante que o trabalho do órgão não tem como foco multar, mas conscientizar e orientar sobre práticas sustentáveis. “Começamos com algumas licenças, mas o plano é atender toda a região do Rio Preto e demais áreas rurais do DF. A determinação do governador Ibaneis Rocha e da vice-governadora Celina Leão é aproximar o órgão do produtor rural, porque muitas vezes é difícil para ele se deslocar até o centro de Brasília. Além disso, problemas na rede de informática ou de comunicação podem atrasar processos”, explicou. Rôney Nemer ressaltou que pendências simples, como documentos que não foram enviados por falta de sinal, serão resolvidas Ele ressaltou que, junto com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) e com a Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF (Seagri-DF), o Brasília Ambiental vai visitar periodicamente os produtores rurais para resolver pendências simples, como documentos ou exigências da área técnica que, muitas vezes, não chegam por falta de sinal ou mudança de consultor ambiental. “Queremos mostrar que o Brasília Ambiental é parceiro e amigo do produtor rural, que também se preocupa em preservar o meio ambiente. Essa proximidade beneficia todos — o produtor, o meio ambiente, o governo e a população — porque se o campo não planta, a cidade não janta. Mas é preciso plantar de forma sustentável”, destacou. Com a licença em mãos, o agricultor Roberto Yamane vai aumentar a produtividade [LEIA_TAMBEM]Entre os beneficiados está o agricultor Roberto Yamane, 57 anos. Produtor de cereais, soja, feijão e milho, ele espera expandir a produção com a licença em mãos. “Hoje, para nós produtores, o licenciamento é fundamental. O mercado, os bancos e os órgãos fiscalizadores exigem esse documento, e sem ele não conseguimos trabalhar. Eu mesmo já perdi negócios por não estar regularizado”, contou. Para ele, a conquista representa “um alívio e uma satisfação”, além de abrir novas oportunidades de comercialização. A conquista também foi celebrada pelo produtor Valtair Fernandes Cardoso, 66. Ele tem uma propriedade de 140 hectares no Núcleo Rural Rio Preto e, com a documentação em dia, terá mais segurança para executar as atividades diárias: “Já tem mais de seis anos que nós estamos atrás dessa licença. Sem ela, a gente corria o risco de ter nossas atividades bloqueadas a qualquer momento. Agora podemos trabalhar com tranquilidade”.
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