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Nova lei institui Política Distrital de Atenção Integral à Saúde Bucal da Pessoa com Deficiência 

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Foi publicada, no Diário Oficial do Distrito Federal de 24/7, a Lei nº 7.936/2026, que institui a Política Distrital de Atenção Integral à Saúde Bucal da Pessoa com Deficiência. A norma tem como finalidade assegurar atendimento humanizado, acessível, contínuo, interdisciplinar e qualificado às pessoas com deficiência na rede pública e conveniada do Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal. O fortalecimento das ações de prevenção e promoção de saúde bucal faz parte dos objetivos da nova lei | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Entre as diretrizes e os objetivos previstos na lei estão a ampliação e a qualificação do acesso aos serviços odontológicos, a eliminação de barreiras nos serviços de saúde, a criação de protocolos específicos de atendimento, a instituição de fluxos prioritários, a integração entre diferentes áreas da saúde, a capacitação permanente dos profissionais e o fortalecimento de ações de prevenção e promoção da saúde bucal. A legislação também prevê medidas voltadas à acessibilidade no atendimento, como a adequação de ambientes, o uso de recursos de comunicação acessível e tecnologias assistivas, além da possibilidade de atendimento domiciliar, quando clinicamente indicado, e da promoção de campanhas educativas sobre saúde bucal da pessoa com deficiência. A Secretaria Extraordinária da Pessoa com Deficiência (SEPD) informa que a publicação da lei amplia o conjunto de normas voltadas à promoção dos direitos das pessoas com deficiência no Distrito Federal. A Secretaria orienta que cidadãos, familiares e cuidadores acompanhem as informações divulgadas pelos canais oficiais da rede pública de saúde sobre a oferta dos serviços odontológicos destinados a esse público. A Lei nº 7.936/2026 entrou em vigor na data de sua publicação.   *Com informações da Secretaria Extraordinária da Pessoa com Deficiência

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Cuidar da boca também é cuidar do coração

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   Escovar os dentes, usar fio dental e visitar o dentista regularmente ajudam a prevenir cáries e outras alterações bucais. Mas o que muita gente não sabe é que, em determinadas situações, esses cuidados também podem contribuir para proteger o coração. Pessoas que convivem com doenças nas válvulas cardíacas, cardiopatias congênitas ou que já passaram por procedimentos cardiovasculares precisam de uma atenção especial. Nesses casos, infecções na cavidade oral podem representar um risco adicional. Segundo a cardiologista Simone Souza, do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), a principal preocupação é a endocardite infecciosa, uma inflamação que pode ocorrer quando bactérias da boca alcançam a corrente sanguínea e se instalam em estruturas cardíacas mais vulneráveis. “Pessoas com alterações nas válvulas cardíacas, sejam elas naturais ou substituídas por próteses, devem receber um acompanhamento mais cuidadoso. Em procedimentos odontológicos que podem causar sangramento, por exemplo, a conduta precisa ser avaliada de forma individualizada”, explica. Cirurgia A relação entre saúde bucal e saúde cardiovascular fica ainda mais evidente antes de cirurgias cardíacas. No HRSM, a avaliação odontológica integra o protocolo de segurança adotado no pré-operatório desses procedimentos. “Quando o paciente vai realizar uma cirurgia, como ponte de safena, o pré-operatório inclui uma avaliação criteriosa. É fundamental que ele esteja sem focos de infecção na boca para reduzir o risco de complicações durante e após o procedimento”, destaca Simone. Pessoas que convivem com doenças nas válvulas cardíacas, cardiopatias congênitas ou que já passaram por procedimentos cardiovasculares precisam de uma atenção especial | Foto: Divulgação/IgesDF É o caso do aposentado Carmelito Pereira do Nascimento, de 66 anos. Após sofrer um infarto, ele aguarda a realização de uma ponte de safena. Durante a avaliação odontológica, a equipe identificou a necessidade de remover um fragmento de raiz dentária que poderia causar complicações futuras. “Estou sendo muito bem-atendido por toda a equipe. Saber que eles estão cuidando de todos os detalhes me deixa mais confiante para a cirurgia”, elogia o paciente. Segundo a cirurgiã-dentista especialista em estomatologia do HRSM, Dryele Ferreira Flores, essa atenção é necessária porque a saúde bucal está diretamente ligada ao funcionamento do organismo. “A boca não está separada do restante do corpo. Por isso, problemas como gengivite e periodontite, inflamações causadas pelo acúmulo de placa bacteriana, não devem ser negligenciados e precisam ser acompanhados adequadamente”, afirma. Cuidados simples A frequência das consultas odontológicas varia de acordo com a necessidade de cada pessoa. Quem convive com doenças periodontais, por exemplo, costuma precisar de acompanhamento mais frequente para evitar o agravamento do quadro. Independentemente da condição de saúde, algumas medidas ajudam a preservar a boca e reduzir riscos: escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia, utilizar fio dental diariamente, manter uma alimentação equilibrada com menor consumo de açúcar, evitar o tabagismo e realizar consultas periódicas com o dentista. “Uma boa higiene oral e o acompanhamento profissional são fundamentais para todos. Para quem tem problemas cardíacos, essa atenção se torna ainda mais importante, pois manter a saúde bucal em dia também é uma forma de proteger o coração”, conclui a cirurgiã-dentista. Os atendimentos odontológicos na rede pública do Distrito Federal começam nas unidades básicas de saúde (UBSs), que oferecem consultas, ações de prevenção, tratamentos e orientações sobre saúde bucal. Quando há necessidade de atendimento especializado, o paciente é encaminhado pela própria UBS para um centro de especialidades odontológicas (CEO). Em situações de urgência, como dor intensa, infecção, sangramento ou traumatismos, deve ser procurada uma unidade da rede pública com pronto atendimento odontológico. *Com informações do IgesDF

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Unidades odontológicas móveis levam saúde bucal a diferentes regiões do DF

As regiões de saúde Sudoeste, Sul, Leste, Oeste e Norte receberam, nesta quarta-feira (6), unidades odontológicas móveis (UOMs). O objetivo é ampliar o acesso à saúde bucal em comunidades mais distantes e em situação de vulnerabilidade. Os equipamentos funcionam como consultórios completos instalados em veículos adaptados.   Nos furgões há cadeira odontológica, kit de peças de mão com canetas de alta e baixa rotação, aparelho de raio-X, entre outros. Os cinco veículos já estão segurados e prontos para atender.  Entre os serviços oferecidos pelas unidades odontológicas móveis estão restaurações e extrações de dente | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF As UOMs irão oferecer serviços de atenção básica como orientações em saúde bucal, medidas preventivas, restaurações e extrações. Casos que demandem procedimentos mais complexos serão encaminhados aos centros de especialidades odontológicas (CEOs) da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF).  “Essas unidades vão possibilitar o atendimento às populações que mais precisam. Poderemos levar serviços odontológicos a escolas mais distantes e comunidades rurais, por exemplo”, explica a gerente de Serviços de Odontologia da Secretaria de Saúde, Daniela Marques de Sousa. “Todas as unidades estão aptas e irão atuar como uma extensão das unidades básicas de saúde (UBSs), sendo um importante braço da Atenção Primária à Saúde (APS)”, reforça. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Iniciativa leva saúde bucal e cidadania a 500 mulheres em situação de vulnerabilidade

O sorriso vai além da estética e está diretamente ligado à autoestima, à confiança e à qualidade de vida das mulheres. Pensando nisso, o Projeto Transformando Sorrisos oferece 500 vagas gratuitas para tratamento odontológico destinado a mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade. As inscrições seguem até 30 de abril e contemplam todas as regiões administrativas, com prioridade para Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, Gama e Santa Maria. Mulheres de Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, Gama e Santa Maria terão prioridade na inscrição no Projeto Transformando Sorrisos | Foto: Divulgação/SMDF A ação é realizada pelo Instituto Ação 360, em parceria com a Secretaria da Mulher (SMDF), por meio de termo de fomento firmado com o Ministério das Mulheres, e conta também com recursos provenientes de emenda parlamentar do deputado federal Reginaldo Veras. A iniciativa integra as políticas públicas voltadas para o cuidado integral das mulheres no DF. O projeto prevê atendimentos especializados, incluindo avaliação, ações preventivas e procedimentos clínicos. Também serão ofertadas 30 vagas para tratamento ortodôntico, com fornecimento e manutenção de aparelhos. “Cuidar da saúde bucal é também cuidar da autoestima, da dignidade e da qualidade de vida das mulheres" Celina Leão, vice-governadora A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destaca a importância de iniciativas que promovem o cuidado integral com as mulheres. “Cuidar da saúde bucal é também cuidar da autoestima, da dignidade e da qualidade de vida das mulheres. Iniciativas como essa ampliam o acesso ao cuidado e ajudam a abrir caminhos para que elas se sintam mais seguras, confiantes e com mais oportunidades.” Os atendimentos são para mulheres e meninas de 16 a 80 anos, tendo preferência mulheres vítimas de violência, mães atípicas, mulheres em situação de rua, em situação de pobreza e mães enlutadas. De acordo com a secretária da Mulher do Distrito Federal, Giselle Ferreira, a iniciativa reforça a integração das políticas públicas voltadas às mulheres. “A ampliação do acesso a serviços de saúde bucal integra um conjunto de ações estratégicas voltadas para o cuidado integral das mulheres. Ao articular atendimento, informação e encaminhamento para a rede de proteção, o projeto contribui para o fortalecimento da cidadania e da autonomia feminina no Distrito Federal.” Além dos atendimentos, o projeto promove oficinas educativas e palestras sobre direitos das mulheres, com orientações sobre a rede de proteção, e prevê a distribuição de 5 mil cartilhas de cuidados em saúde bucal. Para a fundadora do Instituto Ação 360, Dayanne Timóteo, a iniciativa reforça a importância do cuidado integral com as mulheres. “Sabemos que o acesso ao cuidado em saúde bucal faz diferença direta na autoestima, no bem-estar e nas oportunidades dessas mulheres. O projeto nasce com esse olhar, de promover acolhimento, qualidade de vida e mais autonomia.” As inscrições devem ser feitas pela internet no site www.transformandosorrisos.com. O formulário deve ser preenchido com atenção para que todas as informações possam ser analisadas pela equipe gestora. Após o cadastro, se a sua história de vulnerabilidade estiver dentro dos requisitos, as participantes serão contatadas pela equipe responsável que vai orientar sobre local, data e hora de atendimento. *Com informações da Secretaria da Mulher  

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Confira os serviços de saúde disponíveis no feriado da Proclamação da República

Comemorado neste sábado (15), o Dia da Proclamação da República vai trazer mudanças no funcionamento de unidades da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Samu: Atendimento 24 horas pelo telefone 192 Emergências: As emergências dos hospitais regionais, as unidades de pronto atendimento (UPAs) e a Casa de Parto de São Sebastião atendem de forma ininterrupta, em plantão 24 horas UBSs: A rede de unidades básicas de saúde (UBSs) fica fechada durante o feriado, abrindo em horário normal na segunda-feira (17) Vacinação: Haverá vacinação durante o evento GDF Mais Perto do Cidadão, na Estrutural, e na Farmácia Comunitária do Itapoã Parque. Já o Carro da Vacina estará no Trecho 3 do Sol Nascente. Confira a lista dos locais e horários no site da SES-DF Saúde bucal: A assistência nas UBSs e nos centros de especialidades odontológicas (CEOs) será interrompida no sábado (15), retornando ao atendimento normal na segunda (17). Contudo, a urgência odontológica do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) funciona em plantão 24 horas, todos os dias. No Hospital Regional do Gama (HRG) e no de Hospital Regional de Taguatinga (HRT), a urgência odontológica fica disponível das 19h à 1h.  Caps: Os centros de atenção psicossocial (Caps) do tipo III e os centros de atenção psicossocial álcool e outras drogas (Caps AD) III estarão abertos 24 horas, todos os dias. Já os Caps tipos I e II e o Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (Capsi) não abrem nos fins de semana Farmácias de alto custo: As unidades do componente especializado da assistência farmacêutica não vão abrir neste sábado (15). O atendimento retorna na segunda (17), às 8h Ambulatórios e policlínicas: Os ambulatórios e as policlínicas não funcionam aos sábados e domingos *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Ação de saúde bucal leva atendimento aos pacientes da UPA do Recanto das Emas

Com o objetivo de informar e conscientizar sobre a importância dos cuidados com a saúde bucal, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas promoveu, nesta quarta-feira (12), uma ação educativa voltada aos pacientes em observação médica. A iniciativa foi da equipe de odontologia da unidade, que é administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A UPA do Recanto das Emas oferece atendimento odontológico de urgência e emergência, clínico e pediátrico, todos os dias. Mesmo com foco nesse tipo de atendimento, os profissionais perceberam a necessidade de levar orientações também aos pacientes internados ou em observação, ampliando o cuidado para além do tratamento imediato e emergencial. Segundo a coordenadora multiprofissional da unidade, Sarah Brenda de Souza, as ações de saúde bucal vêm sendo realizadas na unidade desde meados de outubro. Os profissionais visitam os pacientes internados, fazem avaliação odontológica, orientam sobre higiene bucal, entregam folhetos educativos, além de kits com escova e creme dental. “Essa ação tem sido muito importante, pois atendemos uma população bastante carente. Muitas vezes, os pacientes apresentam problemas que afetam não apenas a saúde bucal, mas também a geral”, explica Sarah. A UPA do Recanto das Emas oferece atendimento odontológico de urgência e emergência, clínico e pediátrico, todos os dias | Foto: Divulgação/IgesDF Durante a atividade desta quarta-feira, a equipe avaliou um paciente idoso diagnosticado com periodontite, uma inflamação crônica da gengiva causada pelo acúmulo de placa bacteriana. “Após a avaliação da cirurgiã-dentista e da técnica em saúde bucal, foi necessário realizar a extração de um dente, pois o paciente sentia dor e relatou que fazia muito tempo que não ia ao dentista. Isso mostra o quanto ações como essa são necessárias”, acrescenta a coordenadora. A cirurgiã-dentista Laís Guerra destacou que muitos pacientes nunca tiveram atendimento odontológico. “Alguns adultos jamais haviam passado por um dentista. E, entre as crianças, várias mães relataram que nunca levaram seus filhos para uma consulta, nem mesmo na fase da troca dos dentes”, relata. Ação constante Diante da demanda, a equipe decidiu repetir a ação pelo menos duas vezes por semana, reforçando a importância da higiene bucal e dos cuidados preventivos. Sarah Brenda também chama atenção para a relevância da visita da equipe a cada leito. “Muitos pacientes internados têm limitações físicas ou condições clínicas que dificultam a escovação diária. Esse reforço da importância da higiene bucal, faz toda a diferença”, destaca. A coordenadora reconhece o empenho das profissionais Laís Guerra e Evaine Nonato, idealizadoras da iniciativa. “Ficamos impactados com o olhar sensível delas e com o cuidado dedicado aos pacientes. Na UPA do Recanto das Emas, o atendimento vai além da parte clínica: é um cuidado integral, que valoriza a saúde como um todo”, completa. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Evento debate inclusão e equidade no atendimento odontológico a pessoas com deficiência

Cirurgiões-dentistas e técnicos em saúde bucal da Secretaria de Saúde (SES-DF) e alunos de odontologia participaram, nesta quarta-feira (29), do 1º Diálogo pela Saúde Bucal da Pessoa com Deficiência no Distrito Federal. O encontro buscou discutir estratégias para aprimorar a assistência odontológica inclusiva na rede pública, promovendo o acesso equitativo e qualificado a esse público. Na abertura, a gerente de Odontologia da SES-DF, Daniela Marques, destacou a relevância da iniciativa para o fortalecimento da política de inclusão. “O atendimento odontológico a pacientes com deficiência busca garantir acolhimento, cuidado integral e encaminhamento adequado em todos os níveis de atenção. É um trabalho contínuo”, afirmou. O encontro buscou discutir estratégias para aprimorar o atendimento odontológico inclusivo na rede pública | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Para o coordenador-geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Edson Hilan Gomes, incorporar a isonomia como princípio orientador das ações da rede é essencial. “Essa temática é uma forma concreta de visualizar a importância da equidade no Sistema Único de Saúde [SUS]. A política nacional Brasil Sorridente pretende garantir o cuidado às pessoas que mais necessitam, dando mais a quem precisa mais. Esse espaço é uma oportunidade de fortalecer parcerias e ampliar o apoio às ações desenvolvidas no DF”, observou. Os presentes puderam participar de palestras, conversas e apresentações de experiências bem-sucedidas na área de odontologia a pacientes com necessidades especiais no SUS. Também foi realizada uma oficina interativa voltada à construção de propostas de melhoria dos serviços prestados nas unidades públicas de saúde bucal. Fabiana Montandon: "Queremos apresentar às autoridades as principais dificuldades enfrentadas na rotina do atendimento e propor caminhos para um serviço mais acessível"  “Queremos apresentar às autoridades as principais dificuldades enfrentadas na rotina do atendimento e propor caminhos para um serviço mais acessível e acolhedor”, explicou a cirurgiã-dentista da SES-DF e especialista em OPNE, Fabiana Montandon. [LEIA_TAMBEM]A professora da Universidade de Brasília (UnB), Bruna Lavinas, responsável pela disciplina optativa de OPNE, ressaltou o impacto da inclusão inédita do conteúdo na grade curricular da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB. “Quando o estudante compreende, ainda na graduação, as particularidades do cuidado a pessoas com deficiência, ele passa a enxergar o paciente em sua totalidade, com empatia, preparo técnico e sensibilidade social”, avaliou.  Atualmente, a capital federal conta com 14 Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs), que ofertam atendimento às pessoas com deficiência, sendo 12 sob gestão da SES-DF. O acesso aos serviços começa pela Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência https://www.saude.df.gov.br/unidades-basicas, onde o paciente é acolhido, avaliado e, quando necessário, direcionado à assistência especializada por meio do Sistema de Regulação. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF

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Estudantes aprendem sobre higiene bucal em ação do programa Saúde na Escola

Nesta sexta-feira (4), as crianças do Centro Educacional Casa Grande, unidade escolar do Gama, receberam uma ação do Programa Saúde na Escola (PSE), composta por uma palestra sobre saúde bucal e a distribuição de kits de higiene dentária com um estojinho, escova de dente, pasta e fio dental, além de participarem de um momento de escovação direcionado por um profissional de odontologia. Realizado há 15 anos a partir de uma parceria entre as secretarias de Saúde (SES-DF) e de Educação (SEEF), o objetivo do programa é promover a saúde, educar e prevenir doenças na comunidade estudantil. O Programa Saúde na Escola (PSE) passou pelo CED Casa Grande oferecendo palestra sobre saúde bucal, distribuição de kits de higiene dentária e dicas para uma escovação eficiente | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A ação ocorre de forma periódica nas unidades escolares em todo o Distrito Federal, agendada com antecedência para preparar a interação dos profissionais de saúde no ambiente escolar. Na escola de campo CED Casa Grande, que atende desde a educação infantil ao ensino médio e também Educação de Jovens e Adultos (EJA), são 542 estudantes matriculados. Aluno da unidade, Isaac Veras, de 9 anos, explicou com maestria tudo que absorveu durante a ação: “Hoje a gente aprendeu sobre escovação, não comer muito doce no dia a dia e, sempre que finalizar uma refeição, escovar os dentes. E não é para escovar de qualquer jeito, é dez vezes em um lugar, depois passa para o outro e escova dez vezes também”. Ele acrescentou, ainda, que está pronto para levar todas as informações para casa e repassar para a família. “Eu vou levar um bom conhecimento para minha mãe, para o meu avô e para a minha avó também”. A estudante Ângela Vitória Costa, 9, também participou da ação e vai levar o que aprendeu para os irmãos em casa. Ela recordou os ensinamentos sobre doenças bucais, que não sabia que existiam: “Se não cuidar, o dente fica sujo e pode ter cárie ou aquela gengivite, que é bem ruim”. Colega de turma, Maria Clara Barbosa, 10, reforçou a fala com um alerta: “A boa escovação é importante para todo mundo, a gente tem que escovar bem os dentes para não ter nenhuma infecção nem bactéria na boca”. O aluno Isaac Veras mostrou que prestou atenção à palestra do PSE: “Hoje a gente aprendeu sobre escovação, não comer muito doce no dia a dia e, sempre que finalizar uma refeição, escovar os dentes. E não é para escovar de qualquer jeito, é dez vezes em um lugar, depois passa para o outro e escova dez vezes também” Resultado na ponta A coordenadora pedagógica do CED Casa Grande, Francis Paula Lima, destacou que a escola de campo é frequentada por comunidades diversas, onde há os alunos que já têm a escovação recomendável como parte da rotina, mas há também os que vêm de assentamentos ou acampamentos, onde a questão é mais complexa. “Por isso as ações são importantes; vemos que os alunos ganharam essa preocupação com a higiene bucal, eles perguntam depois o lanche se já podem escovar os dentes. Até os pais, durante as reuniões, falam sobre a troca de escovas de dente e anseiam por mais ações como essa”. O programa é desenvolvido nas escolas públicas do Distrito Federal que aderem de forma voluntária, em parceria com a unidade básica de saúde (UBS) da região. As ações podem ser realizadas ou apoiadas pelas equipes de saúde da família, equipes multiprofissionais e equipes de saúde bucal das UBSs da região escolar, envolvendo diversos profissionais da SES-DF. Durante as atividades, os estudantes com necessidades específicas podem ser identificados e encaminhados para acompanhamento na UBS mais próxima da residência ou escola. A supervisora de Serviços de Atenção Primária do Gama, Elizangela Gama Dourado, ressaltou a importância do programa para a população. “Onde existe promoção e prevenção de programas de saúde, é possível ver o reflexo na ponta. Nós percebemos que há uma diminuição dos casos que chegam à UBS quando existe a interação entre a escola e a unidade de saúde. A criança influencia os pais, então o que elas aprendem na escola em uma palestra como essa, elas levam para casa”, observou. A estudante Ângela Vitória Costa descobriu que a falta de higiene bucal pode causar diversas doenças: “Se não cuidar, o dente fica sujo e pode ter cárie ou aquela gengivite, que é bem ruim” Aumento na adesão Programa federal existente desde 2007, o PSE define, em parceria com as escolas e UBSs, quais áreas de saúde serão trabalhadas anualmente, com base no diagnóstico local e nas necessidades da comunidade escolar. Além disso, a iniciativa destaca cinco eixos prioritários, entre os 14 existentes: Saúde ambiental, Promoção da atividade física, Alimentação saudável e prevenção da obesidade, Promoção da cultura de paz e direitos humanos, Prevenção das violências e acidentes, Prevenção das doenças negligenciadas, Verificação da situação vacinal, Saúde sexual e reprodutiva, Prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas, Saúde bucal, Saúde auditiva, Saúde ocular, Prevenção à covid-19 e Saúde mental. Entre 2023 e 2024, 505 das 780 escolas públicas participaram do programa, uma adesão de 65% que abrangeu mais de 294 mil alunos. E, a cada ciclo, a comunidade cresce: para os anos de 2025 e 2026 houve um aumento de 25%, com 632 escolas inscritas, abrangendo desde creches até a EJA, totalizando 365.551 alunos. Para a coordenadora do PSE, Carla Dias, os dados demonstram a força do programa: “Trazer ações de promoção e prevenção e saúde para dentro da escola é fundamental para os nossos estudantes, a gente vê o quanto isso contribui para a população. A saúde bucal, por exemplo, é essencial e interfere na saúde integral. Trabalhamos com uma palestra lúdica, mas é importante destacar que o PSE alcança todas as modalidades, sendo adequadas a cada público”.

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Especialistas alertam que gestantes precisam redobrar os cuidados com a saúde bucal

O período de gestação é marcado por mudanças físicas, hormonais e psicológicas nas mulheres. As gestantes precisam redobrar os cuidados com a saúde na totalidade, mas sem esquecer a saúde bucal, pois as mudanças hormonais podem aumentar o risco de problemas dentários que podem afetar tanto a mãe quanto o bebê, gerando complicações como parto prematuro e baixo peso ao nascer. A ginecologista e obstetra Kheylla Gonzales diz que pacientes de alto risco têm mais chances de apresentar doenças bucais | Foto: Divulgação/IgesDF Kheylla Gonzales é ginecologista e obstetra do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e atende pacientes do pré-natal de alto risco. Ela faz um alerta sobre as doenças odontológicas, pois elas, especialmente a doença periodontal, têm sido associadas a diversas condições patológicas perinatais, incluindo o parto prematuro, a rotura prematura de membranas e a ocorrência de baixo peso. “As gestantes precisam manter uma rotina rigorosa de higiene bucal. Além disso, reduzir o consumo de açúcar e alimentos ácidos, beber bastante água para manter a boca hidratada e consultar o dentista regularmente para acompanhamento e limpezas preventivas” Ana Paula Araújo, cirurgiã-dentista intensivista “As pacientes de alto risco, com alterações metabólicas não controladas, têm mais chances de apresentar doenças bucais. Além disso, pacientes com processos infecciosos dentais possuem risco aumentado de focos de infecção e evolução para sepse, que podem causar aborto, trabalho de parto prematuro, as com diabetes gestacional podem descompensar de forma abrupta”, informa. A especialista destaca que toda infecção dental pode também aumentar o risco de abscesso dentário e até mesmo a necessidade de abordagem cirúrgica durante a gestação. “Em casos graves, como os abcessos, eles podem causar infecção cerebral materna, pois a bactéria está próxima ao sistema nervoso, podendo se espalhar para o cérebro através da corrente sanguínea, sistema linfático e causar um abscesso cerebral. É considerada uma infecção grave e potencialmente fatal”, alerta. Kheylla destaca que cuidar da saúde bucal na gravidez é essencial para o bem-estar da mãe e do bebê. Se houver qualquer sintoma, o ideal é buscar orientação profissional quanto antes, visto que atualmente no DF as unidades básicas de saúde (UBSs) possuem equipe de saúde bucal. Além disso, todas as gestantes ao iniciarem o seu pré-natal, seja com o médico de família ou enfermeiro, devem solicitar o encaminhamento para o profissional da área de saúde bucal, para que busquem integrar o atendimento/acompanhamento ao longo de toda a gestação. O HRSM possui atendimento de emergência na Odontologia de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h Doenças bucais mais comuns O HRSM possui atendimento de emergência na Odontologia de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h e tem recebido muitas gestantes com doenças bucais graves. Em todo o ano de 2024, foram registrados 385 pareceres na Odontologia, somente de gestantes. A chefe do Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial, Érika Maurienn, destaca a importância das gestantes cuidarem da saúde bucal desde o início da gravidez. “Durante a gestação, a mulher pode ter maior predisposição a problemas dentários devido a fatores como as alterações hormonais, que podem favorecer inflamações gengivais, aumento da acidez bucal, especialmente em casos de enjoo e vômitos frequentes, que desgastam o esmalte dos dentes; mudanças na alimentação, com maior consumo de carboidratos e doces, favorecendo o surgimento de cáries. Além disso, tem a diminuição da saliva, que pode tornar a boca mais suscetível a infecções”, afirma. A cirurgiã-dentista intensivista Ana Paula Araújo explica que os principais problemas bucais que acometem as gestantes são: gengivite gravídica, periodontite, cáries, erosão dentária e granuloma gravídico (épulis gravídico). “A gengivite gravídica é uma inflamação da gengiva causada pela alteração hormonal, que pode levar a sangramento e inchaço. Já a periodontite se dá quando a gengivite não é tratada, podendo evoluir para uma infecção mais grave, atingindo os tecidos de suporte dos dentes e sendo associada a riscos como parto prematuro. As cáries ocorrem devido ao aumento do consumo de açúcar e as mudanças na saliva favorecem o desenvolvimento de cáries”, explica. A erosão dentária também é outro problema, e ocorre por conta do contato frequente com o ácido do vômito, que pode desgastar o esmalte dos dentes. O granuloma gravídico ou épulis gravídico é um pequeno tumor benigno na gengiva, causado pela resposta inflamatória exagerada. “Para prevenir esses problemas, as gestantes precisam manter uma rotina rigorosa de higiene bucal (escovação e uso de fio dental). Além disso, reduzir o consumo de açúcar e alimentos ácidos, beber bastante água para manter a boca hidratada e consultar o dentista regularmente para acompanhamento e limpezas preventivas”, esclarece Ana Paula. *Com informações do IgesDF  

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Bolsa Família: 85,5% dos beneficiários realizaram acompanhamento em saúde no DF

O Distrito Federal alcançou o quarto melhor resultado nacional no cumprimento das condicionalidades de saúde do programa Bolsa Família. No segundo semestre de 2024, cerca de 282 mil pessoas — o que corresponde a 85,52% dos beneficiários — realizaram acompanhamento junto às equipes de Saúde da Família da Secretaria de Saúde (SES-DF). Esse índice coloca o DF acima da média nacional, que foi de 80,3%. Para cumprir as condicionalidades de saúde, as crianças devem estar com o cartão de vacinas atualizado | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF “Esse resultado reflete o esforço de equipes multidisciplinares, incluindo profissionais da saúde da família e da saúde bucal, em alcançar o maior número possível de cidadãos. Além dos benefícios econômicos e sociais associados à manutenção do benefício, os pacientes passam a receber um atendimento mais qualificado, com um acompanhamento mais próximo das nossas equipes”, destaca a secretária de Saúde do DF, Lucilene Florêncio. O público-alvo do Bolsa Família inclui gestantes, mulheres entre 14 e 44 anos e crianças menores de 7 anos As condicionalidades são compromissos que as famílias beneficiárias do Bolsa Família assumem nas áreas de saúde e educação. O cumprimento dessas obrigações é essencial para a continuidade do recebimento do benefício financeiro. O objetivo é garantir o acesso a ações básicas, promover a melhoria da qualidade de vida das famílias e contribuir para sua inclusão social. “Desenvolvemos diversas ações voltadas para o Bolsa Família, como capacitação de servidores de diferentes áreas e melhorias no atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Além disso, realizamos busca ativa, tanto presencialmente quanto por telefone, para localizar beneficiários que não compareciam às UBSs [unidades básicas de saúde]”, explica a coordenadora de Atenção Primária à Saúde da SES-DF, Sandra Araújo. O público-alvo do Bolsa Família inclui gestantes, mulheres entre 14 e 44 anos e crianças menores de 7 anos. Na área da saúde, as equipes da Secretaria acompanham o pré-natal das gestantes, a atualização da caderneta de vacinação e o estado nutricional das crianças. “Por meio desse monitoramento e da busca ativa, conseguimos realizar um acompanhamento integral dos pacientes. Por exemplo, podemos identificar uma adolescente que engravidou recentemente. Quanto mais ampliamos nossa atuação, maiores são as chances de estarmos próximos das comunidades que mais necessitam do nosso atendimento”, completa Sandra Araújo. De acordo com a coordenadora distrital do Programa Bolsa Família na SES-DF, Christiane Viana, os resultados demonstram a dedicação das equipes de saúde e a eficácia das estratégias de monitoramento. “No Distrito Federal, estamos no caminho certo para ampliar e qualificar ainda mais esse acompanhamento. A atuação contínua dos nossos profissionais, aliada à implementação de ações eficazes nas regiões de saúde, assegura que o programa cumpra seu papel de forma cada vez mais efetiva, garantindo que os beneficiários tenham acesso aos serviços essenciais e ao suporte necessário para melhorar sua qualidade de vida”, conclui. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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