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DF amplia rede de saúde mental com novas unidades, reforço de equipes e ações integradas

 O Governo do Distrito Federal (GDF) tem ampliado a rede pública de saúde mental com investimentos em estrutura, equipes e novas políticas para fortalecer o atendimento à população. Atualmente, o DF conta com 18 unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) em funcionamento, distribuídas em todas as regiões de saúde, e prevê a construção de mais cinco, incluindo centros voltados ao público infantojuvenil e estruturas com atendimento 24 horas para usuários de álcool e outras drogas. A expansão da rede também inclui planejamento para novas unidades a partir de 2027 e a ampliação da capacidade de atendimento, com estimativa de cobertura para mais de um milhão de pessoas. Além disso, houve reforço no quadro de profissionais, com nomeação de médicos psiquiatras, ampliação da carga horária de equipes e recomposição de especialistas como psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais. Com a ampliação da estrutura, o intuito da rede é acompanhar o aumento da procura por serviços. Dados do Portal de Informações e Transparência da Saúde do DF registram cerca de 423,9 mil procedimentos feitos nos Caps do DF, entre 2019 e 2025, com crescimento acumulado de 393% no período — passando de 17,7 mil procedimentos em 2019 para 87,5 mil em 2024 e evidenciando a ampliação da demanda por serviços de saúde mental na rede pública. Os Caps também oferecem atividades manuais que se tornam aliadas no cuidado com a saúde mental e na reconstrução de histórias de vida. Como o crochê feito em grupo na unidade do Itapoã, denominado grupo Linhaterapia | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Centralização Para dar mais agilidade à gestão e fortalecer a política pública, o GDF criou, em 2025, a Subsecretaria de Saúde Mental, vinculada à Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). A medida permitiu avanços na organização da rede e na implementação de novas iniciativas, como o desenvolvimento de um sistema de monitoramento com uso de inteligência artificial para orientar o fluxo de pacientes e a criação do primeiro laboratório de inovação em saúde mental do país. Segundo a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, a rede tem sido estruturada para atender diferentes perfis e níveis de complexidade. Ela destaca que, entre outros fatores, o aumento de procedimentos e de procura pelo Serviço de Saúde Mental na rede ocorreu em um contexto pós-pandemia, em âmbito nacional. Dados da SES-DF também indicam o perfil dos atendimentos, com maior incidência de ansiedade e depressão entre adolescentes e casos relacionados ao uso de álcool e outras substâncias entre adultos, o que orientou a criação de serviços e unidades específicas para esse público. “Cada Caps é pensado para atender uma faixa de 200 mil pessoas. Com essas ampliações, estamos prevendo um aumento de capacidade para um milhão de atendimentos. Isso é necessário para garantirmos o acesso da comunidade. Conseguimos essa pauta de prioridade do governo e houve um investimento alto na recomposição do quadro de médicos psiquiatras. Para um serviço especializado como o Caps isso é muito valioso”, observa. O atendimento é organizado de forma integrada. Casos leves e moderados são acompanhados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), enquanto situações mais graves são direcionadas aos Caps, que contam com equipes multiprofissionais e atuação conjunta com serviços de urgência e emergência. Outro destaque do setor foi a implantação dos serviços residenciais terapêuticos, que oferecem moradia e acompanhamento a pessoas que viveram por anos em hospitais psiquiátricos e perderam vínculos familiares. A subsecretária recorda, ainda, que a política de saúde mental também envolve ações articuladas com outras áreas institucionais, como assistência social, educação, trabalho, cultura e esporte. “Programas de qualificação profissional, acesso a benefícios sociais, atividades culturais e esportivas e políticas de proteção social são considerados fatores importantes na promoção da saúde mental e na prevenção de adoecimentos”, completa. Segundo a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, a rede tem sido estruturada para atender diferentes perfis e níveis de complexidade | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília Grupos de cura Os Caps também oferecem atividades manuais que se tornam aliadas no cuidado com a saúde mental e na reconstrução de histórias de vida. Como o crochê feito em grupo na unidade do Itapoã, denominado grupo Linhaterapia. Funcionando uma vez por semana das 14h às 16h, a iniciativa foca na reabilitação social dos pacientes, trazendo a terapia proporcionada pela arte manual da confecção de bolsas, tapetes, mandalas e cachecóis de crochê, além de uma fonte de renda para quem decide levar para além do hobbie. A coordenadora do grupo, Eleni Alves Sardinha, destacou que a maioria dos frequentadores é usuário da unidade do Itapoã. “Esse aprendizado pode proporcionar autonomia, então o paciente começa a melhorar a autoestima e ter uma qualidade de vida melhor. O crochê trabalha várias partes do organismo humano, como a concentração e a criatividade. Já existem estudos até em relação ao Alzheimer, por trabalhar a parte cognitiva e a produção de dopamina, ajudando também na ansiedade e depressão”, ressalta. A costureira Lidiana Vieira da Cunha, de 37 anos, encontrou na atividade uma forma de lidar com o luto e os impactos emocionais após perder a filha de um mês de idade. “É um caminho de recuperação, porque eu fiquei em um quadro psicológico muito abalado de depressão. Aqui eu encontrei um apoio e também uma forma de deixar minha mente mais leve. A arte cura a mente, a alma e o espírito. Às vezes, a gente não consegue se levantar sozinho, então esse espaço e acolhimento é muito importante”, afirma. Já a dona de casa Maria Francisca da Silva, de 49 anos, relata que o crochê passou a fazer parte do dia a dia como ferramenta de enfrentamento da dependência química e controle da ansiedade: “Me faz muito bem. Quando eu estou estressada, faço crochê em casa com o que aprendi para ocupar minha mente. Minha doença tem recuperação a partir de querer viver, da minha boa vontade e do Caps, que me acolhe.” Para o auxiliar de contabilidade Reginaldo Ferreira Lima, 39, o grupo também representa uma forma de manter o foco no tratamento e reduzir pensamentos negativos: “Quando estamos fazendo crochê, não ficamos pensando muito nos problemas da vida. A gente esquece os problemas e passa a se concentrar nisso aqui.” A unidade, chamada de Caps AD, atende pessoas acima dos 16 anos com necessidades moderadas a graves. A quantidade de participantes do grupo varia, atingindo a quantidade máxima de 15 participantes. Também há passeios feitos esporadicamente com os pacientes para lugares de lazer na cidade, como Jardim Botânico e Zoológico, com transporte gratuito disponibilizado pelo GDF.

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Saúde prepara estratégias para feriado de Carnaval

Para que os foliões aproveitem o feriado de carnaval, a Secretaria de Saúde prepara esquema com reforço de equipes, tendas em local estratégico e distribuição de preservativo nas unidades de pronto atendimento (UPA 24h). Entre as estratégias programadas, as tendas do Samu instaladas na Torre de TV e no Parque da Cidade servirão como apoio à rede de saúde com condições de fazer atendimentos mais urgentes e característicos de festas populares como o Carnaval | Foto: Divulgação/Ascom Saúde Nos dias 19, 20 e 21, as tendas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estarão na Torre de TV e no Parque da Cidade para atender casos leves. Além da tenda, o Samu estará com equipe reforçada no período pelo número 192. Em casos de maior gravidade, a região central terá o serviço de urgência e emergência de politrauma, ortopedia e oftalmologia do Hospital de Base. “Se a pessoa estiver próxima e torcer o pé, por exemplo, deve ir para essa unidade”, afirma a coordenadora da Rede de Urgências e Emergências da Secretaria de Saúde, Thaís Braga. [Olho texto=”É necessária a prevenção nas relações sexuais, mas caso uma pessoa tenha o contato íntimo desprotegido deve buscar em até 72 horas a profilaxia pós-exposição (PEP), de hepatites, HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O atendimento está disponível em toda a rede de saúde” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) é indicado para clínicas médicas, que trata de alcoolemia, diarreia, desidratação, infecções intestinais e pontos em pequenos cortes. Para demandas de pediatria e ginecologia na região central, é recomendado o Hospital Materno-Infantil. UPAs 24h A coordenadora destaca que o atendimento inicial deve ser preferencialmente nas unidades de pronto atendimento. As UPAs ainda vão distribuir preservativos masculinos e femininos – o que geralmente é feito pelas unidades básicas de saúde. Thaís Braga ressalta que é necessária a prevenção nas relações sexuais, mas caso uma pessoa tenha o contato íntimo desprotegido deve buscar em até 72 horas a profilaxia pós-exposição (PEP), de hepatites, HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O atendimento está disponível em toda a rede de saúde. As equipes de saúde serão reforçadas para atender a demanda de carnaval. O Distrito Federal conta com 13 unidades de pronto atendimento e 13 hospitais com portas abertas de urgências emergências, e os endereços podem ser consultados nos links https://igesdf.org.br/unidades/ e https://www.saude.df.gov.br/infos-hospitais. Cuidados na folia [Olho texto=”“A pessoa tem que atentar para quantidade e rapidez com que toma a bebida alcoólica”” assinatura=”Camila Monteiro Damasceno, médica” esquerda_direita_centro=”direita”] As ações da Saúde vão auxiliar quem buscar ajuda, mas a secretaria também alerta para os cuidados para evitar algum mal-estar. Até porque doenças como infecção intestinal, desidratação e ressaca podem atrapalhar a diversão de qualquer folião. Por isso, tenha em mente estratégias para evitar esses desgastes. “O principal cuidado antes de sair de casa é escolher uma roupa ou uma fantasia que seja leve e confortável”, alerta a Referência Técnica Distrital de Medicina da Família, a médica Camila Monteiro Damasceno. A profissional ainda destaca que é importante estar bem hidratado e dar preferência a comidas leves, ou seja, que não sejam gordurosas e de difícil digestão. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Quem ingerir bebidas alcoólicas deve evitar misturar com energético e alternar o consumo do álcool com água, mantendo o corpo hidratado. “A pessoa tem que atentar para quantidade e rapidez com que toma a bebida alcoólica”, ressalta a médica. E fantasias? Os foliões que não abrem mão de muito brilho e glitter para aproveitar os dias de festa devem ficar atentos caso caia um pouco dos materiais nos olhos. Se isso acontecer, a recomendação é lavar bem o local apenas com água ou soro fisiológico. Outro cuidado é com o uso de pomadas ou ceras modeladoras para fazer tranças e penteados. “Esse produto fica no cabelo e com chuva ou suor pode escorrer e cair no olho, causando conjuntivite e até risco de cegueira”. A orientação é procurar o serviço de emergência oftalmológico o mais rápido possível. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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