Descarte correto de medicamentos protege população e meio ambiente
Fortes aliados da saúde, os medicamentos exigem cuidados além do uso. O descarte apropriado de remédios é fundamental, e seu descumprimento acarreta riscos para a população e para o meio ambiente. Especialmente os medicamentos devem ser descartados em locais específicos, para seus componentes não interagirem quimicamente com o resto do lixo | Foto: Yuri Freitas/Agência Saúde-DF “Um fármaco jogado na privada ou no lixo comum, por exemplo, pode chegar ao esgoto e trazer sérios prejuízos ao meio ambiente, contaminando o solo e a água”, explica o farmacêutico Marcelo Martins, da Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 da Vila Planalto. Ele lembra que as substâncias químicas presentes nos medicamentos podem interagir com as do lixo comum. “É importante que as seringas sejam descartadas sem as agulhas, pois trazem muitos riscos para quem maneja” Daniela Matias, enfermeira, responsável técnica pela UBS 3 da Vila Planalto Martins reforça que medicamentos vencidos não podem ser utilizados: “Todo remédio passa por uma série de estudos de estabilidade que determinam em quanto tempo vai produzir os efeitos desejados. A data estampada na embalagem, portanto, é a garantia que o laboratório dá ao consumidor sobre o funcionamento correto daquele fármaco”. Onde descartar Atualmente, unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF), farmácias e drogarias recebem medicamentos vencidos ou fora de uso para o descarte correto. Diversos pontos de saúde no DF já instalaram o coletor de medicamentos em locais visíveis. “O coletor é um incremento às atividades que já realizamos aqui, como a arrecadação de pilhas e baterias”, detalha a enfermeira Daniela Matias, responsável técnica pela UBS 3, que já dispõe de um ponto de coleta. “Percebemos que a população aderiu muito bem a essas iniciativas.” A população, orienta ela, pode jogar tanto os medicamentos quanto as embalagens no coletor. A equipe da UBS separa os fármacos, quinzenalmente, para o descarte químico. O restante do material das embalagens passa pela coleta seletiva. “É importante que as seringas sejam descartadas sem as agulhas, pois trazem muitos riscos para quem maneja”, adverte Daniela. Responsabilidade ambiental [LEIA_TAMBEM]Dependendo da gravidade, o descarte incorreto de medicamentos pode ser enquadrado pela Lei nº 9.605/1998, a Lei de Crimes Ambientais. Em 2025, foram feitas mais de 6,6 mil vistorias em locais de saúde geradores de resíduos, tendo sido autuados cinco estabelecimentos por descumprimento da norma. “O papel da Vigilância Sanitária é fiscalizar o espaço, que deve descrever como separar, armazenar, transportar e descartar cada tipo de lixo — químico, infectante, perfurocortante e comum —, bem como [indicar] quais são as empresas licenciadas para a coleta”, reforça a diretora de Vigilância Sanitária da SES-DF, Márcia Olivé. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Verão e exposição prolongada ao sol acendem alerta para saúde
Horas de sol na piscina, na praia ou em atividades ao ar livre parecem inofensivas, mas também podem desencadear problemas de saúde. Com o verão começando, a insolação volta a ser um risco comum. Nesse contexto, a Secretaria de Saúde (SES-DF) alerta para os cuidados essenciais que devem ser mantidos durante esta temporada. A hidratação frequente é uma das primeiras recomendações para evitar problemas com o calor | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “A insolação é causada pela exposição prolongada ao sol ou a altas temperaturas, levando a um superaquecimento do corpo que não consegue mais regular sua própria temperatura; é uma emergência médica que exige atenção imediata”, adverte a dermatologista Letícia Oba, coordenadora dos ambulatórios de psoríase e cosmiatria do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). De acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico da insolação é basicamente clínico, fundamentado na avaliação dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Em algumas situações, o médico solicita exames complementares para identificar a gravidade do quadro e verificar se houve comprometimento de órgãos. Fatores de risco A insolação pode ser favorecida por uma combinação de fatores ambientais e individuais. Exposição prolongada a ondas de calor e em ambientes quentes e úmidos por vários dias seguidos são situações que elevam o risco. Condições como obesidade, baixo nível de condicionamento físico e desidratação também dificultam a dissipação do calor corporal e prejudicam a capacidade de transpiração. “Medidas simples, como compressas frias ou bolsas de gelo nas axilas, virilhas e pescoço, ajudam a reduzir a temperatura corporal” Letícia Oba, dermatologista do Hran Idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis. “O uso de certos medicamentos também contribui para o agravamento do quadro”, lembra a dermatologista do Hran. “Esses fatores podem atuar isoladamente ou em combinação, aumentando significativamente o risco de insolação”. Os sinais da insolação costumam aparecer de forma progressiva, indicando que o organismo está sobrecarregado pelo calor. Pele quente, seca e avermelhada, aumento da temperatura corporal, dor de cabeça intensa, náuseas e sensação de fraqueza são as manifestações mais comuns. Em quadros graves, podem ocorrer desmaios, convulsões, vômitos persistentes e dificuldade respiratória. O que fazer Diante de sintomas leves a moderados, a orientação é buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Nos casos suspeitos de insolação grave, é fundamental acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) ou procurar o pronto-socorro de qualquer hospital da rede pública da SES-DF. [LEIA_TAMBEM]“Enquanto o socorro não chega, é essencial retirar a pessoa da fonte de calor e iniciar o resfriamento do corpo”, orienta Leticia Oba. “Medidas simples, como compressas frias ou bolsas de gelo nas axilas, virilhas e pescoço, ajudam a reduzir a temperatura corporal. Se for possível e a pessoa estiver consciente, mergulhe-a em uma banheira com água fria, não gelada, ou use um chuveiro.” A médica lembra que o uso de antitérmicos, como paracetamol ou ibuprofeno, não é indicado nesses casos. A ingestão de líquidos só deve ser feita se a pessoa estiver consciente e sem episódios de vômito. A prevenção passa por hábitos simples no dia a dia. Manter boa hidratação, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes (entre as 10h e as 16h), usar roupas leves e de cores claras e aplicar filtro solar regularmente são medidas eficazes para reduzir o risco de insolação e suas complicações. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Corpo de Bombeiros reforça orientações de segurança e cuidados básicos para práticas de atividades em áreas naturais
A falta de planejamento e a desatenção a cuidados básicos figuram entre os aspectos observados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) como os principais riscos em práticas de atividades em áreas naturais. Por esse motivo, a corporação decidiu reforçar as orientações de segurança para praticantes que pretendem desbravar a natureza. Uma das primeiras orientações é sempre procurar fazer trilha com alguma companhia | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília De acordo com a tenente Letícia Medeiros Alves Frinhani, do CBMDF, trilhas não devem ser encaradas como passeios improvisados. “Antes de sair, a pessoa precisa definir o percurso, avaliar o grau de dificuldade, verificar o horário e observar as condições do tempo”, aponta. “Em ambiente natural, qualquer imprevisto pode se agravar rapidamente”. Um dos primeiros pontos destacados pela oficial é a recomendação de nunca fazer trilhas sem alguma companhia: “É fundamental avisar alguém sobre o trajeto escolhido e o horário previsto de retorno. Essas informações são essenciais caso seja necessário acionar o socorro”. Clima e ambiente Entre os fatores de risco mais relevantes estão as condições climáticas, sobretudo em trilhas próximas a rios e cachoeiras. A tenente Letícia chama a atenção para a possibilidade de cabeça-d’água, fenômeno em que o nível do rio sobe de forma repentina, mesmo sem chuva no local. “Mudança na cor da água, aumento da correnteza ou descida de galhos e folhas são sinais claros de perigo e exigem saída imediata”, orienta. “Se a pessoa não consegue se mover, o ideal é que alguém permaneça com ela, garantindo segurança e abrigo, enquanto outra busca ajuda, sempre evitando expor mais pessoas ao risco” Tenente Letícia Frinhani, do CBMDF Ela reforça que não se deve insistir no percurso diante desses sinais: “A decisão precisa ser rápida; esperar pode colocar a vida em risco”. Também é recomendado evitar trilhas no fim da tarde ou à noite e priorizar saídas nas primeiras horas do dia, quando há mais tempo de luz natural e melhores condições de visibilidade. Comunicação limitada e decisões corretas Outro aspecto observado pelo Corpo de Bombeiros é a limitação de comunicação em áreas remotas. Muitas trilhas não possuem sinal de telefonia móvel, o que dificulta o pedido de ajuda em situações de emergência. “Por isso, o planejamento prévio é essencial”, explica a tenente. “Em percursos mais longos ou isolados, pode ser necessário o uso de equipamentos de comunicação”. Em caso de acidente, a orientação é avaliar a condição da vítima antes de qualquer deslocamento. “Se a pessoa não consegue se mover, o ideal é que alguém permaneça com ela, garantindo segurança e abrigo, enquanto outra busca ajuda, sempre evitando expor mais pessoas ao risco”, orienta. Áreas naturais e trilhas podem trazer ocorrências que exijam atuação de equipes do Corpo de Bombeiros | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Nesse contexto, a tenente Letícia lembra que as ocorrências em trilhas e áreas naturais costumam exigir a atuação de equipes multidisciplinares do Corpo de Bombeiros, formadas por profissionais com diferentes atribuições, como bombeiros militares especializados em salvamento, atendimento pré-hospitalar e busca em ambientes naturais. “São situações que envolvem vítima, terreno e tempo de resposta, por isso o atendimento não depende de uma única função, mas da integração entre diferentes áreas de atuação”, pontua. As equipes atuam de forma coordenada desde a avaliação inicial do estado da vítima, passando pelos cuidados imediatos de saúde, até a definição da melhor estratégia de acesso e retirada, sempre considerando as condições do terreno. “O objetivo é garantir um atendimento seguro e eficaz, tanto para a pessoa atendida quanto para os profissionais envolvidos”, detalha a tenente. “A análise do cenário orienta todas as decisões”. O Corpo de Bombeiros também reforça que o uso de equipamentos adequados e a adoção de condutas preventivas ajudam a reduzir riscos e facilitam a atuação das equipes em caso de emergência. Equipamentos simples fazem diferença Calçados próprios para trilha, com solado antiderrapante, ajudam a reduzir o risco de escorregões e quedas em terrenos irregulares. Água em quantidade suficiente também é indispensável, já que nem sempre há pontos de apoio ao longo do percurso. Além disso, itens simples podem ser decisivos em uma emergência, indica a tenente: “O apito facilita a sinalização em locais de difícil acesso. O cobertor térmico ajuda a proteger contra o frio enquanto o socorro não chega. Um kit básico de primeiros socorros permite lidar com situações iniciais”. Vivência prática confirma as orientações Acostumada a correr em trilhas, a professora Patrícia Arruda recomenda: “Existe uma regra clara na trilha: nunca deixar ninguém para trás. Se alguém tem dificuldade, a gente para, pergunta se essa pessoa precisa de algum auxílio e ajuda” | Foto: Acervo pessoal Corredora de trilhas, a professora de educação física Patrícia Faim Arruda conta que os cuidados indicados pelos bombeiros fazem parte da rotina de quem pratica a modalidade com regularidade. “Existe uma regra clara na trilha: nunca deixar ninguém para trás”, enfatiza. “Se alguém tem dificuldade, a gente para, pergunta se essa pessoa precisa de algum auxílio e ajuda”. Uma das orientações importantes é contar com o acompanhamento de um guia Ela relata já ter presenciado acidentes, como torções e fraturas durante eventos organizados. “Em muitos trechos não há sinal de celular, então alguém fica com a pessoa machucada enquanto outra procura a equipe de apoio ou tenta acionar o socorro”, ilustra. Segundo Patrícia, a diferença entre trilhas organizadas e expedições independentes está na estrutura disponível. “Em eventos, há equipes distribuídas ao longo do percurso; em expedições, não há esse suporte imediato, o que exige ainda mais preparo”, observa. “Se você não conhece a trilha , contrate um guia local. Nunca se aventure! É importantíssimo contar com um guia experiente para fazer a trilha com segurança”. Preparo físico também é segurança Como professora, Patrícia pontua que o preparo físico deve ser encarado como parte da prevenção. “Trilha envolve terreno irregular, subida longa e muita altimetria”, atenta. “O corpo precisa estar preparado para esse esforço”. Ela recomenda fortalecimento muscular e treino cardiorrespiratório, além de exercícios específicos, como esteira inclinada e escadas, para simular as exigências do percurso. “Quando a pessoa não se prepara, o risco de queda, exaustão e lesão aumenta”, diz a especialista. Calçado, vestuário e outros detalhes A escolha do calçado é outro ponto sensível. “Nunca faça trilha com tênis novo”, adverte Patrícia. “O ideal é usar um calçado já amaciado, testado em treinos”. Segundo ela, bolhas e ferimentos nos pés podem comprometer a continuidade do percurso. [LEIA_TAMBEM]Patrícia também recomenda atenção ao tipo de meia: “Meias de algodão devem ser evitadas porque retêm umidade e aumentam o atrito. As meias próprias para corrida ou trilha secam mais rápido e protegem melhor a pele”, diz. Conduta coletiva e responsabilidade ambiental Além da segurança individual, a conduta coletiva é decisiva. “Trilha não é competição; é preciso respeitar o ritmo do grupo e tomar decisões pensando na segurança de todos”, afirma Patrícia. O cuidado com o meio ambiente também integra as orientações. “Tudo o que a pessoa leva para a trilha deve voltar com ela. Não deixar lixo é uma regra básica”, reforça. Ao reunir orientações técnicas do Corpo de Bombeiros e a experiência de quem pratica a atividade, o alerta é direto: trilha exige preparo, atenção e responsabilidade. “Planejamento e decisões corretas fazem toda a diferença para que a trilha seja uma experiência segura”, conclui a tenente Letícia.
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Grupo antitabagismo de UBS de Santa Maria incentiva mudança de hábitos e transforma vidas
“Aprendi que a necessidade de parar de fumar deve ser maior que o desejo.” A frase é do segurança Waughn Carneiro, 54 anos, que consumiu cigarros por mais de três décadas até encontrar no grupo antitabagismo da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Santa Maria o apoio que precisava. Ele começou a fumar aos 20 anos de idade, por curiosidade e influência de colegas. Waughn Carneiro está há um ano sem fumar: “O sono melhorou, voltei a treinar e a disposição física retornou” | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Depois de um acidente vascular cerebral (AVC) e um longo período de dependência, Waughn comemora um ano livre do cigarro: “O sono melhorou, voltei a treinar e a disposição física retornou. Fazer parte da comunidade na UBS 1 de Santa Maria me ajudou a entender que fumar não alivia a ansiedade, mas [deixar de fumar] é um processo que exige consciência, apoio e vontade”. “Trabalhamos de forma coletiva a identificação de gatilhos, os aspectos sociais e emocionais envolvidos com o tabagismo, e estimulamos a mudança de hábitos de vida” Alan Cristian Nóbrega, coordenador do grupo O grupo antitabagismo da unidade acolhe histórias como a de Waughn, oferecendo orientação, escuta e acompanhamento profissional a quem decide deixar o cigarro. Criado em maio de 2024, é aberto à população de Santa Maria e do Gama. As reuniões ocorrem às quintas-feiras, às 9h30, com uma média de 15 a 20 participantes. “Os encontros não se limitam à dispensação de medicamentos, como os adesivos de nicotina”, explica o farmacêutico Alan Cristian Nóbrega, coordenador do grupo. “Trabalhamos de forma coletiva a identificação de gatilhos, os aspectos sociais e emocionais envolvidos com o tabagismo, e estimulamos a mudança de hábitos de vida.” Apoio coletivo O residente em saúde coletiva Jefferson Santos, entre o médico de família Pedro Ruas e o farmacêutico Alan Cristian Nóbrega: “É gratificante ver a evolução dos pacientes. A pele melhora, a voz muda, o cheiro do cigarro desaparece” A cada encontro são discutidos temas como alimentação, impactos financeiros e sociais do tabagismo. O grupo conta com profissionais de diferentes áreas, como farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, saúde coletiva e terapia ocupacional, além de residentes do programa Multiprofissional em Saúde da Família. [LEIA_TAMBEM]“É gratificante ver a evolução dos pacientes”, relata Jefferson Santos, residente em saúde coletiva. “A pele melhora, a voz muda, o cheiro do cigarro desaparece. São transformações que elevam a autoestima e reforçam o quanto vale a pena continuar.” Após um ano sem fumar, o paciente é considerado ex-tabagista, mas muitos seguem frequentando o grupo como forma de apoio e incentivo para novos integrantes. Símbolos de vitória A cada etapa vencida, os participantes recebem medalhas simbólicas de seis e nove meses, um ano e dois anos sem fumar. Francinete Gomes, 61, já conquistou as três primeiras. Há um ano e três meses sem cigarro, a aposentada celebra sua vitória. “A nicotina causa dependência e prejudica todo o organismo. Aumenta o risco de acidente vascular encefálico [AVE] e infartos, além de estar associada a diversos tipos de câncer” Pedro Ruas, médico de família e comunidade “Essas medalhas são o meu troféu, que não troco por nada”, comemora. Seu primeiro contato com o cigarro foi aos 13 anos; e, ao longo do tempo, ela enfrentou três infartos antes de abandonar o vício. “Eu chorava enquanto fumava”, lembra. “O grupo foi minha salvação. Desde então, a tosse sumiu, minha pele está melhor e a minha energia voltou.” Alerta Além de nocivo, o hábito de fumar é a principal causa de morte evitável no mundo. O médico de família e comunidade Pedro Ruas, da UBS 1 de Santa Maria, alerta: “A nicotina causa dependência e prejudica todo o organismo. Aumenta o risco de acidente vascular encefálico [AVE] e infartos, além de estar associada a diversos tipos de câncer, como de pulmão, pele, boca, laringe, faringe e colorretal. Também compromete a estética, com o escurecimento da pele e perda dos dentes”. A SES-DF conta com 78 unidades de tratamento para o tabagismo, distribuídas em todas as regiões de saúde. Os interessados podem procurar a UBS de referência, onde serão acolhidos e receberão todas as informações necessárias. Confira a lista completa dos centros de atendimento. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Cuidados com trilhas e cachoeiras no período chuvoso garantem segurança a visitantes
Com o início do período chuvoso, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) reforça o alerta para os cuidados necessários ao visitar trilhas e cachoeiras. Nesta época do ano, o aumento do volume de água nos rios e quedas-d’água eleva o risco de deslizamentos de terra, escorregamentos, quedas e afogamentos. Planejar o passeio, acompanhar as condições climáticas e observar atentamente o comportamento do ambiente natural são algumas dicas | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Segundo a corporação, a principal forma de evitar acidentes é por meio da prevenção. Planejar o passeio, acompanhar as condições climáticas e observar atentamente o comportamento do ambiente natural são algumas atividades que fazem a diferença na segurança de quem busca lazer em áreas abertas. Prepare-se “É importante perceber qualquer alteração no tempo, como nuvens escuras e relâmpagos e observar qualquer mudança no rio ou córrego” Major Walmir Oliveira, do CBMDF De acordo com o major Walmir Oliveira, do CBMDF, as ocorrências envolvendo cabeças-d’água são recorrentes no Distrito Federal, principalmente durante o período de chuvas mais intensas. “Esses acidentes ocorrem por causa de enxurradas fortes e repentinas, e, infelizmente, é comum registrarmos casos de pessoas levadas pela força da correnteza", aponta. “A cabeça-d’água se forma quando a chuva cai na cabeceira do rio e aumenta o volume e a velocidade da água, mesmo a quilômetros de distância do local onde o visitante está; por isso, é importante perceber qualquer alteração no tempo, como nuvens escuras e relâmpagos e observar qualquer mudança no rio ou córrego”, complementa o major. Aqui no Distrito Federal, entre os pontos que já registraram incidentes estão trechos do Rio Paranoá, próximo da barragem, e córregos nas regiões do P Norte e P Sul. O major Walmir Oliveira destaca que, ao chegar em um local de banho, é essencial observar o nível da água, identificar possíveis rotas de fuga e combinar sinais sonoros de emergência, como o uso de apito. [LEIA_TAMBEM]“É importante estudar o local antes de ir, verificar as orientações do próprio atrativo e, se for um espaço pouco conhecido, pesquisar mapas, riscos e a melhor época para a visita — e, claro, se houver qualquer mudança repentina na previsão do tempo, o mais prudente é adiar o passeio e não se colocar em risco”, reforça o militar.
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Vacina contra o sarampo: mitos e verdades
A desinformação em saúde é um dos maiores desafios enfrentados pelas instituições da área. Notícias falsas circulam rapidamente, especialmente nas redes sociais, colocando em risco a proteção de toda a população. Entre os mitos mais persistentes estão os supostos tratamentos caseiros, a ideia de que vacinas poderiam causar autismo e que a imunidade natural seria melhor que a da vacina. Disponível em todas as unidades básicas de saúde, a vacina tríplice viral é importante para prevenir a doença | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Segundo Tereza Luiza Pereira, gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde (SES-DF), essas crenças colocam vidas em risco: “Algumas pessoas acreditam que tomar algum chá ou banho caseiro pode ajudar na cura do sarampo. Isso é mito. Enquanto a pessoa perde tempo com soluções que não funcionam, continua circulando em ambientes como escolas, trabalhos e transportes públicos, transmitindo a doença para mais pessoas. O correto é procurar imediatamente uma unidade de saúde”. “O sarampo não é uma doença inofensiva, um mito que muitas pessoas pensam. Ele pode levar à morte, especialmente em crianças menores de um ano, pessoas imunodeprimidas e gestantes” Tereza Pereira, gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde Em 2024, foram aplicadas 84,9 mil doses da vacina tríplice viral no Distrito Federal. Neste ano, até o início deste mês, já foram registradas 66,3 mil aplicações. No que se refere à cobertura vacinal em crianças de 1 ano de idade, em 2024 os valores alcançaram 97,2% para a primeira dose e 88,3% para a segunda. Em 2025, até o momento, a cobertura é de 92,7% para a primeira dose e 82,6% para a segunda aplicação do imunizante. Sarampo pode matar Arte: Agência Saúde-DF Os principais sintomas da doença são febre alta, manchas vermelhas na pele (exantema), coriza e conjuntivite. “O sarampo não é uma doença inofensiva, um mito que muitas pessoas pensam”, explica Tereza Pereira. “Ele pode levar à morte, especialmente em crianças menores de um ano, pessoas imunodeprimidas e gestantes. Além disso, pode deixar sequelas graves, como a surdez infantil”. No Brasil, o sarampo havia sido eliminado em 2016. Porém, a queda da cobertura vacinal nos últimos anos propiciou o retorno da doença, que é altamente contagiosa e pode causar complicações como pneumonia e encefalite. “Se a pessoa apresentar esses sintomas, deve colocar máscara e procurar imediatamente o serviço de saúde”, orienta a gerente. “Não existe chá, banho ou remédio caseiro que substitua a atenção médica.” Vacinar é um ato de cuidado coletivo [LEIA_TAMBEM]A vacina tríplice viral está disponível gratuitamente em todas as unidades básicas de saúde (UBSs). "Manter a caderneta em dia é a forma mais segura de proteger a si mesmo e toda a comunidade”, enfatiza Tereza Pereira. “Não caia em fake news. Vacinar é um ato de cuidado, responsabilidade e amor à vida”. Estudo falso Uma narrativa enganosa sobre vacinas e autismo surgiu em 1998, a partir de um estudo fraudulento conduzido pelo médico britânico Andrew Wakefield, publicado na revista The Lancet. O trabalho usou dados manipulados e foi posteriormente desmentido. O artigo foi retirado da revista, e o autor perdeu a licença médica. Apesar disso, a desinformação persiste até hoje, sendo adaptada, inclusive, durante a pandemia da covid-19. “É importante reforçar: vacinas não causam autismo”, afirma Tereza Pereira. “Diversos estudos científicos em larga escala comprovam de forma consistente a segurança dos imunizantes”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Concessionária de energia alerta para riscos de retirada de frutas próximo à rede elétrica
Com mais de 950 mil árvores frutíferas espalhadas pelo Distrito Federal, a chegada da primavera, no próximo mês de setembro, transforma ruas e quintais em pomares cheios de manga, abacate, goiaba e outras frutas da estação. A visão parece um convite, mas atenção: colher frutas próximas à rede elétrica pode causar acidentes sérios, com risco de choques e até morte. Orientação da Neoenergia é que se mantenha uma distância mínima de 2,5 metros da rede elétrica | Foto: Divulgação/Neoenergia O alerta é da Neoenergia Brasília, que recomenda evitar o manejo de árvores localizadas perto da fiação elétrica. “A nossa orientação é clara: mantenha sempre uma distância mínima de 2,5 metros da rede, mesmo ao usar varas ou bastões para alcançar os galhos”, reforça o gerente da distribuidora, Antonio Ribeiro. “Ferramentas improvisadas, mesmo de madeira, podem conduzir eletricidade, especialmente em dias úmidos ou chuvosos”. Veja, abaixo, algumas dicas para evitar riscos: ⇒ Nunca tente pegar frutas ou objetos presos à rede elétrica. Acione a distribuidora para apoio técnico; ⇒ Evite colher frutas em árvores próximas à fiação. Dê preferência a áreas abertas e seguras; ⇒ Jamais utilize varas de metal ou materiais condutores; ⇒ Não faça a colheita em dias de chuva ou com raios. Árvores podem funcionar como para-raios naturais. Max, o cão caramelo da campanha Amigo de Verdade: personagem participa de ação de conscientização Para ampliar o alcance dessas orientações, a Neoenergia lançou a campanha Amigo de Verdade, protagonizada por Max, um simpático vira-lata caramelo que, ao lado de um eletricista da Neoenergia, apresenta situações do dia a dia em que o cuidado com a rede elétrica faz toda a diferença. A campanha está sendo veiculada em escolas, rádios, redes sociais e outros canais de comunicação, usando linguagem simples e acessível, voltada especialmente a crianças e famílias. As mensagens abordam desde o uso seguro de pipas até reformas e, agora, a colheita de frutas urbanas. *Com informações da Neoenergia
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No Dia do Motociclista, motoboy que sobreviveu a graves lesões alerta para riscos no trânsito
Na manhã do Dia das Mães de 2024, o motoboy Walysson Concheski Machado, de 35 anos, saiu para mais um dia de trabalho sem imaginar que estava prestes a enfrentar o maior desafio de sua vida. Durante uma entrega, ele sofreu um grave acidente de moto e foi levado em estado crítico para a Sala Vermelha do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). “Fiquei 21 dias na UTI lutando pela vida”, lembra. “Quando acordei, percebi que estava vivo por um milagre e por causa de cada profissional que cuidou de mim. Renasci naquele hospital”. Walysson Machado se recupera: “Estou reaprendendo a viver e torcendo para poder voltar a rodar. Mas de um jeito novo: com mais calma, com mais prudência” | Foto: Bruno Henrique/IgesDF Walysson quebrou três vértebras da coluna, precisou usar colar cervical e perdeu temporariamente os movimentos das pernas. Passou por mais de 50 sessões de fisioterapia para recuperar a capacidade de andar. No Dia do Motociclista, comemorado neste domingo (27), ele enfatiza a importância de manter cuidados ao conduzir motocicleta. “A moto era meu ganha-pão”, conta. “Estou reaprendendo a viver e torcendo para poder voltar a rodar. Mas de um jeito novo: com mais calma, com mais prudência. Também faço um alerta para que motoristas de carro tenham mais cuidado com quem está em duas rodas, porque boa parte das vezes a culpa do acidente nem é do motociclista.” Atendimento “São adultos jovens, pais e mães de família, que saem para trabalhar e voltam em cadeiras de rodas, acamados ou com sequelas graves. São histórias que marcam toda a equipe” Renato Lins, chefe do Centro de Trauma do Hospital de Base Histórias como a de Walysson são mais comuns do que se imagina nas emergências do Distrito Federal. Só no primeiro semestre deste ano, o Centro de Trauma do HBDF, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), atendeu 1.050 vítimas de acidentes de moto. Mil foram para a Sala Amarela e 50, para a Sala Vermelha. Isso faz das motocicletas a principal causa de atendimentos graves (Sala Vermelha) e a segunda maior entre os casos moderados (Sala Amarela) no hospital. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), também administrado pelo IgesDF, os números seguem a mesma tendência. Foram 705 atendimentos por acidentes com motociclistas em 2024 e outros 375 apenas no primeiro semestre de 2025. Os dados reforçam a urgência de campanhas educativas e medidas de prevenção no trânsito. Gravidade Segundo o médico Renato Lins, chefe do Centro de Trauma do HBDF, o perfil dos acidentados é, em sua maioria, de pessoas entre 25 e 40 anos que utilizam a moto como ferramenta de trabalho: “São adultos jovens, pais e mães de família, que saem para trabalhar e voltam em cadeiras de rodas, acamados ou com sequelas graves. São histórias que marcam toda a equipe”. Para ele, o grande desafio no atendimento está na gravidade das lesões. “A maioria dos motociclistas chega com traumas por todo o corpo, com lesões no crânio, tórax, abdômen e membros”, relata. “Isso exige um atendimento rápido e coordenado por várias especialidades médicas. Mesmo com todo o preparo, nem sempre conseguimos devolver ao paciente a vida que ele tinha antes”. Rodrigo do Carmo, chefe da ortopedia do HBDF: “Os pacientes geralmente são jovens, sem comorbidades, e não têm reserva financeira.Isso afeta a renda, a estrutura familiar e, em muitos casos, gera depressão e afastamento definitivo da atividade profissional” Foto: Laézia Glória/IgesDF Já na ortopedia do HBDF, onde são tratadas as fraturas mais complexas, o médico Rodrigo do Carmo, chefe do setor, aponta o impacto social e econômico desses acidentes: “Os pacientes geralmente são jovens, sem comorbidades, e não têm reserva financeira. Quando quebram um osso, ficam 90 dias ou mais sem poder trabalhar. Isso afeta a renda, a estrutura familiar e, em muitos casos, gera depressão e afastamento definitivo da atividade profissional”. [LEIA_TAMBEM]Com longas jornadas e prazos curtos, Rodrigo do Carmo ressalta o aumento dos casos graves entre os entregadores por aplicativo: “Muitos não têm seguro, não usam os equipamentos adequados e dirigem sob pressão. O resultado, infelizmente, chega até nós”. Apesar dos desafios, os especialistas reforçam que muitos desses acidentes podem ser prevenidos com atitudes simples. “O trauma é uma condição evitável”, orienta Renato Lins. “Usar capacete de qualidade, respeitar os limites de velocidade, não usar celular ao volante e não conduzir sob efeito de álcool são cuidados que salvam vidas”. Neste 27 de julho, a mensagem de Walysson é sobre a urgente necessidade de mais responsabilidade na direção e valorização da vida: “Hoje, eu olho para minha família e agradeço por estar vivo. Quero voltar a andar de moto, mas com mais consciência. O que vivi me ensinou que no trânsito todo cuidado é pouco”. *Com informações do IgesDF
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Especialistas recomendam uso do medicamento tadalafila com acompanhamento médico
É Dia dos Namorados, e, na expectativa por momentos especiais, homens têm recorrido cada vez mais a medicamentos como a tadalafila. De acordo com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a venda do remédio saltou de 21,4 milhões para 64,7 milhões de unidades no Brasil, entre 2020 e 2024. Apesar de se tratar de medicamento seguro e com poucas contraindicações, seu uso precisa ser adotado com cuidado, sempre sob avaliação médica. “O órgão sexual mais importante do ser humano é o cérebro”, adverte o urologista do Hran Paulo Roberto de Assis, que recomenda avaliação prévia antes do uso desse tipo de medicamento | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde “O órgão sexual mais importante do ser humano é o cérebro”, argumenta o chefe do Setor de Urologia e Andrologia do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Paulo Roberto de Assis. De acordo com o médico, o uso de fármacos desse tipo precisa ser pensado caso a caso, avaliando os aspectos da vida sexual do paciente. Como a própria bula já alerta, o medicamento não é indicado para homens que não estejam com disfunção erétil. “Um jovem que toma tadalafila sem precisar não vai, necessariamente, desenvolver disfunção erétil a longo prazo, porém, além de estar sujeito aos efeitos colaterais, pode desenvolver uma dependência psicológica da medicação, acreditando ser capaz de realizar o ato sexual apenas se tomá-la”, adverte Assis. Diversos fatores podem influenciar na queda do desempenho sexual ou até mesmo em disfunção erétil e ejaculação precoce. Como exemplos estão estresse, mau condicionamento físico, ansiedade, questões psicológicas, diabetes, hipertensão e uso de álcool, cigarro ou outras drogas. Saúde mental O uso da tadalafila deve ser precedido por uma avaliação médica completa, incluindo, em alguns casos, análise cardíaca. “Não podemos esquecer que o sexo é uma atividade física”, reforça o médico. “É preciso estar bem de saúde”. A maior barreira, segundo o especialista, seria a psicológica: “Muitos homens têm vergonha ou medo de procurar assistência, mas a minha principal recomendação é: caso isso esteja interferindo na sua vida particular, se for um problema, você deve procurar um médico”. Comparações com outros homens, busca de informações não qualificadas e consumo desenfreado de pornografia são capazes de afastar o público masculino da assistência médica. “Em alguns casos, o mais indicado seria um tratamento psicológico e não fisiológico”, pontua Paulo Roberto. Na rede pública, questões de saúde sexual e planejamento reprodutivo podem ser tratadas na rede de unidades básicas de saúde. Dependendo do caso, o próprio profissional da Equipe de Saúde da Família pode (eSF) faz a prescrição do medicamento contra a impotência. Caso necessário, é feito o encaminhamento aos profissionais de urologia lotados nas policlínicas. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Psicóloga da rede pública de saúde alerta sobre atenção dos pais com redes sociais
O recente falecimento de uma criança de oito anos após participar de um desafio viral nas redes sociais reacendeu um alerta urgente sobre os perigos escondidos no universo digital. A tragédia comoveu o país e levantou discussões sobre os limites e cuidados necessários do acesso de crianças e adolescentes a redes sociais e plataformas na internet. Psicóloga da infância da SES-DF alerta: mundo digital pode confundir até mesmo os adultos | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde “Separar o que é real do que é falso, o que é seguro do que é perigoso, exige maturidade – algo que ainda está sendo construído nessas faixas etárias” Fernanda Jota, psicóloga da infância da Secretaria de Saúde A psicóloga da infância Fernanda Jota, da Secretaria de Saúde (SES-DF), lembra que a supervisão dos pais e o diálogo aberto são fundamentais para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. “É essencial que os pais orientem seus filhos sobre conteúdos perigosos, violentos ou que causem qualquer tipo de desconforto”, aponta. “Converse com seu filho sobre o que ele vê na internet. Ensine-o a refletir sobre o conteúdo consumido e a adotar uma postura crítica e de dúvida. É importante que ele saiba que pode procurar você sempre que se sentir inseguro ou incomodado.” Fernanda destaca que o mundo digital pode confundir até mesmo os adultos, e isso se intensifica para crianças e adolescentes, que ainda estão em fase de desenvolvimento cognitivo e emocional. “Separar o que é real do que é falso, o que é seguro do que é perigoso, exige maturidade – algo que ainda está sendo construído nessas faixas etárias”, alerta. Tecnologia a favor da segurança A especialista recomenda o aplicativo gratuito Family Link, da Google. Com essa ferramenta, os pais podem monitorar o uso do celular dos filhos, controlar o tempo de tela e autorizar ou bloquear downloads de aplicativos. A plataforma também impede a navegação anônima, o que contribui para evitar o acesso a conteúdos impróprios, como pornografia. O Tempo de Uso, da Apple, oferece serviço semelhante. “Quando você entrega um celular a uma criança, ele precisa vir com regras claras e com uma configuração que permita o acompanhamento do que está sendo acessado”, pontua a psicóloga. “O Family Link permite essa supervisão com responsabilidade e respeito à privacidade. Seu filho precisa entender que você está presente para protegê-lo e não apenas para vigiá-lo. Quando há conexão, o adolescente compreende que o limite é uma forma de cuidado.” Recomendações A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que adolescentes usem telas por, no máximo, duas horas por dia, e que crianças menores tenham o uso ainda mais limitado. O ideal é que os pais estejam atentos não apenas ao tempo de exposição, mas principalmente à qualidade do conteúdo acessado. A SBP também orienta que os pais acompanhem as tendências virais e conheçam os aplicativos mais populares entre os jovens, para que possam conversar de maneira mais próxima e atualizada com seus filhos. *Com informações da Secretaria de Saúde
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