Ceilândia receberá programa de saúde bucal para atender 1,5 mil estudantes da rede pública
A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) firmou parceria para a execução do Programa Saúde na Escola (PSE) – DNA do Brasil, voltado à promoção da saúde e à prevenção de agravos relacionados à saúde bucal de crianças e adolescentes da rede pública de ensino da Região Administrativa da Ceilândia. O extrato do Termo de Fomento nº 27/2025 foi publicado nesta sexta-feira (9) no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). A iniciativa beneficiará diretamente 1.500 estudantes, com idades entre 5 e 18 anos, por meio de ações de promoção da saúde, prevenção e diagnóstico de problemas bucais, contribuindo para a formação integral e o pleno desenvolvimento de crianças e adolescentes. O programa também tem como objetivo o enfrentamento das vulnerabilidades que impactam a saúde e a qualidade de vida desse público. A iniciativa beneficiará diretamente 1.500 estudantes, com idades entre 5 e 18 anos, por meio de ações de promoção da saúde, prevenção e diagnóstico de problemas bucais, contribuindo para a formação integral e o pleno desenvolvimento de crianças e adolescentes | Foto: Divulgação/Sejus-DF Além das atividades voltadas aos estudantes, o projeto prevê o apoio ao processo formativo de 150 profissionais das áreas de saúde e educação, com a oferta de cursos de formação continuada, fortalecendo a atuação integrada entre escola e serviços de saúde no território. [LEIA_TAMBEM]A parceria foi celebrada entre a Sejus-DF e a organização da sociedade civil (OSC) Instituto para o Desenvolvimento da Criança e do Adolescente pela Cultura e Esporte (Idecace). O valor global do Termo de Fomento é de R$ 1.991.435,00, a ser repassado em três parcelas, conforme cronograma previsto no plano de trabalho. A vigência do instrumento vai da data de assinatura, em 31 de dezembro de 2025, até 31 de dezembro deste ano, podendo ser prorrogada mediante termo aditivo, conforme previsto na legislação vigente. *Com informações da Sejus-DF
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Saúde Bucal faz mais de 160 mil atendimentos
Saúde Bucal faz mais de 160 mil atendimentos em sete meses | Foto: Breno Esaki / Agência Saúde DF As equipes de saúde bucal da Secretaria de Saúde fizeram 160.541 atendimentos à população do Distrito Federal entre janeiro e julho deste ano. Os profissionais enfrentaram o desafio de modificar práticas tradicionais para prestar uma assistência mais segura aos usuários durante a pandemia da Covid-19, sendo priorizadas as urgências e emergências e seguindo todas as recomendações sanitárias vigentes. O foco principal foi acolher aqueles que realmente tinham uma necessidade maior pelo serviço. Os 576 dentistas da rede pública se mobilizaram para dar acesso à demanda crescente pelos procedimentos. Tudo isso atendendo aos critérios de biossegurança para a equipe, como a paramentação dos servidores com equipamentos de proteção individual (EPIs). “Esses mais de 160 mil atendimentos significam que mesmo diante de todo o risco que envolve os serviços odontológicos durante a pandemia, devido à elevada geração de aerossol, a odontologia não parou”, destaca a Referência Técnica Distrital (RTD) de Saúde Bucal da Secretaria de Saúde, Alessandra Fernandes. As equipes de saúde bucal ainda se mobilizaram para dar apoio em outras necessidades das unidades de saúde, como participar do acolhimento dos usuários que chegam nas unidades básicas de saúde (UBS) e da testagem em massa da população para o novo coronavírus. Kits de higiene bucal Centenas de kits de higiene bucal da Secretaria de Saúde foram distribuídos durante a pandemia por equipes de odontologia que atendem na Atenção Primária. Como o coronavírus tem uma alta concentração na cavidade bucal, os profissionais de saúde se mobilizaram por meses para combater a Covid-19 e estimular a higiene bucal na população em vulnerabilidade social. As equipes de saúde bucal das unidades básicas de saúde (UBSs) 3 e 11 de Samambaia, por exemplo, uniram-se aos servidores do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (Nasf) dessas UBSs para arrecadar cestas básicas e distribuir os kits na área conhecida como Rocinha, uma expansão de Samambaia com famílias em situação de vulnerabilidade social. Já na UBS 2 do Gama, as equipes entregaram ao longo da pandemia os kits e ainda trabalharam nas testagens em massa para detectar a Covid-19, atendendo tanto em escolas como pelo sistema drive-thru – modelo introduzido em abril pela Secretaria de Saúde para evitar aglomerações, uma vez que o usuário não precisava sair do carro para fazer o teste. Na UBS 1 de São Sebastião os dentistas decidiram criar um banner para orientar os pacientes sobre a importância da higiene bucal e a prevenção contra o coronavírus. Além disso, também foi promovida pela equipe da Gerência de Odontologia uma ação no Autódromo Internacional Nelson Piquet, orientando as pessoas em situação de rua abrigados no local sobre a importância da higiene bucal, além de entrega de kits de escovação. * Com informações da Secretaria de Saúde
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Rede pública de saúde: brasiliense prioriza o sorriso
Só em 2020, já foram 160, 5 mil atendimentos até julho, conforme números da Secretaria de Saúde do DF. Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília O cuidado com os dentes é uma prioridade para o brasiliense. É o que mostra pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que incluiu o DF entre as cinco unidades da federação com maior proporção de pessoas que foram ao dentista em 2019. Segundo o estudo, 52,6% da população – ou 1,5 milhão de pessoas consultou algum profissional bucal no ano passado. A rede pública de saúde é uma das responsáveis pelo bom índice, ao oferecer atendimento odontológico de qualidade em hospitais e unidades de saúde em várias regiões da capital. Só em 2020, já foram 160, 5 mil atendimentos até julho, conforme números da Secretaria de Saúde do DF. Entre eles o da atendente Rose Silva, moradora do Gama, que chegou ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran) com inchaço na gengiva e dores nos dentes. Ela foi examinada por um dentista estomatologista. “Fui muito bem atendida pela equipe do Hran. Não tenho do que reclamar. Me avaliaram, tomei remédio pra dor e fui encaminhada para os exames de sangue. Me curei em uma semana”, explica Rose, que recorre à rede pública ou ao Sesc para tratamentos dentários. O Hospital Regional da Asa Norte é recordista em atendimentos, seguido pelo Hospital de Base e os hospitais de Santa Maria e do Gama. São 182 equipes de saúde bucal em todo o DF, que também estão nas UBSs e em unidades de pronto atendimento. Além da emergência, consultas ambulatoriais também são oferecidas mediante marcação prévia. “Temos uma força de trabalho muito grande nas UBSs, cerca de 80% dos profissionais. Além de pronto- socorros em hospitais. A atenção primária é muito importante que é o acolhimento ao cidadão, um primeiro diagnóstico”, explica o coordenador de atenção primária da Secretaria de Saúde, Fernando Erick. Fernando acrescenta que o atendimento odontológico no Distrito Federal conta com equipamentos novos e a secretaria aumentou a carga horária de cirurgiões- dentistas para 40 horas. Atualmente são 576 profissionais de várias especialidades, sendo que 363 atuam na atenção primária e 213 na especializada. Movimento grande “O SUS estabelece que o paciente tem direito a um tratamento odontológico em todos os níveis. Esse número de 53 % é positivo e acredito que se deve ao acesso fácil que os pacientes têm à rede”, opina a Referência Técnica Distrital (RTD) em Odontologia, Rafaella Gallerani. “Eles ficam muito felizes com a consulta gratuita. Já ganhei até um sapato de presente de uma moça”, diverte-se a odontóloga. “Antes da pandemia, chegávamos a atender até 30 pacientes em cada um dos turnos (manhã e tarde). De madrugada também chega paciente aqui no pronto-socorro com alguma urgência. O movimento é grande”, conta o técnico de saúde bucal do Hran, Antonio Costa. Com 12 anos de “casa”, é o funcionário mais antigo do setor odontológico. Nas unidades básicas, além da prevenção e educação em saúde, são oferecidos procedimentos básicos como profilaxia (limpeza), tratamento básico das gengivas, restaurações e pequenas cirurgias ambulatoriais. Para tratamentos mais complexos, como endodontia (canal), periodontia avançada, extração de sisos, entre outros, o paciente é encaminhado para os Centros Especializados de Odontologia (CEOs). São 13 em todo o DF, abrangendo todas as regiões de Saúde. Nas unidades básicas, além da prevenção e educação em saúde, são oferecidos procedimentos básicos como profilaxia (limpeza), tratamento básico das gengivas, restaurações e pequenas cirurgias ambulatoriais. Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília Pesquisa No DF, 52,6% da população se consultou com um dentista nos últimos 12 meses anteriores à pesquisa, em 2019. O Distrito Federal foi a 5ª unidade federativa com maior percentual e acima da média brasileira de 49,4%. O grupo de idade que mais se consultou foi o de 18 a 29 anos (56,2%) e o menor foram os idosos com 60 anos ou mais (40,3%). Para mais informações sobre o atendimento odontológico na rede de saúde, acesse: http://www.df.gov.br/saude-bucal/ http://www.df.gov.br/saude-bucal/
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Rede de atenção primária no DF fortalece atendimento de saúde bucal
O cuidado com a saúde bucal na rede pública foi fortalecido com a reorganização da assistência por meio da Portaria n° 341, de 12 de abril de 2018. O documento determina que o serviço na atenção primária ocorra exclusivamente por meio da Estratégia Saúde da Família. O cuidado com a saúde bucal na rede pública foi fortalecido com a reorganização da assistência por meio da Portaria n° 341, de 12 de abril de 2018. O documento determina que o serviço na atenção primária ocorra exclusivamente por meio da Estratégia Saúde da Família. Foto: Renato Araújo/Agência Brasília-3.4.2017 A medida usa como base a Portaria nº 77, publicada pela Secretaria de Saúde em 2017, que prevê a estratégia como modelo único em todas unidades básicas de saúde. “Antes, a saúde bucal também funcionava sob o modelo tradicional. Os dentistas e técnicos atuavam com atendimentos limitados, e o acesso era dificultado”, explica o gerente de Odontologia da rede, Maurício Basso. Com a nova organização, cada equipe de saúde bucal poderá ser vinculada a até duas equipes de saúde da família. Uma nova possibilidade é para áreas de alta vulnerabilidade social, onde será permitido que cada grupo de saúde bucal atenda a população de uma equipe de saúde da família. “Com isso, vamos ampliar e qualificar o acesso do usuário às unidades”, resume o gerente. O serviço na atenção primária será responsável pelo primeiro contato dos pacientes com a assistência. No acolhimento, o usuário deverá ser submetido à classificação de risco, de acordo com os protocolos vigentes e as diretrizes da linha guia de saúde bucal do DF, construída nos últimos nove meses de acordo com o novo modelo de atenção. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] As agendas terão espaços para atendimentos individuais e coletivos, visitas domiciliares, reuniões de equipe e atividades de educação em saúde. Elas serão abertas para livre demanda e consultas marcadas, como já ocorre com os outros atendimentos nas unidades básicas de saúde. Com a portaria e a linha de cuidado, também será organizado o acesso às redes de atenção secundária (nível ambulatorial) e terciária (hospitalar), com a devida regulação de acordo com a gravidade de cada caso. São modalidades de equipes de saúde bucal: Para áreas urbanas Para áreas rurais (com responsabilidade pelo atendimento integral à população do campo e da floresta de acordo com a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta) Vinculadas à unidade odontológica móvel Vinculadas às equipes de saúde do sistema prisional Vinculadas às equipes do sistema socioeducativo Edição: Marina Mercante
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