Psicólogo do DF recebe destaque nacional por projeto de acolhimento a estudantes LGBT
A rede pública de ensino do Distrito Federal conquistou reconhecimento nacional durante a etapa final da terceira edição do Prêmio Educador Transformador, realizada no início deste mês, em São Paulo. O psicólogo Vinicius Mota, servidor do Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit), recebeu destaque na categoria Inclusão e Sustentabilidade na Educação com um projeto voltado para o acolhimento e para a promoção da saúde mental de estudantes LGBTQIA+. Vinicius Mota já havia conquistado o primeiro lugar na etapa distrital dessa premiação: “O projeto foi revisitado, reconstruído e reestruturado até chegar à proposta de um observatório voltado para a saúde mental de estudantes LGBTQIA+” | Foto: André Amendoeira/SEEDF Promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e instituições parceiras, a premiação reconhece iniciativas inovadoras capazes de gerar impacto social e contribuir para a educação brasileira. O projeto apresentado pelo psicólogo teve origem na iniciativa “Educação que Acolhe e TRANSforma”, desenvolvida a partir de experiências vivenciadas no cotidiano das escolas da rede pública do DF e da necessidade de fortalecer espaços mais seguros e acolhedores para estudantes LGBTQIA+, especialmente estudantes trans. Ao todo, a competição reuniu 6.639 docentes inscritos em todo o país. No DF, 235 educadores participaram da seleção, entre profissionais da rede pública e da rede privada. Vinicius, representante da Secretaria de Educação (SEEDF), já havia conquistado o primeiro lugar da categoria na etapa distrital da premiação. “O projeto foi revisitado, reconstruído e reestruturado até chegar à proposta de um observatório voltado para a saúde mental de estudantes LGBTQIA+”, explica o psicólogo. Rede de apoio entre estudantes A iniciativa surgiu após o profissional identificar desafios relacionados ao acolhimento de estudantes trans no ambiente escolar e aprofundar estudos sobre direitos da população LGBTQIA+ e as barreiras ainda presentes nas instituições de ensino. Entre os pontos observados estão questões ligadas ao uso do nome social, à necessidade de espaços de acolhimento e a situações de discriminação e exclusão. Como parte do desenvolvimento do projeto, Vinicius reuniu estudantes de três escolas da SEEDF no Guará em uma experiência prática de escuta e construção coletiva. “A gente fez como se fosse a prototipação desse trabalho”, conta. “Foi justamente dessa experiência que surgiu a necessidade da construção de um observatório sobre o tema”. “O principal objetivo é fortalecer o protagonismo dos estudantes LGBTQIA+, especialmente os estudantes trans, e construir uma rede de apoio onde eles possam cuidar deles mesmos, compartilhar vivências e trazer suas próprias demandas” Vinicius Mota, psicólogo do Cemeit O observatório prevê sessões de bate-papo, espaços de acolhimento coletivo e ações voltadas para o autocuidado. “O principal objetivo é fortalecer o protagonismo dos estudantes LGBTQIA+, especialmente os estudantes trans, e construir uma rede de apoio onde eles possam cuidar deles mesmos, compartilhar vivências e trazer suas próprias demandas”, explica Vinicius. A proposta também amplia o debate sobre saúde mental, convivência e diversidade no ambiente escolar da rede pública. Acolhimento e escuta no ambiente escolar O trabalho desenvolvido por Vinicius Mota contou com a participação de estudantes de diferentes unidades da rede pública do DF e com o apoio das equipes pedagógicas das escolas envolvidas. No Centro de Ensino Médio (CEM) 1 do Guará, conhecido como GG, a iniciativa fortaleceu ações de convivência e acolhimento já desenvolvidas pela unidade escolar. “O grupo propiciou aos estudantes a possibilidade de terem voz, de conhecerem seus direitos e de conseguirem expor como querem ser tratados e como se enxergam dentro desses grupos maiores”, resume a pedagoga Mara Cristiane Pereira, do CEM 1 do Guará. “Foi muito importante vê-los conversando com seus pares e compartilhando as próprias vivências.” [LEIA_TAMBEM]A escola, relata Mara, já desenvolve ações voltadas para o fortalecimento do clima de convivência e para a promoção de um ambiente acolhedor por meio do projeto institucional Vem Comigo, iniciativa voltada à escuta e ao acompanhamento dos estudantes. Nesse contexto, o projeto liderado por Vinicius ampliou as possibilidades de acolhimento e atendimento específico aos estudantes trans dentro da unidade escolar. “Hoje percebemos que eles se desenvolvem em um espaço seguro, com diálogo e respeito, e isso contribui diretamente para o processo de ensino e aprendizagem dentro da escola”, enfatiza a pedagoga. Educação empreendedora A participação do Distrito Federal na etapa nacional do Prêmio Educador Transformador reforça a força e a qualidade das iniciativas desenvolvidas pelos educadores da nossa rede de ensino”, ressalta a coordenadora de Educação Empreendedora do Sebrae no DF, Ana Emília Andrade. “O reconhecimento conquistado pelo psicólogo Vinicius evidencia o potencial transformador da educação empreendedora e o compromisso dos educadores do DF com projetos inovadores, criativos e conectados aos desafios do presente e do futuro.” Ela também destacou a atuação dos representantes da capital federal na fase nacional da premiação: “Parabenizamos os três educadores finalistas da Secretaria de Educação — Vinicius Mota, Antônio Santos Júnior e Elvis Rodrigues — , que representaram o DF com excelência, dedicação e inspiração, demonstrando que a educação transforma realidades quando alia o protagonismo com a inovação e o propósito”. *Com informações da Secretaria de Educação
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Revista ‘Com Censo Jovem’ abre espaço para artigos da 6ª edição
Estão abertas as submissões de trabalhos para a 6ª edição da revista Com Censo Jovem, publicação que incentiva a produção científica e a socialização de experiências pedagógicas desenvolvidas no contexto da educação básica. Professores e estudantes são convidados a compartilhar pesquisas, projetos e práticas que fortaleçam o conhecimento, a inovação e o protagonismo juvenil nas escolas. Arte: Divulgação/SEEDF “A revista Com Censo Jovem nasceu em 2022 com um propósito muito claro: fortalecer o letramento científico na educação básica e dar visibilidade à produção intelectual dos nossos estudantes, mostrando que a pesquisa nasce da curiosidade, das perguntas feitas em sala de aula e dos projetos desenvolvidos com a orientação dos professores”, resume a editora-chefe da revista, Dapheny Leandro. [LEIA_TAMBEM]Ao relembrar a trajetória das cinco edições já publicadas, ela ressalta o impacto formativo da iniciativa e reforça o convite para a nova chamada: “Mais do que publicar textos, a revista constrói percursos formativos, ensina a pesquisar, argumentar e escrever com rigor; e agora, na sexta edição, reafirma o compromisso com a educação pública, a ciência e o protagonismo juvenil, convidando estudantes e professores a fazerem parte dessa história”. A revista aceita artigos e relatos de experiências de todas as modalidades e etapas da educação básica. Os trabalhos podem ser enviados até 20 de abril, com previsão de publicação em outubro deste ano. As submissões devem ser efetuadas por meio deste site. *Com informações da Secretaria de Educação
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Programa Conexão Cultura DF é regulamentado
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) publicou, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quarta-feira (21), a Portaria nº 9, que regulamenta o programa Conexão Cultura DF. O normativo organiza, em um único instrumento, as regras de funcionamento do programa criado em 2019 e reforça o apoio à circulação, difusão e internacionalização da produção cultural brasiliense. Programa abrange apoio a diversos projetos que envolvam participação de artistas e agentes culturais no DF | Foto: Divulgação/Secec-DF “O Conexão Cultura é uma ponte entre a produção cultural do Distrito Federal e o mundo” Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa Com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), o Conexão Cultura DF financia projetos voltados à participação de artistas e agentes culturais do DF em festivais, feiras, mercados, residências artísticas, intercâmbios e eventos estratégicos no Brasil e no exterior. O objetivo é ampliar o alcance da cultura local, fortalecer a economia criativa e garantir que produções do DF cheguem a novos públicos. A portaria define conceitos, princípios e objetivos do programa, além de detalhar as linhas de apoio disponíveis. Entre elas estão a circulação nacional e internacional e a participação em eventos estratégicos, residências artísticas e cursos de curta duração, além da promoção de plataformas culturais que tragam ao DF curadores, produtores e outros profissionais de referência. Transparência Uma das novidades é a consolidação do Edital Permanente Conexão Cultura DF, com fluxo contínuo de inscrições ao longo do ano. O modelo permite que agentes culturais apresentem propostas de acordo com o calendário de suas atividades, sem depender de chamadas pontuais. Cada linha de apoio deverá receber, no mínimo, 8% do orçamento anual do programa, garantindo acesso equilibrado aos recursos. [LEIA_TAMBEM]A regulamentação também reforça critérios de transparência e contrapartida social. Projetos apoiados deverão oferecer ações gratuitas ou abertas ao público no DF, como oficinas, palestras, apresentações ou atividades formativas, compartilhando os conhecimentos e experiências adquiridos com o apoio público. “O Conexão Cultura é uma ponte entre a produção cultural do Distrito Federal e o mundo”, resume o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes. “Ao organizar as regras e ampliar o acesso, garantimos mais oportunidades para nossos artistas circularem, aprenderem e mostrarem seu trabalho, ao mesmo tempo que devolvem esse conhecimento à sociedade.” Com a nova portaria, agentes culturais passam a contar com regras mais claras sobre inscrição, seleção, execução e prestação de contas dos projetos. A expectativa da Secec-DF é que a medida amplie o número de iniciativas apoiadas e fortaleça a presença da cultura brasiliense nos principais circuitos culturais do país e do exterior. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
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Equipamentos e ações culturais ultrapassam 1 milhão de visitantes em 2025
Neste ano, a Subsecretaria do Patrimônio Cultural (Supac), órgão da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), alcançou a marca de 1.097.225 visitantes em seus equipamentos e ações culturais, resultado de uma agenda intensa que somou 659 eventos ao longo do ano. Os números confirmam o papel estratégico da política de patrimônio cultural do Distrito Federal na ampliação do acesso à cultura, na valorização da memória e na ocupação qualificada dos espaços públicos. Museu Nacional da República recebeu, durante este ano, mais de 308 mil visitantes | Foto: Divulgação/Secec-DF A Supac esteve à frente de iniciativas de alcance simbólico e estrutural, como o Prêmio Candango de Literatura, o Prêmio Candanguinho de Poesia Infantojuvenil, a Medalha do Mérito Distrital da Cultura Seu Teodoro e o Concurso Nacional de Arquitetura para o Memorial da Democracia. Em paralelo, a política de preservação avançou com a proteção de 437,20 km² de áreas tombadas, reforçando o compromisso com o patrimônio cultural do DF. Os equipamentos culturais administrados ou vinculados à subsecretaria registraram forte presença de público. O Museu Nacional da República recebeu 308.832 visitantes, com 134 eventos e 25 exposições. A Biblioteca Nacional de Brasília contabilizou 186.345 visitantes, enquanto o Centro Cultural Três Poderes reuniu 217.498 pessoas em 54 eventos, evidenciando a diversidade de públicos e linguagens. Políticas culturais [LEIA_TAMBEM]Outros espaços também tiveram desempenho expressivo, como o Teatro Nacional Claudio Santoro, com 80 mil visitantes em 140 eventos; a Casa do Cantador, que recebeu 30.694 pessoas; e o Complexo Cultural de Samambaia, responsável por 209 eventos e 56.346 visitantes, ampliando o acesso à cultura nas regiões administrativas. Museus como o Catetinho, o Museu Vivo da Memória Candanga e o Museu de Arte de Brasília/Concha Acústica reforçaram a conexão entre história, arte e educação patrimonial. “O desempenho da Supac em 2025 reforça a importância do investimento contínuo em cultura e patrimônio como instrumentos de identidade, educação e desenvolvimento social, consolidando o DF como referência nacional na gestão de seus bens culturais”, afirma o titular da Secec-DF, Claudio Abrantes. Na mesma linha, o subsecretário do Patrimônio Cultural, Felipe Ramón, entende que os resultados refletem uma política cultural que combina preservação, acesso e pertencimento. “Esses números mostram que o patrimônio cultural do Distrito Federal está vivo, ocupado e fazendo sentido na vida das pessoas”, avalia. “Nosso foco foi abrir as portas, diversificar a programação e garantir que a população reconheça esses espaços como parte da sua história e do seu cotidiano. Cuidar do patrimônio é também cuidar das pessoas e da memória coletiva que nos une.” *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
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GDF apresenta projeto de infraestrutura que vai transformar o Pôr do Sol
Agência Brasília · (11) 26-06-2025 - GDF APRESENTA PROJETO DE INFRAESTRUTURA QUE VAI TRANSFORMAR O PÔR DO SOL A população do Pôr do Sol conheceu os detalhes de um dos mais aguardados projetos de infraestrutura urbana do Distrito Federal. Em um encontro direto com a comunidade, técnicos da Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF) apresentaram o escopo do empreendimento que promete requalificar completamente a região, levando pavimentação, drenagem, mobilidade ativa e dignidade para milhares de moradores. Projeto prevê a pavimentação de 150 vias urbanas na cidade, tanto com asfalto quanto com blocos intertravados | Fotos: Divulgação/SODF A obra será executada em dois lotes, com licitação do primeiro previsto para o mês de julho. O edital do segundo lote tem a previsão de ser publicado em outubro, mês em que também está programado o início das intervenções, logo após a conclusão do processo licitatório. No total, o projeto prevê a pavimentação de 150 vias urbanas, o que representa 27 quilômetros de novo pavimento. O tipo de revestimento será definido de acordo com a largura das vias: ruas com mais de seis metros receberão asfalto, enquanto as vias mais estreitas serão contempladas com blocos intertravados, garantindo resistência e melhor drenagem superficial. Grandes obras O secretário Valter Casimiro participou de reunião com a comunidade do Pôr do Sol, durante apresentação de projeto de infraestrutura urbana para a região Além disso, o conjunto de obras inclui 22 quilômetros de redes de drenagem pluvial, 5 quilômetros de ciclovias e a construção de 93 mil metros quadrados de calçadas em concreto, oferecendo mais segurança e acessibilidade para pedestres e ciclistas. Durante a apresentação, o subsecretário de Projetos, Carlos Maciel, e o secretário de Obras, Valter Casimiro, responderam a diversas perguntas dos moradores e esclareceram pontos técnicos e operacionais do projeto. “O governador Ibaneis Rocha foi claro: as obras no Pôr do Sol têm que começar ainda este ano”, lembrou o titular da SODF. “É uma determinação dele e é um compromisso nosso. Estamos trabalhando com empenho para cumprir essa ordem.” Líderes comunitários também se manifestaram, reforçando a importância do momento para a região. Mais que uma prestação de contas, o encontro foi a confirmação de que o Pôr do Sol entrou, de vez, no mapa das grandes obras de infraestrutura do Distrito Federal. *Com informações da Secretaria de Obras e Infraestrutura
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Projeto une realidade virtual e saberes indígenas em experiências imersivas
Com o fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), foi lançado nesta quinta-feira (15), na Universidade Católica de Brasília (UCB), em Taguatinga, o projeto de pesquisa “Lab Metaverse UCB: o futuro é ancestral”. A iniciativa propõe o uso de tecnologias emergentes, como realidade virtual e inteligência artificial, para valorizar e difundir os saberes ancestrais de diferentes povos indígenas do Brasil. Evento contou com a participação de lideranças indígenas | Fotos: Divulgação/FAPDF O evento reuniu lideranças indígenas, pesquisadores, autoridades, membros da comunidade acadêmica e outros convidados. Entre os destaques da programação, foi exibido um filme imersivo em realidade virtual 360º, realizado em parceria com as lideranças da Aldeia Mutum, do povo yawanawá, do Acre. A produção audiovisual narra um mito ancestral da floresta amazônica, conduzindo o espectador a uma experiência sensorial e simbólica que conecta tecnologia e espiritualidade. O filme foi desenvolvido com a participação ativa da comunidade indígena, incluindo o cacique Matsini Yawanawá e o jovem cacique Rasu Yawanawá, ambos guardiões do conhecimento espiritual de seu povo. Cultura, inovação e educação O Lab Metaverse UCB é um laboratório dedicado ao desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica, pedagógica e cultural. A proposta busca integrar recursos como realidade virtual, ambientes interativos no metaverso e inteligência artificial generativa à preservação da cultura e da linguagem humanas. Um dos eixos da iniciativa é inspirado na publicação Manifesto do Futuro Ancestral, da professora e pesquisadora Florence Dravet, também coordenadora do projeto, e visa a criar experiências imersivas dedicadas às etnias pataxó, yawanawá e tukano. O objetivo é promover uma vivência digital significativa dessas culturas, estimulando o respeito à diversidade e à memória ancestral. Além do filme em 360°, o evento também apresentou a oficina Imersão Onírica, durante a qual os participantes exploram as possibilidades criativas da inteligência artificial (IA) por meio de imagens geradas a partir de sonhos e relatos pessoais. As criações são expostas em uma galeria virtual no metaverso open source OnCyber, resultando em uma exposição coletiva e sensorial. Realidade virtual O projeto Lab Metaverse UCB desenvolve três ambientes virtuais imersivos, cada um dedicado a uma cultura indígena diferente — pataxó, yawanawá e tukano — para proporcionar uma experiência única de conexão com seus saberes ancestrais e tradições. No metaverso, os visitantes podem experienciar a oralidade, mitos, grafismos e cantos sagrados dessas nações, navegando por cenários digitais inspirados nos habitats e símbolos tradicionais de cada etnia. No ambiente dedicado ao povo pataxó, a conexão profunda com a natureza e o mar ancestral é retratada por meio de histórias e personagens virtuais que trazem à vida a cosmologia desse grupo. Já o metaverso yawanawá celebra a harmoniosa relação entre os seres humanos e os espíritos da floresta, oferecendo uma experiência imersiva com cantos e grafismos que expressam a sabedoria milenar da comunidade. Por fim, o espaço dedicado ao povo tukano une sonhos e realidades, permitindo a exploração das narrativas mitológicas e dos rios virtuais que refletem o território tradicional dessa etnia. Projeto transdisciplinar Oficinas imersivas utilizam equipamentos de realidade virtual O Lab Metaverse UCB é um projeto transdisciplinar que envolve áreas como bem-estar cibernético, consciência corporal, comunicação, educação e saúde, integrando saberes e práticas para ampliar as potencialidades do uso do metaverso na formação acadêmica e cultural. A iniciativa promove a integração dos meios tecnológicos na realidade universitária, estimulando uma educação pela experiência. Estudantes e professores de graduação e pós-graduação da UCB participam de oficinas imersivas, experimentando a realidade virtual e os ambientes virtuais desenvolvidos. [LEIA_TAMBEM]O projeto direciona suas experiências imersivas partindo do conceito do futuro ancestral — o encontro entre antigas formas de narrar o mundo e as novas tecnologias digitais. Cada oficina fornece dados para observações e análises que ajudam a compreender as implicações da imersão tecnológica na educação superior, preparando cientistas para as transformações sociais e culturais que o metaverso pode trazer. Inovação tecnológica Com o uso de tecnologias da Web.3 e inteligência artificial, o projeto explora novas formas de interatividade, ampliando as possibilidades criativas dos estudantes e profissionais da sociedade hiperconectada. “Apoiar iniciativas como o Lab Metaverse UCB reafirma nosso compromisso com uma ciência plural, que respeita os saberes ancestrais e aposta na inovação como instrumento de transformação social”, resume o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior. “Projetos como esse constroem pontes entre o futuro e a ancestralidade, entre a tecnologia e o pertencimento.” O projeto foi selecionado por meio do edital FAPDF Learning Tech (2023), com investimento de R$ 1 milhão. A iniciativa está alinhada às diretrizes da fundação para fomentar pesquisas interdisciplinares, inclusivas e voltadas à valorização dos territórios e das populações do Distrito Federal e do Brasil. *Com informações da FAPDF
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Escola Classe 01 do Guará trabalha o combate ao bullying de forma lúdica
No mês em que se celebra o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência nas Escolas, a Escola Classe 01 do Guará dá exemplo ao promover diversas atividades lúdicas de conscientização para estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. As crianças têm aprendido na prática a importância da empatia, do respeito e da convivência com as distintas características individuais. A professora Tiffany Carvalho, da Escola Classe 01 do Guará, criou diversas atividades lúdicas para incentivar o combate ao bullying entre alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF A professora do 3º ano C, Tiffany Carvalho, desenvolveu ações inclusivas para tratar sobre diferentes formas de bullying. O projeto chamado Paz nas Escolas integra várias dinâmicas – uma delas é a Trilha do Bullying, na qual os estudantes assimilam, por meio de um jogo de tabuleiro, formas de gerar gentileza, explicam sobre o bullying psicológico, social, cyberbullying e aprendem como pedir desculpas. Ao final do jogo, o vencedor é chamado de Agente da Paz ou Combatente do Bullying. A professora destaca como trabalha nas dinâmicas: “Apesar de serem tão pequenos, eles aprendem rápido. Eu trabalho de forma a colocar que tudo tem consequência na vida, então, se você faz algo, terá consequência positiva ou negativa. Tento trazer para eles a importância de fazer o bem; independentemente do que aconteça, se colocar no lugar do outro, buscar entender suas emoções e a dos outros”. As ações de prevenção à violência têm rendido mudanças de comportamento entre os alunos, que estão mais solidários e empáticos Tiffany também menciona os resultados que esses projetos têm gerado: “Já tivemos crianças que tinham medo de se apresentar por conta de os colegas rirem. Com o tempo, eles começaram a incentivar: ‘você vai, porque se eu consegui, você também consegue’. Os familiares também conversam conosco dizendo que a criança está com um comportamento melhor em casa”. Ainda dentro do projeto Paz nas Escolas, há o Caderno de Elogios, que trabalha os elogios para além da aparência, e a Caixinha dos Monstros, em que os alunos identificam os seus sentimentos e falam sobre eles. Cada monstrinho indica uma emoção, de forma que eles reconheçam tanto as suas emoções quanto as do colega. Além disso, como parte do projeto, os alunos confeccionam cartazes e cordões contra o bullying para espalhar em várias partes da escola. Resultados A diretora da EC 01 do Guará, Silvana Akasaki, salienta a importância desse trabalho, integrado ao projeto político-pedagógico (PPP): “Na escola, nós trabalhamos com estudantes entre 6 e 10 anos, e percebemos que depois da pandemia, eles voltaram mais nervosos. Então desenvolvemos um projeto de prevenção à violência, que está no nosso PPP, não só em relação ao bullying, mas a qualquer tipo de violência. As ações têm dado resultado; as crianças estão mais empáticas umas com as outras”. Estudante do 3º ano, Laura Gonçalves, 8, demonstrou animação ao jogar a Trilha do Bullying e contou o que ela entende sobre o tema: “O jogo é legal, ensina muito. Bullying pode ser quando você fala mal da pessoa muitas vezes, pelas costas ou pela frente; é muito feio isso”. A menina ainda destacou como combater a prática: “Devemos conversar com a pessoa e mostrar que isso não é legal”. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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GDF lança editais para impulsionar a pesquisa científica
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) divulgou os primeiros cinco editais de 2025 para fomentar a produção científica, tecnológica e inovadora no DF. A iniciativa representa uma oportunidade para a comunidade acadêmica e o setor produtivo, abrindo novas frentes de pesquisa e desenvolvimento em áreas fundamentais para o crescimento sustentável da região. Startups estão entre as entidades contempladas pelos projetos da FAPDF | Foto: Divulgação/Secti-DF “Nosso objetivo é garantir que o conhecimento gerado aqui tenha impacto real, promovendo qualidade de vida e progresso para a nossa sociedade” Marco Antônio Costa Júnior, presidente da FAPDF “A abertura dos primeiros programas de fomento deste ano reafirma nosso compromisso de buscar sempre posicionar o DF como um polo de excelência em ciência, tecnologia e inovação”, afirma o presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior. “Esses editais ampliam as oportunidades para o desenvolvimento de soluções inovadoras, impulsionam o avanço tecnológico e fortalecem a internacionalização da pesquisa local. Nosso objetivo é garantir que o conhecimento gerado aqui tenha impacto real, promovendo qualidade de vida e progresso para a nossa sociedade.” Confira, abaixo, o resumo dos cinco editais já publicados. Desafio DF O Desafio DF é voltado para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD & I) para solucionar demandas enfrentadas por órgãos e instituições do Governo do Distrito Federal (GDF). As propostas devem oferecer alternativas estratégicas que desenvolvam econômica e socialmente a região. O edital tem como objetivo selecionar projetos alinhados às necessidades da administração pública, fortalecendo a ciência e a tecnologia como ferramentas para a melhoria dos serviços e gestões governamentais. FAPDF Participa O edital FAPDF Participa integra o programa de difusão científica da fundação. O objetivo é incentivar a participação de pesquisadores, profissionais e estudantes em eventos e cursos de curta duração, além de visitas técnicas de caráter científico, tecnológico e inovador. O Participa oferece apoio financeiro para atividades no Brasil ou no exterior. Os candidatos precisam ter vínculo com instituições de ensino superior ou de pesquisa, públicas ou privadas do DF. FAPDF Publica O edital FAPDF Publica também faz parte do programa de difusão científica da fundação, com foco no apoio financeiro para publicação de artigos científicos em revistas nacionais e internacionais de alta especialização. O objetivo é incentivar a difusão do conhecimento gerado por pesquisadores vinculados a instituições de ensino, pesquisa, empresas tecnológicas e organizações da sociedade civil do DF. O edital é voltado para pesquisadores que possuam vínculo com instituições brasileiras sediadas no DF, incluindo startups e organizações que já tenham recebido apoio da FAPDF. A submissão das propostas segue os critérios estabelecidos no edital, respeitando a legislação aplicável. Projetos de extensão O edital seleciona projetos de extensão inovadores desenvolvidos por instituições de ensino superior do DF. O objetivo é criar uma conexão entre universidade e sociedade, incentivando a capacitação profissional dos estudantes e a implementação de soluções inovadoras para desafios sociais, ambientais e econômicos. O edital se baseia em legislações voltadas à inovação e à pesquisa científica e tecnológica, incluindo o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (lei nº 13.243/2016), a Lei de Inovação do Distrito Federal e normas internas da FAPDF, o que oferece agilidade e transparência na execução dos projetos. As propostas submetidas devem demonstrar impacto direto na solução de problemas específicos e ampliar as práticas convencionais de extensão. PDPG O Programa de Desenvolvimento de Pós-Graduação (PDPG) concede bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. O objetivo é apoiar instituições de ensino superior públicas e privadas do DF, fortalecendo seus programas e incentivando a formação de recursos humanos qualificados para pesquisa e a inovação. O edital incentiva a criação de um ambiente de aprendizado prático em pesquisa para os bolsistas. A iniciativa está alinhada às políticas nacionais e distritais de inovação e desenvolvimento científico, assegurando suporte financeiro para fortalecer a difusão do conhecimento no DF. Todos os projetos aprovados deverão seguir rigorosos critérios de monitoramento, prestação de contas e avaliação, respeitando princípios como eficiência, legalidade e transparência na aplicação dos recursos públicos. As submissões devem ser feitas por meio do Sistema de Informação e Gestão – SIGFAPDF. Acesse os editais na íntegra no site da FAPDF. *Com informações da FAPDF
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Educação celebra Dia da Mulher com diferentes projetos escolares
Neste sábado (8), quando se comemora o Dia Internacional da Mulher – reforçando o reconhecimento da participação feminina como fundamental na sociedade e na política, a Secretaria de Educação (SEEDF) não se limita à data: ao longo de todo o ano, promove ações de conscientização e empoderamento da mulher nas salas de aula das escolas da rede pública de ensino. Cartaz produzido por alunos do CED Agrourbano Ipê, no Riacho Fundo II: relevância da presença de mulheres em diversos setores é comemorada | Foto: Divulgação/SEEDF Além dos programas e ações, os profissionais das unidades escolares criam projetos relacionados às pautas femininas para trabalhar em sala de aula. Um deles é o Fala Garota, idealizado pela diretora da Escola Classe (EC) 11 de Taguatinga, Aline Tomazette, e implementado em 2024. O projeto, explica Aline, surgiu da necessidade de criar um espaço de diálogo e aprendizado para as estudantes do quinto ano e da percepção da importância de discutir assuntos relacionados ao universo feminino desde cedo, promovendo empoderamento, autoconhecimento e respeito mútuo. “Quando as meninas são empoderadas, elas ganham confiança, voz e capacidade de tomar decisões em suas vidas” Hélvia Paranaguá, secretária de Educação “No ano passado, os meninos tinham a curiosidade de saber o que estava sendo tratado, e as meninas também levantaram os questionamentos, dizendo como era importante os meninos saberem das pautas que estavam sendo tratadas no projeto”, conta a diretora da EC 11. Estão programados seis encontros ao longo do ano letivo. A primeira atividade deste ano foi realizada na quinta-feira (6), em celebração antecipada ao Dia Internacional da Mulher. No primeiro encontro, as alunas debateram sobre a importância da data, refletindo sobre os motivos que levaram à sua criação. “Iniciamos com uma dinâmica de apresentação e lemos a história de Malala Yousafzai [ativista paquistanesa que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2014] que gerou um bate-papo muito rico, no qual as alunas compartilharam suas percepções sobre coragem, determinação e igualdade”, lembra Aline. Cada estudante teve a oportunidade de expressar as suas inspirações por meio de desenhos e textos, registrando mulheres que as motivam em suas vidas. Nenhuma a menos “Trabalhando dessa forma multidisciplinar e com o engajamento dos estudantes, é possível promover um empoderamento e uma valorização das mulheres no contexto escolar” Sheila Pereira, diretora do CED Agrourbano Ipê Outro exemplo de trabalho sobre o empoderamento e valorização feminina dentro de sala de aula é o projeto Nenhuma a Menos, elaborado e desenvolvido por professores do Centro Educacional (CED) Agrourbano Ipê, do Riacho Fundo II. A iniciativa trabalha a temática por meio do exemplo de histórias de algumas mulheres que atingiram notoriedade. “Notou-se que, trabalhando dessa forma multidisciplinar e com o engajamento dos estudantes, é possível promover um empoderamento e uma valorização das mulheres no contexto escolar”, resume a diretora do CED, Sheila Pereira. Este ano, o projeto visa à valorização e empoderamento das mulheres da região do Combinado Agrourbano de Brasília (Caub) e do Riacho Fundo. “Faremos a fusão de dois projetos, o Nenhuma a Menos e o Resgatando Raízes”, anuncia Sheila. “Com isso, os alunos vão conhecer e trazer para a escola a observação da vivência de mulheres importantes para sociedade, como costureiras, artesãs, confeiteiras, cozinheiras, entre outras”. A secretária da Educação, Hélvia Paranaguá, reforça a importância dessas iniciativas: “Quando as meninas são empoderadas, elas ganham confiança, voz e capacidade de tomar decisões em suas vidas. Isso não só promove igualdade de gênero, como resulta em benefícios sociais e econômicos. Meninas empoderadas se tornam líderes e inspiram futuras gerações a realizarem seus objetivos” Celebração Na quinta-feira (13), a Secretaria de Educação terá uma programação especial para as servidoras da pasta: a oficina Mulheres em Canto, que tem como objetivo auxiliar na melhoria da qualidade de vida e saúde feminina por meio da cantoterapia e exercícios vocais. Coordenada pela cantoterapeuta Luciana Halushuk, a ação está vinculada ao Mês das Mulheres Educadoras, do programa Estações, criado para promover atividades entre as servidoras em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. As inscrições para participar podem ser efetuadas neste link. *Com informações da Secretaria de Educação
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Escola do Gama aposta em sistema sustentável que une criação de peixe e cultivo de plantas
Em busca de soluções inovadoras e sustentáveis, o Centro de Ensino Médio 02 do Gama implantou um projeto de aquaponia, técnica que combina aquicultura (criação de peixes) e hidroponia (cultivo de plantas sem solo). A iniciativa une aprendizado prático e conscientização ambiental, ao mesmo tempo em que beneficia a comunidade escolar com alimentos frescos. Os estudantes envolvidos aprenderam sobre sustentabilidade desenvolvendo um sistema que utiliza resíduos dos peixes como fertilizante natural para as plantas. Além de evitar o uso de produtos químicos, o projeto economiza água e promove a preservação ambiental, mostrando ser uma alternativa acessível para pequenas propriedades rurais e urbanas. O sistema de aquaponia utiliza recirculação, economizando 98% de água em comparação com a agricultura convencional | Fotos: Mary Leal/SEEDF A técnica emprega materiais reciclados, como caixas d’água e eletrobombas adaptadas, para criar um sistema de recirculação em circuito fechado. “O projeto integra a hidroponia com a aquicultura, utilizando os resíduos dos peixes como nutrientes para as hortaliças. As plantas, por sua vez, purificam a água, que retorna ao tanque dos peixes”, explica Lorrany Bonfim, de 17 anos, uma das estudantes à frente da iniciativa. Segundo ela, o sistema economiza 98% de água em relação à agricultura convencional, com perdas ocorrendo apenas por evaporação e descarte. Resultados promissores Os primeiros resultados mostram que o projeto oferece uma solução viável para a produção sustentável de alimentos, especialmente em regiões que enfrentam escassez de água Os primeiros resultados mostram que o projeto oferece uma solução viável para a produção sustentável de alimentos, especialmente em regiões que enfrentam escassez de água. Além disso, contribui para a segurança alimentar e a economia de recursos. De acordo com o diretor do CEM 02, Cleriston Lima, a iniciativa também promove a sustentabilidade energética. “Contamos com uma placa fotovoltaica que reduz custos e apoia a sustentabilidade hídrica. Além disso, o projeto inclui um berçário onde as sementes são germinadas antes de serem transferidas para uma plataforma maior para crescimento e colheita”, destaca. *Com informações da Secretaria de Educação
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