Grupo multidisciplinar é criado na UBS 1 de Taguatinga para cuidados integrais de doenças crônicas
A Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 de Taguatinga abriu, nesta quinta-feira (19), um grupo coletivo voltado ao cuidado e à atenção integral de pacientes com doenças crônicas. O Viva Leve reúne uma equipe composta por nutricionista, fisioterapeuta, fonoaudióloga, assistente social e farmacêutica. A proposta aborda o sobrepeso considerando aspectos físicos, emocionais e comportamentais. Os encontros são semanais, sempre às quintas-feiras. A turma terá acompanhamento por três meses, quando um novo grupo será formado. Os intregrantes do grupo dão força uns aos outros para poderem enfrentar as doenças tratadas no projeto | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF O projeto é resultado de uma observação da equipe: pacientes que, mesmo inseridos em diferentes atividades da unidade, apresentavam problemas semelhantes. “Todos tinham várias condições médicas em comum, como sobrepeso, dores crônicas, ansiedade, depressão, má qualidade de sono, entre outras”, elenca a nutricionista do grupo, Raquel Cota. A profissional destaca que a proposta é promover um cuidado integral, centrado na pessoa e não apenas na doença: “Estudos recentes indicam a importância de uma abordagem holística. Então, vamos tratar todas as questões — atividade física, estresse, saúde mental, sono, alimentação — simultaneamente”. Cuidado simplificado Eline Maria Brito: "No final desses três meses, pretendo estar com um peso menor, comendo mais saudável e controlando as minhas doenças" A fisioterapeuta da UBS 1 de Taguatinga, Maria Aparecida Moreira, explica que o grupo busca soluções práticas e acessíveis para o autocuidado no dia a dia. “Por exemplo, fazer atividade física em casa. Se o paciente não tem acesso a uma academia, como vai se exercitar? A gente pensa em uma solução para o problema. Assim, vamos identificando os dificultadores até a pessoa perceber que é capaz e que consegue sair de um processo não saudável”, indica. Com a expectativa alta e positiva, Eline Maria Brito, 61, está na primeira turma e espera controlar o diabetes e a hipertensão. “Cuidar da alimentação e do corpo pode ser bem complicado. Então, muitas vezes, precisamos buscar por um incentivo, uma ajuda, como o Viva Leve. Pretendo no final desses três meses estar com um peso menor, comendo mais saudável e controlando as minhas doenças”, revela. [LEIA_TAMBEM]A moradora de Taguatinga conta que o apoio coletivo é um dos diferenciais do grupo. “Acredito muito que vou alcançar as minhas metas porque, além de contar com excelentes profissionais, há os amigos do lado, que também são grandes incentivadores", afirma Eline. Nesse primeiro encontro, cerca de 20 usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) atendidos no território da unidade participaram das atividades. Para ampliar o suporte ao acompanhamento, cada integrante recebeu uma cartilha elaborada pela própria equipe da UBS 1 de Taguatinga. Na caderneta há espaços para registro da evolução individual, orientações de planejamento alimentar, definição de metas e monitoramento de hábitos. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Aumento da obesidade no DF alerta para necessidade de alimentação saudável
Todas as faixas etárias, de crianças a idosos, da população do Distrito Federal registraram aumento no peso corporal nos últimos anos. Os dados aparecem no Boletim Informativo do Estado Nutricional no DF e foram gerados pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan). [Olho texto=”“Diabetes, obesidade e outras doenças relacionadas ao excesso de peso chamam a atenção para os cuidados com uma alimentação saudável”” assinatura=”Carolina Gama, gerente de Serviços de Nutrição” esquerda_direita_centro=”direita”] “É preocupante! O aumento do sobrepeso e da obesidade é observado nos últimos anos em todo país e no Distrito Federal não é diferente. Diabetes, obesidade e outras doenças relacionadas ao excesso de peso chamam a atenção para os cuidados com uma alimentação saudável”, alerta a gerente de Serviços de Nutrição, Carolina Gama. Ao longo dos últimos anos, foi possível observar um consumo elevado de bebidas adoçadas e alimentos ultraprocessados em diferentes faixas etárias da população acompanhada pela Atenção Primária à Saúde do DF. Segundo Carolina, a alimentação de toda a população deve ser baseada em comida in natura e minimamente processada para a prevenção de doenças crônicas. “Frutas, legumes e verduras são exemplos desse grupo de alimentos. Eles são compostos por vitaminas, minerais, antioxidantes, fibras e compostos bioativos, que exercem funções protetoras contra o desenvolvimento de doenças”, explica. Houve diminuição na ingestão de frutas e verduras, inclusive entre as gestantes | Foto: Tony Winston/Agência Saúde DF Grávidas De acordo com o Boletim Informativo de Consumo Alimentar no Distrito Federal, houve diminuição na ingestão de frutas e verduras. As gestantes do Centro-Oeste apresentaram um baixo consumo de frutas, tendo o DF o menor percentual. E, em comparação ao Centro-Oeste (87%) e ao Brasil (81%), as grávidas do DF relataram um maior consumo de alimentos ultraprocessados (92%). “Para gestantes, as frutas e verduras têm nutrientes fundamentais para a formação e o desenvolvimento do bebê em todas as etapas, da concepção ao nascimento”, afirma a gerente. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Adolescentes Em relação à população adolescente do DF, observa-se um baixo consumo de frutas, quando comparado à região Centro-Oeste e ao Brasil, inclusive menor do que os demais ciclos de vida, mostrando que apenas 15% dos adolescentes têm esse hábito alimentar. Quanto às verduras e/ou legumes, um menor consumo também foi identificado no DF (62%), quando comparado à região Centro-Oeste (78%) e ao Brasil (71%). Paralelamente, o consumo de alimentos ultraprocessados pelos adolescentes do DF é semelhante ao dado regional e maior que o nacional. Os boletins informativos podem ser acessados no site da Secretaria de Saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Rede pública de saúde oferece tratamento contra obesidade
A rede pública de saúde do Distrito Federal oferece tratamento especializado para atender pacientes com excesso de gordura corporal, informou a Secretaria de Saúde nesta quinta-feira (4), data alusiva ao Dia Mundial da Obesidade. Segundo pasta, no DF , 55% da população apresenta excesso de peso (sobrepeso ou obesidade). A prevalência da enfermidade apresenta crescimento acelerado. Aumentou 100% desde 2010, após ter alcançado em 2018 a parcela de 19,6%. Os ambulatórios de endocrinologia funcionam nas sete regiões da rede pública de saúde. O acesso ao serviço ocorre via regulação, por meio das unidades básicas de saúde (UBSs) que oferecem o primeiro atendimento com a equipe de Saúde da Família. Após avaliação, havendo necessidade de acompanhamento na Atenção Secundária, ele será regulado para atendimento em um serviço especializado. [Olho texto=”As unidades básicas de saúde podem direcionar os pacientes para o Centro Especializado Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cedoh)” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Fatores de risco A obesidade é conceituada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o excesso de gordura corporal em quantidade que determine prejuízos à saúde. É um dos principais fatores de risco para várias doenças não transmissíveis (DCNTs), a exemplo de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão, acidente vascular cerebral e várias formas de câncer. Dados da Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) referentes ao ano de 2019 indicam que as taxas de obesidade quase triplicaram desde 1975 e aumentaram quase cinco vezes entre crianças e adolescentes. A doença afeta pessoas de todas as idades e de todos os grupos sociais nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Mais da metade da população do DF é obesa / Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF Centro Especializado Na Região de Saúde Central, que engloba as asas Sul e Norte, lagos Sul e Norte, vilas Planalto e Telebrasília, Cruzeiro, Noroeste e Sudoeste/Octogonal, as UBSs podem direcionar os pacientes para o Centro Especializado Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cedoh), que funciona na 208/408 Norte. De acordo com a gerente do Cedoh, Alexandra Rubim, são atendidos na unidade pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) maior ou igual a 35 e com comorbidades. “Os pacientes são acolhidos e, após aceitarem receber o tratamento, iniciam as atividades como palestras e oficinas com especialistas das áreas de endocrinologia, nutrição, fisioterapia e psicologia. Primeiramente, há encontros em grupo e, depois, começam as consultas individuais”, explica a gerente. O tratamento no Cedoh pode durar até dois anos. Ao final desse período, os pacientes podem ser reencaminhados para as UBSs com um plano terapêutico com um relatório de atividades desenvolvidas no Cedoh. Quando o paciente tem de 5% a 10% de perda do peso inicial, é considerado sucesso terapêutico. [Olho texto=”“Com a pandemia, todo o esquema de atendimento em grupo passou a ser on-line. Foi uma forma que encontramos para que os pacientes não ficassem desassistidos”” assinatura=”Alexandra Rubim, gerente do Cedoh” esquerda_direita_centro=”direita”] Continuidade do tratamento Havendo necessidade da continuidade do tratamento, o paciente é encaminhado para continuá-lo nas UBSs. Na Atenção Primária, a equipe de Saúde da Família identificando a necessidade de o paciente ser acompanhado pela endocrinologia da região, o regula para atendimento em um ambulatório mais próximo. “Com a pandemia, todo o esquema de atendimento em grupo passou a ser on-line. Foi uma forma que encontramos para que os pacientes não ficassem desassistidos. Foi criado um grupo de Whatsapp e, no grupo, os integrantes recebem orientações. É importante destacar que os participantes devem concordar com essa forma de tratamento”, detalha a gerente do Cedoh, Alexandra Rubim. Cerca de 300 pacientes já passaram pelo Cedoh entre 2017 e 2019. No período, foram criados 28 grupos para atendimento. Desse total de pacientes atendidos, 30% tinham obesidade grau 2, que é quando o Índice de Massa Corporal (IMC) é maior que 35 até 39.9; 60% apresentavam grau 3, cujo IMC estava acima de 40; e 10% super obesidade. Além de consultas com especialista, o Cedoh oferece bioimpedância e dinamometria. Os demais exames são oferecidos na rede pública de saúde. Primeiro atendimento é realizado pela equipe de Saúde da Família / Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF Hábitos saudáveis A Secretaria de Saúde está organizando uma série de eventos a serem realizados durante o mês de março em alusão ao Dia Mundial da Obesidade. Dentre essas ações, a Gerência de Apoio à Saúde da Família (Gasf) e a Gerência de Serviços de Nutrição (Gesnut), elaboraram e divulgaram para as UBSs um plano de atividades a serem realizadas pelas equipes para prevenção e controle da obesidade direcionada à comunidade. O Plano sugere duas abordagens. Uma é a confecção de um mural sobre o tema, apresentando as potencialidades oferecidas no território para adoção de hábitos saudáveis, encorajando a população a se tornar protagonista na prevenção e no controle da obesidade. Outra é uma campanha para registro das informações dos usuários na ficha de marcador de Consumo Alimentar do e-SUS, de forma a tornar conhecido o padrão tanto individual quanto coletivo. Isso é essencial para orientar as ações de atenção integral à saúde e, principalmente, para promover a melhoria do perfil alimentar e nutricional da população. Todo mundo O tema da campanha da Federação Mundial da Obesidade é “Todo corpo precisa de todo mundo – Every body needs everbody”. A campanha tem como objetivos: – aumentar a conscientização sobre as causas profundas da obesidade e sobre as ações necessárias para controlá-la; – mudar a forma como a obesidade é vista na sociedade e encorajar as pessoas a se tornarem promotores de mudança; – criar ambiente saudável que prioriza obesidade como questão de saúde, mudando a política para construir sistemas de apoio adequados; – compartilhar experiências, inspirando e unindo a comunidade para trabalhar em direção ao objetivo comum. Capacitação A Linha de Cuidado do Sobrepeso e Obesidade está implementada no Distrito Federal, e capacitou os profissionais de saúde de nível superior dos três níveis de atenção de todas regiões de saúde no período de 2016 a 2019. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Atualmente, o Curso “O Cuidado da Obesidade na APS [Atenção Primária à Saúde]” realizado pela Universidade de Brasília (UnB) em parceria com a Secretaria de Saúde, está disponível pela plataforma Aprender da UnB e em andamento desde 13 de outubro de 2020. O curso conta com a participação de profissionais e gestores de saúde da rede pública. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Delegação de Portugal visita UBS 1 da Asa Norte
Representantes de Portugal estiveram na Unidade Básica de Saúde (UBS) 1, da Asa Norte, na manhã desta sexta-feira (13), para conhecer o trabalho desenvolvido pelas equipes de Saúde da Família, em parceria com a Secretaria de Educação, dentro do programa Alimenta Aí, Galerinha. A comitiva portuguesa veio trocar experiências relacionadas à obesidade infantil, após uma visita à Escola Classe 403. Também participaram da visita representantes do Ministério da Saúde. “Em Portugal, conseguimos reduzir a incidência da obesidade infantil”, informou a diretora do Programa Nacional para Promoção de Alimentação Saudável de Portugal, Maria João Gregório. “Uma das áreas que identificamos ser prioritária para combater o problema é uma intervenção nas escolas. Por isso, viemos a esta unidade, porque ela está em um projeto muito importante para promover a alimentação saudável.” Foco no sobrepeso Segundo a coordenadora da Linha de Cuidado do Sobrepeso e Obesidade da Secretaria de Saúde, Mariana Martins, foi positivo o retorno recebido pela delegação. “Acharam um sucesso a parceria escola-UBS no cuidado com as crianças com excesso de peso”, considerou. “Atualmente, temos 13 escolas e 13 UBS de referência no Alimenta Aí, Galerinha, representando todas as regiões de Saúde”. Somente na UBS 1 da Asa Norte, o projeto identificou que 36% dos estudantes participantes do programa na Escola Classe 403 Norte estão acima do peso. O colégio recebeu, ao longo deste ano, diversas intervenções sobre alimentação saudável. Trabalho reconhecido Para o diretor de Estratégia Saúde da Família da Secretaria de Saúde, José Eudes Barroso, ter uma UBS do DF roteiro da delegação de Portugal é um bom indicativo sobre o trabalho que tem sido feito. “É o reconhecimento da mudança de modelo adotada e de que agora a gente vem colhendo frutos tanto em satisfação dos servidores quanto da população”, resumiu. “O Brasil tem avanços enormes, que podem nos ajudar a desenvolver intervenções em Portugal, assim como nós também temos ações lá que podem ajudar aqui”, ressaltou Maria João. Após a visita, informou a diretora, serão identificadas áreas de cooperação entre os dois países no âmbito da alimentação e da nutrição. A diretora do Programa Nacional para Promoção de Alimentação Saudável de Portugal, Maria João Gregório | Foto: Breno Esaki / SES [Olho texto=”“O Brasil tem avanços enormes, que podem nos ajudar a desenvolver intervenções em Portugal, assim como nós também temos ações lá que podem ajudar aqui”” assinatura=”Maria João Gregório, diretora do Programa Nacional para Promoção de Alimentação Saudável de Portugal” esquerda_direita_centro=”direita”] O programa O Alimenta Aí, Galerinha atua por meio de ações de educação alimentar e nutricional. A iniciativa relaciona-se com os objetivos do programa Crescer Saudável, do Ministério da Saúde, que abrange ações de vigilância nutricional, promoção da alimentação adequada e saudável, incentivo às práticas corporais e de atividade física, bem como ações voltadas à oferta de cuidados às crianças que apresentam obesidade. * Com informações da Secretaria de Saúde
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