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Trombose venosa profunda na gestação: veja riscos, diagnóstico e prevenção

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Durante a gestação e o pós-parto imediato, o corpo da mulher passa por intensas transformações vasculares e hormonais. Entre as alterações frequentes está o inchaço nas pernas. Embora possa ocorrer nesse período, o sintoma também pode estar relacionado a um quadro mais grave: a trombose venosa profunda (TVP). Segundo o cirurgião vascular Ricardo Andre Viana, da Secretaria de Saúde (SES-DF), a gravidez multiplica o risco de trombose venosa de três a quatro vezes. No puerpério imediato, essa probabilidade chega a ser até oito vezes maior. "O motivo dessa elevação é a mudança hormonal. Nela, o crescimento do útero comprime a circulação do retorno venoso dos membros inferiores", explica o mestre em biotecnologia e referência em cirurgia vascular. Apenas pelo exame físico em consultório, sem apoio de exames complementares, é difícil diferenciar o inchaço comum da gestação de uma trombose em curso. Por isso, a confirmação exige avaliação de imagem especializada, como o ecodoppler venoso. "Trata-se de um método totalmente seguro para a mãe e para o feto, pois não emite radiação e dispensa o uso de contraste iodado", detalha o médico. Assistência gratuita A rede pública de saúde do Distrito Federal dispõe de suporte para o acompanhamento e a condução dos casos de TVP. Para evitar o problema, a prevenção é discutida desde as primeiras consultas do pré-natal realizado nas unidades básicas de saúde (UBSs). Para identificar qual unidade procurar, basta informar o CEP da residência no campo indicado neste link. Em caso de gestante de baixo risco, a recomendação é repousar ou dormir deitada sobre o lado esquerdo. "A posição reduz a pressão do útero sobre a veia cava inferior e facilita a circulação. Além disso, a pessoa pode usar meias elásticas de compressão adequadas a cada fase gestacional, sob prescrição médica", alerta Viana. Já gestantes com histórico de trombose, com episódios prévios de TVP ou de embolia pulmonar, exigem acompanhamento rigoroso e indicação preventiva de anticoagulante durante a gestação e o puerpério imediato. "Essas pacientes são acompanhadas pelo fluxo de pré-natal de alto risco (Pnar) da SES-DF, com equipe especializada nas policlínicas e maternidades da rede pública", afirma o cirurgião. O acesso ao Pnar ocorre pelo pré-natal na UBS, após avaliação médica de riscos. Confirmado o diagnóstico em grávidas de alto risco, a recomendação inicial inclui repouso médio de aproximadamente 30 dias e a elevação dos membros inferiores durante o sono para auxiliar no alívio vascular. O tratamento é complementado por anticoagulantes específicos para resguardar a saúde materno-fetal. "A maioria dos anticoagulantes orais não é prescrita para gestantes devido ao risco de malformações fetais ou sangramentos. Por isso, utilizamos apenas medicações rigorosamente selecionadas e seguras para a gravidez", ressalta Viana.   *Com informações da SES-DF

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No Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, saiba os sintomas e como evitar a doença

Nesta terça-feira (16) é celebrado o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, data dedicada a conscientizar a população e ampliar o número de diagnósticos da doença. De janeiro a agosto de 2025, as 13 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Distrito Federal, administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), registraram 313 atendimentos por trombose em pacientes adultos, reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A trombose ocorre quando um coágulo de sangue se forma dentro de um vaso sanguíneo, seja uma veia ou artéria, provocando um “entupimento”, que dificulta a circulação. Se não tratada rapidamente, pode causar complicações graves. "Jovens, atletas e até crianças podem desenvolvê-la (trombose). Por isso, a prevenção é fundamental, com hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular, especialmente em casos de histórico familiar”, alerta o médico Paulo Fernandes Saad, do Hospital de Base | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Fatores de risco e prevenção O médico Paulo Fernandes Saad, chefe do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital de Base (HBDF), alerta que a trombose pode atingir qualquer pessoa, não apenas idosos ou pessoas obesas. “Jovens, atletas e até crianças podem desenvolvê-la. Por isso, a prevenção é fundamental, com hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular, especialmente em casos de histórico familiar”, afirma. Ele destaca ainda outros fatores de risco, como uso de anticoncepcionais, gravidez, tabagismo, obesidade e longos períodos de imobilização. “Mulheres que usam anticoncepcionais ou estão grávidas devem ficar atentas aos sintomas, assim como fumantes e pessoas que permanecem muito tempo sem se movimentar. Diante de qualquer sinal suspeito, é essencial procurar atendimento médico imediatamente”, completa.  “Mulheres que usam anticoncepcionais ou estão grávidas devem ficar atentas aos sintomas, assim como fumantes e pessoas que permanecem muito tempo sem se movimentar. Diante de qualquer sinal suspeito, é essencial procurar atendimento médico imediatamente” Médico Paulo Fernandes Saad, chefe do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital de Base (HBDF) Tipos de trombose Existem dois tipos principais da doença: trombose venosa e trombose arterial, que afetam regiões diferentes do corpo e apresentam sintomas distintos. A trombose venosa é a forma mais comum e geralmente atinge as veias dos membros inferiores, como pernas e pelve. Entre os principais sinais estão inchaço, dor ou sensibilidade na região, sensação de calor, vermelhidão, rigidez, dificuldade de movimentação e sensação de peso ou queimação no membro. Já a trombose arterial é mais rara e ocorre quando o coágulo obstrui uma artéria, reduzindo o fluxo sanguíneo. Os sintomas incluem palidez e diminuição da temperatura no membro afetado. Em casos graves, pode atingir as artérias do coração, provocando infarto, ou as do pescoço, resultando em acidente vascular cerebral (AVC).   *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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