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valorização cultural

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Encontro impulsiona o artesanato rural como alternativa de renda e valorização cultural

O artesanato produzido no meio rural do Distrito Federal ganhou protagonismo no Encontro de Artesãos da Emater-DF, reunindo 45 mulheres de diferentes regiões. A iniciativa destacou a força do trabalho feminino no campo e abriu espaço para reflexão sobre caminhos de qualificação, organização produtiva e acesso ao mercado. Promovido na última quinta-feira (26), o evento contou com programação durante todo o dia. As participantes tiveram acesso a orientações técnicas sobre participação em feiras e estratégias de comercialização, além de palestra do Sebrae sobre design aplicado ao artesanato. Também foi oferecido o serviço de emissão e renovação da carteira de artesã ou manualista, em parceria com a Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), fortalecendo a formalização e a inserção dessas produtoras no mercado. "Nosso objetivo é tirar o artesanato rural da invisibilidade e mostrar o potencial que existe" Cleison Duval, presidente da Emater-DF “Nosso objetivo é tirar o artesanato rural da invisibilidade e mostrar o potencial que existe. Quando organizamos a produção, qualificamos os produtos e conectamos com o mercado, inclusive com o turismo rural, conseguimos gerar renda não apenas para um produtor, mas para toda a comunidade. A Emater-DF está aqui para apoiar, orientar e abrir caminhos para que esses artesãos avancem com qualidade e identidade”, destacou o presidente da Emater-DF, Cleison Duval. O artesanato se consolida como uma alternativa real de geração de renda para famílias rurais. Em muitos casos, ele é desenvolvido em paralelo às atividades agrícolas e à produção de alimentos, como pães, doces e queijos, ampliando as possibilidades econômicas dentro das propriedades. A diretora-executiva da Emater-DF, Loiselene Trindade, reforçou o papel da parceria nesse processo de fortalecimento do setor: “Esse é um trabalho que precisa ser construído em conjunto. Estamos retomando e fortalecendo o artesanato na área rural, e isso exige dedicação, organização e foco na qualidade dos produtos. Não é um processo imediato, mas é fundamental avançarmos com consistência para gerar desenvolvimento e novas oportunidades para os produtores.” Materiais como fibras de bananeira, palha de milho e capim dão forma a cestos, porta-guardanapos, bonecas e joias naturais | Foto: Divulgação/Emater-DF Para a artesã Aline Valério, do Núcleo Rural Três Conquistas, o encontro foi um espaço de aprendizado e conexão. “É um momento de aprender coisas que a gente ainda não sabe, conhecer novas pessoas e construir parcerias”, relatou. Para muitas participantes, sair da rotina da propriedade e ocupar um espaço de formação também representa um gesto de valorização pessoal e reconhecimento de sua trajetória. Entre os grupos presentes, as Mulheres de Fibra simbolizam a potência criativa do artesanato rural. Utilizando fibras de bananeira, palha de milho e capins específicos, elas transformam matérias-primas do próprio ambiente em peças que carregam identidade e história. Sousplats, cestos, porta-guardanapos, bonecas e joias naturais traduzem, em cada detalhe, a cultura e o cotidiano do campo. [LEIA_TAMBEM]Outro destaque foi o grupo de crochê e bordado organizado pela Emater-DF. Durante o encontro, as participantes demonstraram habilidade e dedicação na produção das peças, resultado de um processo contínuo de aprendizagem. Moradoras do Núcleo Rural Jardim II, Cristina Antônio e Regina Pereira de Sousa começaram a atividade por meio da iniciativa da empresa. “Nos reunimos semanalmente há cerca de um ano e meio. Hoje, já conseguimos produzir e comercializar nossas peças na comunidade”, contou Cristina. Encerrando a programação, a palestra do Sebrae abordou a importância do design como ferramenta para agregar valor aos produtos artesanais, destacando aspectos como apresentação, diferenciação e adequação às demandas do mercado. O encontro foi finalizado com a proposta de continuidade das ações, reforçando o compromisso com o fortalecimento do artesanato rural no Distrito Federal. *Com informações da Emater-DF  

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Projeto viário de percurso turístico de Planaltina é aprovado

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal (Seduh-DF) aprovou o Projeto de Sistema Viário SIV 184/2020 e o respectivo Memorial Descritivo MDE 184/2020 do percurso turístico cultural de Planaltina. A medida foi oficializada por meio de Portaria nº 15 assinada pelo secretário Marcelo Vaz e publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta sexta-feira (13). Com área de intervenção de 42.452 metros quadrados, o projeto organiza e qualifica o sistema viário do centro histórico da cidade, com foco na valorização do patrimônio cultural, no fortalecimento do turismo e na melhoria da mobilidade urbana. A iniciativa integra as ações de planejamento urbano do Governo do Distrito Federal voltadas ao desenvolvimento ordenado e sustentável das regiões administrativas. O projeto inclui a ampliação de calçadas e a redução da velocidade máxima das vias, entre outras coisas | Arte: Divulgação/ Seduh-DF Valorização histórica O percurso contempla a entrada pela Avenida Goiás até a Praça Coronel Salviano Monteiro, incluindo a própria praça, o trecho da Avenida Goiás até a Igreja Matriz, a Avenida Salvador Coelho, que liga a Praça Coronel Salviano Monteiro à Praça São Sebastião, além do entorno desses espaços e da Rua 58. Segundo o secretário Marcelo Vaz, a proposta reforça a integração entre preservação e desenvolvimento urbano. “Estamos promovendo uma requalificação que respeita a história de Planaltina e, ao mesmo tempo, qualifica os espaços públicos para moradores e visitantes, com mais acessibilidade, segurança e incentivo à cultura e ao turismo”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]Entre as principais intervenções previstas estão a ampliação de calçadas para pedestres e ciclistas, a implantação de soluções compartilhadas entre veículos e pedestres com redução da velocidade máxima das vias e a elevação do piso ao nível das calçadas e praças, com uso de piso intertravado ou similar. A proposta busca reduzir o fluxo de veículos e priorizar o pedestre, criando espaços mais seguros e integrados. Mobiliário urbano Também estão previstas melhorias em acessibilidade, instalação de mobiliário urbano especial, sinalização turística com destaque para o valor histórico dos monumentos, arborização e iluminação pública voltada à valorização do patrimônio. Todas as mudanças respeitam as edificações históricas existentes, preservando a identidade arquitetônica da região. "É uma intervenção que combina mobilidade, paisagismo e qualificação urbana, criando um ambiente mais acolhedor e funcional" Vitor Recondo, subsecretário de Projetos e Licenciamento de Infraestrutura No campo da infraestrutura urbana, o projeto inclui ações de drenagem, instalação de um coreto na praça do Museu Histórico e Artístico de Planaltina, implantação de skate park na praça da Igreja São Sebastião, recuperação de áreas para a prática de capoeira e atividades culturais, além da retirada de placas e elementos degradados nas praças. O subsecretário de Projetos e Licenciamento de Infraestrutura, Vitor Recondo, destacou o caráter estruturante da iniciativa. “O projeto reorganiza o sistema viário com foco no pedestre e na valorização do conjunto histórico. É uma intervenção que combina mobilidade, paisagismo e qualificação urbana, criando um ambiente mais acolhedor e funcional”, ressaltou. Próximos passos Após a aprovação do sistema viário, o processo será encaminhado à Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF) para a elaboração dos projetos complementares e do orçamento. A portaria também determina que os documentos urbanísticos sejam disponibilizados no Sistema de Documentação Urbanística e Cartográfica no prazo de até sete dias após a publicação. *Com informações da Seduh-DF  

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