DF ganha tecnologia que dobra tempo de conservação de corações para transplante
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A possibilidade de buscar corações para transplante em diferentes regiões do país ganha uma nova perspectiva no Distrito Federal. Isso porque a capital da República passa a contar com uma caixa de transporte de órgãos capaz de ampliar de quatro para até oito horas o período de conservação de corações durante o deslocamento. A governadora Celina Leão conheceu a tecnologia nesta quinta-feira (17/9), no Palácio do Buriti. Celina Leão foi conhecer o equipamento: “Nós já somos um dos estados que mais fazem esse tipo de cirurgia, mas essa alta complexidade que muitas vezes as pessoas não enxergam, mas que existe no DF, trouxe até aqui uma caixa que é a única que tem no Brasil” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A inovação utiliza refrigeração de precisão, sensores e monitoramento por GPS para garantir a integridade do coração durante o trajeto. Com o aumento do tempo de preservação, a tecnologia permite que órgãos captados em qualquer região do país possam chegar ao DF em condições adequadas para o procedimento. A chefe do Executivo enfatizou a relevância do avanço e reforçou o compromisso com a ampliação dos serviços de saúde: “Nós já somos um dos estados que mais fazem esse tipo de cirurgia, mas essa alta complexidade que muitas vezes as pessoas não enxergam, mas que existe aqui no DF, trouxe até aqui uma caixa que é a única que tem no Brasil, que vai estar à disposição. Ela consegue preservar os órgãos no tempo dobrado”. A governadora ressaltou que a meta do governo é trabalhar na redução do tempo de espera dos pacientes e garantiu apoio contínuo para o fortalecimento das cirurgias de alta complexidade. Reutilização e alta complexidade Gustavo Lima, vice-presidente da fundação que administra o ICTDF, ressaltou a vantagem da localização geográfica do Distrito Federal: “É praticamente possível pegar órgãos, pegar corações em todo o território nacional, porque o DF está bem no meio do Brasil” O Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF) é o terceiro hospital do país a receber o equipamento, desenvolvido no Rio Grande do Sul por meio de parceria entre a iniciativa privada e o instituto de cardiologia do estado, com orientação da equipe médica e de cirurgiões. Gustavo Glotz de Lima, vice-presidente da Fundação Universitária de Cardiologia (FUC), instituição que administra o ICTDF, explicou que a localização geográfica estratégica do Distrito Federal, aliada à nova autonomia de transporte, potencializa a captação de órgãos em todo o território nacional. “O tempo de transporte de um coração é de quatro horas, e vai passar para oito horas”, apontou. “Com isso, aqui no Distrito Federal é praticamente possível pegar órgãos, pegar corações em todo o território nacional, porque [o DF] está bem no meio do Brasil.” O Distrito Federal figura entre os principais centros de transplantes cardíacos do país em volume de procedimentos. Atualmente, o ICTDF registra 34 pessoas na fila de espera por um coração. Além das cirurgias cardíacas, o instituto executa transplantes de fígado, rim e medula óssea, consolidando a capital como referência em procedimentos de alta complexidade no SUS.
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Sentinela transporta mais um coração e um fígado para transplante
Na tarde desta sexta-feira (13), a aeronave do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), o Sentinela, transportou mais um coração e um fígado para a realização de transplante no Distrito Federal. O coração e o fígado foram transportados pela Força Aérea Brasileira (FAB) de Palmas (TO) até Brasília. Da base aérea até o Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ITCDF) o transporte foi realizado em dois voos do Sentinela. O primeiro transportando o coração e o segundo, o fígado. Participaram dos voos o comandante Sergio Dolghi, o copiloto Ramon Chagas e os operadores aerotáticos Gilson Queiroz e Fernando Avelar. O coração e o fígado foram transportados pela Força Aérea Brasileira (FAB) de Palmas (TO) até Brasília | Foto: Divulgação/Detran-DF A parceria entre Detran-DF e a Central Estadual de Transplantes existe há nove anos, garantindo a agilidade necessária para o transporte de órgãos, indispensável ao aproveitamento nos transplantes realizados no Distrito Federal. Balanço Desde 2015, foram transportados 72 corações pelo Detran-DF e, destes, 11 aconteceram em 2023 e 16 neste ano de 2024. Quanto ao fígado, este foi o 1º deste ano e o 5º desde 2015. São muitas vidas salvas com a colaboração da autarquia, que não tem medido esforços para salvar vidas, tanto em ações terrestres quanto aéreas. *Com informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF)
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Força-tarefa do GDF para transporte de órgãos ajuda a salvar mais uma vida
Quando a missão é salvar vidas, todo esforço é válido e cada segundo conta. Ciente dessas premissas, o Governo do Distrito Federal (GDF) tem cumprido com louvor uma importante tarefa: a de transportar órgãos para a realização de transplantes. Na sexta-feira (7), toda a agilidade e o zelo se repetiram para trazer de Santa Helena de Goiás (GO) um coração para uma paciente da rede pública de saúde em Brasília. Ação integrada assegura o transporte de órgãos para a realização de transplantes em pacientes da rede pública do DF | Fotos: Vinícius Saiki/Agência Brasília Esse foi o 12º coração transportado pelo Departamento de Trânsito (Detran-DF), somente em 2024, e o 68º desde 2015, ano em que parceria entre o Detran-DF e a Secretaria de Saúde do DF (SES) e outras corporações, como Polícia Militar (PMDF), Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi firmada. Além dos corações, já foram transportados quatro fígados, um rim e seis córneas. Missão que é cumprida a bordo do helicóptero Sentinela. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Governo do Distrito Federal (@gov_df) Para que os pacientes receptores ganhem uma nova chance, toda a comunicação e o deslocamento devem acontecer de forma muito eficiente. E assim foi feito novamente. Logo que a Central Estadual de Transplantes (CET) da SES foi informada que havia um coração compatível com um paciente de Brasília, o Detran-DF foi acionado para realizar o transporte da Base Aérea de Brasília para o Hospital das Forças Armadas (HFA). Esse trajeto leva cerca de cinco minutos. Um breve momento que faz toda a diferença, uma vez que o tempo de isquemia do coração, ou seja, o tempo entre a retirada do órgão do doador e o transplante no receptor, é de no máximo quatro horas. A integração dos órgãos do GDF é essencial para salvar vidas, segundo o chefe do ICTDF, Fernando Atik O chefe do Instituto de Cardiologia e Transplantes do DF (ICTDF), Fernando Atik, destaca que é fundamental o tempo entre a captação e o transplante ser o menor possível. “O uso das forças especiais do governo, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Detran-DF, é absolutamente fundamental. E isso acontece de maneira muito regrada aqui no DF, funciona muito bem”, elogia o médico. Ele detalha que o coração foi recebido por uma paciente com um tipo sanguíneo muito raro e deu novo norte para o tratamento do receptor. “A probabilidade de isso acontecer é mínima. A gente já estava planejando outro tipo de tratamento, como um coração artificial, por exemplo, porque o transplante era uma coisa que não aconteceria. É como se ela tivesse ganhado na loteria, porque apareceu a pessoa certa, no momento certo, em que ela estava precisando. Agora, ela vai ter uma outra vida, é uma história fantástica”, celebra o médico. O chefe da Unidade de Operação Aérea do Detran-DF, Sérgio Dolghi, diz que a tripulação se sente orgulhosa de atuar nesse tipo de missão Poder proporcionar essas “novas vidas” é um trabalho que o Detran-DF tem orgulho em colaborar. “Toda a tripulação fica muito orgulhosa de executar esse tipo de serviço e salvar uma vida”, admite o chefe da Unidade de Operação Aérea do Detran-DF, Sérgio Dolghi. Segundo Dolghi, a aeronave é utilizada em diversas missões do Detran, entre elas a fiscalização e o apoio operacional nas blitze. Além disso, há uma parceria com o Samu, por meio da Secretaria de Saúde, desde 2015. “Por esse termo de cooperação, a gente deu prioridade para utilizar a aeronave do Detran devido às missões de cada força de segurança”, explica. O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do DF, coronel Sandro Gomes Santos da Silva, afirma que o papel que a corporação desempenha na complexa rede logística tem ligação direta com a missão da corporação, que é salvar vidas. “Estamos dedicados a melhorar continuamente nossos processos e recursos para garantir que possamos continuar a servir nossa comunidade e contribuir para o bem-estar daqueles que dependem desses procedimentos para sua saúde e qualidade de vida”, ressalta. Segunda chance Dentro da Secretaria de Saúde, a diretora da Central Estadual de Transplantes do Distrito Federal (CET-DF), Gabriella Christmann, afirma que “o trabalho é proporcionar uma segunda chance de vida”. Para isso, a Central é acionada sempre que há um órgão compatível com algum paciente da região, que, por sua vez, entra em contato com os órgãos necessários para realizar o transporte e o transplante. “Precisamos conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos. Sou muito grato à família do meu doador, porque em uma hora de extrema dor ajudaram a salvar oito vidas” Robério Melo, fundador da Associação Brasileira dos Transplantados “É um trabalho que começa na sociedade, termina na sociedade e que depende da sociedade. Doar sem olhar a quem, com a certeza de que está salvando alguém. Sabemos que é um momento de dor para as famílias, mas a vida de outras pessoas pode começar”, afirma. Normalmente, os doadores são pacientes que sofreram morte encefálica em unidades de terapia intensiva (UTIs). Após a confirmação do quadro, é necessário obter o consentimento da família para a doação de órgãos. A distribuição segue critérios rigorosos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), e a prioridade é dada com base em fatores como compatibilidade sanguínea e tecidual, gravidade da doença do receptor, tempo em lista de espera e urgência do caso. Tudo coordenado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Doença silenciosa Em 2017, Robério Melo sentiu dores semelhantes à de uma gastrite e durante um exame descobriu ter hemocromatose, um distúrbio que faz o corpo absorver muito ferro e acumular a substância danificando órgãos do corpo. A saúde de Robério foi se deteriorando rapidamente e, caso não fizesse um transplante de fígado, ele não sobreviveria. “Meu fígado estava 95% comprometido. No hospital, o médico me deu três dias de vida. No último dia, recebi a notícia que havia aparecido um doador”, lembra Robério. Segundo ele, essa nova chance foi como renascer. Depois de vencer essa etapa na vida, ele decidiu fundar o Instituto Brasileiro dos Transplantados (IBTx) para auxiliar todos os que precisam passar por esse tipo de procedimento. A entidade orienta sobre os trâmites e ajuda os pacientes que precisam com cestas básicas. “Essa logística é muito importante porque quanto maior o tempo de espera, maior é a probabilidade de o transplante dar errado”, ressalta o transplantado. Ele lembra que conversar sobre a doação de órgãos também é fundamental para ajudar a salvar a vida de outras pessoas. “Precisamos conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos. Sou muito grato à família do meu doador, porque em uma hora de extrema dor ajudaram a salvar oito vidas.”
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Mais um coração é transportado em tempo hábil para transplante no DF
Aeronave Sentinela 01, do Detran-DF, fez o transporte do órgão da Base Aérea para o Hospital das Forças Armadas | Foto: Divulgação/Detran-DF Por volta das 19h30 desta quarta-feira (27), 19h30, as equipes da Unidade de Operações Aéreas do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) foram acionadas pela Central Estadual de Transplantes do DF para mais um transporte – desta vez, do sétimo coração captado para doação de órgãos este ano. De Goiânia para a Base Aérea de Brasília, o coração e a equipe médica foram transportados a bordo do avião da FAB. Da Base Aérea para o Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF), no Hospital das Forças Armadas (HFA), a aeronave Sentinela 01, do Detran-DF, fez o transporte do órgão. Desde 2015, 63 órgãos já foram transportados para o DF por meio de uma parceria do Detran-DF com o Samu. A agilidade é imprescindível para o aproveitamento dos órgãos nos transplantes. *Com informações do Detran-DF
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Helicóptero do Detran transporta coração vindo de Belo Horizonte
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), por meio da Unidade de Operações Aéreas (Uopa), fez o transporte de um coração destinado a transplante na tarde de quarta-feira (18). Assim que chegou à Base Aérea de Brasília, o coração foi transportado para o HFA no helicóptero Sentinela | Foto: Divulgação/Detran-DF O órgão veio de Belo Horizonte, em avião da Força Aérea Brasileira, e chegou a Brasília por volta das 14h50, quando a aeronave do Detran já aguardava a comitiva na Base Aérea. De lá, o coração seguiu com a equipe médica no helicóptero Sentinela direto para o Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF), no Hospital das Forças Armadas (HFA), em vôo que durou cerca de cinco minutos. Esse foi o primeiro transporte de coração realizado pelo Detran em 2023. Em todo o ano passado, o helicóptero da autarquia auxiliou no transporte de 19 órgãos. *Com informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal
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Detran auxilia no transporte de coração e fígado para transplante
Na tarde de sexta-feira (15), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) foi acionado pela Central Nacional de Transplantes para realizar o transporte de um coração e um fígado, ambos vindos do Tocantins. Os órgãos foram transportados da cidade de Palmas até o Aeroporto Internacional de Brasília num avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e, em seguida, levado para o Instituto de Cardiologia do DF (ICDF) pela Unidade de Operações Aéreas do Detran. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Desde o início do ano, a equipe do Sentinela, helicóptero do Detran, auxiliou no transporte de cinco corações. Antes desse, o mais recente veio de Palmas (TO) e o transporte ocorreu no início deste mês, dia 7. No ano passado, foram sete, todos eles vindos de outros estados para o DF. De acordo com o piloto do Sentinela, o agente Ricardo Timóteo, o voo durou cerca de quatro minutos, enquanto que o trajeto até o HFA de ambulância duraria em torno de 15 a 20 minutos. “Mas para salvar uma vida, cada minuto faz a diferença”, destaca Timóteo. *Com informações do Detran-DF
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