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Com rótulos premiados no Brasil e no exterior, Vinícola Brasília consolida a capital federal no mapa do vinho

Brasília, conhecida por sua arquitetura icônica e relevância política, vem conquistando um novo espaço de destaque: o cenário vitivinícola. Em apenas dois anos de existência, a Vinícola Brasília já se firmou como um dos grandes símbolos da produção de vinhos no país, acumulando premiações nacionais e internacionais e projetando o Distrito Federal como um novo polo do setor. Como parte das celebrações dos 66 anos da capital, a Vinícola Brasília preparou uma programação especial que também marca seus dois anos de história. A proposta é convidar o público a brindar Brasília com experiências que unem vinho, música e gastronomia em um ambiente que valoriza o estilo de vida ao ar livre. A festa começa na segunda-feira (20), com o lançamento de um rótulo especialmente criado para os 66 anos de Brasília. O primeiro espumante de Chenin Blanc da vinícola Marchese, elaborado pelo método tradicional e com colheita de inverno já nasceu premiado, conquistando medalha de ouro na Grande Prova Vinhos do Brasil antes mesmo de chegar oficialmente ao mercado O rótulo de espumante criado para os 66 anos de Brasília já chega ao mercado premiado | Fotos: Ana Carolina Domingues/Setur-DF A programação segue terça-feira (21), com um fim de tarde no jardim da vinícola, ao som de DJ, com vinhos servidos em taça e garrafa, além de opções gastronômicas.  O ponto alto das comemorações será na sexta-feira (24), com um jantar harmonizado exclusivo na cave, em um formato mais intimista, que marca o lançamento do rótulo Tempranillo Brasília 66 anos. Criado especialmente para homenagear a capital, o vinho simboliza não apenas a celebração da cidade, mas também o momento de consolidação da vitivinicultura no Distrito Federal, reforçando a identidade e o potencial do Cerrado como novo território de grandes vinhos brasileiros. Projeto coletivo Inaugurada em abril de 2024, a vinícola nasceu da união de dez famílias produtoras — Alto Cerrado, Boa Vista da Mata, Casa Vitor, Ercoara, Horus, Marchese, Miro, Monte Alvor, Oma Sena e Villa Triacca —, que decidiram transformar uma paixão em projeto coletivo. Vindos majoritariamente da Região Sul nas décadas de 1970 e 1980, esses produtores encontraram no Cerrado condições ideais para o cultivo da uva, especialmente com a técnica da dupla poda e colheita de inverno. O resultado desse trabalho colaborativo é expressivo. Em pouco tempo, a vinícola já soma mais de uma centena de premiações, reforçando a qualidade do terroir brasiliense e a capacidade da região de produzir vinhos de excelência. “Estamos fazendo 50 anos em 5”, resume Ronaldo Triacca, um dos representantes do setor e diretor de Relações Institucionais da Associação Nacional dos Produtores de Vinhos de Inverno (Anprovin), ao destacar a velocidade de evolução da produção local. A proposta da Vinícola Brasília envolve sustentabilidade, inovação e desenvolvimento econômico Mais do que números, o sucesso da vinícola também carrega um forte significado simbólico: o empreendimento surgiu como um presente para Brasília, que neste mês celebra mais um aniversário. A proposta vai além da produção de vinhos, envolve sustentabilidade, inovação e desenvolvimento econômico, com práticas como reaproveitamento de água e preservação da vegetação nativa. “O Governo do Distrito Federal tem atuado de forma estratégica para impulsionar o enoturismo, com a criação de um grupo de trabalho que reúne diversos órgãos e parceiros do setor produtivo. Essa integração tem sido fundamental para estruturar iniciativas como a Rota da Uva, que valoriza nossos produtores, fortalece a economia local e posiciona Brasília como um novo destino de experiências ligadas ao vinho e ao turismo rural”, destaca o secretário de Turismo interino, Bernardo Antunes.  Para quem vive o dia a dia da produção, o crescimento é também emocional. A produtora Isabella Bonato, da vinícola Oma Sena, destaca o espírito coletivo que sustenta o projeto. Segundo ela, mesmo sendo um negócio familiar, criado em homenagem à avó, as conquistas são compartilhadas entre todos. “O que um ganha, todo mundo ganha”, resume, ao reforçar a cultura de cooperação que marca a iniciativa. Qualidade e inovação Em um moderno laboratório dá mais agilidade e precisão às análises feitas pela Anprovin Outro marco importante para o avanço da vitivinicultura no Distrito Federal é a criação de um moderno laboratório de análises, desenvolvido a partir de uma demanda da Anprovin, recém-inaugurado no final do mês de março. A iniciativa surgiu da necessidade de dar mais agilidade e precisão às análises, que antes eram enviadas ao Rio Grande do Sul, gerando custos elevados e riscos de comprometimento das amostras. De acordo com Ronaldo Triacca, que participou diretamente da concepção do projeto, a estrutura representa um divisor de águas para o setor. “O laboratório surgiu de um anseio dos produtores. Antes, precisávamos enviar todas as amostras para o Rio Grande do Sul, o que encarecia o processo e, muitas vezes, comprometia a qualidade das análises. Agora, teremos agilidade, precisão e autonomia”, explica. Com investimento de cerca de R$ 4 milhões, o espaço será um dos mais tecnológicos do país, equipado com aparelhos importados e estrutura de ponta. Segundo Triacca, o impacto vai além da operação das vinícolas: “Esse laboratório será fundamental para a certificação dos vinhos de inverno e para elevar ainda mais o padrão de qualidade da produção brasileira. Ele também abre portas para pesquisas e até para apoiar órgãos como o Ministério da Agricultura no futuro.” [LEIA_TAMBEM]O laboratório atenderá, inicialmente, as vinícolas associadas, mas também estará disponível para produtores do Distrito Federal, Goiás e outras regiões. A estrutura conta, ainda, com parcerias com a Embrapa Uva e Vinho e com a Embrapa Cerrados, além de um campo experimental que permitirá avanços significativos em pesquisa e desenvolvimento. Outro avanço importante é a criação da Rota da Uva, um material disponível no site da Secretaria de Turismo do DF (Setur-DF), que convida moradores e visitantes a explorar as vinícolas da região, impulsionando o enoturismo e ampliando a experiência cultural e gastronômica em Brasília. *Com informações da Setur-DF  

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Vinhos brasilienses são premiados na Wine South America

Entre os dias 6 e 8 de maio, a Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), em parceria com a missão empresarial do Sebrae-DF, participou da 5ª edição da Wine South America (WSA), a maior feira de negócios de vinhos da América Latina, realizada em Bento Gonçalves (RS). A presença marcou a estreia oficial dos vinhos brasilienses no evento. “Levar o enoturismo de Brasília para feiras e congressos do segmento é uma estratégia importante para divulgar essa atividade. Em 2023, o Governo do Distrito Federal (GDF) criou um grupo de trabalho, reunindo diversas secretarias para, juntos, pensarmos em ações de melhoria para essa atividade econômica. Nosso objetivo é fazer com que, cada vez mais, moradores e visitantes conheçam essa experiência  na capital do país”, afirma o secretário de Turismo, Cristiano Araújo. Das dez vinícolas do DF, sete estiveram no evento realizado no Bento Gonçalves (RS) | Foto: Divulgação/Setur-DF No estande da Secretaria, intitulado “Rota das Uvas de Brasília”, sete vinícolas — das dez casas produtoras da Vinícola Brasília — representaram o Distrito Federal: Horus, Alto Cerrado, Marchese, Miro, Oma Sena, Villa Triacca, Casa Vitor e Ercoara. Além de apresentar seus rótulos ao público, os vitivinicultores brasilienses levaram prêmios para casa. A Casa Vitor conquistou o título de melhor tinto Syrah do Brasil e do Estado, com o vinho Quatro Altitudes 2022. Já a vinícola Ercoara, foi premiada como melhor branco Viognier do Brasil pelo rótulo Canindé 2024. Com rodadas de negócios e ampla degustação, a feira movimentou mais de R$ 100 milhões em transações ao longo dos três dias e reuniu cerca de 7 mil compradores nacionais e internacionais. A participação inédita de Brasília chamou a atenção do mercado e atraiu o interesse de especialistas e investidores. Ronaldo Triacca, proprietário da Villa Triacca – Hotel Vinícola & Spa, classificou a experiência como “espetacular”: “Nosso estande foi um dos mais visitados da feira, por ser novidade e pelo fato de as vinícolas de Brasília terem sido premiadas na Grande Prova de Vinhos da WSA. Isso contribuiu muito. Os vinhos de Brasília já vêm ganhando notoriedade, despertando curiosidade. Muitos compradores e donos de vinícolas tradicionais do Sul e de outras regiões passaram por nosso estande e ficaram impressionados com a qualidade dos nossos vinhos.” Triacca também destacou o suporte recebido e as oportunidades de negócios: “O apoio da Setur-DF e do Sebrae-DF foi fundamental para estarmos lá. A Villa Triacca já fechou um negócio para Salvador (BA) e, nesta semana, estou encaminhando vinhos para lá. Outros negócios já estão em andamento.” *Com informações da Secretaria de Turismo

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Programação enoturística no coração de Brasília

O Vinhedo Lacustre tem programação enoturística, que vai do piquenique embaixo das parreiras, passando por degustação e visitação, jantar harmonizado, até a possibilidade de colher a uva e fazer o próprio vinho | Fotos: Divulgação / Foto: Emater-DF O ortopedista aposentado Odelmo de Gregório (82), em 2010, cultivava parreiras de uva de mesa numa propriedade da família, localizada em Planaltina. O gosto pelo cultivo o fez se cadastrar na Emater-DF para receber orientações técnicas e aprimorar o plantio. Um tempo depois, trocou Planaltina pelo Núcleo Rural Jerivá, no Lago Norte. Para o novo imóvel, com dois hectares de área total, levou algumas mudas da uva Isabel e plantou videiras usando a técnica de latada ou pergolado, comum no Rio Grande do Sul. Desde abril de 2021, o filho e arquiteto Marcos Henrique Ritter de Gregório, 41 anos, assumiu a plantação de uva e se encantou pela vitivinicultura. Na propriedade, já eram plantadas diferentes castas vindas do Rio Grande do Sul, das quais a Syrah, Cabernet Sauvignon e a Merlot foram as que se desenvolveram melhor, sendo que é o único cultivo de Merlot em todo o DF. Logo que assumiu o controle da propriedade, recebeu a proposta de vender toda a produção para a Vinícola Brasília. Foi um sinal da qualidade da uva produzida no local. [Olho texto=”“Como a propriedade é pequena em termos de escala, temos de buscar alternativas para deixá-la sustentável. Os custos que envolvem a vitivinicultura são elevados. Recentemente, foi feito um investimento na produção de um rótulo e, em setembro, devemos envasar algumas garrafas de vinho fino”” assinatura=”Marcos Henrique de Gregório, vitivinicultor” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Na nova jornada, após avaliar o potencial da propriedade, que fica no coração Brasília e com uma vista privilegiada para o Lago Paranoá, fundou o Vinhedo Lacustre. Visando dar sustentabilidade ao negócio, firmou parceria com o enólogo de Bento Gonçalves, Carlos Sanabria, e, juntos, estão oferecendo uma programação voltada para experiências enoturísticas. “Como a propriedade é pequena em termos de escala, temos de buscar alternativas para deixá-la sustentável, como pequenos eventos e visitações. Os custos que envolvem a vitivinicultura são elevados, naturalmente. Recentemente, foi feito um investimento na produção de um rótulo e, em setembro, devemos envasar algumas garrafas de vinho fino”, declarou Marcos Henrique. Assistência técnica A última safra produzida numa área de um hectare da propriedade contou com 2.000 kg das castas Cabernet Sauvignon, Syrah, Pinotage, Merlot e, como experimento, Sauvignon Blanc. Para esse desempenho, foi necessário recorrer à assistência técnica de profissionais, inclusive da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF). Recorrendo ao auxílio da Emater-DF, o produtor rural Marcos Henrique sempre conversa com os técnicos da empresa para tirar dúvidas: “Tem muita tecnologia e um universo do qual não detenho todas as informações” Com auxílio dos técnicos da empresa, Marcos Henrique tirou o registro de produtor rural há pouco mais de um mês. Para ele, ter a Emater-DF por perto dá uma sensação de porto seguro. “Tem muita tecnologia e um universo do qual não detenho todas as informações. Assim, venho recorrendo ao auxílio da Emater-DF desde abril, quando assumi as uvas. Se uma eventualidade acontecer, tenho a quem recorrer. Tiro as dúvidas e, quando acontece alguma coisa, o diálogo com o técnico que me assiste é fácil e dinâmico”, informou. O agrônomo da Emater-DF que presta assistência técnica à propriedade, João Ricardo Ramos Soares, entende que é papel do extensionista rural estar atento às demandas e necessidades dos produtores. “O perfil produtivo desta região é diferente de outras áreas rurais do DF e tem sido um desafio. Tem cultivo de cogumelo, agroindústria, tem produtores de uva, como o da família Gregório. Além disso, existe a possibilidade de agregar outras atividades à produção e uma capacidade de resposta rápida dos produtores às nossas orientações”, afirmou o agrônomo. [Olho texto=”“Existe a possibilidade de agregar outras atividades à produção e uma capacidade de resposta rápida dos produtores às nossas orientações. Tudo isso qualifica ainda mais nosso trabalho junto a esse público, pois não ficamos só na produção, mas abrimos o leque de sustentabilidade do empreendimento rural para o turismo, atividades de degustação, entre outras”” assinatura=”João Ricardo, agrônomo” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “Tudo isso qualifica ainda mais nosso trabalho junto a esse público, pois não ficamos só na produção, mas abrimos o leque de sustentabilidade do empreendimento rural para o turismo, atividades de degustação, entre outras”, acrescenta João Ricardo Inicialmente, o auxílio do escritório da Emater-DF no Paranoá ao vitivinicultor se deu com a documentação do produtor rural. Ao mesmo tempo, tem sido feito um acompanhamento em cima da nutrição das videiras. “Outro auxílio que estou buscando junto à Emater-DF é a obtenção de crédito rural, preciso aprender o caminho das pedras. No momento, é a minha paixão e é necessário viabilizar o projeto com alternativas. Tem sido uma aventura prazerosa”, contou Marcos Henrique. Vinhedo Lacustre A 15 km da Rodoviária do Plano Piloto, o Vinhedo Lacustre tem um hectare de parreiras espalhados pelo terreno íngreme com a vista de frente para o Lago Paranoá, exatamente onde o sol se põe no período de inverno. Valendo-se do espetáculo visual, o produtor rural e proprietário do empreendimento, Marcos Henrique, juntamente com o enólogo Carlos Sanábria, montaram uma programação enoturística para todos os gostos e investimentos. Desde piquenique embaixo das parreiras, passando por degustação e visitação às parreiras, jantar harmonizado, até a possibilidade de colher a uva e fazer o próprio vinho estão entre as opções ofertadas ao público. Quem optar pelo piquenique, ganha uma cesta recheada com espumante, pães e frios. Na degustação, são oferecidos cinco rótulos e um espumante, sendo alguns deles da casa. Para participar de qualquer uma das opções, é necessário agendar com antecedência. Em setembro, há a previsão de lançamento dos primeiros rótulos produzidos na casa. Segundo o proprietário, a temporada até setembro será um divisor de águas, quando vai decidir que caminho seguir. *Com informações da Emater-DF

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