Resultados da pesquisa

síndrome respiratória aguda grave (SRAG)

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DF registra mais de 1,4 mil casos de síndrome respiratória grave no ano

A circulação de vírus respiratórios se antecipou neste ano no Brasil, mas, no Distrito Federal, o cenário ainda é de atenção, não de alarme. Segundo o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o DF permanece em nível de alerta, acompanhando a tendência nacional. Ainda assim, houve interrupção no crescimento dos casos, sinalizando um momento de estabilização. De janeiro até agora, o Distrito Federal registrou 1.445 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). A maior parte não está ligada diretamente à gripe ou à Covid-19, mas a outros vírus respiratórios. Entre eles, o rinovírus, o metapneumovírus e o vírus sincicial respiratório concentram 56,8% dos casos. A influenza responde por 3,5%, enquanto a Covid-19 corresponde a 2%. Em parte das ocorrências, o agente causador ainda não foi identificado. Em relação aos óbitos, foi registrada uma morte por influenza A e outras cinco sem identificação do vírus responsável. Neste ano, o DF registrou 1.445 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG); a maior parte não está ligada diretamente à gripe ou à Covid-19, mas a outros vírus respiratórios | Foto: Alisson Noronha/IgesDF Quando a gripe deixa de ser simples A SRAG é uma evolução de quadros gripais comuns. Os primeiros sintomas podem parecer leves, como febre, coriza e tosse, mas o agravamento ocorre quando há dificuldade para respirar. O clínico geral Gabriel Rabelo explica que alguns sinais indicam alerta. “Os principais sintomas que diferenciam um quadro mais grave são a febre persistente e o desconforto respiratório, especialmente a falta de ar”, destaca. Segundo ele, o acompanhamento é essencial. “Mesmo com o tratamento inicial, se os sintomas não melhorarem, é importante retornar ao médico para investigar outras doenças, como pneumonia ou Covid-19”, orienta. No DF, 80% dos casos de SRAG foram registrados em crianças menores de 10 anos Grupos como idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas têm maior risco de desenvolver formas graves. Crianças exigem atenção redobrada No DF, 80% dos casos de SRAG foram registrados em crianças menores de 10 anos, o que acende um alerta para pais e responsáveis. O pediatra Ricardo André da Silva reforça que a respiração é o principal indicativo de gravidade. “O que mais observamos nas crianças é o desconforto respiratório. O aumento da frequência respiratória ou a presença de retrações no peito e no abdômen são sinais importantes de alerta”, explica. O especialista também chama atenção para a transmissão dentro de casa. “Muitas vezes a criança adoece porque alguém próximo está gripado. Pode ser um parente, amigo ou vizinho. A criança se aproxima, e isso facilita a transmissão. Por isso, é importante evitar contato quando alguém estiver doente”, alerta. Vacinação é a principal proteção A vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenir casos graves e mortes. A campanha contra a gripe segue até 30 de maio, com doses gratuitas nas unidades básicas de saúde (UBSs). Entre os públicos prioritários estão crianças, idosos, gestantes, profissionais de saúde, professores, povos indígenas e pessoas com comorbidades. Gestantes a partir da 28ª semana também podem se imunizar contra o vírus sincicial respiratório, ajudando a proteger os bebês nos primeiros meses de vida. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir casos graves e mortes por SRAG | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Prevenção no dia a dia faz diferença Com a circulação antecipada dos vírus respiratórios, medidas simples ajudam a reduzir o risco de transmissão: · Evitar contato com pessoas gripadas; · Higienizar as mãos com frequência; · Evitar aglomerações em períodos de maior circulação viral; · Não sair de casa ao apresentar sintomas. Quando procurar atendimento [LEIA_TAMBEM]É importante buscar uma unidade de saúde diante de sinais de agravamento, como: · Respiração acelerada; · Esforço para respirar (afundamento das costelas ou chiado); · Febre persistente; · Cansaço excessivo ou sonolência; · Dificuldade para se alimentar. No Distrito Federal, o IgesDF oferece atendimento pediátrico 24 horas em unidades como: · UPA de Sobradinho; · UPA de São Sebastião; · UPA de Ceilândia I; · UPA do Recanto das Emas. A combinação entre vacinação e cuidados no dia a dia é o principal caminho para reduzir o impacto das doenças respiratórias e proteger a população. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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DF participa de estudo sobre eficácia da vacina de gripe no país

Para analisar a relação entre o número de internações e a cobertura vacinal em combate à gripe (influenza), a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), junto ao Ministério da Saúde (MS), realiza pesquisa em 12 unidades da Federação, entre eles o Distrito Federal. Esta é a primeira vez que o DF participa da pesquisa que avalia a relação entre o número de internações e a cobertura vacinal em combate à gripe | Foto: Tony Winston/Agência Saúde Na capital, a investigação foi coordenada pela Gerência de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar (Gevitha) da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). Nessa primeira etapa, foram selecionados 94 pacientes recém-internados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – um agravamento da síndrome gripal que, além dos sintomas típicos, pode incluir dispneia ou desconforto respiratório, piora nas condições clínicas de doença de base e hipotensão em relação à pressão arterial habitual. “Todo esse processo possibilita obter subsídios para decidir se há necessidade ou não de ampliar a campanha de vacinação para a influenza, além de permitir avaliar a efetividade da vacina na nossa realidade, ou seja, no cenário do DF”, explica a gerente da Gevitha, Renata Brandão. [Olho texto=”“Os resultados sugeriram uma redução de 40% a 50% das hospitalizações associadas à influenza em crianças de 6 meses a 5 anos e em idosos de 60 anos ou mais, dependendo do tipo/subtipo predominante durante a estação”” assinatura=”Renata Brandão, gerente da Gevitha” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O projeto, chamado Revelac I, consiste em uma rede oficial de países que expressam o interesse em gerar evidências para programas de vacinação e mensurar a eficácia da imunização contra o vírus influenza. Para esta fase, foram incluídas crianças de seis meses a cinco anos de idade e idosos de 60 anos ou mais, internados e diagnosticados com a SRAG, entre maio e junho de 2023. Cada paciente (ou seus responsáveis) precisou enviar o comprovante vacinal, com o devido sigilo e sem cobrança de qualquer valor. A previsão é de que a segunda etapa ocorra em setembro deste ano. Para Brandão, o projeto traz evidências sobre a eficácia da vacina contra a influenza sazonal em cenários do mundo real, dando a possibilidade de avaliação dos resultados por região. “O Brasil apresenta um volume de dados representativo e de suma importância para estimar essa efetividade.” Vacina que funciona Esta é a primeira vez que o DF participa da pesquisa. O projeto, contudo, é realizado anualmente desde 2012, com a utilização de dados de outros países latino-americanos e estados brasileiros. Dados de análises anteriores (2013 a 2017) comprovaram a eficácia da vacina contra a influenza na redução de internações relacionadas à gripe. “Os resultados sugeriram uma redução de 40% a 50% das hospitalizações associadas à influenza em crianças de 6 meses a 5 anos e em idosos de 60 anos ou mais, dependendo do tipo/subtipo predominante durante a estação, segundo o MS”, explica a gerente. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A vacinação contra a influenza faz parte do Programa Nacional de Imunização (PNI), instaurado em 1973. De acordo com dados do MS, durante o ano no qual a dose é recebida, o imunizante contra a influenza minimiza a carga e previne o surgimento de complicações decorrentes da doença, reduzindo os sintomas nos grupos prioritários e a sobrecarga dos serviços de saúde. Mais de 700 mil pessoas imunizadas Neste ano, a SES-DF tem atuado de forma diversificada para que a cobertura vacinal, tanto contra a covid-19 quanto contra a influenza, alcance o maior número de pessoas possível. Com recorrentes campanhas e forças-tarefas em espaços de grande circulação, a pasta busca facilitar o acesso à imunização. Entre 31 de março e 10 de julho, mais de 700 mil doses de vacina da gripe foram aplicadas. No grupo prioritário de idosos, a cobertura vacinal alcançou mais de 50% da público-alvo (54,3%). *Com informações da Secretaria de Saúde do DF

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Apenas 57,4% das crianças de até 5 anos estão vacinadas contra influenza

Com a proximidade das festas de fim de ano, a Secretaria de Saúde alerta pais para a importância de vacinar crianças contra a influenza. Até o momento, apenas 57,4% do público de 6 meses a menores de 5 anos de idade tomaram o imunizante. A meta é vacinar 90% dessa faixa etária. Especialistas ressaltam que aglomerações das festividades típicas de Natal e Ano-Novo e as viagens comuns nesse período podem aumentar a possibilidade de contaminação dos pequenos e de seus familiares. [Olho texto=”Crianças com menos de 5 anos estão no grupo de risco da influenza, pois podem desenvolver síndrome respiratória grave” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] De acordo com a Referência Técnica Distrital (RTD) em Pediatria, Julliana Macêdo, a gripe pode ser perigosa nas crianças e a vacinação contra a influenza tende a impedir quadros graves, como a síndrome respiratória aguda grave (SRAG). “Agora em janeiro, começa a sazonalidade respiratória na criança e piora o número de atendimentos e impacta os leitos pediátricos”. A médica reforça que as crianças imunizadas diminuem também o risco de serem vetores dentro de casa, protegendo também os adultos. Em 2021, houve 169 casos de síndrome respiratória aguda grave por influenza. Desses, 58 foram em menores de idade, o que equivale a quase um terço dos casos. Até 24 de setembro de 2022, foram identificadas 152 pessoas com o vírus, sendo 71 menores de 10 anos, o que equivale a 47%. Além da vacinação contra influenza, outros imunizantes estão abaixo da meta da cobertura vacinal, como os da poliomielite e meningite | Foto: Tony Winston/Agência Saúde DF Segundo a RTD em Infectologia, Lívia Gomes, a influenza geralmente apresenta manifestações leves, mas pode causar ausência na escola e no trabalho. Além disso, a doença pode se desenvolver e gerar complicações. “As vacinas previnem as formas graves da doença e evitam as hospitalizações e os óbitos”, alerta. “A maioria dos casos apresenta febre, tosse, coriza, dores de cabeça e muscular e sintomas que são comuns em outras doenças”, explica a RTD de Medicina da Família, Camila Monteiro Damasceno. A especialista alerta que há grupos de risco, incluindo crianças com menos de 5 anos, que acabam desenvolvendo síndrome respiratória grave, e muitas vezes necessitam de internação, suporte inalatório, podendo evoluir, com chance de óbito. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] O público-alvo da vacinação contra influenza é de crianças com até 5 anos incompletos, gestantes, idosos, população carcerária, entre outros. Em junho, a Secretaria de Saúde ampliou a vacinação para todos com mais de 6 meses de idade. Até o último levantamento da pasta, em 14 de outubro, 1.459.149 doses foram administradas no Distrito Federal, sendo 903.136 doses do público não prioritário. As vacinas estão disponíveis em todas as regiões do Distrito Federal. Os locais são atualizados diariamente no site da Secretaria de Saúde e podem ser acessados neste link. Outras vacinas Além da vacinação contra influenza, outros imunizantes estão abaixo da meta da cobertura vacinal, como os da poliomielite e meningite. O coordenador substituto da Atenção Primária à Saúde, Adriano de Oliveira, reforça que o ideal é a família pedir a um profissional de saúde para conferir a caderneta de vacinação e, assim, atualizar algum imunizante, caso esteja faltando. “As UBSs estão abertas de segunda a sexta-feira, e manteremos esse esforço aos sábados também para que a população possa procurar e o DF tenha tranquilidade no controle das doenças.” As vacinas de rotina estão disponíveis neste link.    

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