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GerAção Enem 2026 vai beneficiar 21 mil estudantes da rede pública do DF

O lançamento do Projeto GerAção Enem 2026, nesta quarta-feira (20), no Complexo Cultural de Samambaia, marca o início das ações de preparação dos estudantes para o exame. A iniciativa prevê aulas de todos os componentes curriculares e atividades pré-prova em todas as áreas do conhecimento, com alcance estimado de cerca de 21 mil concluintes da rede pública do Distrito Federal. A abertura contou com a participação da governadora Celina Leão. “A nossa educação precisa de um olhar mais atento. Tenho visitado escolas, conversado com diretores regionais de ensino, ouvido os sindicatos e debatido caminhos para que possamos ter a melhor educação pública do Brasil. Bons profissionais nós já temos; é preciso valorizá-los e também incentivar nossos estudantes a alcançarem seu melhor desempenho. Aproveitem essa oportunidade. Vocês têm a chance de transformar a própria realidade. Não desistam. Sonhem e lutem pelo que acreditam, porque os resultados vêm com esforço diário, um passo de cada vez”, afirma a chefe do Executivo. Durante a abertura, cerca de 250 estudantes da 3ª série do ensino médio, de instituições de Samambaia, participaram da ação, que aproximou as iniciativas da Secretaria de Educação (SEEDF) da comunidade escolar. A programação buscou fortalecer o engajamento dos alunos com o Enem, com um momento de mobilização e orientação sobre o processo de inscrição, seguido de uma aula de redação com foco nas recentes mudanças nos critérios de correção da prova. A abertura do Projeto GerAção Enem 2026 contou com a participação da governadora Celina Leão | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A secretária de Educação interina, Iêdes Braga, explicou que o programa surgiu a partir da necessidade de ampliar a participação dos estudantes da rede pública no Enem. “Tivemos uma primeira edição no ano passado, justamente para incentivar os alunos a se inscreverem e participarem do processo seletivo, já que, muitas vezes, não alcançávamos um número significativo de inscritos. O GerAção Enem cumpre esse papel ao orientar e, ao mesmo tempo, preparar os estudantes para a prova, com aulões e conteúdos específicos”, afirmou. Segundo ela, além das orientações, o projeto oferece aulas em diferentes áreas do conhecimento. “Hoje teremos aula de redação, mas também contamos com conteúdos de ciências humanas, ciências da natureza e matemática. Já disponibilizamos aulas gravadas no YouTube e temos novas ações planejadas para o segundo semestre, mais próximas da realização do exame”, completou.   O evento será transmitido pelo canal @GerAçãoEnem no YouTube, onde a gravação completa ficará disponível para consulta. As próximas aulas ocorrerão em formato híbrido, com atividades realizadas tanto presencialmente quanto de forma online, por meio de videoaulas. O cronograma completo das aulas será divulgado em breve pelas coordenações regionais de ensino, para posterior repasse às unidades escolares. Com apoio do Sebrae-DF, o evento foi realizado sem custos para o governo, com a instituição responsável por parte da organização e da estrutura. O gerente de Políticas Públicas do Sebrae-DF, Jorge Adriano Soares, destacou a parceria de longa data com a Secretaria de Educação. “O Sebrae é parceiro da Secretaria de Educação há bastante tempo. Acreditamos muito na educação como caminho para formar empreendedores desde cedo, pois empreender é sobre definir objetivos, traçar metas, definir caminhos, tempo de estudo e tempo de organização para chegar nos seus objetivos, como ter um bom resultado nesse exame”, afirmou. Para a estudante Ana Luísa de Alcântara, de 18 anos, iniciativas como o GerAção Enem fazem diferença na preparação Impacto A professora de física do CEM 304 de Samambaia, Lorrane Ferreira Lima, destacou a importância de levar ações educacionais para mais perto dos estudantes e da comunidade. “Muitas vezes, os eventos são centralizados, e a descentralização facilita o acesso e aproxima os alunos. E esse projeto é muito importante porque oferece contato com novos professores e diferentes formas de aprendizado. Espero que eles aproveitem ao máximo essa oportunidade”, afirmou. Para ela, iniciativas como o GerAção Enem reforçam o papel da educação como prioridade. “Esse tipo de ação é fundamental, porque, muitas vezes, a educação acaba sendo deixada de lado. Quando há essa sensibilidade de ampliar o acesso por meio de programas como esse, a população percebe o compromisso com a educação e o esforço para aproximar os jovens dos vestibulares”, completou. Ainda em dúvida sobre qual carreira seguir, a estudante Ana Luísa de Alcântara, de 18 anos, considera cursar direito. Para ela, iniciativas como o GerAção Enem fazem diferença na preparação. “É muito importante, porque, além de incentivar, me deixa mais animada para continuar estudando e adquirir mais conhecimento, principalmente em redação, que é uma das etapas mais importantes do Enem”, destacou. “Sem contar que ajuda muitos estudantes que não têm apoio dentro de casa. Aqui, a gente encontra incentivo para continuar se dedicando e correndo atrás dos estudos”, completou.

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Núcleo de Inovação do DF será inaugurado na sexta (19) para conteúdos de educação

A Secretaria de Educação (SEEDF) passa a contar com o Núcleo de Inovação do Distrito Federal (NIDF), que será oficialmente apresentado nesta sexta-feira (19), às 10h, no auditório do Espaço Cultural Neusa França, no shopping ID. O núcleo foi criado para desenvolver recursos digitais voltados à educação híbrida na rede pública de ensino. Equipamentos do núcleo serão fornecidos pelo Ministério da Educação | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Com equipamentos fornecidos pelo Ministério da Educação (MEC), originários de investimentos no Programa de Inovação da Educação Híbrida do Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o NIDF integra a Gerência de Educação a Distância (Gead) da Subsecretaria de Educação Básica (Subeb) da SEEDF. Os equipamentos disponíveis permitem gravar videoaulas, entrevistas e podcasts, além de outros recursos que poderão dar suporte de qualidade a metodologias ativas e inovadoras na educação, com a possibilidade de alternar as aulas entre atividades presenciais e remotas. “A implantação do Núcleo de Inovação para educação híbrida proporcionará uma experiência de aprendizado mais flexível e personalizada, adaptada às necessidades e realidades dos estudantes”, afirma a subsecretária de Educação Básica da SEEDF, Iêdes Braga. O NIDF, que integra a infraestrutura oferecida pela Rede de Inovação para Educação Híbrida (Rieh), programa de inovação educacional do governo federal, também tem como objetivo contribuir com a implementação do Novo Ensino Médio. Inauguração do Núcleo de Inovação do Distrito Federal (NIDF) → Sexta-feira (19), às 10h, no auditório do Espaço Cultural Neusa França no shopping ID. *Com informações da Secretaria de Educação

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Série ‘Aprendendo a estudar’ no ar a partir desta segunda (25)

Em tempos de pandemia da Covid-19, o foco é a preservação da saúde de todos. Para compensar o período em que as aulas estão suspensas, a Secretaria de Educação (SEE) lançou o programa Escola em Casa-DF. A partir desta segunda-feira (25), as redes sociais da pasta exibirão os vídeos da série Aprendendo a estudar, sempre às segundas, quartas e sextas-feiras, às 14h. São episódios gravados por professores e psicólogos para despertar o interesse dos estudantes pelos estudos e mostrar que mudanças simples de comportamento, aliadas a técnicas de estudo, podem melhorar o desempenho e tornar mais agradável a aprendizagem. O público vai encontrar dicas que podem ser usadas tanto no período de afastamento escolar quanto na volta às aulas presenciais. “É importante que os alunos consigam ter em mente objetivos de vida, saibam o que desejam alcançar e, a partir desses objetivos, tracem metas”, atenta a professora Viviane Daemon, da SEE. “Em um dos vídeos, eu sugiro que coloquem esse objetivo de vida em um local onde vejam sempre, assim se lembram do porquê e para que precisam estudar.” Educação e tecnologia O ensino mediado por tecnologia requer organização e foco, já que o estudante está sendo guiado a distância pelo professor. Os episódios da série são Ânimo para estudar, Metas e recompensas, Concentração, Estratégias de estudo, Dividir para conquistar e Objetivos. Os vídeos também são um apoio para a plataforma Escola em Casa DF, por meio da qual os estudantes têm acesso ao Google Sala de Aula. Aqui, os professores podem postar diariamente os conteúdos e manter contato para tirar dúvidas e orientar os alunos. Além disso, professores estão gravando videoaulas que serão transmitidas pelas TVs Justiça, União e Gênesis. No plano de volta às aulas da SEE, o ensino mediado por tecnologia continuará sendo parte da rotina de estudos, pois vai auxiliar na redução dos números de estudantes por sala, atendendo às recomendações de saúde.

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Tecnologia e criatividade podem atuar a favor do ensino

José Alderi Magalhães (D), avô de Júlia: “Espero que tudo volte ao normal logo e que a minha neta, assim como seus colegas, não seja prejudicada” | Foto: Divulgação / SEE O ensino mediado por tecnologia é o maior aliado da escola durante a pandemia da Covid-19, que levou à necessidade de suspensão das aulas. O Centro Educacional (CED) 5, de Taguatinga, é uma das unidades que já incorporaram a metodologia ao cotidiano.  Mais de 100 professores da escola e 70% dos alunos já utilizam a plataforma Google Sala de Aula, adotado ela escola há dois anos. Para aqueles que não têm acesso, a direção estuda a oferta de materiais impressos com base no que já oferece on-line. José Alderi Magalhães, avô de Júlia Rodrigues Magalhães, do terceiro ano do ensino médio do CED 5, avalia que o ensino a distância não substitui o método presencial, mas entende que, nesse momento, a tecnologia é uma boa iniciativa. “Espero que tudo volte ao normal logo e que a minha neta, assim como seus colegas, não seja prejudicada”, diz. “Mas, enquanto isso, o melhor é continuar estudando em casa. E, é preciso dizer, o apoio dos professores tem feito a diferença”. Aulas virtuais O professor de física Marco Aurélio Silva abriu vários canais para que ninguém fique sem estudar. Com humor e criatividade, o docente mantém atualizadas suas páginas no Instagram, Facebook e YouTube. Ele posta fotos e pequenos vídeos de experimentos, com duração de até um minuto, com demonstrações sobre termômetros, circuitos elétricos, trabalhos de alunos e resumos de quadro e cadernos. Enquetes também fazem parte da rotina, como forma de engajar os estudantes. “No Instagram, criei quatro grupos, dois para professores e responsáveis e dois para estudantes, onde encaminho materiais e peço para divulgarem com os amigos”, conta o professor. Segundo ele, depois da pandemia, a adesão aos seus perfis tem sido muito boa, o que demonstra o interesse dos estudantes, professores e familiares que desejam acompanhar os acontecimentos. Marcos planeja ofertar material para aqueles que não têm acesso à internet. “Já temos aulas que estão sendo postadas e acessadas por todas as turmas”, informa o diretor da escola, Elcilênio Alves de Freitas. “Com certeza, [isso terá] um resultado excelente”. Até a pandemia, estes estudantes eram atendidos por um sistema off-line, com o empréstimo de um HD a partir do qual podiam copiar e compartilhar arquivos em PDF, slides e músicas. “Desejo que todos os estudantes um dia possam ter esse acesso à internet, porque a educação evoluiu”, reforça a professora de História do CED 5, Leidiane Braga, que tem utilizado vídeos dinâmicos de docentes familiarizados com a rotina virtual. O trabalho, depois, fica por conta dos resumos, PowerPoint e questionários que a professora cria com base nesses materiais. [Olho texto=”“Desejo que todos os estudantes um dia possam ter esse acesso à internet, porque a educação evoluiu”” assinatura=”Leidiane Braga, professora de História do CED 5″ esquerda_direita_centro=”centro”] Leidiane criou um canal no YouTube no qual disponibiliza vídeos completos e editados com as dúvidas enviadas pelos stories do Instagram. O próximo passo, conta, é fazer uma pesquisa entre os alunos para saber qual rede é mais utilizada, para, então, criar uma página no Instagram. Todo o conteúdo está sendo transferido, para que os estudantes que dispõem de internet acessem suas turmas e participem das atividades com seus grupos. Todos conectados O esforço dos professores conta ainda com a ajuda dos estudantes. Para facilitar o contato e o compartilhamento de informações, lembretes e atividades, dois representantes de cada turma foram inseridos em um grupo no WhatsApp com os docentes, a supervisora pedagógica e os coordenadores pedagógicos. A ideia, que partiu da estudante Maria Eduarda Siqueira, do terceiro ano, era manter os professores por perto em caso de dúvidas ou problemas no aprendizado. “No início disso tudo, ficamos um pouco perdidos”, conta a aluna. “Estávamos acostumados com a presença deles [professores], o que nos deixou muito dependentes. O grupo facilitou nossos estudos. Os professores mandam as atividades e conteúdos e a gente compartilha com os outros grupos das nossas turmas”. Também aluna do terceiro ano, Júlia Magalhães reconhece que a iniciativa dos professores não substitui a sala de aula, mas é importante para manter o foco nos estudos. “É muito melhor do que ficar em casa sem direcionamento e acompanhamento”, aponta. “As aulas virtuais ajudam a atravessar essa quarentena e a insegurança desse momento”. * Com informações da Secretaria de Educação (SEE)

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‘TV Justiça e internet devem ajudar na reposição das aulas’

O isolamento recomendado pelas autoridades em saúde para conter a proliferação da Covid-19 atingiu em cheio o calendário escolar de milhares de estudantes em todo o território nacional. Em Brasília, afastados desde o último dia 11 de março, mais 600 mil alunos da rede pública aguardam em casa uma alternativa para não perder o ano letivo. A Secretaria de Educação (SEE) está atenta aos prazos. Em 5 de abril, finda a antecipação do recesso escolar feita por decreto do governador Ibaneis Rocha. Em tese, as aulas retornariam. Porém, o cenário da vigilância sanitária, que já registrou mais de 200 casos confirmados no DF do novo coronavírus, pode barrar mais uma vez a retomada das atividades presenciais. Diante dessa possibilidade, o GDF  planeja oferecer duas outras modalidades de conteúdo: aulas virtuais pela internet e videoaulas transmitidas pela televisão. “Todo o governo está buscando alternativas para que as coisas continuem acontecendo, mesmo com boa parte da população isolada em suas casas”, explica o secretário de Educação, João Pedro Ferraz. Em entrevista à Agência Brasília, ele conta como a pasta está enfrentado o período e diz que negocia com a TV Justiça a transmissão de aulas para alunos do ensino médio. “Nossa preocupação maior é com os cerca de 80 mil alunos do ensino médio, porque podem não conseguir recuperar esse tempo perdido em função dos prazos de vestibulares, Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] e PAS [Programa Seletivo de Avaliação Seriada]”, afirma. Ferraz lembra ainda que não há previsão para a retomada as aulas presenciais, mas destaca o empenho das equipes na preparação do conteúdo para lançamento das novas plataformas, ainda na primeira quinzena de abril. Abaixo, acompanhe os principais trechos da entrevista. Foto: Renato Araújo / Agência Brasília Como o sr. avalia o posicionamento da população sobre a suspensão das aulas como prevenção ao novo coronavírus? Não chegamos a fazer essa avaliação específica com a participação de professores, alunos e pais. Mas, como a comunidade escolar está no conjunto de toda a população, pela nossa avaliação, está tudo indo bem. A população está aceitando naturalmente as medidas protetivas, porque estão todos preocupados com as vidas que podemos poupar. E estão vendo que não estamos parados; todo o governo está buscando alternativas para que as coisas continuem acontecendo, mesmo com boa parte da população isolada em suas casas. [Olho texto=”“A população está aceitando naturalmente as medidas protetivas, porque estão todos preocupados com as vidas que podemos poupar”” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Como a Secretaria de Educação está lidando com esse quadro? A gente tem buscando soluções para atender as crianças em casa, por meio do ensino virtual. Estamos buscando soluções já pensando em reposição do calendário, para que não haja um prejuízo maior para os alunos. Nossa grande preocupação é com o ensino das séries finais, principalmente do ensino médio. Agora, estamos todos voltados para construir essas alternativas. E o Conselho de Educação Distrital também já autorizou a rede pública a oferecer aulas virtuais… Sim. Temos uma ideia genérica ainda dos resultados dessa nova modalidade de estudo. Na secretaria, já estávamos trabalhando num projeto de contraturno digital. Temos algumas plataformas especializadas de ensino e contamos com ajuda da Google e da Microsoft, que já se colocaram à disposição. Também contamos com profissionais da própria secretaria, que estão engajados e têm habilitação e experiência para isso. A ideia é focar num programa de acesso rápido por telefone ou computador. Estudamos ainda a alternativa de transmitir o conteúdo dessas aulas na televisão. Então, o governo já fechou com alguma emissora? Estamos construindo alternativas, principalmente pensando naqueles alunos que não têm equipamento para acesso à internet. Temos uma ideia que 90% dos nossos alunos já possuem esse acesso às ferramentas digitais, mas se ficar um aluno fora, teremos de atender de outra forma, porque ninguém pode ficar no prejuízo. Já conversamos com a TV Justiça, que se colocou à disposição para colaborar. Então, essa é uma possibilidade mais provável de acontecer, principalmente para atender rapidamente. Começaríamos, no primeiro momento, com uma hora, depois com duas e, no decorrer de uma semana, passaríamos a uma carga horária de pelo menos três horas. Nossa preocupação maior é com os cerca de 80 mil alunos do ensino médio, porque podem não conseguir recuperar esse tempo perdido em função dos prazos de vestibulares, Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] e o PAS [Programa Seletivo de Avaliação Seriada]. Já com os outros, a preocupação existe, mas poderíamos ajustar o calendário, entrar no próximo ano – utilizaríamos os feriados e sábados para compensar tudo. Quando começariam essas aulas virtuais? Nossa ideia é implantar essa modalidade de aulas logo após o fim do recesso, que, pelo decreto, é em 5 de abril. Estamos correndo para viabilizar isso ainda na próxima semana, para poder informar o passo a passo para os estudantes. Num primeiro momento, o foco é o ensino médio. A nossa preocupação maior agora é obedecer às orientações das autoridades de saúde e fazer o isolamento. Vamos cumprir essa determinação para segurança de toda a população e também dos nossos servidores e alunos. Por isso, vamos passar o conteúdo para esses jovens e mantê-los em casa até quando for necessário – mas claro que estamos preocupados que esse tempo em casa seja produtivo, por isso as aulas virtuais. É o que podemos fazer agora; tudo o mais pode ser resolvido depois. Essa modalidade de ensino é algo muito novo, principalmente para os estudantes. Como fazer com que dê certo? Vamos distribuir a programação de forma a envolver estudantes e responsáveis. Será ótimo porque [a família] vai aproveitar esse tempo dentro de casa ocupando nossos alunos com estudo orientado. Esperamos que os pais também contribuam, cobrando disciplina, porque teremos horários específicos para entrar nas salas de aulas – tanto pela televisão quanto pelas plataformas digitais. Nossa ideia é oferecer aos alunos uma agenda de compromissos, com prazos previamente estabelecidos. É uma primeira experiência. Não sabemos qual será o resultado disso, mas o empenho da equipe está concentrado em fazer de tudo para que dê certo. [Olho texto=”“Esperamos que os pais também contribuam, cobrando disciplina, porque teremos horários específicos para entrar nas salas de aulas – tanto pela televisão quanto pelas plataformas digitais”” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Quando o governo espera a retomada das aulas? Já existe um prazo? Não temos um prognóstico do tempo em que ainda vamos ter que ficar parados. Estamos trabalhando com uma suspensão de aulas ainda no mês de abril, talvez maio também. Mas está tudo indefinido ainda.  Estamos trabalhando para oferecer o que há de melhor para educação do DF – tudo dentro das nossas possibilidades e, claro, dentro dessas circunstâncias que a gente vive hoje de pandemia. Durante o período da suspensão das aulas, o que os professores farão? É bom lembrar que, até 5 de abril, todos estão em período de recesso escolar. Nesse primeiro período, estamos contando como se fosse uma antecipação das férias de julho. Mais para a frente, quando as aulas nas plataformas e na televisão se iniciarem, teremos de pensar numa atividade para eles também. Poderão auxiliar no conteúdo e também realizar atividades de capacitação e atualização de uma maneira on-line. Acredito que eles possam colaborar muito essa nova modalidade de ensino, mas estamos trabalhando em sintonia com uma prospecção da Secretaria de Saúde para colaborar enquanto esse isolamento for necessário. Qual é a situação dos servidores da área administrativa? A grande maioria está em serviço de teletrabalho. A nossa preocupação maior agora é obedecer às orientações das autoridades de saúde. O GDF terá de suspender as avaliações de ensino previstas para o primeiro semestre? Tudo isso ficou prejudicado, mas ainda não temos uma orientação conclusiva. Agora, estamos focados em encontrar alternativas. Precisamos agora concluir o conteúdo on-line e passar para validação do Conselho de Educação e para os órgãos competentes, para conseguir autorização e seguir em frente com a proposta. Temos um calendário obrigatório de 200 horas aulas que precisamos cumprir. É uma legislação federal e, pelo menos agora, não tem como alterar. Mas acreditamos que esse calendário possa ser revisto e pode sofrer algumas modificações em virtude dessa paralisação nacional. Tudo ainda vai depender de quanto tempo mais ficaremos em casa. O governo anunciou algumas bolsas e auxílio para alunos carentes, que não estão se alimentando na escola em função da suspensão das aulas. Como a Secretaria de Educação está administrando esse impacto no orçamento? Ainda não tivemos um sinal do governo federal de aportes para educação. O que temos é a aprovação da Câmara Legislativa no sentido de liberar os recursos que estavam destinados à merenda escolar para que eles possam ser repassados às famílias. Já estamos adotando essas providências, retirando parte desses recursos destinados à merenda escolar e colocando nos cartões que as famílias receberam para usar para compra de material escolar. Todos os alunos cujas famílias estão no Cadastro Único já estão recebendo a importância de R$ 60, por 15 dias – o que dará uma média de R$ 120 por mês para cada criança. Isso para cobrir as despesas com aquilo que elas estão deixando de consumir nas escolas. Liberamos esse cartão para ser usado nos mercados por todo o período de suspensão das aulas. [Olho texto=”“Todos os alunos cujas famílias estão no Cadastro Único e já estão recebendo a importância R$ 60, por 15 dias – o que dará uma média de R$ 120 por mês para cada criança”” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] E o auxílio para as crianças das creches? As creches foram fechadas por meio de uma decisão judicial, a pedido do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares. Não fechamos no início porque entendemos que as creches atendiam muitas mães e pais de baixa renda, que precisavam trabalhar e não tinham com quem deixar seus filhos. Nas creches, as crianças têm todas as refeições, higiene e cuidados. Mas, com a ordem judicial de fechar as creches, tivemos que dar uma opção aos pais para alimentação dessas crianças. Então, estabelecemos uma redução no valor do que se paga por crianças nas creches. Esse valor será distribuído com todas as crianças que usam sistema de creche da rede pública. São cerca de 20 mil, tanto  para aqueles que estão nas redes conveniadas quanto [para os que se encontram] nas [redes] geridas pela Secretaria de Educação. Quando os pais terão acesso a esses valores? Os 20 mil cartões-auxílio alimentação/creche serão distribuídos a partir desta sexta-feira (26). Vamos entregar todos às 14 regionais de ensino, e cada regional ficará responsável pela distribuição. Algumas vão distribuir na própria sede; outras vão encaminhar a grandes escolas, para não haver aglomeração. Vamos organizar essa distribuição durante seis dias, com escalas para não formar filas. Na semana que vem, quando todos estiverem com o cartão na mão, o BRB vai carregar esses cartões com o valor de R$ 150 por mês para cada criança.

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