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Acidentes com escorpiões: saiba como evitar

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Evitar acidentes com escorpiões é um desafio que exige esforço coletivo ao longo do ano. “É uma atenção parecida com a da dengue: se um vizinho mantém, por exemplo, o terreno com entulho, coloca em risco toda a comunidade ao redor”, afirma o diretor de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde (SES-DF), Wendel de Medeiros. As recomendações são simples: retirar entulhos, manter quintais e outras áreas limpas, vedar ralos, tapar buracos em paredes e combater pragas, principalmente baratas. O foco é reduzir a oferta de locais para os escorpiões se esconderem, eliminar o acesso aos ambientes residenciais e dificultar a alimentação desses animais. Por meio dos telefones 160 ou 162, é possível solicitar apoio da Vigilância Ambiental. Os agentes podem atuar em cenários de ampla infestação e orientar os moradores, principalmente na identificação de pontos críticos no imóvel. O avanço no combate aos escorpiões a longo prazo, porém, depende diretamente dos moradores. “Atuamos no controle e na orientação, mas não conseguimos eliminar o animal do ambiente urbano, uma vez que ele está adaptado”, explica Medeiros. É preciso ficar atento à desinsetização contra baratas, que são o principal alimento dos escorpiões. Após o procedimento, é importante redobrar a atenção, pois, apesar de não serem afetados diretamente pelos inseticidas, escorpiões podem sair de seus esconderijos, aumentando a chance de acidentes com humanos. Por meio dos telefones 160 ou 162, é possível solicitar apoio da Vigilância Ambiental | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília   Compromisso o ano inteiro O cuidado contra os escorpiões deve ocorrer ao longo de todo o ano. “Não existe uma única época de risco. A prevenção deve ser contínua, com inspeções periódicas”, reforça a gerente de Vigilância Ambiental de Vetores e Animais Peçonhentos e Ações de Campo da SES-DF, Hérica Bassani. “Não existe uma única época de risco. A prevenção deve ser contínua, com inspeções periódicas” Hérica Bassani, gerente de Vigilância Ambiental de Vetores e Animais Peçonhentos Em 2025, por exemplo, os 4,7 mil acidentes com escorpiões registrados no Distrito Federal ocorreram em diferentes épocas do ano. Entretanto, no início das chuvas, no segundo semestre, há um leve aumento dos casos. “É comum que o alagamento de abrigos naturais e artificiais faça com que os escorpiões se desloquem para locais secos, aumentando a possibilidade de contato com as pessoas”, diz Bassani. Por outro lado, no período da seca, o acúmulo de materiais, entulhos, folhas secas e outros abrigos próximos às residências também favorece a aproximação e a permanência do animal no ambiente domiciliar. “Os escorpiões permanecem ativos em todas as estações, especialmente em áreas urbanas onde encontram abundância de abrigo e de alimento”, acrescenta a gerente. Além disso, a especialista destaca que os escorpiões são muito eficientes na reprodução. Uma das espécies presentes no DF, o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), consegue realizar a partenogênese, em que uma fêmea consegue se reproduzir sozinha. Um único escorpião dessa espécie pode gerar até 160 filhotes ao longo do ano se estiver em condições ideais para a sobrevivência. A SES-DF tem ampliado a capacidade de monitoramento, inclusive ao orientar a população e os profissionais de saúde a informarem cada ocorrência. “A notificação é fundamental, porque permite direcionar as ações de vigilância e controle, planejar campanhas educativas, subsidiar políticas públicas de prevenção e organizar a distribuição dos soros antivenenos”, elenca Bassani. Em todos os casos de picada de escorpião, o paciente deve procurar imediatamente uma unidade de saúde Soro e o que fazer As unidades de saúde do DF receberam, no ano passado, mais de 830 ampolas do soro antiescorpiônico. Atualmente, a Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde mantém estoque estratégico para reposição, enquanto os hospitais da rede pública dispõem de doses para aplicação imediata. Apesar disso, nem sempre o soro é necessário. A indicação segue o critério clínico. Enquanto pacientes classificados como graves podem receber até seis ampolas, nos casos moderados são suficientes três. Já em situações avaliadas como leves, o tratamento se limita a combater a dor provocada pela picada. Em todos os casos de picada de escorpião, contudo, o paciente deve procurar imediatamente uma unidade de saúde. “A piora do quadro pode ocorrer em poucas horas, e a pessoa passa a apresentar episódios de vômitos, suor extremo, confusão mental e dificuldade respiratória”, alerta a farmacêutica toxicologista da SES-DF, Flávia Neri. “A piora do quadro pode ocorrer em poucas horas e a pessoa passa a apresentar episódios de vômitos, suor extremo, confusão mental e dificuldade respiratória” Flávia Neri, farmacêutica toxicologista   Se o acidente ocorrer com adultos que não apresentem sintomas além de dor, uma opção é procurar a rede de unidades básicas de saúde (UBSs). Nos casos leves, são aplicados analgésicos e feita a observação por até 12 horas. Quando o soro se mostra necessário, os pacientes permanecem em observação por, no mínimo, 24 horas após receberem as ampolas. Os vômitos e as dores desaparecem rapidamente, mas é preciso monitorar indicadores no sangue. Em ocorrências que envolvem crianças, sobretudo aquelas menores de 10 anos, é necessário levá-las diretamente ao hospital. “O público infantil possui menor superfície corpórea, o que eleva substancialmente o risco de complicações sistêmicas graves e óbito. Vômitos são um sinal clínico precoce, indicativo e muito sensível de gravidade”, destaca Neri. Como evitar acidentes com animais peçonhentos Examine roupas e calçados antes de usá-los Mantenha camas, sofás e berços afastados da parede Mantenha lençóis, cobertores e cortinas sem contato direto com o chão Use luvas grossas ao manusear materiais de construção, na limpeza de jardins ou ao lidar com materiais que possam servir de abrigo a escorpiões Sacuda roupas pessoais, roupas de cama e sapatos antes de usá-los Remova abrigos. Escorpiões gostam de se esconder em lugares escuros, principalmente durante o dia Ao colher frutas, apoiar-se ou recostar-se em árvores ou plantas, observe se há lagartas no local Ao podar árvores ou colher frutos, proteja as mãos com luvas grossas e use camisas de mangas longas Evite a presença de crianças perto de árvores ou plantas que contenham taturanas, pois elas são atraídas pelo colorido desses animais e podem querer tocá-los Como impedir a presença de escorpiões em casa Guarde caixas de papelão em gavetas, não no chão Mantenha seus armários e quartos bem organizados Mantenha os ambientes da casa ventilados e higienizados Tire sapatos e roupas do chão No quintal, apare moitas e folhagens que escorpiões possam usar como esconderijo Livre-se de pilhas de madeira, pedras, restos de plantas e materiais de construção Dentro de casa, tampe buracos Use panos ou vedadores nas aberturas das portas Prevenção de acidentes com animais peçonhentos no trabalho Use luvas de raspa de couro e calçados fechados, entre outros equipamentos de proteção individual (EPIs), durante o manuseio de materiais de construção, o transporte de lenha, a movimentação de móveis, as atividades rurais e a limpeza de jardins, quintais e terrenos baldios Observe sempre com atenção o local de trabalho e os caminhos a percorrer Não coloque as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, nem em espaços situados em montes de lenha ou entre pedras. Caso seja necessário mexer nesses lugares, use um pedaço de madeira, enxada ou foice Os trabalhadores do campo devem sempre utilizar os EPIs, como botas ou perneiras.   *Com informações da SES-DF

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Saiba como evitar a presença de escorpiões dentro de casa

Um sapato deixado no chão, um ralo sem vedação ou uma pilha de entulho no quintal podem servir de abrigo para escorpiões. Com o aumento dos acidentes no Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) reforça os cuidados para evitar a presença desses animais nas residências e reduzir o risco de picadas. A recomendação é investir na prevenção e buscar atendimento médico imediato. De janeiro a maio deste ano, acidentes com escorpiões passaram de 1.800 no DF | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF O último boletim epidemiológico da pasta indica que, de janeiro a maio deste ano, foram registrados 1.856 acidentes com escorpiões no DF. No mesmo período de 2025, foram 1.594 ocorrências. Ao longo de todo o ano passado, o total chegou a 4.640 notificações. Adaptados ao ambiente urbano, os escorpiões procuram locais escuros e úmidos. Os tipos mais encontrados na capital federal são escorpião-amarelo, escorpião-de-patas-rajadas e escorpião-preto. Pilhas de roupas, caixas de papelão e áreas atrás dos móveis são locais atrativos para os escorpiões A bióloga Camila Cibeli Soares, da SES-DF, explica que esses animais podem entrar nas casas por diferentes estruturas: “É muito comum encontrá-los adentrando as residências por meio de ralos — de chão ou de pia —, bueiros, dutos que protegem os cabos e condutores de energia elétrica e até por lâmpadas frouxas. Por isso, esses locais precisam estar sempre muito bem vedados”. Escorpiões também costumam se esconder atrás de móveis, em rodapés soltos, pilhas de roupas, caixas de papelão e materiais acumulados. Nas áreas externas, entulhos e restos de construção favorecem a presença deles.  Como prevenir Manter os ambientes limpos e organizados é uma das formas mais eficazes de evitar abrigos. Recomenda-se, ainda, checar roupas e calçados antes de usá-los e manter camas e berços afastados das paredes, impedindo que lençois e cortinas encostem no chão. Do lado de fora, é importante utilizar luvas grossas ao limpar jardins ou manusear materiais de construção. A vedação de frestas, ralos e rodapés também ajuda a bloquear possíveis entradas.  “Uma das recomendações é que, ao se levantar da cama, a pessoa calce um chinelo para evitar pisar em um desses animais” Camila Soares,  bióloga da Secretaria de Saúde Camila Cibeli ressalta que o controle de insetos dentro de casa é, igualmente, fundamental. “As baratas são a principal fonte de alimento dos escorpiões, por isso deve-se manter o ambiente sempre limpo”, indica.  Os escorpiões-amarelos, espécie mais associada aos acidentes graves, têm hábitos noturnos. Por isso, muitos casos ocorrem durante o dia, quando os animais já estão escondidos em diferentes pontos da casa. “Uma das recomendações é que, ao se levantar da cama, a pessoa calce um chinelo para evitar pisar em um desses animais”, alerta a especialista. Orientações Em caso de picada por escorpião, orienta-se lavar o local com água e sabão, elevar o membro afetado e procurar atendimento médico imediatamente. “A pessoa não pode espremer a picada nem tentar sugar o veneno; se possível, fotografe o animal para auxiliar na identificação”, reforça a bióloga.  [LEIA_TAMBEM]De acordo com o Ministério da Saúde, a dor intensa no local da picada é o sintoma mais comum. Também podem ocorrer vermelhidão, formigamento e sudorese. Nos casos mais graves, especialmente em crianças, podem surgir náuseas, vômitos, suor excessivo, taquicardia e dificuldade respiratória. A aplicação do soro antiescorpiônico depende da gravidade do caso, isto é, nem todas as vítimas precisam receber o antiveneno. Contudo, qualquer pessoa picada deve ser avaliada por profissionais de saúde para a definição da conduta adequada. Na rede pública, há soro no Hospital Regional da Região Leste (HRL), no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), no Hospital Regional de Brazlândia (HRBz), no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), no Hospital Regional do Gama (HRG), do Guará (HRGu), no Hospital Regional de Planaltina (HRPL), no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), no Hospital Regional de Sobradinho (HRS) e no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) A população também pode acionar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que funciona 24 horas, pelos telefones 0800 644 6774 e 0800 722 6001. Para solicitar inspeção em casos de aparecimento de escorpiões, o contato com a Vigilância Ambiental pode ser feito pelo número 162 ou pelo e-mail gevapac.dival@gmail.com. Em situações de emergência, a orientação é ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF 192) ou para o Corpo Militar de Bombeiros do DF (193). *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Escorpiões: Atenção redobrada ajuda a evitar acidentes em casa

Com as mudanças no clima, a presença de escorpiões em áreas urbanas tem se tornado cada vez mais comum. Somente entre janeiro e março deste ano, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) registrou 927 acidentes com esses animais. Em 2024, foram 3.733 casos notificados. Para reduzir o risco de acidentes, é fundamental adotar medidas simples de prevenção, que ajudam a manter os escorpiões longe de casa. De janeiro e março deste ano, a Secretaria de Saúde (SES-DF) registrou 927 acidentes com escorpiões | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília “Os escorpiões costumam vir de ambientes externos, como tubulações, ralos e redes de esgoto, e preferem locais escuros e úmidos. Por isso, é fundamental criar barreiras físicas e inspecionar todos os pontos que possam oferecer condições favoráveis à presença desses animais”, orienta a bióloga Vilma Ramos Feitosa, da Gerência de Vigilância Ambiental de Vetores e Animais Peçonhentos e Ações de Campo da SES-DF. Entre os cuidados recomendados pela especialista estão manter ralos tampados quando não estiverem em uso, eliminar entulhos, manter quintais limpos, evitar o acúmulo de roupas no chão e combater a presença de baratas – principal fonte de alimento dos escorpiões. Inspeções frequentes nos ambientes e o uso de luvas grossas, botas e calças compridas ao manusear materiais de construção, lixo ou objetos de jardim também são medidas eficazes. “Outras ações importantes incluem o uso de rodos de vedação nas portas, colocação de telas nos ralos e afastamento de utensílios das paredes”, acrescenta a especialista. Além das orientações à população, a SES-DF realiza o mapeamento e a intervenção em áreas com indícios de descontrole populacional. As denúncias feitas por moradores são fundamentais para que as equipes atuem de forma mais precisa. Além de orientar a população, a SES-DF realiza o mapeamento e a intervenção em áreas com indícios de descontrole populacional de escorpiões “Nós recebemos muitas informações dos moradores, principalmente relacionadas ao interior das residências. Com base nessas denúncias, agendamos inspeções detalhadas para identificar pontos vulneráveis. Nossos técnicos verificam as condições do ambiente que favorecem a entrada ou permanência dos escorpiões, realizam a captura e identificação das espécies encontradas, além de orientar os moradores sobre como prevenir novas ocorrências”, explica Feitosa. Segundo a bióloga, a espécie predominante no Distrito Federal é a Tityus serrulatus, uma das mais venenosas do Brasil. “Essa espécie não é nativa da região e, por isso, não possui predadores naturais aqui. Além disso, ela se reproduz por partenogênese, ou seja, sem necessidade de macho, o que favorece sua proliferação rápida e descontrolada”, ressalta. [LEIA_TAMBEM]Primeiros socorros A gravidade da picada pode variar conforme a quantidade de veneno inoculado e a resposta do organismo da vítima, podendo causar reações leves, moderadas ou graves. Em caso de acidente, é essencial lavar o local com água e sabão, manter o membro afetado elevado para retardar a circulação do veneno e procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo. A aplicação de soro antiescorpiônico será avaliada por um profissional de saúde, de acordo com cada caso. “Se ocorrer um acidente, a pessoa deve se dirigir rapidamente a um hospital da rede pública, que são os únicos que possuem o soro específico. O médico vai avaliar a necessidade da aplicação. Na presença de um escorpião, é importante, se possível, isolar ou eliminar o animal com segurança e acionar o serviço de vigilância ambiental”, orienta o biólogo da SES-DF Israel Moreira. Em caso de acidente, é importante, se possível, isolar ou eliminar o escorpião e acionar o serviço de vigilância ambiental Serviço Confira os hospitais que disponibilizam soros antivenenos contra picadas de escorpiões no Distrito Federal: - Hospital Materno Infantil de Brasília (atendimento exclusivo para crianças de até 13 anos, 11 meses e 29 dias) - Hospital Regional da Asa Norte (Hran) - Hospital Regional do Guará - Hospital Regional de Brazlândia - Hospital da Região Leste (Paranoá) - Hospital Regional de Ceilândia - Hospital Regional do Gama - Hospital Regional de Santa Maria - Hospital Regional de Planaltina - Hospital Regional de Sobradinho - Hospital Regional de Taguatinga A população também pode acionar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que oferece atendimento 24 horas, pelos telefones  0800 644 6774 e 0800 722 6001. Para solicitar inspeção em casos de aparecimento do animal, o contato com a Vigilância Ambiental pode ser feito pelo número 160 ou pelo e-mail gevapac.dival@gmail.com

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