Rede pública do DF se destaca em concurso de redação da CLDF
A Secretaria de Educação (SEEDF) comemora o destaque dos estudantes da rede pública no Concurso de Redação 2025, promovido pela Comissão de Assuntos Sociais da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CAS/CLDF). Com o tema “O lugar onde vivo e o futuro que quero", a competição estimulou a produção textual, a reflexão sobre a realidade dos jovens e o olhar crítico sobre a sociedade. Entre os destaques está o Centro de Ensino Médio (CEM) 10 de Ceilândia, que conquistou as primeiras colocações na Categoria II (ensino médio e educação de jovens e adultos) e garantiu recursos para fortalecer as ações desenvolvidas pela unidade. O resultado revela a força do trabalho pedagógico realizado nas escolas da rede pública e o potencial dos estudantes quando encontram espaços de incentivo à escrita e ao protagonismo. O concurso reconheceu, ainda, o desempenho de diversas unidades da SEEDF. A Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Planaltina teve o maior número de redações inscritas, enquanto o Centro Educacional (CED) Várzeas se destacou pelo engajamento dos participantes. O tema do concurso de redação era "O lugar onde vivo e o futuro que quero" | Fotos: Divulgação/SEEDF Na Categoria I (ensino fundamental), o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 07 de Brasília e o CEF 16 de Ceilândia também figuraram entre os primeiros colocados. Excelência na escrita e histórico de conquistas O resultado do CEM 10 de Ceilândia é fruto de um trabalho construído ao longo dos anos com foco no desenvolvimento da escrita, da argumentação e do pensamento crítico dos estudantes. O projeto de redação, idealizado pela professora Celeste Maria Santos da Silva Napoleão e atualmente coordenado pelos professores Thiago Gabriel da Mota Queirós e Geovanna Helen Ribeiro de Melo, vem acumulando conquistas em diferentes competições. Nesta edição, o CEM 10 garantiu o primeiro lugar com Letícia Gabrielly Leite da Silva, o segundo com Agatha Joana Pereira da Silva, o terceiro com Nathan Isaque Silva de Carvalho e a sexta colocação com Ana Clara Araújo Pereira. Pelo desempenho coletivo, a unidade recebeu premiação de R$ 25 mil, além de R$ 20 mil por meio do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf), via emenda parlamentar, e um tablet sorteado. Os professores Geovanna Helen Ribeiro de Melo, Celeste Maria Santos da Silva Napoleão e Thiago Gabriel da Mota Queirós dão aula de redação no CEM 10 de Ceilândia Antes do reconhecimento no concurso de redação da CLDF, a iniciativa já havia levado estudantes ao primeiro lugar no concurso Jovem Senador 2025 e à vitória no projeto Nosso Parlamento, parceria entre a CLDF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que destinou R$ 150 mil à escola. Escola como espaço de transformação Além de preparar estudantes para provas e vestibulares, o trabalho desenvolvido pelo CEM 10 busca aproximar a escola da realidade dos jovens e fortalecer o sentimento de pertencimento da comunidade. O professor Thiago Mota explica que a mudança para a sede definitiva da escola contribuiu para estreitar essa relação com os estudantes e com o território. “O Centro de Ensino Médio da Ceilândia ficou dez anos numa escola provisória. No ano passado, a escola veio para a escola fixa, que foi reformada, a escola que fica de fato na comunidade. Então, a gente está tendo esse resultado bem positivo da interseção da escola estar no local do qual a comunidade faz parte”, explica. “Mais do que escrever uma redação, senti que estava representando a voz de muitas pessoas da minha comunidade” Leticia Gabrielly Leite da Silva, estudante do CEM 10 de Ceilândia Para Letícia Gabrielly, primeira colocada no concurso, a conquista representa mais do que uma premiação. Na redação O Pôr do Sol existe, e a comunidade não aceita ser esquecida!, a estudante transformou em texto as experiências e desafios do local onde vive. “Foi um tema que me tocou profundamente, porque fala sobre a realidade da comunidade onde vivo. Poder abordar a falta de recursos, de valorização e de visibilidade que muitas vezes afeta o nosso bairro foi algo muito significativo para mim. Mais do que escrever uma redação, senti que estava representando a voz de muitas pessoas da minha comunidade”, afirma. A estudante também destaca a importância do apoio recebido durante a trajetória escolar: “Essa conquista reforçou a certeza de que, quando acreditamos em nossos sonhos e nos dedicamos de verdade, somos capazes de alcançar objetivos que pareciam distantes. Sou muito grata aos meus professores por todo o incentivo. Essa vitória não é apenas minha, mas também de todos que fizeram parte da minha trajetória”. Confira o resultado final do concurso de redação 2025 Categoria I (ensino fundamental) 1º lugar: Sthephany Nicholy Isabelle Brito Silva (CEF 07 de Brasília) 2º: Antonio Matheus Alves Leite (CEF 16 de Ceilândia) 3º: Ana Luiza Peixoto da Silva (CEF 16 de Ceilândia) 4º: Maria Eduarda Dias de Brito (CEF 03 de Planaltina) 5º: Amanda Liride Garajau Grossi (CEF 07 de Brasília) 6º: Pedro Henrique Silva dos Santos (CEF 07 de Brasília) 7º: Maria Clara Nunes Coelho (CEF 16 de Ceilândia) 8º: Arthur Henrique Silva Ribeiro (CEF 03 de Planaltina) 9º: Eduardo Lima Kesseler (CEF 07 de Brasília) 10º: Jheniffer Cristhina Almeida Azevedo (CED Várzeas) Categoria II (ensino médio e EJA) 1º lugar: Leticia Gabrielly Leite da Silva (CEM 10 de Ceilândia) 2º: Agatha Joana Pereira da Silva (CEM 10 de Ceilândia) 3º: Nathan Isaque Silva de Carvalho (CEM 10 de Ceilândia) 4º: Mirella Regina Araujo da Silva (CED 08 do Gama) 5º: Beatriz dos Santos Barros (CEM Asa Branca) 6º: Ana Clara Araújo Pereira (CEM 10 de Ceilândia) 7º: Laura Monhol Muller (CED Várzeas) 8º: Pedro Henrique Ferreira Sales (CEM 111) 9º: Larryssa Silva de Menezes (CED 06 de Ceilândia) 10º: Lirrane Eduarda Soares Ribeiro (CED 06 de Ceilândia). *Com informações da Secretaria de Educação
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Projeto Nave supera 400 aprovações e amplia acesso ao ensino superior
Mais de 400 estudantes da rede pública do Distrito Federal já conquistaram uma vaga no ensino superior por meio do Núcleo de Apoio aos Vestibulandos (Nave), iniciativa que nasceu no Centro de Ensino Médio (CEM) 03 de Taguatinga e integra as ações da Secretaria de Educação (SEEDF) para fortalecer o acesso dos jovens às universidades. O projeto se consolidou como uma referência de preparação acadêmica na rede pública, ampliando horizontes, incentivando o protagonismo estudantil e mostrando o potencial transformador da educação. Comunidade escolar se reuniu recentemente no auditório do CEM 03 de Taguatinga para celebrar conquistas dos estudantes e os três anos do projeto Nave | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF Recentemente, a comunidade escolar se reuniu para celebrar os três anos de atuação do projeto em uma cerimônia que contou com a presença de estudantes, familiares, educadores e autoridades, entre elas a reitora da Universidade de Brasília (UnB), Rozana Reigota Naves. “Quando a gente mostra esses resultados, fazemos com que esses estudantes, e tantos outros que jamais ousaram pensar que aquele poderia ser o seu lugar, acreditem. A gente modifica a vida dessas pessoas” Regina Cotrim, professora e coordenadora do projeto Nave Idealizado e coordenado pela professora Regina Cotrim, o Nave atua como um projeto de mediação pedagógica voltado para a democratização do acesso à universidade. A iniciativa prepara estudantes para processos seletivos e fortalece a permanência dos jovens em seus projetos de vida acadêmicos. Os números refletem esse alcance: são quase 200 aprovações na Universidade de Brasília (UnB), além de vagas conquistadas no Instituto Federal de Brasília (IFB), na Universidade do Distrito Federal (UnDF), em universidades federais de diferentes estados e em programas de bolsas de estudo, como o Prouni. Atualmente, mais de 700 estudantes participam das atividades do projeto. Transformação coletiva e apoio institucional Mais do que um curso preparatório, o Nave fundamenta-se na pedagogia histórico-crítica e busca ampliar o acesso dos estudantes ao conhecimento e às oportunidades educacionais. Durante a solenidade, a professora destacou o propósito de fazer da educação um instrumento efetivo de transformação social. A secretária de Educação, Iêdes Braga, ressaltou o papel da escola pública como espaço de oportunidades e de transformação social “Sonhamos com uma escola pública que não fosse um lugar de passagem, mas um lugar de chegada. Um lugar onde o filho da classe trabalhadora pudesse entrar pela porta da frente da universidade e dizer: ‘Este espaço também é meu’”, declarou Regina Cotrim. “Celebrar três anos e mais de 400 sonhos realizados é provar que, quando a escola pública se organiza com rigor e com coração, ela é imbatível”, completou. A iniciativa também recebeu reconhecimento da SEEDF. Presente à celebração, a secretária de Educação, Iêdes Soares Braga, destacou que experiências como a do Nave demonstram o potencial transformador da rede pública quando há engajamento da comunidade escolar e compromisso com os estudantes. “O CEM 03 hoje tem uma experiência riquíssima que precisa ser compartilhada. Quando a gente mostra esses resultados, fazemos com que esses estudantes, e tantos outros que jamais ousaram pensar que aquele poderia ser o seu lugar, acreditem. A gente modifica a vida dessas pessoas”, afirmou. A força das famílias e os voos dos estudantes O apoio familiar é um dos pilares do projeto; durante a cerimônia, pais e mães de estudantes aprovados compartilharam momentos de emoção e gratidão com a equipe escolar “O projeto Nave demonstra na prática a força transformadora da educação pública e de qualidade. Cada aula foi como um tijolo na construção dessas aprovações; vocês transformaram uma realidade e abriram portas para o futuro” Viviane Oliveira, representante dos pais dos estudantes aprovados O sucesso do Nave também passa pelo envolvimento das famílias, que encontram no projeto um importante suporte para incentivar os sonhos dos filhos. Representando os pais dos estudantes aprovados, Viviane Oliveira emocionou o público ao ler uma carta de agradecimento à equipe pedagógica. “O projeto Nave demonstra na prática a força transformadora da educação pública e de qualidade. Vocês ofereceram o acolhimento, a estrutura e a direção certeira de que eles precisavam para navegar. Cada aula foi como um tijolo na construção dessas aprovações; vocês transformaram uma realidade e abriram portas para o futuro”, afirmou. Esse futuro já é realidade para jovens como Amy Lee Oliveira, filha de Viviane e estudante da Universidade de Brasília (UnB). Ela conta que, no início do ensino médio, enxergava a universidade pública como um objetivo distante. A perspectiva começou a mudar com o acompanhamento da equipe pedagógica e a participação em visitas guiadas. “O projeto foi muito importante na minha trajetória porque me ajudou a perceber que eu também poderia pertencer à universidade pública e que esse espaço era uma possibilidade real para mim”, relata. [LEIA_TAMBEM]Hoje, vivendo a rotina acadêmica, Amy celebra a conquista. “No começo das aulas, muitas vezes parecia que aquilo tudo que eu estava vivendo não era real. Eu ficava encantada toda vez que chegava na universidade, principalmente por perceber que um lugar que antes parecia tão distante agora fazia parte da minha vida”, comemora. Ao longo de três anos, o Nave tornou-se referência dentro da rede pública do Distrito Federal ao demonstrar que, com orientação, acompanhamento e incentivo, a escola pública pode ampliar horizontes e aproximar milhares de jovens do ensino superior. A experiência do CEM 03 de Taguatinga reforça o compromisso da SEEDF com a construção de oportunidades e com o fortalecimento de trajetórias acadêmicas bem-sucedidas para estudantes de todas as regiões do DF. *Com informações da Secretaria de Educação
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Exposição Tramas da Alma revela criatividade de alunos da rede pública
Os artistas mirins da rede pública de ensino protagonizaram um momento de sensibilidade, técnica e criatividade durante a abertura da exposição Tramas da Alma, realizada no Alameda Shopping, em Taguatinga. Desenvolvida na sala de recursos da Escola Classe (EC) 63 de Ceilândia, voltada ao atendimento educacional especializado para estudantes com altas habilidades/superdotação (AEE-AH/SD), a mostra reúne obras produzidas por alunos da rede pública do Distrito Federal e segue aberta para visitação até o dia 30 deste mês. A iniciativa evidencia como a educação inclusiva desenvolvida pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) contribui para o reconhecimento de talentos, o desenvolvimento de potencialidades e o protagonismo estudantil. Obras produzidas por estudantes da sala de recursos de altas habilidades refletem maturidade artística e sensibilidade | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF Com uma coleção diversificada de temas, técnicas e estilos, as obras revelam criatividade, domínio artístico e diferentes maneiras de interpretar o mundo. Mais do que apreciar os trabalhos expostos, o público é convidado a percorrer narrativas construídas pelos estudantes, refletindo sobre sentimentos, experiências e percepções traduzidas em cores, texturas e formas. As produções demonstram maturidade artística e revelam a singularidade do olhar de cada autor. Arte sob a ótica dos estudantes e das famílias Para os jovens artistas, a exposição representa a materialização de um sonho e de muito esforço. Ismael Ferreira, de 9 anos, estudante da Escola Classe 64 de Ceilândia e um dos talentos da mostra, revelou que sua inspiração uniu a cultura pop à experimentação de materiais. "Eu me inspirei em um jogo de que gosto bastante. Usei vários tipos de tinta, tecidos e várias outras coisas. Gostei muito de fazer essa arte e estou muito feliz por estar aqui", contou. Estudantes utilizaram técnicas mistas e materiais diversos para dar vida à imaginação A estudante Emanuela Ferreira, 10 anos, da Escola Classe 33 de Ceilândia, também explorou texturas e volumes para compor sua obra. "A inspiração dessa pintura veio da minha imaginação. Usei massa acrílica, areia, cola, conchas, fita e tecido de cetim, além de tinta acrílica e lantejoulas. Fico muito alegre de ter conseguido concluir a minha obra e gostei muito do resultado", comemorou. Por trás de cada produção, há uma rede de apoio que incentiva e acompanha o desenvolvimento desses talentos. Ana Ferreira, mãe de Emanuela, destacou a importância de estimular a criatividade da filha. "Eu a incentivo bastante, apoio e acompanho o dia a dia dela. Tem dia que o quarto é uma bagunça, porque ela coloca tudo ali para facilitar o acesso, mas entendo que faz parte. É muito gratificante ser mãe de artista; é desafiador e a gente aprende todo dia com eles", compartilhou. Perspectiva pedagógica e valorização profissional O secretário-executivo substituto Jean François destacou o brilhantismo técnico, a maturidade estética e a sensibilidade humana dos estudantes [LEIA_TAMBEM]A professora itinerante Gizelly Pires, uma das organizadoras do evento, ressaltou que a iniciativa vai além da apreciação estética e contribui para a construção de projetos de vida. "Valorizar o que estamos trazendo aqui hoje é muito mais do que uma exposição. É valorizar um trabalho feito com dedicação, talento e afeto. O trabalho da sala de recursos se dá por meio de uma conscientização de que as habilidades que eles desenvolvem hoje na escola podem ser aplicadas na vida adulta e na carreira que escolherem", explicou. Gizelly também destacou o empenho da equipe escolar e da coordenação regional de ensino de Ceilândia, que garantiram a continuidade das atividades de artes plásticas durante o período de licença médica da professora titular, Cláudia Maciel. “A Secretaria de Educação tem um compromisso muito forte com a formação cidadã. E essas obras são mais que pinturas: são alma, coração e a sensibilidade de indivíduos únicos que temos na rede e que merecem ser exaltados. Quando viemos a um evento como esse, colocamos a mão no coração e dizemos: 'Realmente, o nosso trabalho está valendo a pena'", afirmou o secretário-executivo substituto da Secretaria de Educação, Jean François. *Com informações da Secretaria de Educação
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Estudantes da rede pública de ensino vão escolher novo mascote da campanha Maria da Penha Vai à Escola
Estudantes dos anos iniciais e finais do ensino fundamental e do ensino médio da rede pública de ensino do Distrito Federal já podem participar da campanha que escolherá a mascote oficial do Programa Maria da Penha Vai à Escola (MPVE). A iniciativa, promovida pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), está com as inscrições abertas até 19 de junho. Os desenhos vencedores serão anunciados em 27 de agosto, durante o Encontro Formativo Agosto Lilás. “A campanha fortalece o trabalho de prevenção à violência contra meninas e mulheres dentro das escolas, ao mesmo tempo em que valoriza a participação dos estudantes e dos profissionais da educação. Queremos que a escola seja cada vez mais um espaço de respeito, igualdade e diálogo, ajudando crianças e adolescentes a identificar e combater situações de violência e machismo no dia a dia”, destaca a diretora de Educação em Direitos Humanos e Diversidade da SEEDF, Patrícia Melo. As artes selecionadas passarão a representar o Maria da Penha Vai à Escola em materiais gráficos, mídias e ações institucionais | Foto: Mary Leal/SEEDF Regras para participar As inscrições devem ser realizadas pelo professor orientador, por meio do e-mail institucional @se.df.gov.br. Para participar, o desenho precisa ser original e não poderá conter uso de inteligência artificial. Serão escolhidos dois desenhos vencedores em cada categoria: anos iniciais do ensino fundamental; e anos finais do ensino fundamental e médio. As artes selecionadas passarão a representar o MPVE em materiais gráficos, mídias e ações institucionais. “A mascote precisa ser criativa, fácil de reconhecer e representar os valores do programa, como respeito, igualdade de gênero e a cultura de não violência. A ideia é que ela dialogue de forma simples e acolhedora com estudantes e profissionais da educação”, explica Patrícia Melo. Os desenhos serão avaliados com base nos seguintes critérios: Criatividade: deve ser conceitualmente inovador e demonstrar habilidade técnica; Fidelidade ao tema: deve apresentar relação explícita com a temática do Programa Maria da Penha Vai à Escola; Aplicabilidade: deve permitir aplicação em diferentes mídias, tanto impressas quanto digitais; Originalidade: não deve se assemelhar a marcas já existentes; Comunicabilidade: deve ser claro, conciso e transmitir a ideia proposta de forma universal; Qualidade artística: deve demonstrar qualidade na execução do desenho e expressividade. Premiação Os alunos vencedores também receberão premiações. O primeiro lugar ganhará um headphone bluetooth on-ear com microfone, enquanto o segundo lugar receberá um smartwatch com tela full touch. [LEIA_TAMBEM]Escola segura O Maria da Penha Vai à Escola é uma iniciativa pioneira que busca transformar as escolas em espaços de conscientização e diálogo sobre a violência de gênero. Nomeado em homenagem à ativista Maria da Penha Maia Fernandes, o programa tem como principal objetivo educar, informar e engajar a comunidade escolar sobre a importância da prevenção e do enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. Por meio de palestras, oficinas, atividades educativas e debates, a iniciativa capacita educadores e estudantes para reconhecer sinais de violência de gênero, compreender suas causas e consequências e promover uma cultura de respeito e igualdade. Além disso, o programa incentiva a denúncia de casos de violência, oferece apoio às vítimas e contribui para a construção de um ambiente escolar mais seguro e acolhedor. *Com informações da Secretaria de Educação
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Programa Pontes para o Mundo abre 400 vagas de intercâmbio em inglês, espanhol e francês
Tripulação, preparar para a decolagem! A Secretaria de Educação (SEEDF) publicou, no Diário Oficial do DF (DODF) desta segunda-feira (30), o Edital nº 14, referente ao projeto Pontes para o Mundo. A edição de 2026 vai selecionar estudantes do segundo ano do ensino médio regular, da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e dos colégios militares para um intercâmbio internacional. Serão ofertadas 400 vagas, número quatro vezes maior que o da primeira edição do programa. “É uma grande alegria e um imenso orgulho testemunhar mais uma edição desse programa, que tem transformado a educação pública do Distrito Federal e ampliado horizontes para tantos jovens. Iniciamos essa trajetória com 102 estudantes e, neste ano, alcançamos um novo patamar ao proporcionar a 400 alunos uma experiência internacional enriquecedora”, disse a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, que ressaltou outras inovações do programa. Em 2025, 102 alunos da rede pública passaram três meses estudando no Reino Unido | Foto: Jotta Casttro/SEEDF “Avançamos ainda mais ao diversificar as oportunidades, incorporando o francês e o espanhol, e levando nossos estudantes a destinos como Canadá, França e Espanha — experiências que ampliam não apenas o aprendizado acadêmico, mas também a visão de mundo. Levo comigo a convicção de missão cumprida e a profunda satisfação de ver esse projeto crescer, abrir caminhos e conectar nossos jovens a um universo de possibilidades, sonhos e conquistas", completou Hélvia. Os alunos selecionados participarão de intercâmbio com duração de 13 a 16 semanas em países de língua inglesa, espanhola e francesa. Entre os destinos, estão Reino Unido, Canadá, Espanha e França. As inscrições estarão abertas desta terça-feira (31) a 13 de abril e devem ser feitas no site do programa, pelo estudante ou responsável legal. O prazo final, no último dia da inscrição, é até as 22h. Processo seletivo O coordenador do programa, David Nogueira, explicou que a edição de 2026 chega ampliada e mais diversa. “Esta edição traz muitas novidades, pois passamos a contar com a participação de estudantes das escolas militares do DF, como o Tiradentes e o Dom Pedro II, o que é motivo de grande alegria para esses alunos. Outra novidade é o lançamento do site do programa, um espaço completo onde pais e estudantes podem acessar informações, conhecer relatos de participantes da edição anterior e assistir ao documentário produzido pela Secretaria", explicou. [LEIA_TAMBEM]Durante o período no exterior, os alunos terão imersão em instituições educacionais e convivência com estudantes de diferentes nacionalidades, com atividades realizadas na língua oficial do país de destino. O processo seletivo será dividido em etapas. A primeira consiste na análise documental, de caráter eliminatório e classificatório. Já a segunda etapa será a prova de conhecimentos em línguas estrangeiras (inglês, espanhol e francês), marcada para 9 e 10 de maio. É importante que os estudantes fiquem atentos ao prazo de inscrição e mantenham o e-mail institucional com o domínio @estudante atualizado, pois é por meio dele que recebem a senha de acesso. Todas as regras, critérios de participação e detalhes do processo seletivo estão disponíveis no edital publicado no DODF. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Programa Meninas em Ação incentiva protagonismo feminino entre estudantes da rede pública de ensino
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) promoveu, nesta sexta-feira (6), um encontro com estudantes participantes do programa Meninas em Ação, iniciativa voltada ao incentivo do protagonismo feminino entre alunas da rede pública. A ação foi organizada em parceria com as secretarias da Mulher (SMDF), de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e de Relações Internacionais (Serinter-DF). A atividade reuniu jovens para debater igualdade de gênero, representatividade e enfrentamento à violência contra a mulher. Durante a programação, as estudantes participaram de palestras, rodas de conversa e atividades voltadas à orientação sobre vocações profissionais e à aproximação com mulheres que ocupam posições de liderança no setor público e em outras áreas da sociedade. Encontro tem como objetivo orientar as estudantes sobre vocações profissionais e aproximá-las de mulheres que ocupam posições de liderança | Foto: Mary Leal/SEEDF Participaram do encontro alunas do Centro de Ensino Médio (CEM) Setor Oeste, do Centro de Ensino Médio Integrado (Cemi) do Gama e do CEM 1 de Planaltina. Durante o encontro, a chefe de gabinete da Educação, Ana Paula Veloso, falou sobre a importância do protagonismo estudantil feminino na promoção de debates sobre igualdade e enfrentamento à violência contra a mulher no ambiente escolar. Segundo ela, as jovens selecionadas para o programa têm o papel de levar reflexões e atitudes positivas para suas comunidades escolares, atuando como exemplo de respeito, liderança e diálogo entre os colegas. “Vocês foram escolhidas para serem meninas em ação. Isso significa que são referência dentro da comunidade escolar. É importante levar essas discussões sobre violência contra a mulher, namoro abusivo e relações respeitosas para a escola e para os colegas. Vocês não estão aqui por acaso, foram selecionadas para viver essa experiência e inspirar outras meninas. Aproveitem cada oportunidade que a educação pública oferece e lembrem-se que vocês podem ganhar o mundo e ser o que quiserem”, afirmou. “O Meninas em Ação vem com a ideia de promover o empoderamento feminino para as meninas, ainda antes da fase adulta, com foco nas escolas locais, onde elas despertam o senso crítico, discutem e compartilham o dia a dia e as suas preparações para o futuro. É relevante despertar o sentimento de pertencimento a este lugar, para que se sintam representadas nestas cadeiras, nestes cargos, e vejam que é possível alcançá-los", comenta o secretário de Relações Internacionais, Paco Britto. Representatividade e inclusão Camila Ferreira de Oliveira Santiago (à direita): "Quando conheci o programa, no segundo ano, achei interessante, porque ele fala sobre o empoderamento das mulheres e mostra como elas podem crescer em suas carreiras" Entre as participantes estava a estudante Camila Ferreira de Oliveira Santiago, de 17 anos, do 3º ano do ensino médio no CEM 1 de Planaltina, participou das atividades e disse que o programa contribui para fortalecer a confiança das colegas da sala de aula e ampliar o debate sobre empoderamento e representatividade dentro e fora da escola. “Quando conheci o programa, no segundo ano, achei interessante, porque ele fala sobre o empoderamento das mulheres e mostra como elas podem crescer em suas carreiras. Eu também penso muito sobre representatividade. Quando era criança, quase não via mulheres negras na TV e isso me fazia sentir deslocada. Hoje eu tenho muito orgulho da minha identidade e do meu cabelo, que é uma parte muito importante de quem eu sou”, contou. Combate à violência de gênero Durante o encontro, a subsecretária de Apoio a Vítimas de Violência da Secretaria de Justiça e Cidadania, Uiara Couto de Mendonça, ressaltou que o enfrentamento à violência contra a mulher passa pela informação e pelo fortalecimento das redes de apoio. Segundo ela, o trabalho desenvolvido pela subsecretaria busca orientar e acolher vítimas, oferecendo suporte para que consigam romper ciclos de violência e reconstruir suas trajetórias. “Romper o ciclo da violência começa dentro de cada um de nós. Quando levamos informação, coragem e determinação, conseguimos transformar realidades e salvar vidas. Esse trabalho vai além de uma função, pois é uma missão de cuidar das pessoas e mostrar que cada uma de vocês também pode ocupar espaços de liderança e fazer a diferença na sociedade”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]O programa O Meninas em Ação é uma iniciativa voltada ao empoderamento feminino entre estudantes da rede pública do Distrito Federal. A proposta oferece às jovens a oportunidade de acompanhar, por um dia, mulheres que ocupam cargos de liderança no Governo do Distrito Federal, em embaixadas ou no setor empresarial. Além dessa experiência prática, o programa promove ao longo do ano palestras, encontros e momentos de troca entre as participantes, incentivando o desenvolvimento pessoal, a construção de redes de contato e o conhecimento sobre diferentes áreas profissionais. A iniciativa busca aproximar as estudantes de espaços que, historicamente, ainda são majoritariamente ocupados por homens. Durante a preparação para cada edição, as alunas recebem orientações sobre o funcionamento das atividades, calendário e também sobre etiqueta e comportamento institucional. A seleção das participantes começa nas próprias escolas, com apoio da Secretaria de Educação, e passa por uma etapa final conduzida pelas secretarias parceiras do projeto. “Quando a estudante ocupa o lugar de uma mulher que já alcançou sucesso profissional, ela passa a enxergar que também pode chegar lá. Esse espelhamento é fundamental para mostrar que elas têm espaço e podem conquistar o que desejarem”, explica a assessora especial da Secretaria de Relações Internacionais, Ana Beatriz de Souza Guimarães. *Com informações da Secretaria de Educação
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Olimpíadas do conhecimento de 2026 têm inscrições abertas
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) publicou o 1º Informativo Olímpico, com o objetivo de ampliar a divulgação das olimpíadas do conhecimento que já estão com inscrições abertas. Nos próximos meses, serão publicadas ainda novas edições do informativo, à medida que forem abertas as inscrições das diversas competições científicas nacionais, ao longo do ano letivo. O calendário dos eventos pode ser consultado no site da secretaria. A iniciativa busca mobilizar professores e estudantes da rede pública de ensino do DF para participarem das competições, destacando as oportunidades de aprendizagem, desenvolvimento acadêmico e crescimento pessoal proporcionadas por essas experiências. O 1º Informativo Olímpico tem o objetivo de ampliar a divulgação das olimpíadas do conhecimento que estão com inscrições abertas | Foto: Divulgação/ SEEDF As diversas olimpíadas desempenham papel fundamental na formação dos estudantes. Ao estimular o interesse por ciência, tecnologia e outras áreas do saber, as competições despertam a curiosidade e incentivam a busca pelo conhecimento de forma prática, dinâmica e interativa. A ciência deixa de ser apenas conteúdo teórico e passa a ser vivenciada de maneira aplicada e desafiadora. Entre as principais competições nacionais estão a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), a Olimpíada Nacional de Ciências (ONC), a Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), a Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), a Olimpíada Brasileira de Informática (OBI), a Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), a Olimpíada Brasileira de Linguística (OBL) e a Olimpíada de Língua Portuguesa (OLP). Aprendizado que se transforma em oportunidades A participação dos estudantes nas competições fortalece a autoconfiança e motiva os jovens a vislumbrar novas possibilidades acadêmicas e profissionais [LEIA_TAMBEM]Durante as atividades, os estudantes são convidados a resolver problemas, elaborar projetos e propor soluções inovadoras. Esse processo contribui para o desenvolvimento da criatividade, da capacidade de argumentação e do pensamento crítico, além de ampliar o repertório intelectual e melhorar o desempenho acadêmico em diferentes disciplinas. A subsecretária de Educação Básica, Iêdes Braga, explica que, com participação nas olimpíadas, os estudantes aprendem habilidades importantes, “como o trabalho em equipe, a comunicação e a autonomia, que são indispensáveis para o ensino superior e o mercado de trabalho”. Iêdes complementa: “Existe também a possibilidade da obtenção de bolsas de estudos, prêmios e até oportunidades para intercâmbios e estágios para os estudantes que se destacam nessas competições.” A participação fortalece a autoconfiança e motiva os jovens a vislumbrar novas possibilidades acadêmicas e profissionais. Ao incentivar a formação de futuros cientistas, engenheiros, médicos e outros profissionais, as competições contribuem diretamente para a transformação de trajetórias e para o desenvolvimento da sociedade. *Com informações da SEEDF
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Feira Cultural do CEL exalta diversidade e protagonismo estudantil
Em evento aberto à comunidade, o Centro Educacional do Lago (CEL) promoveu, na terça-feira passada (18), a Feira Cultural Raízes do Saber, com projetos desenvolvidos ao longo deste ano por estudantes e professores. A programação reuniu produções autorais, apresentações artísticas, práticas pedagógicas e atividades que valorizam a diversidade cultural, o protagonismo estudantil e as múltiplas linguagens presentes no cotidiano escolar. Entre as atividades desenvolvidas durante a feira, a maior parte teve como foco a conscientização sobre a importância do combate ao racismo | Fotos: Bruno Grossi/SEEDF O diretor do CEL, Vitor Rios, lembrou que a feira marca a consolidação de um trabalho contínuo composto por diferentes projetos. Para ele, a formação dos estudantes precisa dialogar com as raízes culturais do povo brasileiro. “A escola tem o papel de educar no sentido contrário às práticas de racismo que se disseminam nas redes”, disse. “Nosso trabalho valoriza a diversidade cultural e étnica, reconhecendo que a história do Brasil é indissociável das culturas indígenas, africanas e europeias.” “Nosso objetivo é que cada estudante compreenda o valor de ser uma pessoa antirracista, por isso reunimos exposições, palestras e apresentações que dialogam com a lei, com a cultura e com a vida da população negra” Deise Souza, supervisora pedagógica Famílias, parceiros e visitantes aproveitaram um grande espaço de convivência, com troca de saberes e celebração das identidades que compõem a comunidade escolar. A iniciativa foi planejada como oportunidade de socialização dos trabalhos e de integração entre escola e território, reforçando o compromisso do CEL com uma educação inclusiva e antirracista. Antirracismo como prática pedagógica A supervisora pedagógica da escola, Deise Souza, reforçou que a feira é resultado de um trabalho estruturado para fortalecer, durante todo o ano letivo, práticas educativas alinhadas ao combate ao racismo: “Nosso objetivo é que cada estudante compreenda o valor de ser uma pessoa antirracista, por isso reunimos exposições, palestras e apresentações que dialogam com a lei, com a cultura e com a vida da população negra”. A programação levou à escola convidados de religiões de matriz africana, com bate-papos sobre saúde mental da população negra e empreendedorismo. Também houve apresentações culturais, como a do grupo de percussão Congoná. “Não poderia faltar a capoeira, que é uma expressão viva da resistência e da ancestralidade presentes na formação do nosso país”, ressaltou a supervisora. “Trabalhamos para desmistificar práticas racistas que muitos consideram normais. A educação é o nosso caminho para combater essas ideias e reafirmar a dignidade das culturas negras e indígenas” Janete Silva, professora de sociologia Para a professora de sociologia Janete Silva, a valorização da cultura afro-brasileira nas escolas públicas do DF precisa ocorrer como prática contínua, integrada ao currículo e ao cotidiano pedagógico. “A culminância que vivemos hoje celebra um trabalho que acontece desde o início do ano, honrando Zumbi dos Palmares e permitindo que os estudantes exponham suas produções, aprendam uns com os outros e construam uma consciência antirracista”, lembrou. “Trabalhamos para desmistificar práticas racistas que muitos consideram normais. A educação é o nosso caminho para combater essas ideias e reafirmar a dignidade das culturas negras e indígenas.” Protagonismo e identidade A aluna Sara Reis representou o projeto Meninas.com, da UnB: “Hoje estamos aqui para dar voz a mulheres que fizeram muito pelo país” Aluna da 2ª série, Sara Reis, 17 anos, participou da feira representando o projeto Meninas.com, grupo da Universidade de Brasília (UnB) que incentiva a presença de mulheres nas áreas de tecnologia e ciência da computação. O objetivo da apresentação foi destacar a contribuição de mulheres negras e brasileiras que tiveram papel fundamental nessas áreas, mas que ainda recebem pouca visibilidade. “Mesmo com avanços, a tecnologia e a ciência ainda são majoritariamente ocupadas por homens brancos, então hoje estamos aqui para dar voz a mulheres que fizeram muito pelo país, como a pesquisadora Jaqueline Góes, responsável com sua equipe pela identificação de um novo genoma da covid”, declarou. Para ela, o contato com outras mulheres da área ampliou perspectivas profissionais e acadêmicas, fortalecendo seu desejo de seguir carreira na engenharia mecatrônica. “Esse espaço foi essencial para conhecer o mercado, ouvir experiências de quem já está na universidade e sentir que nós também podemos ocupar esses lugares; isso me inspira e incentiva muitas outras meninas da escola”, observou. Ash Lima apresentou um trabalho de preservação ambiental desenvolvido pelas comunidades quilombolas Também aluno da 2ª série, Ash Lima, 16, apresentou as maquetes produzidas na sala de recursos, que retratam diferentes quilombos e sua relação histórica e territorial com o Cerrado. O trabalho mostra como as áreas de preservação ambiental são mantidas por comunidades quilombolas. “Os quilombos surgiram como espaços de sobrevivência para negros fugidos da escravidão, e mesmo depois da Lei Áurea eles não receberam apoio do Estado, por isso muitos permaneceram nesses territórios, como a comunidade Calunga no Cerrado, preservando o ambiente e a própria história”, ilustrou. Atividades constantes A coordenadora pedagógica Tessia Goulart lembrou que a feira consolida estudos, leituras e atividades que o CEL promove de forma frequente, e não apenas no mês da Consciência Negra. Ela citou iniciativas como o clube de leitura antirracista e ações de diferentes áreas do conhecimento. “A feira é um momento de conquista”, apontou. “Nada aqui foi feito por obrigação: todos estão participando porque esse trabalho faz sentido, seja nas exposições, nas falas, no plantio das sementes crioulas ou nas trocas de saberes”. Outro projeto apresentado foi o Máscaras Africanas, fruto de parceria com o Museu Baobá, acervo digital de culturas africanas, por meio de modelagens em 3D. As peças expostas foram produzidas a partir de visitas da equipe da UnB a embaixadas de países africanos, onde digitalizaram máscaras tradicionais. A iniciativa envolve estudantes de diversas áreas, como psicologia e engenharia, e é coordenada pelo projeto Homo Ludens, que desenvolve ações educacionais de impressão 3D. Tessia também chamou atenção para a participação de grupos externos, como psicólogas convidadas e estudantes da UnB que discutiram o antirracismo no campo da psicologia. Também participaram representantes do templo Rosa de Oxalá, que compartilharam experiências sobre o enfrentamento ao preconceito religioso. “Hoje é um dia de celebrar a vida da escola, de ocupar nossos espaços e reafirmar que educação e antirracismo caminham juntos”, concluiu a coordenadora. *Com informações da Secretaria de Educação
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Estudante de escola pública do DF representa o Brasil no Parlamento Juvenil do Mercosul
Protagonismo juvenil e educação integrada. A estudante Cecília Lopes, 17 anos, do Centro de Ensino Médio Ave Branca (CEMAB) de Taguatinga, representou o Distrito Federal na etapa internacional do Programa Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM). Promovido em agosto, entre os dias 11 e 15, em Foz do Iguaçu (PR), o encontro reuniu jovens de escolas públicas dos países-membros do bloco — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — para debater o tema “Mercosul digital: Juventudes e a Inteligência Artificial”. O evento tem o objetivo de criar um espaço de diálogo que fortaleça o protagonismo juvenil e incentive a elaboração de propostas para desafios comuns à região. Durante a etapa nacional do programa, Cecília apresentou uma iniciativa que estimula o protagonismo juvenil no plantio de árvores, como ação direta para enfrentar os efeitos da falta de arborização e da industrialização nas cidades. Ela foi escolhida para levar a proposta e expectativa da juventude brasiliense para a etapa internacional. Cecília Lopes (à direita), 17 anos, foi escolhida para representar o DF na etapa internacional do PJM | Foto: Silvio Vera Durante os quatro dias de programação, os participantes conheceram o funcionamento das instituições do Mercosul, discutiram problemas coletivos e aprenderam a construir consensos democráticos. Além disso, desenvolveram habilidades de liderança, pensamento crítico e expressão de ideias, por meio de debates e trabalhos colaborativos. Os estudantes não atuaram em uma simples simulação. Como parlamentares eleitos, discutiram soluções, apresentaram projetos e redigiram, de forma coletiva, a Declaração Regional, que será entregue ao Parlamento do Mercosul (Parlasul) em outubro. Atividades culturais A programação incluiu atividades culturais, ambientais e pedagógicas, como uma visita ao Marco das Três Fronteiras, símbolo da união entre Brasil, Argentina e Paraguai, e à Ponte Internacional da Fraternidade, iluminada com as cores do Mercosul — azul, verde e branco. A abertura contou com uma apresentação do grupo Corpo de Dança Folclore, Tradição e Cultura, celebrando a identidade latino-americana com música e dança. Programação PJM incluiu atividades culturais, ambientais e pedagógicas | Foto: Moisés do Nascimento Bonfim/UNILA Os estudantes também realizaram uma trilha no Parque Nacional do Iguaçu e conheceram as famosas Cataratas do Iguaçu, além de participarem de debates e formações na Universidade da Integração Latino-Americana (Unila). Um dos momentos marcantes foi a elaboração de mensagens, que serão enterradas em uma cápsula do tempo no futuro campus Arandu da universidade. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Seminário no DF discute gestão da aprendizagem
Na última semana, quinta (11) e sexta-feira (12), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) promoveu o primeiro encontro da série Diálogos Formativos — Gestão para a Aprendizagem, em parceria com o Centro de Desenvolvimento da Gestão Pública e Políticas Educacionais (CDM), a Fundação Getulio Vargas (FGV DGPE), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI). O seminário inaugural abriu o ciclo de quatro encontros, no Centro de Convenções e Eventos Brasil 21. Durante os dois dias de evento, aproximadamente 120 profissionais da educação se reuniram para compartilhar experiências e construir soluções conjuntas. Participaram do evento representantes das Secretarias de Educação das 27 unidades da Federação, técnicos especializados em currículo e avaliação e membros do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O encontro aprofundou discussões sobre os elementos que determinam a eficácia dos processos educacionais | Fotos: Mary Leal/SEEDF Andreas Schleicher, diretor de Educação da OCDE, apresentou dados e evidências globais sobre gestão educacional, enquanto especialistas de Portugal e da França compartilharam experiências e boas práticas desenvolvidas em seus respectivos países. “A troca de experiências internacionais, especialmente sobre os desafios da aprendizagem no período pós-pandemia, oferece ideias valiosas que nos permitem adaptar soluções globais à nossa realidade local”, avaliou a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá. A secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, destacou a necessidade de implementar políticas educacionais que estimulem o protagonismo estudantil A secretária também destacou a necessidade urgente de implementar políticas educacionais que estimulem o protagonismo estudantil, citando como exemplos práticos o uso de portfólios pedagógicos e o desenvolvimento de projetos interdisciplinares que integrem diferentes áreas do conhecimento. “O compromisso com o pacto pelo Brasil alfabetizado e o desenvolvimento de estratégias que conectem verdadeiramente a aprendizagem aos contextos reais dos estudantes representa um caminho essencial para despertar o interesse e a participação ativa dos jovens”, complementou. [LEIA_TAMBEM]Perspectivas futuras O próximo encontro da série Diálogos Formativos está agendado para dezembro de 2025, tendo o estado de Alagoas como sede, enquanto o terceiro seminário ocorrerá em 2026, em local ainda a ser definido pelos organizadores. O evento tem quatro eixos principais como guia: engajamento de estudantes na aprendizagem; aprendizagem e desenvolvimento profissional de professores; uso de tecnologias digitais por professores e estudantes; e educação profissional e tecnológica em escolas de ensino médio. *Com informações da Secretaria de Educação
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