Viajantes e profissionais da área de turismo devem se vacinar contra o sarampo
Quem está com viagem marcada para outros países, principalmente Estados Unidos, Canadá e México, ou quem trabalha em contato direto com público internacional em locais como embaixadas, aeroporto, rodoviária e do setor de turismo, deve conferir como está a vacinação contra o sarampo. A doença é evitável com a imunização, mas, desde o ano passado, já teve quase 15 mil casos confirmados nas Américas. No Brasil, foram 38 confirmações em 2025 e duas em 2026. No DF, o último caso foi em 2025, de uma pessoa que se contaminou em outro país. Vacinas estão disponíveis em diversas salas especiais da rede pública de saúde | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF De acordo com a Secretaria de Saúde (SES-DF), a principal medida para evitar que eventuais “casos importados” se propaguem por aqui é assegurar a vacinação. “O sarampo é uma doença altamente contagiosa, que pode causar complicações graves e levar a óbito”, afirma a gerente da Rede de Frio Central da secretaria, Tereza Luiza Pereira. ”Quando a maior parte da população está vacinada, o vírus praticamente não circula. Isso cria uma barreira de proteção coletiva, que protege as pessoas mais frágeis”. Proteção O imunizante está disponível nas salas de vacinação da SES-DF. Basta comparecer com documento de identidade e, se possível, com a caderneta de vacinação. Pessoas de 1 a 29 anos, além de profissionais de saúde de qualquer idade, devem receber duas doses da vacina tríplice viral. Já adultos de 30 a 59 anos precisam tomar uma dose. A vacina tríplice viral também assegura proteção contra rubéola e caxumba. No Hran, a Sala do Viajante é um local onde qualquer cidadão pode obter orientações sobre vacinação Tereza Pereira lembra que, dos 38 casos confirmados no Brasil em 2026, 36 foram em pessoas sem registro vacinal. No DF, a cobertura está próxima do ideal, mas não atingiu a meta de 95%. Entre as crianças de 12 meses a 2 anos, está em 85,6% para uma dose e 81,2% para duas doses. Adultos em dúvida se foram ou não vacinados devem comparecer a uma unidade básica de saúde (UBS), preferencialmente com a caderneta. A SES-DF também oferece o serviço na Sala do Viajante, localizada no Hospital Regional da Asa Norte Norte (Hran), que presta informações completas de cuidados para quem vai sair do país. DF monitora cenário [LEIA_TAMBEM]Mesmo sem casos em 2026 no DF, a doença é um dos focos de trabalho do Comitê de Monitoramento de Eventos em Saúde do Distrito Federal (Cmesp-DF), formado por especialistas de diversas áreas da SES-DF. O grupo tem acompanhado a evolução de números tanto no Brasil quanto no exterior. “Espaços como o Cmesp-DF são fundamentais para fortalecer a capacidade da SES-DF de antecipar riscos e responder de forma oportuna a possíveis ameaças à saúde pública”, explica a diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Malta. “Ao acompanhar rumores e eventos internacionais, o comitê permite a detecção precoce de situações que podem impactar o território local, mesmo antes da confirmação oficial de casos.” O objetivo é ter agilidade se algum caso for identificado no DF. Em 2023, a capital registrou 30 casos suspeitos da doença, sem nenhuma confirmação. Em 2024, foram 36 notificações, também sem confirmações. Em 2025, outras 71 suspeitas foram investigadas e descartadas, além do caso confirmado. “A existência de um plano previamente elaborado e amplamente divulgado, baseado em diferentes cenários epidemiológicos, garante que a Secretaria de Saúde esteja preparada para agir de forma organizada diante de uma eventual emergência” Juliane Malta, diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF Quando houve a confirmação, a SES-DF executou uma série de ações para evitar novas ocorrências — como uma busca ativa por 278 pessoas que tiveram contato com o paciente, que permaneceu em isolamento domiciliar para evitar a transmissão. Estratégias Além de orientações sobre a doença, sinais de alerta e da verificação dos registros de vacinação, foi feito o bloqueio vacinal seletivo, uma estratégia para assegurar a proteção de todos que possam ter tido contato com o vírus. Foi ainda emitido um comunicado para toda a rede pública e privada de saúde. Para agilizar essas ações, a SES-DF segue o Plano Distrital de Resposta Rápida a Casos e Surtos de Sarampo, um conjunto de medidas já pré-determinadas. “A existência de um plano previamente elaborado e amplamente divulgado, baseado em diferentes cenários epidemiológicos, garante que a Secretaria de Saúde esteja preparada para agir de forma organizada diante de uma eventual emergência”, assegura Juliane Malta. “Esse planejamento define fluxos, responsabilidades e medidas a serem adotadas em cada situação, o que permite uma resposta coordenada, oportuna e eficaz entre as equipes envolvidas, contribuindo para reduzir riscos e evitar a propagação da doença.” *Com informações da Secretaria de Saúde
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Atualize o cartão de vacina e proteja-se contra o sarampo
O sarampo é uma doença infecciosa grave, causada pelo vírus Measles morbillivirus e que está em circulação pelo Brasil. A doença já estava eliminada no país e voltou a causar surtos desde 2018, devido às baixas coberturas vacinais do imunizante tríplice viral. [Olho texto=”“As pessoas precisam entender que as doenças só param de circular se houver uma grande parcela de pessoas vacinadas”” assinatura=”Rosa Maria Mossri, enfermeira da área técnica das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “Em 2019, o Brasil perdeu o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo emitido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). As pessoas precisam entender que as doenças só param de circular se houver uma grande parcela de pessoas vacinadas”, explica Rosa Maria Mossri, enfermeira da área técnica das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar. Em 2020 ocorreram 41 casos de sarampo notificados e cinco confirmados. Já em 2021, até 3 de julho foram notificados oito casos, mas nenhum foi confirmado. A meta é vacinar 95% da população-alvo, que são crianças com 1 ano de idade. Em 2020, de janeiro a dezembro, a cobertura vacinal foi de 82,5%. Em 2021, de janeiro a abril, a vacina contra sarampo alcançou 88,3% da cobertura, número maior que o do ano passado, que no mesmo período registrou 63,7%. Chamada de tríplice viral, a vacina previne contra sarampo, caxumba e rubéola e é aplicada em todas as unidades básicas de saúde (UBSs) do DF | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF “Devemos lembrar que, ao longo da história, diversas doenças dizimaram populações, doenças que hoje não ouvimos mais falar, como sarampo, difteria e a poliomielite. Mas, outras que seguem endêmicas no Brasil, como a meningite, a coqueluche, a hepatite e a tuberculose, todas essas ainda apresentam casos pelo mundo”, informa. De acordo com Rosa Maria, manter a caderneta vacinal atualizada é a única forma de manter as doenças imunopreveníveis controladas. Por enquanto, não há nenhuma campanha de vacinação contra o sarampo programada pelo Ministério da Saúde. Chamada de tríplice viral, a vacina previne contra sarampo, caxumba e rubéola e é aplicada em todas as unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Sintomas O sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível, extremamente contagiosa e muito comum na infância. Os sintomas iniciais apresentados pelo doente são febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular e corrimento do nariz. Após esses sintomas, geralmente há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. O vírus pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo. Além disso, pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES)
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Vacina é a principal arma contra a coqueluche
A falta de vacinação é um dos principais fatores de risco para a coqueluche em crianças e adultos. Embora tenha tratamento, a infecção pode levar à morte, especialmente bebês menores de seis meses quando não tratados direito e ainda com o esquema vacinal incompleto. A prevenção é feita com a vacina tríplice bacteriana (DTP) que previne contra coqueluche, difteria e tétano, e faz parte do Calendário Oficial de Vacinação do Ministério da Saúde. A imunidade contra a coqueluche, também conhecida como tosse comprida, é adquirida quando as crianças tomam as três doses da vacina, sendo necessário reforço aos 15 meses e aos 4 anos de idade. Em 2019, o Distrito Federal registrou 54 casos e nenhum óbito. A coqueluche é uma infecção respiratória, transmissível, causada pela bactéria Bordetella pertussis e está presente em todo o mundo. Sua principal característica são crises incontroláveis de tosse seca seguida pelo guincho inspiratório, que é o som produzido pelo estreitamento da glote. A doença pode atingir, também, traqueia e brônquios. Os seus sintomas permanecem, em média, de 5 a 10 dias, podendo variar de 4 a 21 dias, e raramente, até 42 dias, sendo que o período de transmissão estende-se do 5º dia após a exposição do doente até a 3ª semana do início das crises de tosse. O exame para detecção da bactéria é por meio de coleta da cultura nasofaríngea e realização do PCR, assim como está sendo realizado o exame da Covid-19. Sintomas, transmissão e prevenção A doença manifesta três fases, sendo a primeira a catarral, com sintomas leves que podem ser confundidos com uma gripe. O paciente apresenta coriza, febre, mal estar e tosse seca e, em seguida, há acessos de tosse seca contínua. Na fase aguda, os acessos de tosse são finalizados por inspiração forçada e prolongada, vômitos que provocam dificuldade de beber, comer e respirar. Na convalescença, os acessos de tosse desaparecem e dão lugar à tosse comum. Bebês menores de seis meses são os mais propensos a apresentar formas graves da doença, que podem causar desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e levar à morte. De fácil propagação, a coqueluche é transmitida, principalmente, durante a fase catarral e em lugares com aglomeração de pessoas. Para se infectar é necessário contato direto com uma pessoa doente, através de gotículas de saliva expelidas por tosse, espirro ou fala. Há também a possibilidade de transmissão por objetos contaminados. A prevenção à coqueluche só é possível depois de receber, pelo menos, a terceira dose da vacina tríplice bacteriana ou DPT. Ela também está presente no calendário de vacinação de gestantes, com a vacina DTPa. No início da década de 1980 o Brasil registrava cerca de 36 mil casos por ano. Já em 2019 esse número reduziu para 1.495 doentes no país. Tratamento Ao apresentar os sintomas iniciais, o paciente deve buscar atendimento em uma unidade básica de saúde, em caso de sintomas mais leves ou moderados; ou a emergência de um hospital, em casos mais graves. O tratamento da doença geralmente é realizado por meio de antibióticos receitados pelo médico conforme a gravidade de cada caso. *Com informações da Secretaria de Saúde
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