Procura por teleconsulta nas UPAs cresce e já soma mais de 21 mil atendimentos
Com o aumento de casos de gripe, tosse, febre e dor de garganta, cresce também a procura por atendimento nas unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF. Para reduzir a espera e dar mais rapidez ao atendimento, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) tem ampliado o uso da teleconsulta para pacientes com quadros leves. Sistema de teleconsulta já está disponível nas 13 unidades de pronto atendimento do DF | Foto: Divulgação/IgesDF Na prática, pacientes sem sinais de urgência, classificados com pulseira verde, podem ser atendidos por vídeo dentro da própria unidade, com apoio da equipe de enfermagem. A medida agiliza a orientação médica e permite que os profissionais presenciais concentrem esforços nos casos mais graves. Todas as 13 UPAs do DF já contam com teleconsulta, e quatro delas — Sobradinho, Ceilândia 1, Recanto das Emas e São Sebastião — têm o atendimento por vídeo chamada também em pediatria. Desde a implantação, em maio de 2025, até o início deste mês, já foram prestados 21.467 atendimentos por teleconsulta nas UPAs do DF. Desse total, 364 foram pediátricos, cuja teleconsulta só começou no final de janeiro deste ano, evidenciando a ampliação progressiva do serviço também para o público infantil. Como funciona a teleconsulta Após a triagem e a classificação de risco, pacientes com menor gravidade podem optar pela teleconsulta. Antes do atendimento, é apresentado um termo de consentimento ao paciente ou responsável. Em seguida, a pessoa é encaminhada para uma sala específica dentro da própria UPA, onde é realizada a consulta por vídeo com o médico. Durante todo o processo, a equipe de enfermagem permanece no local para dar suporte e auxiliar no encaminhamento, quando necessário. O modelo tem se mostrado resolutivo. Já foram emitidas 12.614 prescrições de medicamentos, além de 6.569 solicitações de exames laboratoriais e 2.893 de exames de imagem por meio da teleconsulta. “Com a teleconsulta, conseguimos dar mais agilidade aos casos de menor gravidade e garantir prioridade aos pacientes mais urgentes, com segurança e qualidade assistencial” Cleber Monteiro, presidente do IgesDF Apenas 12,1% dos atendimentos precisaram ser convertidos para consulta presencial, geralmente quando havia necessidade de exame físico, com retaguarda médica disponível na própria unidade. Eficiência ampliada “Ao direcionar os casos leves para um atendimento mais rápido, conseguimos liberar as equipes para focar nos pacientes com maior gravidade, tornando a assistência mais eficiente como um todo”, explica o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves. As UPAs que somam maior volume de teleconsultas são as do Gama (4.877 atendimentos), Ceilândia II (4.724) e Vicente Pires (4.322). Entre os principais motivos da procura estão síndromes respiratórias, diarreia, gastroenterite e febre — quadros comuns de baixa gravidade, mas que aumentam a demanda nas unidades, especialmente em períodos de mudança de clima. [LEIA_TAMBEM]“A teleconsulta é uma estratégia importante para organizar o atendimento nas UPAs, especialmente em períodos de maior procura”, reforça o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro. “Com ela, conseguimos dar mais agilidade aos casos de menor gravidade e garantir prioridade aos pacientes mais urgentes, com segurança e qualidade assistencial.” Atendimento nas UPAs do DF As UPAs funcionam 24 horas por dia e atendem casos de urgência e emergência de média complexidade. O acesso é feito por meio da classificação de risco, que define a prioridade conforme a gravidade do paciente, e não pela ordem de chegada. Com a teleconsulta, parte dos casos leves passa a seguir um caminho mais rápido, o que ajuda a reduzir o tempo de espera e torna o atendimento mais eficiente para toda a população. *Com informações do IgesDF
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Teleconsulta pediátrica chega ao DF e marca inauguração do Complexo de Telessaúde
A saúde pública do Distrito Federal avança na modernização do cuidado infantil. Pela primeira vez, crianças passam a contar com atendimento remoto especializado dentro de uma unidade de pronto atendimento (UPA), trazendo mais agilidade, segurança e tranquilidade às famílias. Na próxima quarta-feira (21), o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF) inaugura o primeiro Complexo de Telessaúde da rede pública distrital e inicia oficialmente o serviço de Teleconsulta Pediátrica na UPA do Recanto das Emas. A implantação ocorre em um contexto de alta demanda por atendimentos pediátricos nas unidades de urgência e representa um avanço concreto na ampliação do acesso à saúde, ao utilizar recursos digitais para qualificar o cuidado, reduzir filas e otimizar o tempo de resposta ao paciente. Com a novidade, a UPA do Recanto das Emas torna-se a sétima unidade do Distrito Federal a contar com serviços de telessaúde entre as 13 geridas pelo IgesDF. A expansão reforça a estratégia de descentralização da assistência e consolida o uso da tecnologia como ferramenta para aumentar a resolutividade de casos de baixa complexidade, por meio de avaliações remotas realizadas por profissionais capacitados. A adoção da telessaúde no DF parte do entendimento de que o cuidado remoto vai além da consulta médica, envolvendo equipes multiprofissionais e fluxos assistenciais integrados | Fotos: Alberto Ruy/IgesDF Para o presidente do IgesDF, a inauguração da telessaúde representa um novo modo de cuidar das pessoas no Distrito Federal. “Essa entrega é resultado de planejamento estratégico e compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS). Ao levar especialidades para onde o paciente está, reduzimos barreiras de acesso e construímos uma assistência mais ágil, eficiente e resolutiva para a população do Distrito Federal e entorno”, destaca. Estrutura moderna pensada para operação contínua O novo Complexo de Telessaúde foi concebido para acompanhar a expansão do serviço. A estrutura conta com 14 baias individuais, projetadas para assegurar privacidade, controle acústico e estabilidade tecnológica, elementos essenciais para a qualidade dos atendimentos remotos. A arquiteta responsável pelo projeto, Maria Fernanda Garcia, explica que o espaço foi planejado para minimizar interferências visuais e sonoras. “Cada estação foi pensada para garantir concentração, confidencialidade e fluidez na comunicação por vídeo”, ressalta. A adoção da telessaúde no DF parte do entendimento de que o cuidado remoto vai além da consulta médica, envolvendo equipes multiprofissionais e fluxos assistenciais integrados. Enquanto a teleconsulta permite o atendimento clínico direto aos pacientes nas unidades de pronto atendimento (UPAs), a teleinterconsulta conecta médicos da ponta a especialistas dos hospitais da rede IgesDF, encurtando distâncias e agilizando diagnósticos. Para a gerente de Comando Estratégico do IgesDF, Lillian Santos, a centralização dos serviços no Complexo de Telessaúde representa um avanço na governança assistencial. “O novo modelo permite operar a teleinterconsulta com protocolos definidos, indicadores e rastreabilidade dos fluxos, qualificando a tomada de decisão e fortalecendo a resolutividade da rede”, destaca. Entre maio de 2025 e janeiro de 2026, a teleconsulta somou 13.618 atendimentos, evidenciando crescimento contínuo e adesão da população ao modelo remoto O planejamento do centro envolveu de forma integrada áreas assistenciais, tecnologia da informação, gestão, engenharia e comunicação institucional. O espaço centraliza a coordenação da teleconsulta, teleinterconsulta e telessuporte, fortalecendo a governança, a padronização de processos e a capacidade de expansão do serviço. Ampliação do acesso e redução de filas nas UPAs Entre maio de 2025 e janeiro de 2026, a teleconsulta somou 13.618 atendimentos, evidenciando crescimento contínuo e adesão da população ao modelo remoto. Nesse período, o serviço contribuiu para a redução do tempo de permanência nas unidades, o desafogamento dos atendimentos presenciais e a melhoria da experiência do usuário do SUS. O maior volume de consultas foi registrado em outubro de 2025, com 2.247 atendimentos, refletindo a consolidação do serviço na rotina assistencial. A distribuição dos atendimentos demonstra capilaridade em diferentes regiões do DF. As unidades com maior número de consultas foram a UPA do Gama (3.555), Ceilândia II (3.463), Vicente Pires (3.433), Ceilândia (1.357), Samambaia (1.127) e São Sebastião (683). O perfil dos usuários aponta predominância do público feminino, com 8.052 atendimentos, frente a 5.566 do público masculino, além de maior concentração de pacientes entre 14 e 39 anos. Na prática, o impacto é percebido no fluxo das unidades. Pacientes com quadros de menor complexidade passam por avaliação remota e, quando indicado, recebem alta sem a necessidade de atendimento presencial, o que reduz filas e tempo de espera. Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, a iniciativa reflete um compromisso com inovação e cuidado centrado no paciente. “Estamos estruturando uma rede mais eficiente, que utiliza a tecnologia para ampliar o acesso, apoiar os profissionais de saúde e melhorar a experiência do cidadão”, afirma. Diagnósticos mais rápidos e decisões clínicas mais assertivas Reestruturada em 2025, a teleinterconsulta também tem impactado diretamente a assistência nas UPAs e hospitais do IgesDF Reestruturada em 2025, a teleinterconsulta também tem impactado diretamente a assistência nas UPAs e hospitais do IgesDF. A modalidade possibilita que médicos acessem, em tempo oportuno, pareceres de especialistas do Hospital de Base, Hospital de Santa Maria e Hospital Cidade do Sol, evitando transferências desnecessárias e acelerando decisões clínicas. Na especialidade de nefrologia do Hospital Cidade do Sol, por exemplo, foram realizadas 501 avaliações em apenas 57 dias, com resolução conservadora em 73% dos casos, sem necessidade de deslocamento dos pacientes. Já na hematologia, o intervalo entre a suspeita clínica e a confirmação diagnóstica foi reduzido de semanas para menos de 24 horas. Segundo a chefe do Núcleo de Inovação e Saúde Digital, Amandha Dias, a integração das modalidades de teleassistência elevou o padrão operacional do serviço. “A consolidação do Complexo de Telessaúde permite decisões clínicas mais assertivas, reduz tempos de espera e fortalece a integração entre as unidades, garantindo que o cuidado chegue de forma mais rápida e segura a quem precisa”, explica. *Com informações do IgesDF
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UPA do Gama completa 4 anos com mais de meio milhão de atendimentos
Nascido e criado no Gama, Israel Pereira Souza começou a frequentar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade em 2024. À época, ele sentiu fortes dores no peito e na perna, além de falta de ar. “Fui muito bem atendido, o pessoal sempre me trata muito bem”. Para ele, a unidade trouxe facilidade e conforto à comunidade. "Nota dez", pontua. O acolhimento de Israel está na estatística dos mais de 535 mil atendimentos feitos pela UPA do Gama em seus 4 anos de história. Inaugurada em 27 de outubro de 2021, a unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realizou mais de 80 mil atendimentos apenas em 2025. Israel Pereira Souza avalia a UPA do Gama: "Nota dez" | Fotos: Divulgação/IgesDF O gerente da UPA, Flávio Oliveira Amorim, afirma que a unidade se destaca pelo atendimento acolhedor e humanizado e pela equipe comprometida em cuidar com responsabilidade e respeito. “Com protocolos bem definidos, empenho diário dos profissionais e o apoio das equipes terceirizadas parceiras, garantimos um serviço de urgência com qualidade, agilidade e escuta ativa, em sintonia com as necessidades da comunidade”, ressalta. “O foco não é apenas tratar, mas também acolher e escutar" Davi Cordeiro de Azevedo, colaborador na UPA do Gama O técnico de enfermagem Davi Cordeiro de Azevedo é um dos cerca de 160 colaboradores do IgesDF que trabalham na UPA. Segundo ele, a equipe da unidade, que ainda conta com 50 terceirizados, é acolhedora, comprometida e prioriza o bem-estar do paciente. “O foco não é apenas tratar, mas também acolher e escutar, o que faz toda a diferença no atendimento de urgência e emergência”, finaliza. A radiologista Marilia Soares trabalha na UPA do Gama desde a inauguração. “Estamos sempre juntos, acolhendo o paciente e os colaboradores. Nós trabalhamos em equipe — a radiologia, os médicos, a enfermagem, a coordenação — sempre para dar o melhor”, completa. Com atendimento 24 horas, todos os dias da semana, a UPA do Gama tem capacidade para atender 4.266 pessoas por mês. A estrutura conta com dois leitos na sala vermelha, sete na sala amarela e 10 poltronas para medicação, inalação e reidratação na sala verde. Além do atendimento clínico de urgência e emergência, a unidade realiza exames laboratoriais, radiológicos e a administração de medicamentos. Teleconsulta agiliza atendimento O teleatendimento foi instituído em maio deste ano e, desde então, já foram realizados 2.204 atendimentos A UPA do Gama também oferece teleatendimento. A medida visa dar mais resolutividade aos casos classificados como verdes (pacientes com menor gravidade), que, muitas vezes, enfrentam longas esperas ou desistem do atendimento. Na consulta, o paciente é encaminhado para uma sala equipada com câmera, microfone e sistema eletrônico. O atendimento é realizado por médicos, que podem solicitar exames, prescrever medicamentos, emitir atestados e, se necessário, encaminhar o caso para atendimento presencial. [LEIA_TAMBEM]O teleatendimento foi instituído em maio deste ano e, desde então, já foram realizados 2.204 atendimentos, com junho registrando o recorde de 625 consultas nesse formato. A unidade apresenta um alto índice de adesão dos pacientes, com 59,21%. Essa taxa indica que o serviço tem contribuído de forma significativa para o manejo de casos de menor gravidade, garantindo resolutividade, otimização do fluxo assistencial e redução da sobrecarga nas equipes presenciais. Para os próximos anos, Flávio Amorim espera que a UPA opere de forma ainda mais eficiente, com redução nos tempos de espera, melhor resolubilidade e índices de satisfação cada vez mais altos. “Seguiremos trabalhando com dedicação total, pois cada atendimento realizado é a reafirmação do nosso compromisso inabalável de cuidar com excelência do povo do Gama”, finaliza. * Com informações do IgesDF
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Presentes em cinco UPAs, teleconsultas ampliam acesso e agilizam atendimento a pacientes
A saúde pública do Distrito Federal deu mais um passo rumo à inovação. Desde segunda-feira (15), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia passou a oferecer teleconsultas, tornando-se a quinta unidade a adotar o serviço. A expectativa é que, até o fim deste ano, todas as 13 UPAs administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF) contem com essa modalidade, que veio para agilizar o atendimento e ampliar o acesso da população aos médicos. Desde maio de 2025, quando a UPA de Vicente Pires começou o teleatendimento, o serviço já foi expandido para outras quatro unidades: além de Samambaia, Gama e Ceilândia I e II. Juntas, já atenderam mais de 5,5 mil pessoas. “Estamos avançando com muita responsabilidade. Antes de expandir, avaliamos os resultados clínicos, a infraestrutura e o acolhimento da comunidade local. Queremos que a teleconsulta se torne um verdadeiro polo facilitador da jornada do paciente dentro do SUS”, avalia o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Rodolfo Lira. Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia passou a oferecer teleconsultas, tornando-se a quinta unidade a adotar o serviço | Foto: Divulgação/IgesDF O presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), Cleber Monteiro, destaca que o objetivo é modernizar o acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS), sem renunciar ao vínculo humano no cuidado com os pacientes. “Estamos incorporando tecnologia, mantendo o cuidado próximo e humanizado. Com a teleconsulta, conseguimos não apenas desafogar as salas de espera, mas também oferecer cuidado imediato e direcionado”, afirma. A estudante Gabriela Silva viveu essa experiência na unidade de Vicente Pires. Ela chegou com dores no abdômen e foi classificada como paciente de menor urgência, com pulseira verde. “Eu achei que teria que ficar esperando muito tempo, porque tinham outras pessoas em situações mais graves. Mas fui surpreendida com uma proposta que nem sabia que existia aqui no DF”, conta. A técnica de enfermagem da UPA ofereceu a teleconsulta para a estudante, que foi atendida na hora. “A médica apareceu na tela, analisou meus exames, fez perguntas, explicou meu quadro e prescreveu o tratamento. Parecia que ela estava ali comigo, de verdade”, relata. “Foi rápido, eficiente e muito acolhedor. Recomendo para minha família inteira", diz. “Estamos incorporando tecnologia, mantendo o cuidado próximo e humanizado. Com a teleconsulta, conseguimos não apenas desafogar as salas de espera, mas também oferecer cuidado imediato e direcionado" Cleber Monteiro, presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF) Atendimento moderno e humanizado A implementação da teleconsulta nas UPAs é uma iniciativa do IgesDF, que busca dar mais resolutividade aos casos classificados como verdes — pacientes com menor gravidade que, muitas vezes, enfrentam longas esperas ou desistem do atendimento. “Queremos garantir que todo usuário que procura o serviço receba atendimento digno e ágil. A teleconsulta é segura, rápida e permite que o paciente inicie imediatamente seu tratamento, inclusive com medicação na própria unidade”, explica a chefe do Núcleo de Inovação e Saúde Digital (Nusad), Amandha Dias. Somente na UPA do Gama, a maior em quantidade de atendimentos, mais de 2 mil pacientes foram atendidos por teleconsulta em 90 dias, já que o serviço funciona apenas durante a semana. Segundo levantamento do Instituto, cerca de 60% dos pacientes de classificação verde optaram pela nova modalidade, com alto índice de aprovação. Como funciona Após a triagem, o paciente é convidado a participar da consulta por vídeo. Se concordar, assina um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e é encaminhado para uma sala equipada com câmera, microfone e sistema eletrônico. O atendimento é realizado por médicos, que podem solicitar exames, prescrever medicamentos, emitir atestados e, se necessário, encaminhar o caso para atendimento presencial. “É uma abordagem híbrida, que respeita as necessidades de cada paciente. Se houver qualquer dúvida ou sinal de agravamento, o caso é imediatamente revertido para atendimento presencial. Nossa prioridade é a segurança e o cuidado integral”, detalha Rodolfo Lira. Além da agilidade, a iniciativa fortalece o papel da equipe de enfermagem, que acolhe e orienta o paciente em todas as etapas do processo. Arte: IgesDF Medida preventiva e estratégica A teleconsulta também se consolida como uma importante ferramenta de prevenção. Segundo a gerente de Comando Estratégico do IgesDF, Lillian Santos, quando o paciente é atendido ainda nos primeiros sintomas, evita-se o agravamento do quadro clínico. “Estamos falando de uma estratégia que beneficia a todos. Evitamos a perambulação do paciente em busca de assistência, reduzimos as chances de retorno com complicações e ainda esperamos a diminuição de casos classificados como de maior complexidade nas UPAs”, destaca a gerente. A médica Mônica Dandara Montenegro, especialista em Medicina de Família e Comunidade, integra a equipe de atendimento remoto. Para ela, além de garantir acesso, a iniciativa promove educação em saúde e melhora o uso dos recursos do sistema público. “Os pacientes recebem orientação sobre hábitos saudáveis, entendem melhor como funciona a rede pública e aprendem a buscar os canais corretos. Isso evita sobrecarga e melhora o cuidado como um todo”, observa.[LEIA_TAMBEM] Para a estudante Gabriela, essa orientação foi fundamental. “Não precisei esperar horas, nem voltar outro dia. Saí com tudo resolvido. E saber que posso contar com um sistema assim, mesmo sem gravidade, me dá mais confiança no atendimento", conta. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (IgesDF)
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Saúde pública do DF recebe investimentos em tecnologia e expansão da rede
Nesta quinta-feira (28), o presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Cleber Monteiro, participou do programa CB Saúde, do Correio Braziliense e da TV Brasília. Monteiro abordou principalmente o serviço de teleconsulta, que já é uma realidade em três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do DF, e ainda fez um balanço dos principais investimentos do Instituto. “A população vem aceitando muito bem a teleconsulta e tem reagido positivamente a essa nova modalidade de atendimento nas UPAs. Foram mais de 4.300 pacientes atendidos desde maio”, contou o presidente. O projeto de teleconsulta começou na UPA de Vicente Pires e já foi expandida para as unidades do Gama e de Ceilândia II. A próxima a receber o serviço é a UPA de Ceilândia I. “O paciente que está com a pulseira verde, ou seja, que não é para um atendimento de urgência, que é a finalidade de assistência das unidades de pronto atendimento, acaba esperando muito para ser atendida. Com o teleatendimento, a pessoa é atendida rapidamente”, explicou Cleber. Presidente Cleber Monteiro falou, principalmente, sobre o servico de teleconsulta | Foto: Divulgação/IgesDF Com a nova modalidade, o paciente já sai com pedidos de exames e receita médica, reduzindo filas e evitando desistências do atendimento, o que ajuda a desafogar as emergências. Além dessa medida para melhorar o atendimento em saúde no DF, o presidente do IgesDF destacou o início da construção de seis novas UPAs em locais estratégicos: Sol Nascente/Pôr do Sol, Taguatinga Sul, Estrutural, Água Quente, Guará e Águas Claras. Uma sétima UPA em Arapoanga também deve começar as obras ainda neste ano. A previsão de entrega é no primeiro semestre de 2026. Todas as novas UPAs serão de porte III, que são maiores e funcionam como um pequeno hospital. “Teremos 65 leitos, sendo 33 para adultos e 32 pediátricos. Já estamos abrindo vários processos seletivos e estamos na fase de aquisição de equipamentos e mobiliário. As novas unidade vão dar um suporte bem maior à rede pública de saúde, pois serão 455 novos leitos”, afirmou. Novo centro cirúrgico no HBDF[LEIA_TAMBEM] Uma das novidades que o presidente abordou durante a entrevista foi a construção do novo centro cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). As obras já estão em andamento. “Serão 16 novas salas, sendo duas delas com previsão para cirurgia robótica. E a ideia é que o centro cirúrgico antigo seja reformado e que lá ainda funcionem algumas salas cirúrgicas, o que vai aumentar a capacidade do hospital”, antecipa o presidente do IgesDF. Questionado sobre o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), o Cleber Monteiro salientou que a unidade possui uma das maiores maternidades do DF e entorno, com perfil de atendimento às gestantes de alto risco. Uma das principais mudanças no HRSM foi a criação de um novo protocolo de alta diretamente no Centro Obstétrico, o que otimizou o giro de leitos. *Com informações do IgesDF
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GDF, União e Sírio-Libanês oferecem teleconsultas grátis
Por meio de uma parceria entre a Secretaria de Saúde e o Regula Mais Brasil, do Ministério da Saúde (MS), vários pacientes da rede estão sendo acompanhados pelos médicos do Hospital Sírio-Libanês. Isso só é possível graças a uma proposta aditiva de parceria entre o MS e o Hospital Sírio-Libanês, para apoio na realização de teleconsultas aos pacientes ambulatoriais. A união é uma tentativa de minimizar os danos secundários causados pela pandemia de Covid-19. “O aumento observado nas ausências dos usuários às consultas tornam o grupo de pacientes com doenças crônicas não transmissíveis a grande preocupação no seguimento dos tratamentos, principalmente na fase pós-pandemia, pois doenças como hipertensão arterial, diabetes mellitus e obesidade podem se agravar sem o devido acompanhamento”, explica Eliene Ferreira, coordenadora de Atenção Secundária e Integração de Serviços (Coasis). [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] As teleconsultas ofertadas estão contribuindo para proteger a população da exposição ao coronavírus – deixando os usuários do SUS seguros para seguirem seus tratamentos e manterem-se saudáveis, além de proteger os profissionais da saúde. Então, o Hospital Sírio-Libanês iniciou um projeto interno de consulta on-line, que já começou em alguns estados como Pernambuco, Amazonas, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. “Aqui no DF as consultas começaram com uma fase de teste, em agosto e logo se expandiu. Até o momento, só ocorreram teleconsultas de Neurologia, Cardiologia e Endocrinologia, mas também estão disponíveis nas especialidades de Ortopedia, Cirurgia Vascular e Neurologia Pediátrica”, explica a assessora técnica da Coasis, Nycole Filincowsky Xavier. São atendidos todos os pacientes em que os quadros clínicos sejam elegíveis para o atendimento virtual, seguindo os protocolos de classificação da Secretaria de Saúde e do Ministério da Saúde. Encaminhamento Para conseguir a consulta on-line, o usuário deve procurar sua unidade básica de saúde de referência, realizar uma consulta pelo médico da família da unidade, que irá avaliar a necessidade de acompanhamento com um especialista. Havendo a necessidade, o paciente será encaminhado para a Atenção Secundária. A partir dessa necessidade, o médico de família vai inseri-lo no sistema de regulação como um todo. É necessário descrever todo o quadro clínico, com as patologias e CIDs das doenças. Além de verificar com o paciente se ele tem interesse em uma teleconsulta, caso a resposta seja negativa, ele é agendado para consulta presencial. O atendimento via teleconsulta poderá ser ofertado para as seguintes especialidades ? Ortopedia (geral); ? Cardiologia; ? Endocrinologia; ? Neurologia; ? Neurologia pediátrica; ? Cirurgia vascular (geral) * Com informações da Secretaria de Saúde
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