DF sobe seis posições e se torna líder em sustentabilidade ambiental no país
O Distrito Federal alcançou a primeira colocação no pilar de sustentabilidade ambiental do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, publicado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), consolidando-se como referência nacional em gestão ambiental. O resultado integra a edição mais recente do levantamento, que avalia o desempenho das 27 unidades da federação com base em indicadores estruturados de políticas públicas e eficiência administrativa. De acordo com o relatório, o DF subiu seis posições em relação à edição anterior, passando do 7º para o 1º lugar no indicador ambiental. O avanço foi impulsionado, sobretudo, pela melhora em indicadores como destinação adequada do lixo e coleta seletiva. O ranking considera variáveis como serviços urbanos, emissões de CO2, saneamento, reciclagem, destinação adequada dos resíduos, coleta seletiva, entre outros, compondo um panorama abrangente da sustentabilidade nas unidades federativas. Destaque na gestão de resíduos Entre os fatores que contribuíram para o desempenho do DF, a gestão de resíduos sólidos ocupa posição central. O levantamento ressalta que o Distrito Federal figura em 1º lugar nos indicadores de coleta seletiva e destinação adequada dos resíduos e em 2º lugar no indicador de reciclagem de resíduos, evidenciando a eficiência das políticas públicas voltadas para o setor. Na reciclagem de resíduos, o DF também figura em um posto de destaque | Joel Rodrigues / Agência Brasília Os indicadores analisam a cobertura da coleta seletiva junto à população urbana, a destinação correta do lixo e a capacidade de recuperação de materiais recicláveis em relação ao total de resíduos coletados. Além disso, o DF também apresenta destaque no indicador de destinação adequada de resíduos, figurando entre as melhores posições do país, o que reforça a consistência das ações implementadas na área. Referência nacional [LEIA_TAMBEM]O Ranking de Competitividade dos Estados tem como objetivo oferecer uma visão comparativa da eficiência da gestão pública no país, funcionando como instrumento de avaliação e incentivo à melhoria das políticas públicas. A análise é estruturada em dez pilares temáticos. Entre eles, a sustentabilidade ambiental, considerada estratégica para o desenvolvimento econômico e social. No cenário geral, o Distrito Federal mantém posição de destaque, ocupando o 4º lugar no ranking nacional, com desempenho consistente em diferentes áreas da administração pública. Para o presidente do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Luiz Felipe Carvalho, o resultado reflete o trabalho contínuo desenvolvido no Distrito Federal para aprimorar a gestão de resíduos e ampliar a conscientização da população. “O reconhecimento do Distrito Federal como líder em sustentabilidade ambiental demonstra que estamos no caminho certo. A coleta seletiva e a reciclagem são pilares fundamentais dessa política, e seguimos trabalhando para fortalecer essas ações e ampliar a participação da população”, afirmou. O desempenho do DF reforça o papel das políticas públicas integradas e do investimento em infraestrutura e educação ambiental como fatores determinantes para a construção de uma cidade mais sustentável e preparada para os desafios futuros. *Com informações do SLU-DF
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Startup apoiada pelo GDF inova setor energético
A startup Polus, residente do Biotic – Parque Tecnológico de Brasília, tem se destacado no setor de eficiência energética, auxiliando pequenas e médias empresas (PMEs) a reduzirem custos e contribuindo para a sustentabilidade ambiental. Apenas no último ano, suas soluções evitaram a emissão de dezenas de toneladas de CO₂ na atmosfera. No cenário nacional, a Polus registrou um crescimento de 300% em relação a 2023, expandindo sua atuação para 11 estados e atendendo 70 clientes. Seus projetos impactam setores estratégicos, como supermercados, distribuidoras e indústrias de alimentos, com tecnologias que otimizam o consumo de energia, especialmente em áreas críticas como câmaras frias. No cenário nacional, a Polus registrou um crescimento de 300% em relação a 2023, expandindo sua atuação para 11 estados e atendendo 70 clientes | Foto: Divulgação/Biotic Esse avanço foi reconhecido com o prêmio Startup Destaque do Centro-Oeste no Brasil Startup Awards 2024, evento que celebra as startups mais inovadoras em todas as regiões do país . Além disso, a Polus recebeu uma subvenção do programa StartBSB, que fortaleceu suas operações no Distrito Federal e na Região Integrada de Desenvolvimento do DF (Ride). O apoio acelera sua expansão para mercados-chave, como São Paulo e Minas Gerais, consolidando sua posição no setor. “A Polus é um exemplo de startup inovadora que impulsiona a economia do Distrito Federal. O Parque Tecnológico não é apenas um espaço físico, mas um ambiente que conecta empresas a oportunidades estratégicas e acelera sua presença no mercado”, afirma o presidente do Biotic, Gustavo Dias. Para Luiz Filipe Guerra, CEO e cofundador da Polus Brasil, a escolha do Biotic foi fundamental para o crescimento da startup. “Instalar a Polus no Biotic foi um passo estratégico para consolidar nossa atuação em inovação e tecnologia. Estar no Parque Tecnológico nos conecta a um ecossistema vibrante e nos posiciona como uma empresa que transforma desafios em soluções de impacto regional e global”, diz. Reconhecimento internacional e expansão global A Polus também conquistou espaço em importantes eventos e programas de inovação ao redor do mundo: • Estados Unidos → Representou o Brasil em um programa de desenvolvimento empresarial promovido pelo Departamento de Estado norte-americano; • Alemanha → Premiada pela Fundação Westerwelle, que reconheceu o potencial da Polus em soluções tecnológicas inovadoras na redução de consumo de energia; • Rússia → Única representante brasileira no Brics Energy Summit, onde apresentou soluções inovadoras para o setor elétrico; • México → Participou do programa de aceleração de negócios climáticos da Halcyon, uma aceleradora norte-americana baseada em Washington D.C. (EUA), que apoia startups latino-americanas focadas em resolver problemas climáticos. “Ser reconhecido por potências como Estados Unidos, Alemanha e Rússia valida o potencial da Polus e da inovação brasileira no cenário global. Estamos mostrando que soluções desenvolvidas no Centro-Oeste podem transformar mercados em qualquer lugar do mundo”, ressalta Guerra. Metas ambiciosas para 2025 Com planos de crescer mais 300% no próximo ano, a Polus ampliará suas soluções para supermercados, distribuidoras e indústrias de alimentos, ao mesmo tempo em que reforça sua liderança no Centro-Oeste e acelera sua expansão nacional. Com reconhecimento nacional e internacional, a startup reafirma o potencial de Brasília como um hub de inovação sustentável. A Polus prova que tecnologia e sustentabilidade podem caminhar juntas, impulsionando a capital federal como referência em soluções disruptivas e impacto ambiental positivo. *Com informações do Biotic
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PAD-DF é referência no uso de técnicas de irrigação eficiente e sustentável
Com a seca atingindo níveis históricos no Distrito Federal a cada ano, a região do PAD-DF tem se destacado por adotar técnicas de manejo e gestão que resultam em uma maior disponibilidade hídrica. A área é a mais irrigada da capital graças ao sistema de pivô central, utilizado na agricultura para irrigar grandes áreas de forma mais eficiente. A técnica maximiza a produção agrícola e promove a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento econômico. A região do PAD-DF tem se destacado por adotar técnicas de manejo e gestão que resultam em uma maior disponibilidade hídrica, como o sistema de pivô central | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília A região do PAD-DF é monitorada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) há quase uma década, quando Brasília passou a registrar maiores índices de seca. O órgão, então, desenvolveu um trabalho de conscientização dos produtores rurais da área sobre a irrigação eficiente, o uso racional da água, as tecnologias empregadas para garantir a estabilidade hídrica e as práticas de conservação de nascentes. A iniciativa foi ampliada nos últimos cinco anos. “Os grandes produtores, principalmente os irrigantes, tiveram que se adaptar à crise hídrica, e desde então vem sendo feito esse planejamento para que a água não falte, para que todos possam irrigar seus plantios”, explica Fausto Veiga Alvarenga, extensionista rural da Emater-DF. Atualmente, a irrigação ocorre de forma escalada, por meio de um rodízio entre os mais de 5 mil hectares de terrenos que usam a técnica de manejo. O PAD-DF é abastecido pelas bacias hidrográficas do Rio Preto e do Rio Jardim. A irrigação na região ocorre de forma escalada, por meio de um rodízio entre os mais de 5 mil hectares de terrenos que usam a técnica de manejo Exemplo O uso do sistema de pivô central serve de exemplo para várias áreas rurais. Uma das propriedades que utilizam a técnica é a da família da administradora e produtora rural Anna Carolina Kruger, 30. Com uma área de mais de 600 hectares, o sistema de irrigação foi adotado para o espaço em 2018. Desde lá, a família viu melhoras significativas na produção de trigo, soja e feijão, e investiu recentemente num segundo sistema ainda mais moderno e tecnológico. “O principal diferencial é que esse manejo da água traz segurança. Com esse sistema, conseguimos aumentar a nossa produção e a rentabilidade da área, além de possibilitar que a gente faça mais de uma safra de maneira bastante segura”, detalha Anna. “Chegamos a sofrer com problemas de falta de água, mas hoje, com essa técnica de manejo, conseguimos ter mais controle, sendo essencial para enfrentar os desafios da mudança climática e das crises hídricas.” Anna Carolina Kruger: “Com esse sistema, conseguimos aumentar a nossa produção e a rentabilidade da área, além de possibilitar que a gente faça mais de uma safra de maneira bastante segura” A metodologia de trabalho desenvolvida pela Emater na região inclui a monitorização regular da disponibilidade de água na área. Além disso, são dadas orientações aos produtores rurais sobre como utilizar o recurso de forma eficiente. “Essa técnica tem dado tão certo que, neste ano, apesar da seca histórica, não foi registrada falta de água na região. Não há produção se não tiver água. A água é um insumo essencial para a agricultura”, diz Fausto.
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