DF registra alta de 31% nas cirurgias e amplia ações na saúde
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Distrito Federal é a unidade da Federação com maior crescimento no número de cirurgias eletivas de 2025 para este ano. Segundo o Ministério da Saúde, foram 100.478 procedimentos neste ano, contra 76.615 registrados em 2025, alta de 31,2%. O resultado coloca o DF à frente de estados como Sergipe, Paraíba e Bahia, que registraram crescimento de 25%, 23% e 20%, respectivamente. O dado foi apresentado pela governadora Celina Leão, nesta terça-feira (6/10), em reunião com representantes de hospitais privados credenciados à rede pública, no Palácio do Buriti. “Nós somos o estado que mais opera no Brasil, proporcionalmente", destacou a governadora Celina Leão | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília De acordo com a chefe do Executivo, o aumento está relacionado à ampliação da oferta de procedimentos na rede pública e à contratação dos serviços na rede privada. “Nós somos o estado que mais opera no Brasil, proporcionalmente. Isso é fruto de um trabalho grande nosso, das cirurgias que nós estamos fazendo no privado, da complementaridade, daquilo que estava na fila havia muitos anos, que nossa rede pública não tem condição de suportar”, salientou. Celina Leão reforçou que o principal objetivo do governo é reduzir o tempo de espera pelos procedimentos. “A gente sabe que essas pessoas iriam esperar muito tempo na fila, porque você não consegue crescer a rede pública do dia para a noite. Mas, ao mesmo tempo que nós fazemos a complementaridade, nós temos investimento em mais cinco novos hospitais, sete novas unidades de pronto atendimento (UPAs), das quais cinco entregues neste ano ainda”, disse. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, afirmou que o acompanhamento das filas precisa ser permanente, já que a demanda é renovada diariamente. Segundo ele, o uso de dados permite identificar os principais gargalos e direcionar a oferta de procedimentos conforme a necessidade. “Quando acompanhamos os tempos de espera, saímos de períodos que chegavam a mil dias para seis dias em algumas filas. Isso mostra que esses projetos estão dando resultado e que, com a ajuda da rede privada, podemos continuar mudando essa realidade no Distrito Federal”, declarou. “Quando acompanhamos os tempos de espera, saímos de períodos que chegavam a mil dias para seis dias em algumas filas", afirmou Juracy Lacerda, secretário de Saúde do DF Durante a reunião, a governadora também anunciou a destinação de R$ 50 milhões para cirurgias ortopédicas eletivas e o repasse de R$ 46 milhões aos hospitais privados credenciados à rede pública do DF. Além disso, a chefe do Executivo comunicou a integração dos sistemas de regulação de saúde do Distrito Federal e de Goiás. O projeto está em processo de licitação e prevê a comunicação entre os sistemas dos dois estados, para que pacientes regulados simultaneamente pelas duas redes possam ser identificados nos sistemas.
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Unidade móvel faz coleta de sangue de doadores em Sobradinho II nesta quinta-feira (9)
O agendamento para os voluntários já está disponível no site. A equipe também atenderá doadores não agendados, conforme a capacidade máxima de atendimento. Doadores precisam ter entre 16 e 69 anos e pesar acima de 51 kg; menores de idade precisam de autorização | Foto: Divulgação Para doar sangue, é necessário ter entre 16 e 69 anos — menores de idade precisam de autorização —, pesar acima de 51 kg, estar alimentado e apresentar documento oficial com foto. Em caso de dúvidas, a população pode consultar o site ou enviar uma mensagem para o WhatsApp (61) 99136-2495.
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Mais 12 mil unidades de Implanon estão disponíveis na rede pública de saúde do DF
Mais 12 mil unidades do implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel (Implanon) chegaram às unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal. O novo lote soma-se às remessas anteriores disponibilizadas previamente pelo Ministério da Saúde, de 15,6 mil dispositivos. O Implanon é o mais recente método contraceptivo incorporado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por não depender de uso diário ou contínuo, como ocorre com anticoncepcionais orais ou injetáveis, é considerado altamente eficaz no planejamento reprodutivo. A rede pública de saúde do DF começou a ofertar o método em fevereiro. Mais de sete mil usuárias entre 14 e 49 anos já foram beneficiadas pela inserção do Implanon, que ocorre em todas as UBSs. Mais de sete mil usuárias entre 14 e 49 anos já foram beneficiadas pela inserção do Implanon, que ocorre em todas as UBSs | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Saúde da Mulher No DF, os resultados da política pública com foco na Saúde da Mulher mostraram-se positivos. “Temos tido uma procura expressiva pelo Implanon, até acima do que esperávamos", relata a referência técnica em Saúde da Mulher no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS) da Secretaria de Saúde (SES-DF), Viviane Albuquerque. Segundo a especialista, nos países desenvolvidos, cerca de 20% da população feminina em idade fértil faz uso de algum método contraceptivo reversível de longa duração (Larc, na sigla em inglês). A longo prazo, a proposta é favorecer a oferta a todo esse público. Métodos contraceptivos Cerca de 20% da população feminina em idade fértil faz uso de algum método contraceptivo reversível de longa duração [LEIA_TAMBEM]Como opções de Larc, o SUS disponibiliza tanto o Implanon quanto o dispositivo intrauterino (DIU). Além desses, a SES-DF oferece preservativos, pílulas e injeções anticoncepcionais, além de procedimento cirúrgico de esterilização permanente. A escolha por um ou outro método é feita em decisão compartilhada com o profissional de saúde. Para o aconselhamento integral, deve-se procurar a equipe de Saúde da Família na UBS de referência, localizada por meio do CEP residencial. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
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Diabetes gestacional exige diagnóstico precoce para proteger mãe e bebê
Encerrando a série de orientações em alusão ao Dia Nacional do Diabetes, celebrado em 26 de junho, especialistas chamam atenção para um tipo da doença que exige acompanhamento ainda mais cuidadoso: o diabetes gestacional. A condição pode surgir durante a gravidez, muitas vezes sem provocar sintomas, e aumenta o risco de complicações para a mãe e o bebê quando não é identificada e tratada precocemente. Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito durante o pré-natal, por meio dos exames de rotina realizados ao longo da gestação. Por isso, manter o acompanhamento médico e realizar todos os exames recomendados é fundamental para identificar precocemente alterações nos níveis de glicose e iniciar o tratamento quando necessário. Embora muitas gestantes não apresentem sintomas, algumas podem perceber sinais como sede excessiva, aumento da frequência urinária, cansaço intenso, visão embaçada, tonturas e inchaço. Ana Caroline da Silva faz parte dessa estatística. Na quarta gestação, foi a primeira vez que recebeu o diagnóstico, aos sete meses de gravidez. "Comecei a inchar muito e sentir tonturas. Procurei atendimento médico e, no exame da curva glicêmica, o resultado veio alterado", relata. Moradora do Pedregal, no Novo Gama (GO), Ana Caroline está internada no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), referência no atendimento a gestantes de alto risco da região Sul do Distrito Federal e Entorno. Ela permanece sob os cuidados da equipe médica, que avalia a melhor conduta para o caso. Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito durante o pré-natal, por meio dos exames de rotina realizados ao longo da gestação | Foto: Divulgação/IgesDF A ginecologista e obstetra do pré-natal de alto risco da unidade, Ana Carolina Ramiro, alerta que manter os níveis de glicose elevados durante a gestação pode comprometer a saúde da mãe e do bebê. "Os bebês podem sofrer com a redução da oxigenação ainda dentro do útero. Em situações mais graves, infelizmente, há risco de morte fetal. Além disso, essas mulheres têm maior chance de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida", explica. Segundo a especialista, o diabetes gestacional ocorre principalmente devido à ação de hormônios produzidos pela placenta, que aumentam a resistência à insulina durante a gravidez. Como consequência, o pâncreas precisa trabalhar mais para manter o equilíbrio da glicose no organismo. Em algumas mulheres, porém, essa compensação não acontece de forma suficiente, provocando o aumento do açúcar no sangue. O diagnóstico pode ser realizado por meio da glicemia de jejum ainda no primeiro trimestre da gestação ou entre a 24ª e a 28ª semana, com a realização do teste oral de tolerância à glicose, conhecido como exame da curva glicêmica. Hábitos saudáveis ajudam na prevenção Embora possa acometer qualquer gestante, algumas mulheres apresentam maior predisposição para desenvolver diabetes gestacional. Entre os principais fatores de risco estão idade materna avançada, excesso de peso, histórico familiar de diabetes, hipertensão durante a gravidez, síndrome dos ovários policísticos e gestação múltipla. Adotar hábitos saudáveis ajuda a reduzir os riscos e contribui para uma gravidez mais segura. "Atividades como caminhada, hidroginástica ou dança podem fazer toda a diferença durante a gestação. Também é importante manter uma alimentação equilibrada, reduzir o consumo de açúcar, dormir bem, controlar o estresse e comparecer a todas as consultas do pré-natal. São cuidados simples que ajudam a proteger a saúde da mãe e do bebê", orienta Ana Carolina. Atendimento especializado para gestantes de alto risco Para garantir esse cuidado, o ambulatório do HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realiza diariamente atendimentos voltados ao pré-natal de alto risco. O acesso ao serviço tem início nas unidades básicas de saúde (UBSs), responsáveis pelas avaliações iniciais e pelos encaminhamentos para consultas e exames especializados. Após essa etapa, as solicitações são inseridas no Sistema de Regulação (Sisreg), da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), que organiza o acesso às vagas disponíveis. Segundo a ginecologista e obstetra Ana Carolina Ramiro, o diabetes gestacional costuma regredir após o parto. "Mesmo assim, essas mulheres devem manter acompanhamento médico, porque apresentam maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida. O seguimento no pós-parto é fundamental para monitorar a glicemia, identificar precocemente possíveis alterações e adotar medidas que contribuam para a manutenção da saúde da mãe", orienta. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Com mais cirurgias e menos espera, Opera DF devolve qualidade de vida a pacientes
Após cerca de um ano convivendo com dores e dormência na mão, a diarista Wilma Fabiano Leite, de 36 anos, procurou atendimento na rede pública e recebeu o diagnóstico de síndrome do túnel do carpo — que ocorre quando o nervo mediano é comprimido no canal do punho. Com sintomas que dificultavam a rotina de trabalho e afetam a qualidade de vida, ela passou por consultas, exames e foi encaminhada para cirurgia. Moradora do Itapoã, Wilma destacou que a agilidade no procedimento e o bom atendimento prestado pela equipe de saúde fizeram toda a diferença. “Eu achei muito rápido. Assim que o cardiologista me liberou, logo saiu a cirurgia. Foi excelente, fui muito bem atendida e me senti superacolhida. Agora estou confiante de que vou ficar bem, voltar ao normal e retomar meu trabalho”, relata. Trajetória semelhante foi vivida pelo microempreendedor Leonardo Alexandre de Souza Silva, 30, morador de Arapoanga. Após fraturar o escafoide — osso localizado no punho — durante uma partida de futebol, ele procurou uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e foi encaminhado ao Hospital Regional do Paranoá, onde passou por acompanhamento e fez a cirurgia neste mês. Para ele, o acesso ao procedimento pela rede pública foi fundamental. “Eu gostei muito do atendimento e fui muito bem-recebido pela equipe. Eu não conseguiria arcar com essa cirurgia no particular. Agora é focar o pós-operatório e me recuperar o mais rápido possível”, afirma. O microempreendedor Leonardo Alexandre de Souza Silva fraturou o punho e foi encaminhado ao Hospital Regional do Paranoá, onde passou por acompanhamento e fez a cirurgia neste mês | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília Histórias como as de Wilma e Leonardo refletem os esforços do Governo do Distrito Federal (GDF) para ampliar o acesso a cirurgias eletivas e reduzir o tempo de espera dos pacientes. Criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) em 2025, o programa OperaDF já registrou mais de 35 mil cirurgias entre setembro de 2025 e março deste ano, crescimento de 49% em relação ao mesmo período anterior, quando foram contabilizados em torno de 23,4 mil procedimentos. O avanço representa cerca de 11,6 mil cirurgias a mais na capital. No mesmo período, as cirurgias ambulatoriais passaram de cerca de 11,6 mil para 17,8 mil, alta de 54%, enquanto as cirurgias com internação cresceram de 11.866 para 17.264, aumento de 45%. Sobre o programa O OperaDF atua em duas frentes: a contratação de hospitais privados para procedimentos de pequena e média complexidade e o reforço da capacidade dos hospitais públicos, com contratação de anestesiologistas e ampliação das agendas cirúrgicas. Os pacientes são acompanhados pela rede pública e encaminhados conforme critérios técnicos do Complexo Regulador do Distrito Federal. A estratégia inclui consultas pré e pós-operatórias, avaliação cardiológica, acompanhamento pré-anestésico, exames, fornecimento de insumos e internação quando necessária. Segundo o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, para reforçar a rede, foi feita a contratação de anestesiologistas para recompor o quadro dos centros cirúrgicos. “É isso que tem trazido esse resultado tão robusto para a nossa rede. O programa perpassa não só em volume, mas em qualificação também, capacitando servidores para um centro cirúrgico cada vez mais eficaz. É importante ressaltar que sempre teremos filas de cirurgias, pela necessidade das pessoas. O que buscamos é reduzir cada vez mais o tempo de espera”, afirma. O gestor acrescenta, ainda, que em 2025 o DF alcançou o maior volume de cirurgias da série histórica da rede pública, superando mais de 53 mil procedimentos. Ele reforça a importância de os interessados manterem os telefones atualizados, estarem atentos às notificações e confirmarem presença. “Estamos tendo uma fluidez muito grande na rede privada, com milhares de pacientes já chamados e operados. Fazemos um apelo para as pessoas, porque temos registrado faltas de pacientes que estavam com a cirurgia agendada e não compareceram, o que acaba impedindo que outra pessoa seja atendida naquela vaga”, alerta Lacerda. Especialidades A iniciativa também passou a incorporar novas especialidades, como a oftalmologia, ampliando a capacidade de atendimento da rede pública. Até o dia 1º deste mês, o programa contabilizava aproximadamente 10,3 mil cirurgias autorizadas na rede contratada e cerca de 3,8 mil concluídas. Entre os procedimentos contratados pelo OperaDF, a cirurgia de varizes bilateral lidera o número de atendimentos concluídos, com 1.290 operações. Na oftalmologia, a cirurgia de catarata por facoemulsificação concentra o maior volume de contratações, com 5.415 procedimentos, dos quais 643 já foram concluídos. O programa também contempla cirurgias como vasectomia, com mais de 1,2 mil operações contratadas, além de procedimentos como retirada da vesícula, tratamentos oftalmológicos, procedimentos na tireoide, correção de hérnias, cirurgias de próstata e retirada de cálculos urinários. Os dados fazem parte do balanço do OperaDF, que compara os períodos de setembro de 2024 a março de 2025 e setembro de 2025 a março de 2026. No caso das cirurgias contratadas, o levantamento considera a produção registrada até 1º de junho deste ano
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GDF investe mais de R$ 2,2 milhões no Hran e acelera cirurgias com o programa Opera DF
O Governo do Distrito Federal (GDF) tem intensificado as ações para fortalecer a capacidade assistencial da rede pública de saúde, aliando a redução das filas de cirurgias eletivas a um amplo plano de modernização hospitalar. Com a meta de oferecer estruturas mais adequadas a pacientes e profissionais, as iniciativas integram o Programa Opera DF e um pacote de obras que supera a marca de R$ 2,2 milhões em intervenções no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Para acompanhar os resultados dos investimentos e vistoriar as intervenções na infraestrutura, a governadora Celina Leão visitou a unidade na manhã desta segunda-feira (22). Segundo a chefe do Executivo, a estratégia do GDF tem sido ampliar a capacidade cirúrgica da rede pública enquanto procedimentos de menor complexidade são absorvidos pela rede privada credenciada, garantindo mais fluidez no atendimento. “A lógica de toda essa engenharia que nós estamos fazendo é a de pegar as cirurgias eletivas de menor complexidade e levar para a rede privada. Nós já contratamos mais de 20 mil. Até sexta-feira passada, eram 10 mil pessoas chamadas; hoje nós já temos 12 mil pessoas convocadas. Já temos 5 mil pessoas operadas. Então, estamos com uma fluidez muito grande”, afirmou Celina Leão. O Opera DF foi criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) para acelerar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao combinar a força da rede pública à capacidade complementar da rede privada credenciada. A estratégia tem garantido procedimentos em especialidades bastante demandadas, como oftalmologia, urologia e cirurgias gerais, vasculares e de cabeça e pescoço. O Opera DF foi criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) para acelerar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao combinar a força da rede pública à capacidade complementar da rede privada credenciada | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Para ser contemplado programa, é importante que o paciente mantenha seus dados cadastrais atualizados. “Estamos tendo um pouquinho de abstenção também, de faltas, de pessoas que estavam marcadas para operar e não estão aparecendo. Então, a gente faz esse apelo para que prestem atenção às notificações da regulação, porque essa pessoa deixa de tirar a vaga de outra que está precisando”, alertou Celina Leão. Uma das grandes inovações do programa é o reforço nas equipes de anestesiologia: a contratação de cerca de 5,4 mil horas desses especialistas viabilizou o uso contínuo dos centros cirúrgicos, inclusive com a implementação de escalas noturnas. Aliado a isso, um trabalho técnico e contínuo de qualificação das filas de cirurgia do DF resultou na retirada recente de 3 mil registros de pedidos que já haviam sido atendidos ou cancelados, otimizando os recursos assistenciais. “Esse é um programa que tirou a cirurgia de menor dificuldade para a rede privada e está fortalecendo a nossa rede para procedimentos de maior complexidade. Nós mapeamos todos os centros cirúrgicos dos hospitais e identificamos necessidade de reforma, de insumos e de reforço de equipe. Quando resolvemos essas questões, conseguimos potencializar os centros cirúrgicos para ter maior número de cirurgias”, explicou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. Reformas Paralelamente à ampliação cirúrgica, o Hran passa por transformações físicas focadas no acolhimento. As obras atualmente em execução somam cerca de R$ 411 mil e contemplam áreas cruciais para a unidade. Durante a visita, a governadora constatou que as intervenções na Emergência do Pronto-Socorro estão avançadas, enquanto os trabalhos de adequações no refeitório dos servidores e nos vestiários chegaram à metade. O Centro Obstétrico e as enfermarias da maternidade também estão em fase de reformas. Secretário de Saúde, Juracy Lacerda: “Esse é um programa que tirou a cirurgia de menor dificuldade para a rede privada e está fortalecendo a nossa rede para procedimentos de maior complexidade” Durante a visita à unidade, o secretário Juracy Lacerda detalhou o avanço das obras e explicou como as intervenções físicas estão diretamente ligadas ao aumento da capacidade cirúrgica. “Nós sabemos que a realidade dos hospitais são hospitais antigos e que precisam dessa revitalização até para trazer um ambiente mais seguro para os nossos servidores trabalharem e também um ambiente mais humanizado para a nossa população”, acrescentou. O chefe da pasta destacou ainda que os resultados já são expressivos e a expectativa é de novo recorde este ano: “São essas ações que têm repercutido em um volume recorde de cirurgias aqui na saúde e esperamos que, neste ano, a gente ultrapasse muito esse recorde histórico da Secretaria de Saúde”. O GDF planeja, ainda, aplicar mais R$ 1,8 milhão em novos investimentos na unidade hospitalar. Os recursos serão direcionados à recuperação do hall, das esquadrias e das enfermarias da Unidade de Queimados, à reforma do auditório e às adequações no Núcleo Regional de Atenção Domiciliar. Também estão previstas pinturas internas, a construção de um novo abrigo de resíduos e a implantação de uma Sala de Simulação, consolidando o compromisso com uma saúde pública mais eficiente, resolutiva e humanizada.
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Distrito Federal bate recorde e alcança 56 mil cirurgias feitas em um ano
O Distrito Federal alcançou um recorde histórico e ultrapassou a marca de 56 mil cirurgias feitas em 2025 em unidades públicas. O resultado é fruto de um esforço concentrado para reduzir as filas de espera por procedimentos cirúrgicos na capital federal. A dedicação, expressa especialmente por meio de programas como o Opera DF, aponta o caminho a ser percorrido: o programa permite que cirurgias mais simples sejam feitas na rede privada parceira, abrindo espaço para que procedimentos complexos sejam realizados nas unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). O último recorde, de 46 mil cirurgias atendidas na rede pública, tinha sido alcançado em 2019. “A gente tem uma fila de espera muito grande, e essa fila é dinâmica, porque ela aumenta diariamente. Mas, ao mesmo tempo, nós estamos atacando essa fila com cirurgias eletivas. Então, a gente consegue com isso atacar a fila das cirurgias, deixar a nossa rede para alta complexidade e reduzir o tempo de espera”, destacou a governadora Celina Leão, em evento no Palácio do Buriti. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, comemorou a marca alcançada. “Nós sabemos que mais resultados virão. Eu não poderia deixar de agradecer a todos os servidores da saúde, porque nós alcançamos um recorde histórico de cirurgias na rede. Esse recorde não veio de maneira aleatória. Nós temos um time comprometido dentro dos nossos centros cirúrgicos com projeto, com ferramentas de controle e os resultados têm aparecido. É importante colocar que esses resultados repercutem diretamente para a população. Nós queremos reduzir o tempo de espera. É inadmissível ter paciente aguardando há vários anos por uma cirurgia. E eu, como médico de formação e gestor, fiz o juramento de tentar buscar o melhor para os nossos pacientes. Nós temos feito isso com compromisso e seriedade dentro da Secretaria de Saúde”, celebrou. Governadora Celina Leão: “A gente tem uma fila de espera muito grande, e essa fila é dinâmica, porque ela aumenta diariamente. Mas, ao mesmo tempo, nós estamos atacando essa fila com cirurgias eletivas" | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Ao desafogar a rede pública, o Opera DF permite reduzir o tempo de espera de pacientes que aguardam por uma intervenção cirúrgica. “O OperaDF nada mais é do que colocar luz em procedimento cirúrgico, ou seja, um projeto revisitado constantemente, que melhora a eficiência e eficácia dos nossos centros cirúrgicos e atrela a cirurgia de menor complexidade para a rede privada. O Opera DF é tudo isso. Então, nós mapeamos todos os nossos centros cirúrgicos e iniciamos um modelo de gestão, que reduz etapas para trazer mais eficiência e eficácia. E isso tem repercutido num acréscimo de cirurgias mensal. Nós temos observado a curva aumentando, mês a mês." Apesar do pouco tempo, os resultados já são sentidos pela população. “Tínhamos um tempo de espera de mais de mil dias para cirurgia de varizes. Hoje, está em torno de nove dias. Nós tínhamos um tempo de espera que ultrapassava dois anos para cirurgia de hérnia; agora, são 50 dias”, exemplificou Juracy. Programa Logo no lançamento do Opera DF, em outubro de 2025, a SES-DF contratou sete hospitais e três empresas de anestesia para executar milhares de cirurgias eletivas de diversas especialidades na rede pública e complementar. À época, foram beneficiados pacientes que aguardam procedimentos cirúrgicos em urologia, cirurgia geral, cirurgia vascular e cirurgia de cabeça e pescoço. Na abertura do programa, foram contratados nove mil procedimentos. Os hospitais contratados devem fazer consultas antes e após as cirurgias, realizar a avaliação prévia com cardiologista, oferecer o acompanhamento pré-anestésico e dispor de equipamentos, insumos e curativos pós-operatórios e eventuais biópsias, além de internação pós-operatória, caso necessário. O Distrito Federal alcançou um recorde histórico e ultrapassou a marca de 56 mil cirurgias feitas em 2025 em unidades públicas Os editais são elaborados conforme a nova lei de compras públicas, a 14.133/2021, e se beneficiam da experiência obtida pela pasta em contratações anteriores. A iniciativa recebeu a aprovação do Conselho de Saúde do Distrito Federal e as empresas passam por avaliação técnica, administrativa e jurídica antes da assinatura do contrato com o poder público. Os pacientes contemplados pelo Opera DF já são acompanhados pela rede pública e são encaminhados para cirurgia conforme critérios técnicos do Complexo Regulador do Distrito Federal. Além dos procedimentos, por meio do Opera DF, a Secretaria de Saúde contratou serviços de anestesiologia. Com as 5 mil horas de plantões já adquiridas, é possível viabilizar o funcionamento das salas cirúrgicas dos hospitais da própria pasta, nos três turnos, e atender pacientes adultos e pediátricos.
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GDF apresenta tecnologia para monitorar filas da saúde pública e ampliar realização de cirurgias no DF
A governadora Celina Leão apresentou, nesta quarta-feira (10), a tecnologia usada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para monitorar, em tempo real, as filas da saúde pública. Prefeitos comunitários do Plano Piloto conheceram a ferramenta que acompanha consultas, exames e cirurgias e auxilia a Secretaria de Saúde (SES-DF) na definição de prioridades, no planejamento de vagas e na ampliação dos atendimentos. “Nós já contratamos 20 mil cirurgias, com editais abertos, justamente para reduzir as filas. São decisões tomadas em cima de dados, de priorização de recursos e de planejamento. Dessas, cerca de 10 mil pessoas já foram chamadas para consulta pré-operatória e aproximadamente 3 mil já fizeram a cirurgia”, destacou a governadora. Celina Leão: "Nós já contratamos 20 mil cirurgias, com editais abertos, justamente para reduzir as filas" | Foto: George Gianni/GDF Gestão tecnológica Segundo a chefe do Executivo, a utilização da tecnologia tem sido fundamental para garantir mais transparência, organização e eficiência na gestão da saúde pública. “Com esse painel, eu acompanho de dentro da minha sala todos os dados da saúde pública. Por isso, fizemos várias ações, como o SUS-DF e o OperaDF, para agilizar cirurgias eletivas e reduzir o tempo de espera da população”, explicou a governadora, ao se referir ao painel em tempo real instalado no gabinete. “Conseguimos visualizar quantos pacientes aguardam cirurgia, o perfil epidemiológico, faixa etária, sexo e até o nível de complexidade do atendimento" Juracy Lacerda, secretário de Saúde O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, ressaltou que o sistema permite cruzar informações sobre demanda reprimida e oferta de vagas disponíveis na rede pública. “Conseguimos visualizar quantos pacientes aguardam cirurgia, o perfil epidemiológico, faixa etária, sexo e até o nível de complexidade do atendimento. Isso ajuda a planejar melhor a rede e identificar quais pacientes podem precisar de cuidados mais específicos”, disse. Atualização de cadastro A governadora também pediu que a população mantenha os dados atualizados nas unidades básicas de saúde (UBSs) para facilitar o contato da Secretaria de Saúde. “Peço para que as pessoas atualizem seus telefones nas UBSs. Nós estamos chamando pacientes para cirurgias já contratadas, e muitas vezes não conseguimos contato porque o cadastro está desatualizado”, alertou. Celina Leão destacou ainda que os próprios hospitais parceiros estão realizando exames e avaliações pré-operatórias para agilizar os atendimentos. “Toda a parte de pré-exames, risco cardíaco e avaliação cirúrgica está sendo feita pelos hospitais para acelerar o processo”, disse.
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Chikungunya: rede pública do DF oferece diagnóstico e alerta sobre sintomas
O período de chuvas no Centro-Oeste deve prosseguir até o início de maio, e um dos principais problemas dessa época é a proliferação do Aedes aegypti, causada pela formação de poças d’água que servem como criadouros do mosquito. Mais associado à transmissão da dengue, esse vetor também pode transmitir outras doenças menos conhecidas, como a chikungunya. A temporada de chuvas no DF é caracterizada pela proliferação do Aedes aegypti, causada pela formação de poças d’água que servem como criadouros do mosquito | Fotos Matheus Oliveira/Agência Saúde DF “A chikungunya é uma doença de notificação compulsória e representa riscos importantes à saúde, por conta de seu potencial de causar dor articular intensa e incapacitante. Esse quadro pode evoluir para a forma crônica, persistindo por meses ou até anos e comprometendo significativamente a qualidade de vida dos pacientes”, afirma Aline Factur, enfermeira da área técnica de arboviroses da Gerência de Vigilância das Doenças Transmissíveis (GVDT), unidade da Secretaria de Saúde (SES-DF). A especialista ressalta que, em casos mais graves, a doença pode apresentar manifestações sistêmicas, incluindo acometimentos neurológicos — como encefalite, mielite e síndrome de Guillain-Barré — e complicações cardíacas, renais e respiratórias. “Embora os óbitos sejam raros, casos graves podem demandar internação hospitalar e evoluir para morte, especialmente em idosos, crianças e pessoas com comorbidades, o que reforça a importância da vigilância, do diagnóstico oportuno e do acompanhamento adequado dos casos”, reforça. [LEIA_TAMBEM]Sintomas Os principais sintomas da chikungunya são mal-estar, dor muscular, cefaleia (dor de cabeça), manchas avermelhadas pelo corpo que não coçam e, como sinais mais característicos da doença, vermelhidão e dor aguda nas articulações — joelhos, tornozelos, mãos, cotovelos e ombros. A infecção pelo arbovírus chikungunya pode evoluir em três fases clínicas. A primeira, a fase aguda, é caracterizada por febre alta e dor intensa nas articulações, com duração aproximada de cinco a 14 dias. Em seguida, há uma fase em que a febre cessa, mas as dores articulares persistem por um período de 15 a 90 dias. Estima-se que mais de 50% dos pacientes desenvolvam ainda uma terceira etapa, a fase crônica, quando as dores articulares perduram por mais de 90 dias após o aparecimento dos sintomas. O quadro pode se prolongar por meses ou anos, com impactos importantes na qualidade de vida da pessoa. Arte: SES-DF “A chikungunya pode apresentar desafios no reconhecimento dos casos porque, nas fases iniciais, seus sinais e sintomas são muito semelhantes aos de outras arboviroses, especialmente dengue e zika. Febre de início súbito, dor de cabeça, dores no corpo, manchas na pele e mal-estar geral são manifestações comuns a essas doenças. Além disso, todas são transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti”, pontua Aline Factur. De acordo com a profissional, mesmo na fase crônica, a doença pode ter o diagnóstico ignorado, já que dores nas articulações são comuns a outros problemas de saúde. Ela enfatiza a necessidade de suspeição clínica e atenção epidemiológica constante para o vírus — introduzido no Distrito Federal apenas em 2015, mas com registro contínuo de casos confirmados ao longo dos anos e tendência de aumento anual. “Na rede da SES-DF, os exames laboratoriais confirmatórios para chikungunya são disponibilizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), sendo utilizado o mesmo kit de exame para a confirmação de dengue”, lembra. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Filas de emergência na rede pública do DF podem ser consultadas online
Antes de sair de casa em busca de atendimento de emergência, moradores do Distrito Federal já podem verificar, pela internet, quantas pessoas aguardam na fila em cada hospital da rede pública. A consulta é feita por meio do monitoramento das portas do Serviço Hospitalar de Emergência (SHE), ferramenta da Secretaria de Saúde (SES-DF) que passou a disponibilizar ao público dados antes restritos à gestão interna. O painel exibe, em tempo real, informações como número de pacientes em atendimento, quantidade de pessoas na fila, tempo médio de espera e perfil da demanda por especialidades médicas. O serviço pode ser acessado gratuitamente, tanto pelo celular quanto pelo computador. Usuários do SUS que buscam atendimento de emergência já podem saber quantas pessoas aguardam na fila em cada hospital da rede pública do DF | Foto: Arquivo/Agência Brasília De acordo com o subsecretário de Planejamento em Saúde da SES-DF, Rodrigo Vidal, a ferramenta impacta diretamente a vida das pessoas, facilitando o acesso aos serviços públicos e incentivando o aprimoramento constante do atendimento: “Esse painel representa uma mudança na gestão pública em saúde ao colocar, na palma da mão do cidadão, informações em tempo real sobre as emergências do DF. Acredito que a transparência é sempre um propulsor de melhoria do serviço público: quando a informação é aberta, gera participação, cobrança e evolução, fortalecendo a confiança no SUS”. A medida permite que a população escolha onde buscar atendimento com mais informação e também amplia o controle social sobre os serviços de saúde. “Não conhecia o painel, mas achei eficiente porque mostra os hospitais com clareza, é intuitivo e fácil de usar. Também é uma ótima ferramenta para o governo monitorar o que está acontecendo nos hospitais e propor novas políticas de acordo com o que está acontecendo”, afirma Marina Pacheco, usuária do Sistema Único de Saúde (SUS). [LEIA_TAMBEM]A iniciativa foi reconhecida no Prêmio Ipê de Inovação em Transparência Pública 2025, promovido pela Controladoria-Geral do DF e pelo Conselho de Transparência e Controle Social. “Com a abertura desses dados, ampliamos a transparência e damos ao cidadão mais autonomia para tomar decisões. Ao mesmo tempo, valorizamos iniciativas que melhoram a gestão pública”, afirma o controlador-geral do DF, Daniel Lima. Além de atender à população, o sistema continua sendo utilizado por gestores e profissionais de saúde, contribuindo para a melhor distribuição da demanda entre as unidades hospitalares. O Dia da Transparência Pública do DF é celebrado em 3 de abril. A transparência é o que garante que o governo publique informações de interesse da população e a população possa fiscalizar e participar ativamente. Também é possível pedir informações que não estão públicas, seguindo as regras da Lei de Acesso à Informação. Acesse o Portal da Transparência e acompanhe o trabalho realizado pelo GDF. *Com informações da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF)
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