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recomposição ambiental

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Ação integrada do GDF com o governo federal aposta na recuperação de nascentes

Em mais uma etapa do Plano de Recomposição Vegetal elaborado pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), 22 mil mudas nativas do Cerrado foram plantadas na região da Serrinha do Paranoá.  Foco do plantio é a recuperação ambiental, visando à preservação das nascentes e garantindo desenvolvimento sustentável | Foto: Divulgação/Seagri-DF “A recuperação dessas áreas é fundamental para a preservação das nascentes e para a segurança hídrica, garantindo benefícios diretos para a população e para os produtores rurais”, afirma o titular da pasta, Rafael Bueno. [LEIA_TAMBEM]“Este projeto da Serrinha do Paranoá se tornou um grande desafio para a Seagri-DF, que vem cada vez mais consolidando a sustentabilidade ambiental na agropecuária de Brasília”, ressaltou o subsecretário de Políticas Econômicas Agropecuárias, Antônio Queiroz Barreto. “Em 2026, plantamos uma muda nativa de Cerrado por minuto.” As mudas foram plantadas em áreas com alta relevância para o ciclo hidrológico e biodiversidade, contribuindo para a conservação do solo e o desenvolvimento sustentável das atividades rurais.    *Com informações da Seagri-DF

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Novacap conclui trabalhos em área de preservação

Obras incluem a recomposição das margens do córrego, que sofreu assoreamento após anos de ocupação irregular na área | Foto: Divulgação / Novacap   Prejudicado por invasões, construções ilegais e desmatamento, o leito do córrego Riacho Fundo, localizado nas chácaras 44 e 46 da Área Especial (AE) do Núcleo Bandeirante, recebeu serviços de contenção das margens e restabelecimento do curso das águas. Após a vistoria da Defesa Civil apontar risco de acidentes, equipes da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) empreenderam força-tarefa durante dez dias para solucionar essas irregularidades. Morador da Chácara 44, o produtor Tarcísio Gomes estava preocupado com os problemas que aconteciam antes de o GDF ir ao local resolver a situação. “Nós acordávamos no meio da noite com um metro de lama em casa”, conta. “O governador ter feito essa obra acontecer acabou com nosso medo. Foram dez anos de enchente. E, o melhor: a Novacap não estragou o córrego, só recolocou tudo no lugar”. Assoreamento Segundo os técnicos da companhia, devido às diversas intervenções humanas, o córrego, que faz parte de uma Área de Preservação Permanente (APP), sofreu assoreamento, com acúmulo de areia, lixo e entulho nas margens. “Esse processo reduz a capacidade dos córregos de acumular água, provocando, principalmente, enchentes”, explica o diretor de Urbanização da Novacap, Sérgio Lemos. Ao todo, foram aplicados 880m³ de terra vegetal e 550m³ de pedra matacão (pedra bruta), utilizada em grandes construções e áreas de drenagem. Esses materiais servem como uma proteção e, ao mesmo tempo, restabelecem o curso do córrego, fazendo com que ele recupere sua profundidade. Natureza protegida “Tínhamos feito um muro enorme de contenção da lama que avançava sobre as casas”, relata a moradora Telma Francisca. “Foram muito anos de descaso, até que este governo tomou uma atitude firme para proteger a natureza e a nós”. Ela também acompanhava com tristeza a degradação do córrego e a destruição da natureza na região, o que a fazia preocupar-se com a integridade física de crianças e idosos. Na ação, foram utilizados caminhões basculantes e escavadeiras. “Por se tratar de uma área de preservação, tivemos que realizar o serviço com menor impacto ambiental possível”, explica o diretor-presidente da Novacap, Fernando Leite. “Além disso, juntamente com órgãos ambientais, vamos restabelecer toda a vegetação na área”.     * Com informações da Novacap

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Sema avança em experiência inovadora no Lixão da Estrutural

Trabalho visa compensar o local, que era conhecido como o maior depósito de lixo a céu aberto da América Latina| Foto: Divulgação / Sema Foram 57 anos de existência. Na Estrutural, bem ao lado do Parque Nacional de Brasília, montanhas de lixo chegavam a 55 metros de altura em um terreno onde eram descarregados irregularmente toneladas de rejeitos. Centenas de urubus e gaviões-carcarás sobrevoavam diariamente o local, que ficou conhecido como o maior depósito de lixo a céu aberto da América Latina. O cenário pode até não ser mais o mesmo desde o encerramento do Lixão da Estrutural, em 2018. A preocupação com os impactos ambientais, porém, permanece e move uma das principais ações da Secretaria do Meio Ambiente (Sema): a elaboração de um diagnóstico da contaminação, com proposta de remediação para toda a área de influência local, por meio de tecnologias inovadoras. “A maior preocupação é com a infiltração do chorume, acumulado durante décadas em formações mais profundas do solo, afinal os resíduos continuam se decompondo e circulando pelo subsolo e, pelo tempo de existência do lixão, já atingiram as reservas de águas”, alerta o secretário do Meio Ambiente, Sarney Filho. [Olho texto=”“A maior preocupação é com a infiltração do chorume, acumulado durante décadas em formações mais profundas do solo”” assinatura=”Sarney Filho, secretário do Meio Ambiente” esquerda_direita_centro=”centro”] A ação integra o CITinova-Planejamento Integrado e Tecnologias para Cidades Sustentáveis, projeto multilateral elaborado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Mctic). Executado pela Sema, o programa tem financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e gerido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Situação atual Além do risco de poluição no solo, o lixão abriga mais de 150 pontos de escape do metano, considerado extremamente perigoso para o meio ambiente. Estes sumidouros ardem 24 horas por dia para transformar o gás metano em gás carbônico (dióxido de carbono), que é 25 vezes menos tóxico. [Numeralha titulo_grande=”500″ texto=”Número de mudas de dez espécies do Cerrado plantadas na área” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Entre o fim de abril e o início deste mês, o local passou por algumas etapas importantes dessa iniciativa, a começar por irrigação e plantio de dez espécies do Cerrado – 500 mudas, entre elas baru, mama-cadela, angico, ipê-roxo, fedegoso, cedro, jatobá, copaíba, mulungu e pata-de-vaca, além de sorgo e girassol, de ciclo curto. Também está sendo testado o eucalipto, para verificar o potencial acumulador de metais. Essas espécies foram escolhidas para o teste-piloto de fitorremediação. O processo consiste em monitorar o desenvolvimento das mudas, aí incluídos controle das pragas nas áreas plantadas, irrigação das mudas e análises de amostras do caule a 40 centímetros do solo e da massa foliar em três exemplares da mesma espécie. Coletas e análises As análises prioritárias serão feitas em metais tóxicos, além de outras trocas químicas de elementos, como cálcio, ferro e magnésio. As avaliações dos resultados deverão focar na capacidade de sequestro de metais que cada espécie exibe, além da comparação com dados de literatura. Também já foram coletadas amostras de massa vegetal (folhas e cascas) de espécies nativas e exóticas na área do lixão e adjacências, bem como das mesmas espécies em áreas externas ou naquelas em que não ocorre a acumulação de resíduos sólidos. Esse comparativo foi feito em exemplares de mamona, margaridão, leucena e eucalipto (espécies exóticas) e pequi, ipê, angico e araticum (espécies nativas). Entre as técnicas a serem experimentadas no local, estão um novo modelo de transporte de contaminantes subterrâneos e o tratamento do chorume, iniciativas que podem ser utilizadas para a descontaminação da área. Pesquisas em andamento “Mesmo tendo sido realizadas inúmeras pesquisas na área, ainda existem várias lacunas a serem estudadas, como o limite da contaminação das águas subterrâneas”, pontua o coordenador técnico do projeto, Eloi Campos, do Departamento de Hidrogeologia e Geologia Ambiental da Universidade de Brasília (UnB). Para o professor, o maior legado dessa iniciativa deverá ser o resultado da fitorremediação, que pode gerar um efeito inédito a ser replicado para outras áreas contaminadas. “Minha maior expectativa é a determinação da pluma de contaminação e um modelo hidrogeológico inédito para a região”, antecipa. “O modelo permitirá prever o tempo em que a pluma alcançará os córregos”. Executada por meio de um contrato com a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) e a UnB, a ação tem como apoiadores CEB, SLU, Secretaria de Projetos Especiais (Sepe), Terracap e Instituto Brasília Ambiental (Ibram). As atividades são  ao ar livre, com equipe reduzida de profissionais que seguem todos os cuidados necessários à prevenção contra a Covid-19. * Com informações da Sema

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