Voos internacionais e empoderamento feminino marcam as relações internacionais do GDF em 2025
Um novo voo internacional ligando Brasília a Bogotá, capital da Colômbia, foi uma das principais conquistas de 2025 para o Distrito Federal, resultado do trabalho do Governo do DF por meio da Secretaria de Relações Internacionais (Serinter-DF). Lançada em fevereiro, a rota soma-se às outras oito já implementadas: Lisboa, Cidade do Panamá, Miami, Orlando, Buenos Aires, Lima, Santiago e Cancún. Mais uma conexão — desta vez entre Roma e Brasília — está em tratativas avançadas e pode ser anunciada no próximo ano, após articulação do secretário de Relações Internacionais, Paco Britto, com o embaixador da Itália, Alessandro Cortese, o Ministério do Turismo e a companhia aérea ITA. Segundo Paco Britto, a ampliação dos voos internacionais fortalece o turismo e impulsiona o desenvolvimento da capital. “Brasília é um hub e tem sido cada vez mais reconhecida como tal. Temos um dos melhores aeroportos do mundo, grande potencial turístico e comercial, e garantir que nossos visitantes percebam isso é essencial”, afirma. A quantidade de voos internacionais saindo da capital federal tem reflexos no turismo e na economia do DF | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Empoderamento feminino Além dos avanços na aviação internacional, o programa Meninas em Ação, voltado ao empoderamento feminino, mobilizou autoridades, empresárias e diplomatas ao longo de todo o ano. O projeto ganhou reconhecimento mundial ao ser selecionado pela Associação Mundial das Grandes Metrópoles (Metropolis) para apresentação no Congresso de Seul, na Coreia do Sul. Realizado em parceria com as secretarias da Mulher, de Educação e de Justiça e Cidadania, o programa deu a 30 estudantes da rede pública a experiência de ocupar, por um dia, cargos de liderança em órgãos públicos, empresas e embaixadas. O objetivo central é despertar a liderança feminina. Ana Clara Batista: "Como menina de escola pública, preta e periférica, estar aqui é representatividade e inspiração para outras meninas que sonham em fazer a diferença" | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Ana Clara Batista, 17 anos, estudante do Cemi Gama e primeira-dama por um dia, resume bem o impacto: “Como menina de escola pública, preta e periférica, estar aqui é representatividade e inspiração para outras meninas que sonham em fazer a diferença.” Paco Britto reforça a importância da iniciativa: “O programa promove o empoderamento antes da fase adulta, despertando senso crítico e mostrando que cargos de liderança são possíveis para elas.” Promoção do DF Em 2025, a Serinter também apresentou as oportunidades do DF às mais de 130 embaixadas, impulsionando as exportações, que somaram US$ 98,5 milhões no terceiro trimestre — crescimento de 23,2% em relação ao trimestre anterior, segundo o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF). Outro destaque foi o Programa Embaixada de Portas Abertas (Pepa), que levou mais de 650 estudantes a 26 embaixadas, fortalecendo o intercâmbio cultural e as relações internacionais. O ano também foi marcado por importantes acordos de cooperação entre a Casa da Arquitectura de Portugal e o Arquivo Público do DF, para compartilhamento de acervos digitais sobre a obra de Lúcio Costa; entre a UnDF e o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, para ações acadêmicas, científicas e culturais; e com o Unicef, ampliando compromissos voltados aos direitos de crianças e adolescentes e contribuindo para a Agenda 2030, com foco em educação de qualidade e enfrentamento às desigualdades escolares. *Com informações da Serinter-DF
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Projeto 'Eu Já Tive a Sua Idade' conecta gerações e inspira estudantes
Mais de 400 estudantes das escolas públicas do Distrito Federal participaram das três primeiras edições do projeto Eu Já Tive a Sua Idade, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). Encontro recente, no Cemso Asa Sul: atividades aproximam diferentes gerações e promovem troca de conhecimentos | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus-DF. A ação itinerante foi realizada nos dias 22, 28 e 29 deste mês, contemplando respectivamente o Centro de Ensino Médio Integrado (Cemi) do Gama, o Centro de Ensino Médio Setor Oeste (Cemso) da Asa Sul e o Centro de Ensino Médio 01 de Planaltina. “Nós estamos saindo da escola para o mundo, mas é com a vida que vamos realmente aprender a conviver em sociedade. Quanto mais conhecimento a gente adquirir por meio desses bate-papos, maior será o nosso preparo para lidar com os desafios e chegar longe”, disse Júlia Lopes, 18 anos, uma das participantes do encontro no Cemso. Meninas e meninos [LEIA_TAMBEM]O projeto é voltado especialmente a alunas da rede pública, mas em algumas edições os meninos também participaram, movidos pela curiosidade e pelo interesse em ouvir as histórias compartilhadas. A proposta é simples e eficaz: levar para a sala de aula pessoas idosas que marcaram o cenário cultural e social do DF para transmitir trajetórias, conselhos e aprendizados a quem está prestes a entrar na vida adulta. Entre as convidadas, já estiveram a professora Silvia Seabra, a jornalista Jane Godoy e a comunicadora Mônica Nóbrega. Para Mônica, o maior valor da iniciativa está em provocar reflexões: “Participar do projeto aproxima gerações e faz com que os adolescentes reflitam sobre temas que serão relevantes para o futuro deles”, afirma. Leonora Cunha fez palestra no CEM 01 de Planaltina: “Essas experiências nos permitem aprender com os jovens, que têm liberdades e oportunidades que eu não tive” Além das personalidades de destaque, cada edição contou com a participação de uma pessoa idosa da própria comunidade escolar — geralmente integrante do programa Viver 60+, coordenado pela Sejus. Em Planaltina, a convidada foi Leonora Cunha, que emocionou os estudantes ao compartilhar sua trajetória de vida. Aprendizado “Essas experiências nos permitem aprender com os jovens, que têm liberdades e oportunidades que eu não tive”, declarou Leonora durante bate-papo com a turma do CEM 01. “Meu conselho é que nunca desistam dos sonhos — vocês têm muito a ensinar e a aprender.” “Levar ações como esta para o ambiente escolar fortalece a conexão entre gerações e ajuda a preparar os jovens para os desafios que virão” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, reforça a relevância do projeto para a formação cidadã: “Levar ações como esta para o ambiente escolar fortalece a conexão entre gerações e ajuda a preparar os jovens para os desafios que virão”. Inspirado pelo programa Meninas em Ação, do GDF, o Eu Já Tive a Sua Idade se consolida como um espaço de escuta e troca: para as alunas, novas referências e orientação; para as pessoas idosas, a oportunidade de transmitir saberes e, ao mesmo tempo, renovar esperanças ao encontrar as próximas gerações.
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