Treinamento reúne cerca de 150 servidores para aprimorar monitoramento territorial no Distrito Federal
O Governo do Distrito Federal (GDF) promove, nos dias 10 e 11 de março, capacitação sobre o uso do Sistema Distrital de Informações Ambientais (Sisdia), no âmbito da saúde ambiental. A iniciativa resulta de uma parceria entre a Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), responsável pelo desenvolvimento da plataforma; e a Secretaria de Saúde (SES-DF), que utilizará a tecnologia para fortalecer as ações de vigilância ambiental no território. O treinamento reúne cerca de 150 servidores da SES, entre agentes de vigilância ambiental, chefes de unidade, gerentes e diretores. O objetivo é aprimorar o registro e a análise de informações relacionadas a fatores ambientais que impactam a saúde da população. Durante a capacitação, os participantes receberão orientações sobre o funcionamento do sistema e sobre a aplicação da tecnologia nas atividades de vigilância ambiental, ampliando a capacidade de monitoramento e planejamento das ações no território. Os participantes da capacitação receberão orientações sobre a aplicação da tecnologia nas atividades de vigilância ambiental | Foto: Divulgação/Sema-DF Tecnologia geoespacial O Sisdia é o sistema oficial de dados geoespaciais do Distrito Federal e foi desenvolvido pela Sema para integrar diferentes bases de informações territoriais e apoiar a elaboração de políticas públicas. Na área da saúde ambiental, a plataforma permite cruzar dados que ajudam a identificar fatores de risco e orientar ações de prevenção. Entre as informações analisadas pelo sistema estão indicadores relacionados à qualidade da água e do ar e ao monitoramento de vetores transmissores de doenças, como o mosquito Aedes aegypti. A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destacou que iniciativas como essa refletem o compromisso do governo com a modernização da gestão pública e com o uso da tecnologia para aprimorar as políticas de saúde. “O Governo do Distrito Federal tem investido em inovação e tecnologia para melhorar a qualidade dos serviços públicos. A integração entre meio ambiente e saúde demonstra a sensibilidade da gestão em utilizar ferramentas modernas para compreender melhor o território, fortalecer a prevenção e ampliar a proteção da população”, comentou Celina. "Ao integrar dados ambientais e territoriais às ações de saúde pública, ampliamos a capacidade de monitoramento e apoiamos decisões mais rápidas e eficazes na proteção da população" Gutemberg Gomes,secretário do Meio Ambiente Para o secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal, Gutemberg Gomes, a integração entre as duas áreas amplia o potencial da tecnologia na gestão pública. “O Sisdia é uma ferramenta estratégica para o Distrito Federal. Ao integrar dados ambientais e territoriais às ações de saúde pública, ampliamos a capacidade de monitoramento e apoiamos decisões mais rápidas e eficazes na proteção da população”, afirma. O subsecretário de Gestão Ambiental e Territorial da Sema-DF, Renato Santana, destaca que o uso da tecnologia geoespacial fortalece o planejamento das ações no território. “O Sisdia permite analisar o território de forma integrada, identificando áreas prioritárias para atuação das equipes de vigilância. Isso fortalece o planejamento das ações e melhora a capacidade de resposta do governo”, explica. [LEIA_TAMBEM]O biólogo da Diretoria de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde, Israel Moreira, destaca que a ferramenta vai ajudar os agentes de vigilância ambiental, que visitam as casas das pessoas com formulários de papel. “Essa ferramenta vai permitir com que a gente saia do formulário de papel para um formulário no tablet”, explica. “Agora, o agente consegue consolidar os dados de uma maneira mais rápida, com menor quantidade de erros. Ao usar uma planilha eletrônica a gente tem os dados acomodados no sistema compartilhado com outros parceiros, a gente vai poder, por exemplo, ver porque que um local está tendo ocorrência de tantos ratos e confrontar esses dados com dados do SLU, que tem informações sobre o descarte regular de resíduos sólidos”, complementa. *Com informações da Sema-DF
Ler mais...
Acompanhe a sanção do projeto de lei para nomeação de agentes de saúde
Ler mais...
Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde se destacam no combate à dengue e a outras doenças
O Agente de Vigilância Ambiental (AVA) atualmente tem sido peça-chave no combate ao Aedes aegypti e às doenças transmitidas pelo mosquito – as chamadas arboviroses, como dengue, febre amarela, chikungunya e zika. Parte das equipes multidisciplinares da Secretaria de Saúde (SES-DF), os AVAs atuam, principalmente, na prevenção de doenças, em ações de campo e visitas domiciliares e comunitárias. Eles integram programas de saúde ambiental, abordando fatores biológicos e não biológicos, além de fazer o controle de endemias, zoonoses e outras medidas alinhadas às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). No atual cenário de epidemia, uma função fundamental do agente de vigilância é o combate ao Aedes aegypti e às doenças transmitidas por ele, como a dengue | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Para a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, os agentes de vigilância ambiental têm papel estratégico na prevenção, na erradicação, no combate à dengue e a outras doenças. “A erradicação desse mosquito é tarefa prioritária e a conscientização das pessoas a partir das visitas domiciliares dos agentes, sem dúvida nenhuma, torna viável a redução do número de casos de dengue em todo o Distrito Federal”, destacou a gestora da pasta. Recentemente, o quadro de servidores foi ampliado e os novos agentes de vigilância já estão trabalhando no combate à dengue. Hoje, a SES-DF conta com cerca de 464 servidores na carreira. A última convocação da categoria ocorreu em fevereiro deste ano, com 83 nomeações destinadas a preencher os 150 cargos, previstos no orçamento do Governo do Distrito Federal (GDF). O Agente de Vigilância Ambiental em Saúde atua, principalmente, na prevenção de doenças, realizando ações de campo, visitas domiciliares e comunitárias | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Os recém-empossados foram submetidos a treinamento para nivelar os conhecimentos acerca do Aedes aegypti e adquirir competências relacionadas ao emprego de novas técnicas no combate ao mosquito. “O incremento de profissionais é essencial para ampliar a visita domiciliar. Isso permite aumentar a capacidade de identificar criadouros e realizar a prevenção e o controle mecânico ou químico do mosquito, e orientações de medidas a serem adotadas pela população”, detalhou a diretora de Vigilância Ambiental em Saúde da SES-DF, Kênia Cristina de Oliveira. Para a diretora, enquanto o Agente Comunitário em Saúde (ACS) se concentra no bem-estar da pessoa em si, o AVA, durante as visitas técnicas, direciona o foco para o ambiente físico onde vive o indivíduo. “É um profissional que desempenha atividades relacionadas a diversos fatores ambientais de risco à saúde populacional, como a presença de animais peçonhentos, carrapatos e outros vetores de vírus, bactérias e protozoários de importância médica”, assinalou. Prevenir e erradicar doenças Além de mapear territórios, realizar levantamentos e executar atividades de vigilância por meio de coletas e pesquisas, o AVA observa mudanças ambientais que podem impactar a saúde da população local. As ações desse profissional incluem visitas técnicas, pesquisa e iniciativas educacionais em escolas, residências, estabelecimentos comerciais e comunidades em geral. Devidamente identificado, o profissional orienta os moradores sobre a eliminação de possíveis focos e, quando necessário, realiza tratamentos adequados nas residências. É ele também o responsável pelo manejo apropriado dos depósitos de larvas do mosquito. Em algumas visitas, o agente faz o cadastro e o levantamento de locais estratégicos para direcionar as ações com mais eficiência nessas áreas. Coordenador de controle químico e biológico, Reginaldo Braga é AVA com 27 anos de experiência na SES-DF. Para o agente, além de inspecionar os mesmos estabelecimentos visitados pela Vigilância Sanitária, os profissionais fiscalizam residências e terrenos baldios. “Atuamos ainda na mobilização social com manejos ambientais e educação em saúde e prestamos auxílio em campanhas de vacinação”, pontuou. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Semana Saúde na Escola envolve criançada na prevenção à covid-19
[Olho texto=”“O programa tem um grande potencial de trazer a promoção à saúde para as crianças e para toda a comunidade escolar, pois o que é discutido na escola acaba refletindo nas famílias” – Sumara Santana, coordenadora do setor Saúde do PSE” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Os olhinhos atentos e os gritos de empolgação dos alunos da Escola Classe 29 de Ceilândia, ao conhecerem os personagens Coronavírus e Vacina deixam claro: é possível, sim, contar com os pequenos quando o assunto é prevenção à covid-19. Esse é o tema da Semana Saúde na Escola, que ocorre até sexta-feira (8). A iniciativa faz parte do programa Saúde da Escola (PSE), do Ministério da Saúde, e desenvolve atividades em torno de 13 temas como saúde ambiental, alimentação saudável, cultura de paz e saúde bucal. No DF, 365 unidades de ensino da rede pública participam da iniciativa. “O programa tem um grande potencial de trazer a promoção à saúde para as crianças e para toda a comunidade escolar, pois o que é discutido na escola acaba refletindo nas famílias”, comenta Sumara Santana, coordenadora do setor Saúde do PSE. A partir da iniciativa das equipes de saúde da família das UBSs são definidas as ações desenvolvidas para orientar as crianças sobre os sintomas e formas de proteção contra a covid-19 | Foto: Sandro Araújo / Agência Saúde-DF As ações podem variar entre teatrinhos, palestras, bate-papos e oficinas, e a escolha fica por conta da equipe de saúde da família da Unidade Básica de Saúde (UBS) responsável pelo território da escola. No caso da EC 29 de Ceilândia, cerca de 180 alunos, de 5 a 12 anos, participaram da primeira ação da Semana Saúde na Escola, organizada por oito servidores da UBS 2 da região. [Olho texto=”“Percebemos um resultado direto nas atitudes dos alunos, porque as equipes conseguem passar as informações sanitárias de forma divertida e com a participação deles” – Robson Gomes, coordenador intermediário do PSE em Ceilândia” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Os profissionais de saúde se dedicaram a confeccionar fantasias, escrever roteiro e ensaiar as esquetes sobre covid-19 e dengue. “Explicamos numa linguagem simplificada e de forma lúdica o que é o vírus, quais os sintomas e como se proteger”, explica a enfermeira Raqueline Campoe, que interpreta o coronavírus. “Trazemos o personagem da Vacina porque as crianças costumam ter medo, então passamos essa mensagem de que a vacina é boa para combater a doença”, completa Raqueline. Assim que o personagem entrou em cena, a pequena Sofia, 7 anos, fez questão de mostrar que já recebeu o imunizante no braço esquerdo. E o melhor: duas vezes. Já quando o Mosquito da Dengue surgiu das águas paradas, Isaac, 5 anos, mandou o recado: “Não pode deixar a água assim, porque do ovinho vem a larva e da larva nasce o mosquito”, explicou o menino. “Percebemos um resultado direto nas atitudes dos alunos, porque as equipes conseguem passar as informações sanitárias de forma divertida e com a participação deles”, ressalta Robson Gomes, coordenador intermediário do PSE em Ceilândia. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “Sempre são abordados temas bem atuais e as crianças acabam se envolvendo mais, porque vêm pessoas de fora. A novidade empolga os alunos”, avalia a diretora Adriana Araújo. A equipe da UBS 2 de Ceilândia promove ações constantes na escola, como no retorno às atividades presenciais, quando realizou também uma atividade de educação em saúde para prevenir a contaminação pelo coronavírus. Em outro momento, a dentista que atende na unidade de saúde abordou a importância da higiene bucal e distribuiu kits com escova, creme dental e fio dental para as crianças. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
Ler mais...