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Tecnologia que gera economia e aumenta a segurança de pacientes é implantada no Hospital Cidade do Sol

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) implantou um sistema eletrônico no Hospital Cidade do Sol (HSol) para ampliar a rastreabilidade de medicamentos, reduzir o uso de papel e reforçar a segurança do paciente. A tecnologia moderniza a rotina das equipes e fortalece o controle dos insumos adquiridos com recursos públicos. Na prática, a tecnologia funciona por meio de um dispositivo eletrônico portátil, conhecido como Palm, utilizado para a leitura de códigos de barras presentes nas embalagens de medicamentos e insumos. Esses códigos são gerados durante o processo de unitarização, prática já adotada em todas as unidades geridas pelo IgesDF, que garante a identificação individual de cada item, com informações precisas e registradas em sistema. Antes da implantação, a conferência dos medicamentos era feita manualmente, com registros em papel e checagens demoradas, o que exigia atenção redobrada das equipes. Com a automatização, a leitura dos códigos substituiu anotações manuais e eliminou a necessidade de impressões, tornando o fluxo mais rápido, seguro e sustentável. Segundo a superintendente de Administração e Logística do IgesDF, Bárbara Santos, o novo modelo representa um avanço significativo. “O sistema automatiza a leitura de medicamentos, soros e seringas, substituindo conferências manuais. Isso agiliza o processo e reduz riscos, garantindo que o paciente receba exatamente o que foi prescrito”, explica. Na prática, a tecnologia funciona por meio de um dispositivo eletrônico portátil, conhecido como PALM, utilizado para a leitura de códigos de barras presentes nas embalagens de medicamentos e insumos | Foto: Alberto Ruy/IgesDF Além de reforçar a segurança assistencial, a mudança impacta diretamente a gestão de recursos públicos. A estimativa é de economia diária de cerca de mil folhas de papel A4, reduzindo custos e o impacto ambiental. “Ao adotar um fluxo sem papel, fortalecemos a governança, a transparência e o cuidado com o dinheiro público”, destaca Bárbara. Passo a passo do projeto O farmacêutico responsável técnico do HSol, Misael Silva da Silveira, explica que o projeto foi desenvolvido dentro da própria unidade, que atua como hospital modelo do IgesDF. “A proposta é expandir essa experiência para outras unidades. O sistema permite monitoramento, rastreabilidade e maior controle em todas as etapas da dispensação”, afirma. Um dos principais ganhos está na redução do tempo gasto pelas equipes. A checagem e separação dos medicamentos, que antes levavam entre uma hora e uma hora e meia e ocorriam quatro vezes ao dia, agora são concluídas em cerca de 30 minutos. O resultado é mais tempo disponível para atividades assistenciais e de cuidado direto ao paciente. A farmacêutica hospitalar Carolinny da Silva Dantas detalha o funcionamento do novo fluxo. “Acessamos o sistema eletrônico, filtramos as prescrições por horário e preparamos os medicamentos conforme cada turno. Tudo é feito de forma digital, sem impressão, o que torna o trabalho mais organizado e eficiente”, relata. O sistema também atua como uma importante barreira de segurança. Em caso de qualquer divergência entre o medicamento separado e o prescrito, um alerta é emitido automaticamente. “Isso evita erros de medicação e garante que cada paciente receba um kit individual validado, com informações como nome, leito e data de nascimento”, reforça Misael. Continuação da iniciativa Para a gerente do Hospital Cidade do Sol, Julia Gurgel, a automatização da farmácia marca um novo momento para a unidade. “Reduzir etapas manuais diminui riscos de erro, otimiza o tempo das equipes e amplia a rastreabilidade dos medicamentos. Isso reflete diretamente na qualidade do atendimento aos pacientes”, avalia. Com os resultados positivos no HSol, o IgesDF já planeja ampliar o uso do sistema. A tecnologia começa a ser implantada no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e, na sequência, deve chegar às unidades de pronto atendimento (UPAs) e ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). “A iniciativa reforça o compromisso do IgesDF com inovação, controle eficiente dos insumos adquiridos com recursos públicos e, principalmente, com um atendimento cada vez mais seguro à população”, conclui Bárbara Santos. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Regulamentado o uso de sistema eletrônico para validação biométrica em aulas de direção veicular

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) publicou, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (15), a Instrução nº 602, de 14 de outubro de 2024, que regulamenta o uso de sistema eletrônico de validação biométrica de presença, anotação, transmissão e recepção dos relatórios de avaliação elaborados pelos instrutores relativos às aulas teóricas e práticas de direção veicular. A norma também define os procedimentos e requisitos para o credenciamento de empresas de tecnologia da informação e comunicação (TIC) interessadas em homologar, junto ao órgão de trânsito, o referido sistema e equipamentos. A partir dessa instrução, as empresas vão ter que validar a digital do aluno e do instrutor junto à autarquia, o que vai diminuir a possibilidade de fraudes | Foto: Divulgação/Detran-DF A medida visa dar mais segurança ao processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação. Apesar das aulas teóricas e práticas já terem a presença comprovada por meio de sistema biométrico, a checagem da biometria não era feita diretamente no Detran-DF, ou seja, as empresas detentoras do sistema coletavam a biometria do instrutor e do aluno e validavam a digital com o próprio banco de dados. A partir dessa instrução, as empresas vão ter que validar a digital do aluno e do instrutor junto à autarquia, o que vai diminuir a possibilidade de fraudes. Outra novidade que a instrução traz é a limitação de um percentual máximo de 6% de aulas teóricas e práticas em situação de contingência, por Centro de Formação de Condutores (CFC), no mês. A contingência ocorre quando o sistema de validação apresenta falha de software, hardware ou conexão, não sendo possível realizar a validação da biometria ou o processo de registro das aulas. Nesse caso, o CFC ministra a aula sem a biometria e abre um chamado para a empresa verificar o que está acontecendo e resolver o problema. “Antes da instrução, isso estava livre, sem limite de quantidade de aulas em contingência. Tinha aluno com 100% das aulas em contingência, ou seja, era permitido que o aluno fizesse todas as 20h/a sem a validação biométrica, escapando totalmente ao controle do Detran. Agora não, o limite é de 4h/a de aula prática por candidato. O aluno que não tiver a presença validada por meio biométrico por mais de 4h/a não vai conseguir validar as aulas práticas”, explica diretor-geral do Detran, Takane Kiyotsuka. Credenciamento As empresas atualmente homologadas pelo Detran-DF deverão se adequar imediatamente aos parâmetros da nova instrução, apresentando a documentação necessária no prazo de 15 dias, juntamente com o requerimento de credenciamento. É importante destacar que o CFC deverá se vincular a apenas uma empresa de tecnologia credenciada, devendo indicá-la ao Detran-DF por meio de requerimento protocolado ao seu processo de credenciamento. *Com informações do Detran-DF

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