Hmib moderniza UTI neonatal com central de monitoramento
Com o objetivo de ampliar a segurança clínica de bebês recém-nascidos e aprimorar a rotina assistencial, a Secretaria de Saúde (SES-DF) implementou uma central de monitoramento de leitos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Com investimento de R$ 264 mil, a tecnologia, chamada telemetria, permite o acompanhamento simultâneo, contínuo e integrado dos principais parâmetros vitais dos bebês. Equipamento permite acompanhar continuamente os principais parâmetros vitais dos leitos dos recém-nascidos | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “É um ganho para o SUS, para os profissionais e, principalmente, para os bebês internados, que passam a contar com um monitoramento ainda mais seguro e eficiente” Virgínia Lira, pediatra neonatal do Hmib “O objetivo é que a gente monitore e tenha uma visão ampla da unidade intensiva, diminuindo o tempo de ação”, explica a pediatra neonatal Virgínia Lira, do Hmib. “Isso significa que, se há uma intercorrência, por exemplo, já consigo ir diretamente ao leito em que ela ocorre. Antes, tínhamos que fazer rondas, ou até mesmo as próprias enfermeiras vinham nos avisar.” Como funciona No Hmib, os painéis estão distribuídos em pontos estratégicos da unidade. Há uma central principal de vigilância, na qual todos os painéis com leitos — das alas azul e verde (mais graves) e amarela (intermediários) — estão interligados. Por meio deles, as equipes acompanham, em tempo real, as condições clínicas dos bebês internados. [LEIA_TAMBEM]Além disso, cada ala conta com painéis instalados ao final dos corredores, garantindo que técnicas de enfermagem e enfermeiras tenham acesso imediato às informações dos leitos sob sua responsabilidade. Pelo sistema, é possível monitorar frequência cardíaca, temperatura corporal, saturação de oxigênio, pressão arterial e frequência respiratória. Ao serem admitidos na unidade, os recém-nascidos são cadastrados, enquanto os profissionais de enfermagem inserem os dados no sistema de monitoramento. A ferramenta conta ainda com alarmes sonoros, ajustáveis conforme a avaliação das equipes. “É um ganho para o SUS [Sistema Único de Saúde], para os profissionais e, principalmente, para os bebês internados, que passam a contar com um monitoramento ainda mais seguro e eficiente”, avalia Virgínia Lira. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Telemetria agiliza reparos na rede de água do DF
Até julho, a pressão da água nas principais redes de distribuição da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) estará 100% monitorada por telemetria. Este sistema permite identificar, em tempo real, problemas no abastecimento provocados por vazamento, obstrução ou danos na estrutura das redes. Assim, a empresa pode agir com mais rapidez para corrigir o problema e manter a normalidade do abastecimento. “Descobrir um problema de forma rápida significa diminuir interrupções no fornecimento de água, garantindo a continuidade do abastecimento para a população” Luís Antônio Reis, presidente da Caesb “Descobrir um problema de forma rápida significa diminuir interrupções no fornecimento de água, garantindo a continuidade do abastecimento para a população”, explicou o presidente da Caesb, Luís Antônio Reis, acrescentando que a telemetria também auxilia na eficácia operacional das redes, permitindo melhores ajustes das válvulas redutoras de pressão (VRPs). A telemetria consiste na instalação de um dispositivo eletrônico sem fio nas válvulas de controle das redes de água. Esse aparelho mede a pressão da água distribuída, monitorando o comportamento da rede. Se a vazão da água sobe e a pressão cai, é indício de vazamento. Se a pressão está baixa na rede, é sinal de que a falta d’água pode estar em curso. O aparelho de telemetria mede a pressão da água distribuída, monitorando o comportamento da rede de distribuição da Caesb | Foto: Cristiano Carvalho/Caesb A Caesb começou a implantar o sistema de telemetria em novembro de 2023, com investimentos de R$ 5,2 milhões. Até maio, foram instalados 378 dos 754 pontos de medição previstos no contrato gerido pela Superintendência de Manutenção Industrial da Caesb, ou seja, 50% do total programado. Até julho, a companhia garante que os outros 50% serão concluídos. A companhia monitora os dados registrados pelo sistema de telemetria por meio de centros de controle das superintendências de operação e manutenção de redes Centro-Norte e Oeste-Sul. Combate ao vazamento A Caesb dispõe de outros meios para evitar vazamentos e a consequente perda dessa água. Um deles é o uso de válvulas redutoras de pressão (VRPs) ao longo das redes da companhia. Essas peças ajustam a pressão empregada na rede de acordo com o consumo na região. Assim, evitam que a força da água rompa instalações hidráulicas de prédios residenciais e comerciais localizados em terrenos cujas características contribuem para aumentar a pressão. É o caso de edificações localizadas em ruas com inclinação acentuada, bem mais abaixo do nível do solo. Outro recurso para combater vazamentos e aumentar o controle da pressão nas redes é o sistema de monitoração automática noturna. Isso é feito com o dispositivo Day Night, instalado nas válvulas redutoras de pressão. Elas garantem a estabilidade da força da água entre o dia (maior consumo) e a noite (menor consumo), evitando rompimento das tubulações de imóveis residências e comerciais. O equipamento funciona 24 horas sem parar. Durante a madrugada, o dispositivo reduz gradualmente a força da água até chegar num patamar mínimo para atender à demanda. Quando amanhece e o consumo começa a aumentar, o dispositivo, automática e gradualmente, eleva a pressão, assegurando a estabilidade de acordo com a demanda. Graças a investimentos nesse e em outros sistemas de controle, a Caesb tem conseguido oferecer água de qualidade com segurança. *Com informações da Caesb
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Lago Norte é a primeira cidade a receber sistema de telemetria
A Caesb está instalando um equipamento junto ao hidrômetro das casas das quadras QI e QL 1 a 16 do Lago Norte. A medida faz parte da implantação do projeto de telemetria do consumo de água no Distrito Federal. O serviço é realizado por equipe contratada, cujos empregados estão devidamente uniformizados e identificados com crachás. Os clientes estão sendo avisados previamente da instalação por meio de comunicado entregue em cada residência. Em caso de dúvida, os moradores devem fazer contato com a Central de Atendimento ao Cliente pelo telefone 115, Agência Virtual, disponível no portal www.caesb.df.gov.br, ou Unidades de Atendimento Presencial. De acordo com a Caesb, o equipamento não interfere na medição de água convencional, respeitando a legislação no tocante à privacidade e sigilo de dados. O aparelho transmitirá os dados de consumo de água para a Caesb por sistema de telemetria, que consiste de um dispositivo eletrônico que lê o consumo do hidrômetro quatro vezes por dia e transmite os dados, utilizando a rede de telefonia celular, até os servidores de dados da Caesb. Investimento Nos computadores da empresa, esses dados são preparados para que o cliente possa acompanhar diariamente seu consumo, controlando o uso excessivo e podendo verificar mais rapidamente a ocorrência de vazamentos nas tubulações domiciliares.O sistema de telemetria foi financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, com investimento de R$ 1,7 milhão. Essa iniciativa tem o objetivo de melhorar o acompanhamento do consumo de água tanto pela companhia como pelos seus clientes. No Lago Norte, cerca de seis mil clientes serão beneficiados com a tecnologia que emprega Internet das Coisas (IoT), pela primeira vez nessa escala no setor de saneamento brasileiro. Até agora, foram instalados 4.114 transmissores nas quadras QI 1 a QI 12 e QL 1 a QL 12. Ainda faltam as quadras 13 a 16, com previsão de término das instalações em janeiro de 2020. As quadras instaladas já estão em teste. *Com informações da Caesb
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